Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #61
    56/497 Mato Leitão-RS

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    Localiza-se a uma latitude 29º31'28" sul e a uma longitude 52º07'43" oeste, estando a uma altitude de 81 metros.

    Possui uma área de 45,903 km² e sua população estimada em 2016 era de 4 240 habitantes.

    Economia
    Tem como base da economia a produção agrícola, principalmente de fumo, milho e erva-mate.

    Destaca-se na indústria a empresa Calçados Beira Rio (calçados), Biscobom Alimentos (biscoitos), Frigorífico 3 K (abate e beneficiamento de carne bovina), Móveis Gottems (móveis), e Conservas Janaína, uma das maiores indústrias de alimentos da região. O município, além disto, possui uma grande quantidade de ateliês, que fabricam diversos produtos industrializados, tais como solas de calçados, camisetas e demais peças de roupas.

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    Última edição por Quinhones; 23-06-18, 20:57.

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      Fazedor de Chuva

      • Mar 2016
      • 2943

      #62
      57/497 Venâncio Aires-RS

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      Venâncio Aires é um município brasileiro no centro do estado do Rio Grande do Sul. Emancipado de General Câmara em 1849 e instalado em 1891, seu nome é uma homenagem ao jornalista Venâncio de Oliveira Aires.

      Em 2010 possuía 69,859 habitantes, 59,11% destes na zona urbana e 40,89% na zona rural, sendo o 30° município mais populoso do Rio Grande do Sul. Fala-se lá tanto o português como o alemão, em especial o dialeto hunsrückisch. É considerada a "capital nacional do chimarrão", devido à sua produção de erva-mate, sendo também um dos maiores produtores de fumo do Brasil.

      A região de Venâncio Aires era habitada, no século XVI, por índios, principalmente nos vales dos rios e arroios.[6] Os primeiros registros escritos de povoamento da região onde está Venâncio Aires datam de 1762, com a compra de terras do posseiro Francisco Machado Fagundes da Silveira.

      O município de Venâncio Aires intensificou sua povoação a partir de 1800, com a chegada e fixação dos açorianos às margens do Rio Taquari e do Arroio Castelhano. Os colonos açorianos dedicavam-se, primeiramente, à pecuária, à exploração de madeira e à produção de erva-mate.

      Em 1849, o município de Taquari se emancipou de Triunfo, levando, consigo, General Câmara (na época, Santo Amaro) e Venâncio Aires, nomeado Faxinal dos Tamancos. Entre os anos de 1853 e 1856, os primeiros imigrantes alemães chegaram à região, dedicando-se à agricultura e localizando-se no vale do Arroio Sampaio. Santo Amaro conquistou autonomia de Taquari em 1881. O Arroio Castelhano ganhou sua primeira ponte em 1878, o que foi importante para o escoamento de produtos para a região.

      Em 8 de maio de 1884, a localidade de Faxinal dos Tamancos alcançou sete mil habitantes e se elevou a "Freguesia de São Sebastião Mártir". Neste ano, também se iniciou a construção de uma capela para o santo padroeiro, São Sebastião.

      "Ato nº 371 de 30 de abril de 1891, o vice Governador do Estado resolve elevar a villa, a Freguesia de São Sebastião Mártir a condição de Distrito do município de Santo Amaro, com a denominação de Venâncio Aires".

      Através desta declaração do então governador do Rio Grande do Sul Fernando Abbott, de 30 de abril de 1891, surgiu o município de Venâncio Aires, ainda que sua sede fosse uma vila. O nome originou-se como homenagem ao jornalista Venâncio de Oliveira Aires, que foi do estado de São Paulo viver no Rio Grande do Sul. A vila elevou-se à cidade no dia 11 de maio de 1891.

      Em 1913, começou-se o planejamento das ruas do centro da cidade, em linhas retas. Em 1920, a iluminação pública passou a ser com lâmpadas. Surgiram os primeiros telefones na cidade e a população atingia 17 mil habitantes. Em 1924, a sociedade já possuía 48 grupos alemães. Em 1934, os negros entraram na comunidade venancio-airense.

      Entre 1940 e 1960, o Porto de Mariante, na localidade de Mariante, transformou Venâncio em um centro comercial, impulsionando a economia. Em 1968, alcançou a liderança na produção de fumo, com uma colheita de 7 400 toneladas. Na década de 1970, iniciou-se o processo de industrialização do município, com continuação na década de 1980, fazendo com que o município chegasse às primeiras posições no cenário econômico do Rio Grande do Sul nos anos 1990. Em 2005, com a crise no agronegócio e prejuízos com a produção de erva-mate e fumo, foi feito o Seminário do Plano de Desenvolvimento Estratégico - Venâncio 2020, onde foram tracejadas as próximas metas para o desenvolvimento da cidade.

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      • Quinhones
        Fazedor de Chuva

        • Mar 2016
        • 2943

        #63
        58/497 Candelária-RS

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        História
        Redução Jesus Maria (1633-1636)
        Remonta a novembro de 1633 a fundação da Redução Jesus Maria pelo jesuíta espanhol Pedro Mola, no local que hoje é conhecido como Trincheira, na localidade de Linha Curitiba, a cerca de 3,5 km da cidade. Esta povoação de índios é uma das 18 fundadas na primeira fase das reduções, tendo elas surgido em virtude de um acordo entre o governador da Província do Rio da Prata e a Companhia de Jesus em 4 de julho de 1626.

        A mais próspera das 18 reduções era a de Jesus Maria, na qual viviam cerca de 6 mil índios da nação Tupi-Guarani em uma espécie de cidade que apresentava condições de vida favoráveis em termos de subsistência. Dedicavam-se a agricultura, produzindo milho, trigo e mandioca, além de possuírem significativos rebanhos de bovinos, ovinos e suínos.

        Justamente pela pujança e grandeza da redução candelariense, bandeirantes paulistas foram atraídos na intenção de aprisionar índios e escravizá-los. Porém a redução contava com um ferrenho sistema de defesa formado por trincheiras, paliçadas e armamentos, além de índios adestrados militarmente por especialistas em operações de guerra. Uma boa explicação para a heróica resistência de seis horas(das 8h as 14h) frente a bandeira poderosa comandada por Antônio Raposo Tavares.Na batalha de 3 de dezembro de 1636 caiu, com ares de heroísmo, a resistência da Redução de Jesus Maria, pondo fim ao primeiro capítulo da história candelariense.

        Colonização até hoje (1862-Hoje)
        Em 1862 dois filhos de imigrantes alemães, João Kochenborger e Jacob Welsch decidiram mudarem-se da cidade de Rio Pardo para as terras onde hoje está Candelária, na época um distrito de Rio Pardo. Kochenborger passou a viver onde hoje é Linha Curitiba e, anos mais tarde construiu um aqueduto com a finalidade de transportar água do arroio Molha Grande até sua propriedade, onde a força hidráulica movimentaria um engenho de serra e um moinho de milho e trigo.

        Jacob Welsh depois de residir por um período na atual rua Dr. Middendorf, mudou-se para onde hoje é a linha Passa Sete, ali estabelecendo-se para o resto da vida.

        O povoado cresceu significativamente baseado na agricultura e pecuária, tendo aos poucos o desenvolvimento do comércio e pequenas indústrias. Devido ao desenvolvimento, em 9 de maio de 1876 o distrito foi elevado a freguesia, denominada Nossa Senhora de Candelária.

        No alvorecer do século XX o núcleo urbano contava com aproximadamente 150 moradores, estabelecidos majoritariamente às margens da Rua do Comércio, atual Avenida Pereira Rego. Pois foi justamente o Coronel José Antônio Pereira Rego, chefe da política republicana de Rio Pardo, que instruiu os partidários já desde 1924 em reuniões no Clube Rio Branco, marcando a tentiva de emancipação política de Candelária.

        O movimento contava com o apoio do também republicano e Presidente do Estado Dr. Borges de Medeiros, desta forma deu-se em 7 de julho de 1925 o decreto de criação de Candelária, tendo sido nomeado Intendente o Sr. Albino Lenz.

        Área 934,930 km² [2]
        População 31 541 hab. est. IBGE/2016[3]
        Densidade 33,74 hab./km²
        Altitude 57 m
        Clima subtropical Cfa

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          Fazedor de Chuva

          • Mar 2016
          • 2943

          #64
          59/497 Novos Cabrais-RS

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          Novo Cabrais é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, emancipado de Cachoeira do Sul e Cerro Branco e instalado em 1995.

          A origem do nome do município possui duas possibilidades: a primeira é a chegada da família Cabral em seu território; a segunda deriva da existência de cabras nos arredores da cidade.[6]

          Os primeiros resgistros da ocupação de terras no município data de 1814, quando o agricultor Antônio José Menezes adquire um lote de terras ao sul do município, em um território nomeado Mangueirinha. Logo após, o governo provincial concede a Francisco José da Silva Moura uma área conhecida hoje como Cortado.[7].

          Geografia
          Localiza-se na Mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense e na Microrregião de Cachoeira do Sul. Seu território está empregado nas Escarpas do Botucaraí, pertencendo à Região Centro-Serra, também fazendo parte do Corede Jacuí Centro.

          Atinge uma altitude média de 50 metros ao nível do mar. Está às margens da RSC-287, estando a 30 quilômetros de seu principal polo, Cachoeira do Sul, e a 210 quilômetros da capital estadual, Porto Alegre.

          Demografia
          A população total do município, segundo os dados preliminares do censo de 2016, realizado pelo IBGE, é de 4 107 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 27 hab/km².

          A população urbana, em 2006, representa 8,81% e a população rural corresponde a 91,19%[8].

          O sexo feminino representa 48,56% da população, enquanto o sexo masculino corresponde a 51,44%[9] (na zona urbana o sexo feminino possui uma desvantagem de 47,45% contra 52,55% da masculina[10]; na zona rural, há 51,34% da população sendo homens e 48,66% sendo mulheres[11]), de modo que a população estimada neste ano era de 3.739 habitantes.

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            • Mar 2016
            • 2943

            #65
            60/497 Paraiso do Sul-RS

            OBS: Para essa etapa, aproveitei que precisava finalizar a BR 101 no RFC e dessa forma saí de Santa Maria, sendo o primeiro município a registrar Santana da Boa Vista, indo em direção a Rio Grande e São Jose do Norte, saindo em Osório onde finalizei o RFC BR 101 e de lá retornando para casa e registrando um total de 23 municípios em 1.175 km rodados em 2 dias.

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            Paraíso do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. O município de Paraíso do Sul localiza-se na Região Central do estado do Rio Grande do Sul e possui uma área de 342,448km² e posição geográfica estabelecida entre os paralelos 29°33’31” e 29°51’05” de latitude sul e entre os meridianos 53°02’02” e 53°13’31” de longitude oeste. Sendo que a cidade de Paraíso do Sul localiza-se na interseção do paralelo 29°44’00” de latitude sul e o meridiano 53°11’00” de longitude oeste e estando a uma altitude de 34 metros acima do nível do mar.

            História
            No que diz respeito à ocupação humana, segundo Wilian Werlang na obra "História da Colônia Santo Ângelo", na região onde hoje se localiza o município de Paraíso do Sul, foram encontrados sítios arqueológicos, com pelo menos 8 mil anos de existência, havendo vestígios da presença de indígenas das tradições: Humaitá, Vieira e Tupi Guarani, pois a extensa várzea do Rio Jacuí sempre atraiu populações, devido a riqueza de suas águas e matas que propiciavam a pesca e a caça. Outro motivo para a atração exercida por estas várzeas foi a fertilidade do solo, que possibilitou a prática da agricultura. Além disso, o rio também servia de estrada para pequenas embarcações. No período das cheias, os índios migravam para as áreas mais elevadas, retornando nos períodos de secas.

            Ainda segundo este autor, os índios da tradição Humaitá viviam em grupos e alimentavam-se da caça, da pesca e da coleta. Confeccionavam utensílios de pedra, que serviam para cortar e retalhar animais ou ainda para escavar o solo com o objetivo de extrair raízes. O ambiente quente e úmido, não permitiu que fossem encontrados vestígios de habitações dessa tradição.

            Já os indígenas da tradição Vieira, chegaram à região aproximadamente a 3 mil anos atrás e o artefato característico dessa tradição era a ponta-de-projétil, elemento típico de um grupo de caçadores especializados, sendo que este artefato era utilizado na caça, na guerra e na pesca.

            Os índios da tradição Tupi-Guarani chegaram a região por volta do ano 1000 a.C. Nos sítios arqueológicos dessa tradição foram encontrados artefatos cerâmicos, o que indica serem um grupo especializado na agricultura. Eram bons navegadores e sabiam explorar com eficiência os recursos da floresta. Com suas armas, que eram constituídas por lanças, tacapes, arcos e flechas e também com a agressividade de suas incursões, foram expulsando as tribos rivais por onde passavam. Usavam a coivara (queimadas controladas) para abrir clareiras na mata, onde as mulheres faziam o plantio e a colheita. Ao longo do Rio Jacuí, existem vestígios de habitações que abrigariam até 300 índios. Estes índios já cultivavam o fumo, o milho, a mandioca, o amendoim e o feijão, além de outras culturas.

            Segundo Fortes & Wagner na obra "História Administrativa, Judiciária e Eclesiástica do Rio Grande do Sul", no ano de 1809 foi criado o município de Rio Pardo e a região passa a integrar o território deste. A partir de 1819 a área em estudo passa a ser administrada pelo município de Vila Nova de São João da Cachoeira, hoje Cachoeira do Sul, devido a emancipação deste. Nesta época a região era habitada por grupos indígenas isolados e por estancieiros de origem portuguesa ou açoriana, que criavam gado e cultivavam suas terras utilizando mão-de-obra escrava, existindo também proprietários que criavam gado e cultivavam suas terras utilizando somente a ajuda da família.[5]

            Por volta de 1857 teve o início de sua colonização, com a chegada dos primeiros imigrantes alemães. A partir de 1880 começaram a chegar os primeiros italianos. Em 1940, Paraíso recebia o nome de Marupiara, que voltou a ser Paraíso do Sul em 1959, quando foram criados os distritos de Rincão da Porta e Paraíso do Sul.

            No dia 24 de abril de 1988, foi realizado um plebiscito e o resultado foi favorável a emancipação. No dia 12 de maio de 1988 foi criado o município de Paraíso do Sul, que uniu os dois distritos cachoeirenses de Rincão da Porta e Paraíso do Sul. Sendo a cidade a sede do distrito Rincão da Porta que passou a se chamar Paraíso do Sul e o distrito de Paraíso do Sul, passou a chamar-se Vila Paraíso.[6]

            A população paraisense etnicamente é composta por descendentes de alemães, portugueses, italianos e negros, entre outros. Em 2010, os Brancos predominavam na cidade com 6.481 pessoas, seguido pelos Pardos com 544, os Negros com 299 e pelos Amarelos com 12 pessoas.

            Segundo dados do Censo Demográfico 2.010 realizado pelo IBGE, a população total residente no município de Paraíso do Sul era de 7.336 habitantes, sendo que destes, 2.852 ou 38,9 % residiam na área urbana e 4.484 ou 61,1 % residiam na área rural e a densidade demográfica era de 21,42 hab./km². O município apresentava ainda, no ano de 2010 uma população jovem, entre 0 e 19 anos, de 1.901 habitantes, que correspondia a 25,9 % e a população adulta, entre 20 e 59 anos, era de 4.157 habitantes ou 56,7 %. Enquanto que a população idosa, com mais de 60 anos, era de 1.278 habitantes, o que representava 17,4 % da população total do município, mostrando a elevada expectativa de vida desta população. Em relação à distribuição da população por sexo, os homens correspondiam 3.694 habitantes ou 50,4 % e as mulheres correspondiam a 3.642 habitantes ou 49,6 %, com o predomínio do sexo feminino nas faixas etárias mais elevadas, devido a maior expectativa devida das mulheres.

            Com relação ainda a população do município, o Censo do IBGE revelou a existência de 2.522 domicílios, com uma média de 2,9 pessoas por residência.

            Ainda segundo o IBGE, naquele ano, no município, 3.808 pessoas que se declararam evangélicas (diversas denominações), 3.421 católicas, 86 sem religião e 21 pessoas eram espíritas.

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              • Mar 2016
              • 2943

              #66
              Controle de tempo e km rodados por etapa/viagens.

              Partindo de Santa Maria-RS


              1. São Vicente e Cacequi-RS
              Data= 30/10/2017
              Km Rodados= 249 km
              Tempo= 1 Dia

              2. Tupanciretã e Julio de Castilhos-RS
              Data= 04/11/2017
              km rodados= 265 km
              Tempo= 2 Dias

              3. Condor, Panambi, Bozano, Pejuçara, Quinze de Novembro, Fortaleza dos Valos e Boa Vista do Incra-RS
              Data= 11/11/2017
              Km Rodados= 569 km
              Tempo: 2 Dias

              4. São Francisco de Assis, Manoel Viana, Alegrete e Rosário do Sul-RS
              Data= 27/11/2017
              Km Rodados= 490 km
              Tempo= 1 Dia

              5. São Sepé, Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Aceguá, Bagé, Hulha Negra, Dom Pedrito, São Gabriel, Santa Margarida do Sul e Vila Nova do Sul-RS
              Data= 01/12/2017
              Km Rodados= 932 km
              Tempo= 2 dias

              6. Porto Alegre (ficou pra trás essa publicação, foi quando fui com o Tarso buscar a nova moto dele)
              Data= 08 Julho 2017
              Km Rodados=608 km
              Tempo= 1 dia

              7. Dilermando de Aguiar
              Data= 09/12/2017
              Km Rodado= 97 km
              Tempo= 1 dia

              8. Silveira Martins, São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma, Pinhal Grande, Dona Francisca, Agudo, Restinga Seca e Formigueiro.
              Data= 10/02/2018
              Km Rodado= 320,8 km
              Tempo= 1 dia

              8. Farroupilha.
              Data= 03/03/2018
              Km Rodado= 773,4 km
              Tempo= 2 dias

              9. (Santana da Boa Vista-Canguçu-Morro Redondo-Pelotas-Rio Grande-São José do Norte-Tavares-Mostardas-Palmares do Sul-Capivari do Sul-Osório-Caraá-Santo Antônio da Patrulha-Glorinha-Gravataí-Nova Santa Rita-Tabaí-Lajeado-Mato Leitão-Venâncio Aires-Candelária-Novos Cabrais e Paraiso do Sul)

              Data= 09/03/2018
              Km Rodado= 1.175 km
              Tempo= 2 dias

              9. (Sant'Ana do Livramento-Quaraí-São Borja-Santiago-Nova Esperança do Sul-Jaguari e Mata)

              Data= 20/03/2018
              Km Rodado= 5.987 km (incluindo a viagem pelo Uruguai, Argentina e Chile)
              Tempo= 10 dias

              Total=67/497 municípios do RS
              Última edição por Quinhones; 03-04-18, 09:02.

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              • Quinhones
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2016
                • 2943

                #67
                61/497. Sant' Ana do Livramento-RS (Esse primeiro município, fiz por ocasião de uma viagem pela Argentina e Chile, no primeiro dia quando entramos pelo Uruguai)

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                Sant'Ana do Livramento é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 30º53'27" sul e a uma longitude 55º31'58" oeste, estando a uma altitude de 208 metros e a uma distância de 498 km da capital Porto Alegre, a 500 km de Montevidéu (capital do Uruguai), 634 km de Buenos Aires (capital da Argentina), 2 434 km de Brasília (capital do Brasil) e 380 km do porto de Rio Grande.

                No último censo realizado, Livramento apresentou um dos maiores índices de evasão populacional em todo o estado (-9,18%). Em números absolutos, se destaca na estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, tendo perdido mais de 8 000 habitantes desde o censo de 2000, caindo de 90 849 pessoas para 82 513 habitantes. Possui uma área de 6 950,37 km², sendo o segundo maior município gaúcho e também da Região Sul.

                Faz parte da Região da Campanha do Rio Grande do Sul, destacando-se na pecuária (bovinos e ovinos) e na produção de arroz e soja. Mais recentemente, vem ampliando a produção frutífera, com destaque para a vitivinicultura.

                Em 2009, foi declarada oficialmente pelo governo brasileiro como a cidade-símbolo da integração brasileira com os países membros do Mercosul.[6]

                Os primeiros ocupantes conhecidos da região do atual município foram os índios charruas e minuanos. Em seguida, vieram jesuítas espanhóis, depois ao longo do século XIX vieram imigrantes portugueses e italianos. Em 1810, a instabilidade política que levaria à independência das colônias espanholas na Bacia Platina motivou a vinda de tropas portuguesas para a região, com a finalidade de resguardar a fronteira luso-espanhola. Essas tropas, comandadas por Diogo de Sousa, conde de Rio Pardo, deram início à atual cidade de Sant'Ana do Livramento, através da construção de uma capela dedicada à santa homônima. A povoação portuguesa permanente da região iniciou-se com a doação de sesmarias feitas pelo Marquês de Alegrete, em 1814[7]. Fundada a cidade em 30 de julho de 1823, foi elevada à categoria de município em 1857, emancipando-se de Alegrete.

                Sant'Ana do Livramento situa-se na fronteira do Brasil com o Uruguai; do outro lado da divisa seca (uma rua urbana), situa-se Rivera. É um dos municípios mais antigos, e o segundo maior em extensão territorial do Rio Grande do Sul. Atravessou períodos de grande prosperidade, quando despontavam grandes lanifícios, frigoríficos, organizações sociais e clubes de futebol. Lentamente, a economia foi fenecendo, por múltiplas razões, dentre as quais podem ser citadas: isolamento (distância de outros centros econômicos expressivos), visão centralista (na política, na indústria, no comércio, na organização territorial), opção econômica voltada centralmente para a agropecuária e o comércio, sem ênfase ao desenvolvimento da indústria, que realiza o papel de "ponte" entre as atividades anteriores e posteriores citadas.

                Livramento registra mais de 100 quilômetros de faixa de fronteira seca com o Uruguai.

                Em 1912, passou a ter a primeira estação de trem do Brasil com tráfego internacional, entre Sant'Ana do Livramento e Rivera (Uruguai), fazendo com que os trens pudessem ligar Rio de Janeiro e São Paulo a Montevidéu e Buenos Aires. Atualmente, o Trem Internacional encontra-se desativado[8].

                A área do município localizada entre o Rio Quaraí e o Arroio Invernada (denominada como Rincão de Artigas) é reclamada pelo governo do Uruguai desde 1934.

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ID:	292280 Nessa Última foto, registra-se o jantar em restaurante de Santana do Livramento, na noite anterior ao inicio da viagem em direção ao Chile. Com os amigos Carlos de Lajeado-RS, Mena e seu filho Mateus de Livramento.

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                Última edição por Quinhones; 05-06-21, 16:59.

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                • Quinhones
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2016
                  • 2943

                  #68
                  63/497. São Borja-RS (Esse terceiro município, fiz por ocasião de uma viagem pela Argentina e Chile, porém no retorno da viagem, quando saimos por Santo Tomé-Arg)

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                  São Borja é um município da Região Sul do Brasil, localizado no estado do Rio Grande do Sul. A cidade foi fundada em 1682 pelos padres jesuítas, a primeira cidade dos Sete Povos das Missões. São Borja tem a civilização mais antiga do estado, e uma das mais antigas do Brasil, sendo povoada ininterruptamente desde sua fundação. Situa-se na fronteira oeste do estado, sendo banhada pelo rio Uruguai, que é a fronteira natural com a cidade de Santo Tomé localizada na província de Corrientes, na Argentina.

                  A lei estadual 13.041/2009 declarou oficialmente São Borja "Terra dos Presidentes",[6] por ser cidade natal de dois ex-presidentes do Brasil: Getúlio Vargas e João Goulart.

                  Antigamente a cidade foi conhecida também como a Capital do Linho, devido ao forte cultivo da planta no município nas décadas do início do século XX, além disso, o município é um dos maiores produtores de arroz da região sul.

                  Em meados do século XVII, São Borja foi o primeiro dos chamados Sete Povos das Missões da Companhia de Jesus, que abrigou em seu seio a nação guarani e foi o lar de Sepé Tiaraju.

                  São Borja foi fundada em 1687 pelo jesuíta espanhol Francisco Garcia. O nome é homenagem a São Francisco de Borja, que foi o 3º geral ("general") da ordem dos jesuítas. Por estes motivos é que o brasão da cidade ostenta, em campo vermelho (evocativo da terra vermelha das Missões e do sangue guarani), uma Cruz de Lorena em ouro.

                  No início eram apenas 195 habitantes, oriundos da redução de São Tomé, foi a primeira reduções dos Sete Povos das Missões. Em 1707, contava com 2.814 habitantes.[7]

                  População 62,990 hab. Censo IBGE/2015[3]

                  A adoção a Cruz de Caravaca, também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Borgonha, é uma relíquia cristã de origem espanhola utilizada pelos jesuítas. Nas Missões pode ser vista em vários locais da região missioneira, inclusive nas Ruínas de São Miguel das Missões, principal sítio histórico dos Sete Povos das Missões.

                  Em meados do século XVII, São Borja foi o primeiro dos chamados Sete Povos das Missões da Companhia de Jesus, que abrigou em seu seio a nação guarani e foi o lar de Sepé Tiaraju.

                  São Borja foi fundada em 1687 pelo jesuíta espanhol Francisco Garcia. O nome é homenagem a São Francisco de Borja, que foi o 3º geral ("general") da ordem dos jesuítas. Por estes motivos é que o brasão da cidade ostenta, em campo vermelho (evocativo da terra vermelha das Missões e do sangue guarani), uma Cruz de Lorena em ouro.

                  No início eram apenas 195 habitantes, oriundos da redução de São Tomé, foi a primeira reduções dos Sete Povos das Missões. Em 1707, contava com 2.814 habitantes.[7]

                  A adoção a Cruz de Caravaca, também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Borgonha, é uma relíquia cristã de origem espanhola utilizada pelos jesuítas. Nas Missões pode ser vista em vários locais da região missioneira, inclusive nas Ruínas de São Miguel das Missões, principal sítio histórico dos Sete Povos das Missões.

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ID:	292298 Alegria ao voltar ao nosso país...

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                    • 2943

                    #69
                    64/497. Santiago-RS (Esse quarto município, fiz por ocasião de uma viagem pela Argentina e Chile, porém no retorno da viagem, quando saímos por Santo Tomé-Arg)

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ID:	292305

                    Localizado na região central do Rio Grande do Sul, Santiago é conhecido como a "Terra dos poetas ", devido a tradição literária e berço de muitos poetas de renome nacional e internacional. Terra com história riquíssima e belezas naturais. Santiago, além disso, possui o Festival da música Crioula de Santiago, por onde já passaram famosos cantores e compositores tradicionalistas. Município reconhecido pelo seu orgulho nas tradições Farroupilhas.

                    Localiza-se a uma latitude 29º11'30" sul e a uma longitude 54º52'02" oeste, estando a uma altitude de 409 metros.

                    Possui uma área de 2.413,075 km², e sua população em 2016 era de 49.071 habitantes, segundo o IBGE.

                    Povoamento da cidade
                    As referências sobre o local onde situa-se o Município de Santiago, datam desde a época em que ocorreu a ampliação das Missões do Paraguai, quando os Jesuítas, alcançando a margem oriental do rio Uruguai, fundaram povoações em territórios do Rio Grande do Sul, no século XVIII.

                    Com a introdução do gado em 1534 pelos Jesuítas, organizaram-se pequenos currais nas cercanias dos povoados. Para transportar o gado das grandes estâncias até as aldeias, distribuídas no Planalto Meridional, utilizavam-se os desfiladeiros em Santa Maria da Boca do Monte e de Santiago do Boqueirão.

                    Assim, a Coxilha Seca que se prolonga até as terras baixas de São Francisco de Assis e que começa na elevação das nascentes dos rios Itu e Curuçu - o chamado Boqueirão - era uma passagem natural do gado procedente das estâncias missioneiras.

                    Já em 1753, as partidas de demarcação, organizadas para dar cumprimento ao estabelecido pelo Tratado de Madri, foram impedidas de dar prosseguimento ao seu trabalho por uma barreira formada no posto avançado de São Tiago, da Estância de Santo Antônio, que pertencia ao povo de São Miguel.

                    Conta-se, também, que em 1756 foi erguida uma capela pelos padres jesuítas em homenagem ao Santo Apóstolo Tiago, decorrendo daí o nome do Município.

                    Em torno de 1860 iniciou o processo que acelerou modificações na paisagem humana das Missões. Funda-se a quatro léguas do povo de São Luís das Missões, uma colônia que assentou 350 alemães, 14 belgas, 5 franceses e 4 suíços.

                    O coronel José Maria Pereira de Campos foi encarregado de organizar a colônia de Ijuí que traria mais europeus à região.

                    Os Polacos começaram a chegar no final da década de 1890 do século passado, com o estabelecimento da colônia de Jaguari, estendendo-se até as localidades de Sanga da Areia e Ernesto Alves.

                    Em 1834, Arsène Isabelle, diplomata francês radicado em Montevidéu, em viagem pelas regiões missioneiras, refere-se à localidade de Boqueirão de Santiago, onde registra a existência de três ou quatro chácaras e estâncias, constatando a escassez de habitantes.

                    Se os alemães e os italianos foram predominantes no fluxo de imigração européia na região missioneira, elementos de outras nacionalidades também trouxeram sua valiosa contribuição, como suíços, belgas, poloneses e franceses. Em síntese, as colônias estabelecidas a partir de 1860 na região missioneira proporcionaram diversificação de tipos humanos no Município de Santiago, como nos Municípios vizinhos, de procedência predominantemente européia.

                    Origem do nome do município
                    Santiago foi um território habitado pelos marroquinos e se constituía numa parte da Estância Jesuítica de São Miguel. Era a Estância de São Tiago ou Santiago.

                    Foi construída no Município a Capela de São Tiago, que pertencia a essa Estância de São Miguel e que se situava, de acordo com pesquisas de historiadores, no local que é hoje a Fazenda da Forqueta, de propriedade da sucessão de Dona Joaquina Lopes, a 15 km da cidade.

                    Neste local, até 1930 podia-se constatar a existência de paredes de pedras. Em 1756, houve a Batalha de Caiboaté, em que faleceu Sepé Tiaraju. Essa batalha aconteceu no interior do Município de São Gabriel e os índios, após a chacina que ocorreu lá, regressaram às Missões, que se chamava El Boquerón de Las Sierras[6][7].

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                      #70
                      65/497. Nova Esperança do Sul-RS (Esse quinto município, fiz por ocasião de uma viagem pela Argentina e Chile, porém no retorno da viagem, quando saímos por Santo Tomé-Argentina)

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                      Localiza-se a uma latitude 29º24'35" sul e a uma longitude 54º49'45" oeste, estando a uma altitude de 318 metros.

                      Possui uma área de 190,85 km² e sua população estimada em 2016 era de 5.087 habitantes.

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                      Após os registros da Prefeitura do município, rumei para a Gruta Subterrânea Nossa Senhora de Fátima, pois sempre tive curiosidade em conhece-la.

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                      Última edição por Quinhones; 03-04-18, 08:26.

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                        • 2943

                        #71
                        66/497. Jaguari-RS (Esse sexto município, fiz por ocasião de uma viagem pela Argentina e Chile, porém no retorno da viagem, quando saímos por Santo Tomé-Arg)

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Name:	RioGrandedoSul_Municip_Jaguari.svg.jpg
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ID:	292385

                        Jaguari, conhecido como a "cidade das belezas naturais", é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

                        Jaguari (Jaguar-y) é uma palavra de origem guarani e significa "rio do jaguar".[6]

                        O local onde atualmente localiza-se o município de Jaguari teve como primeiros habitantes os índios guaranis. Porém, ao contrário do que muitas vezes se afirma, a Redução Jesuítica de São Tomé não fez parte da fundação da cidade de Jaguari. Esta redução foi fundada em 1632 pelo Padres Manuel Bertot, Luís Ernot, Romero mais Cristóvão de Mendoza e Paulo Benavides nas proximidades da margem direita do rio Jaguari Mirim, onde hoje é a localidade de São Tomé, no primeiro distrito de São Francisco de Assis. Essa, que foi a mais próspera das Reduções da região, não teve um período de duração muito longo, tendo sido abandonada em 1638.[7]

                        Muitos indígenas remanescentes voltaram a região, habitando, dentre outras, o Sítio em São Francisco de Assis e as margens do rio Jaguari dentro dos atuais limites do município de Jaguari.[7]

                        Em 29 de abril de 1871 foi criada uma colônia agrícola para nacionais e estrangeiros na costa da Serra Geral, que margeia o rio Jaguari Grande, no distrito de São Vicente, então município de São Gabriel. No ano de 1877, começou o povoamento das colônias de Silveira Martins, enquanto São Tomé que ficou aguardando para ser povoada.

                        Não havendo mais terras devolutas naquela região, alguns imigrantes desviaram de Silveira Martins para a região de matas entre São Vicente, Santiago do Boqueirão e Júlio de Castilhos, chamada de Jaguari devido ao rio que a percorre. Nesse local, a Comissão de Medição já havia demarcado 78 lotes de 25 hectares cada um, para o futuro núcleo de Jaguari, e iniciado a construção do barracão que deveria abrigar não só o pessoal da comissão como também os imigrantes recém chegados.

                        O núcleo colônia instalou-se em 1889, à margem direita do rio Jaguari. A urbanização foi planejada e demarcada pelo engenheiro José Manuel de Siqueira Couto, acompanhado dos primeiros imigrantes italianos que obtiveram seus lotes. A estes se seguiram os húngaros, poloneses, russos, alemães, entre outros.

                        Os primeiros colonizadores foram organizando suas habitações e lavouras em meio à mata virgem, onde a flora e a fauna eram exuberantes e variadas. Nas muitas comunidades que iam se formando, erguia-se, no centro, a capela dedicada ao santo de sua devoção. Ao lado, surgia o salão que, após as devoções, era ponto de reunião para conversa entre amigos e realizações de festas e jogos. A religião entre os imigrantes foi sempre fator de integração.

                        O distrito de Jaguari foi criado pelo ato municipal de 15 de fevereiro de 1893, no então município de São Vicente do Sul. Neste mesmo ano teve início a construção da igreja matriz, projetada por Pelegrini e decorada pelo pintor Angelo Lazzarini, sendo colocado em uma das torres um grande relógio, ainda hoje em perfeito funcionamento. A igreja tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição, e teve sua obra concluída em 1907.

                        Por volta de 1894, a população de Jaguari aproximava-se dos oito mil habitantes, cerca de 270 famílias. Neste período teve início a instrução publica com dois professores: Gregório Cony e Guilhermina de Lemos Javorski. Ainda neste ano, foi instalada a iluminação a querosene por particulares, o que deu grande impulso ao núcleo que se orgulhava do seu desenvolvimento.

                        Na sede do distrito havia 88 contribuintes do imposto de indústrias e profissões, e o comércio mantinha-se ativo com a capital e as demais cidades.

                        Em 1899, quando houve a encampação do serviço de iluminação publica, ocorreu, de forma festiva, a inauguração da ponte Júlio de Castilhos sobre o rio Jaguari. Assim como o sistema rodoviário, também o ferroviário foi uma constante preocupação do administrador da colônia, no que resultou na ampliação do ramal ferroviário de Dilermando de Aguiar até Jaguari.

                        O município de Jaguari foi capela curada em 12 de dezembro de 1889, passando a ser paróquia em 8 de dezembro de 1915. Em 16 de agosto de 1920, Jaguari foi elevada à categoria de município, possuindo quatro distritos: 1° - sede, 2° - Santo Izidro, 3° - Ijucapirama e 4° - Taquarichin. Seu primeiro intendente provisório foi o bacharel Miguel Chimiclewisk.

                        Geografia
                        Jaguari localiza-se a uma latitude 29º29'51" sul e a uma longitude 54º41'24" oeste, estando a uma altitude de 112 metros. Sua população estimada em 2016 era de 11 551 habitantes e, segundo o IBGE. Com uma área de 861,4 km quadrados. O município é banhado pelo rio Jaguari, afluente do rio Ibicuí.

                        Localiza-se na Região Centro-oeste do Estado, possui como limites ao sul, São Vicente do Sul e Mata; ao leste, Jari; ao oeste, São Francisco de Assis e Nova Esperança do Sul.

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                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2016
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                          #72
                          67/497. Mata-RS (Esse sexto e último município desse post, fiz por ocasião de uma viagem pela Argentina e Chile, porém no retorno da viagem, quando saímos por Santo Tomé-Arg)

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                          Os primeiros habitantes de Mata foram os índios das tradições Umbu, Humaitá e Tupi-Guarani, que remontam ção de São José, com a chegada dos Jesuítas Espanhóis, que em pouco tempo já abrigava 2.936 habitantes, em sua maioria índios, sendo que o fim desta redução deu-se em 1640. Em 1801, este território, passa para a América Portuguesa. O início da colonização das terras de Mata, foi em 1836 quando chega o casal Randolpho José Pereira da Silva e Francisca Pereira da Silva, Militar, português, procedente do Porto de Pernambuco (Argélia), que tinha como missão, colonizar e povoar a região, para eles, o Governo Imperial destinou uma légua de sesmaria de campos.

                          Em 1902, deu-se início a primeira corrente migratória alemã, que se instalou na localidade Sertão. Em 1919, com a inauguração da ferrovia, que liga Santa Maria a Jaguari, começa a crescer em torno da Estação Férrea, uma nova vila chamada Mata, hoje sede do Município. Em 1920, chegaram ao povoado os imigrantes italianos, começando assim, realmente o desenvolvimento do Município, integrando-se aos alemães e nativos que aqui moravam. Em 1960, foi formada uma Comissão Pró-Emancipação, mas somente em 27 de setembro de 1964 foi realizado o plebiscito. A 2 de dezembro de 1964 foi criado o Município de Mata, começando existir administrativamente em 1965, com a posse do primeiro prefeito eleito Ângelo André Paraboni. Sua economia é baseada no setor primário, destacando-se a pecuária e agricultura.

                          A maior área ocupada na agricultura é com o os cultivos de milho e soja, porém o maior rendimento é conseguido através do cultivo do arroz. Mas em 1876, com a chegada do Padre Daniel Cargnin, pároco de Mata, apreciador de estudos de Paleontologia, passa a conscientizar a população sobre a riqueza fosselífera aqui existente, que até o momento era desconhecida. A riqueza fosselífera trata-se de fósseis vegetais com a idade aproximada de 200 milhões de anos. Em 1977, por iniciativa do Padre Daniel Cargnin, comunidade e administração municipal iniciaram a construção de vários pontos turísticos, bem como a divulgação dos mesmos, pois os fósseis vegetais, por serem tão raros no mundo inteiro, deveriam ser conhecidos.

                          Geografia
                          Limita-se com os municípios de Jaguari, São Vicente do Sul, Jari e Toropi, com uma área de 299,70 km², Sua população estimada em 2016 era de 5 111 habitantes.

                          Possui uma área de 902,120 km², abrangendo, principalmente, uma faixa de transição entre a Depressão Central do Rio Grande do Sul e o rebordo do Planalto Central brasileiro.

                          O turismo influi diretamente na economia do Município, pois se constitui de importante fator de desenvolvimento. O Município de Mata, possui numerosas atrações culturais e turísticas, sendo considerado um "Museu a Céu Aberto". É o maior reduto de fósseis do Brasil. O município foi reestruturado para melhor atender a demanda de turistas.

                          A cidade de Mata faz parte, junto com a cidade de São Pedro do Sul, dos Sítios Paleobotânicos do Arenito Mata, criados pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos. De idade Triássica, estas exposições de "florestas petrificadas" estão entre os mais importantes registros do planeta, tendo se formado a mais de 200 milhões de anos [6].

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                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2016
                            • 2943

                            #73
                            68/497 Santa Vitória do Palmar-RS
                            (Registro nessa etapa, a parceria do meu amigo, irmão ISF e FC Tarso)

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                            Área 5 243,577 km² [2]
                            População 31 274 hab. estimativa populacional IBGE/2017[3]
                            Densidade 5,96 hab./km²
                            Altitude 23 m

                            Os Campos Neutrais
                            Em 1777, portugueses e espanhóis assinaram o tratado de Santo Ildefonso, onde estes trocavam a Colônia do Sacramento pelas Missões. Entre estes dois territórios ficou uma faixa de terra "sem dono". Essa zona (da Estação Ecológica do Taim ao município do Chuí) é onde, hoje, se encontra Santa Vitória do Palmar, que naquela época foi chamada de Campos Neutrais, fazendo analogia a campos neutros, ou seja, não pertencentes nem a espanhois e nem a portugueses. Por esse motivo e pela extrema proximidade com o Uruguai concentravam-se muitos criminosos na região, conhecida na época como "terra sem lei". Mais tarde, as terras passaram a ter dono de acordo com o Tratado de Tordesilhas: os portugueses.

                            No início da década de 50 do século XIX, Francisco José de Sousa Soares de Andrea, Presidente da Província do Rio Grande de São Pedro de 27 de julho de 1840 a 30 de novembro de 1840 e de 10 de abril de 1848 a 6 de março de 1850, em sua estada no Taim, autorizou a criação de uma povoação em torno de uma igreja, a pedido dos moradores da região, cujo nome primitivo foi Povoação de Andrea.[6] Em 19 de dezembro de 1855, o Comendador Manuel Corrêa Mirapalhete, amigo do Marechal Andrea, fundou a povoação que, 33 anos depois, passou a se chamar Santa Vitória do Palmar em homenagem a Santa Vitória, uma santa mártir italiana a qual a família Andrea era devota. A imagem da santa chegou ao povoado em 1858, vinda da cidade de Ravena, na Itália. Em 30 de outubro de 1872, a povoação foi elevada à categoria de vila, emancipando-se do município de Rio Grande. Em 15 de maio de 1874, foi criado o município de Santa Vitória do Palmar. Finalmente, anos mais tarde, em 24 de dezembro de 1888, a vila fronteiriça foi elevada a categoria de cidade.

                            Imigrantes
                            Ao longo de sua história, principalmente nas primeiras décadas após a sua fundação, Santa Vitória do Palmar recebeu uma considerável leva de imigrantes - na sua maioria, vindos do Prata, nativos ou europeus que aportavam em Buenos Aires e Montevidéu -. Entre eles, podem-se destacar uruguaios, argentinos, espanhóis, portugueses, sírios, libaneses, turcos, franceses, alemães e, em maior parte, italianos. Geralmente, os imigrantes chegavam sozinhos e logo formavam família, fosse com pessoas de mesma origem, solidificando a sua cultura, ou outras, gerando a miscigenação que atualmente se vê no município. Outros, em menor parte, chegavam em casais com ou sem filhos.

                            Pelo censo de 1900 da população, segundo o sexo e a nacionalidade, encontramos 166 italianos e 66 italianas, sobre um total populacional de 8.970 pessoas, sendo 80% destes, brasileiros. É interessante notar o número excessivo de homens italianos para o de mulheres, o que colabora para a ideia de migração em cadeia.

                            Imigrantes italianos estão presentes em Montevidéu desde o início do século passado, sendo significativa a atuação de inúmeros combatentes italianos. Assim como no Rio Grande do Sul, no Uruguai também chegou um grande número de imigrantes destinado a ocupar territórios despovoados. Segundo BRIANI, em 1843 o censo registrava cerca de 4.025 italianos em Montevidéu constituindo-se na segunda coletividade estrangeira, sendo os franceses em primeiro. Desde essa data, a freqüência de chegada de italianos no porto de Montevidéu aumentou, continuando intenso até a I Guerra Mundial. A contribuição desses imigrantes foi significativa, mas a conjuntura política e econômica na segunda metade do século passado, tanto no Uruguai como na Argentina, provocou uma migração interna, fazendo com que muitos desses imigrantes percorressem cidades do interior, procurando melhores condições de vida. É interessante notar que mais de 50% dos entrevistados afirmam ter como destino inicial Buenos Aires (5) ou Montevidéu (9), fazendo parte da entrada oficial de imigrantes na Argentina e Uruguai.

                            Membros do grupo italiano de Santa Vitória do Palmar fundaram a Società Benevolenza, em 1880, com exclusiva participação de italianos. Seus membros fundadores foram: o médico Francisco Palombo, Carmine Brundo, Luigi Bottini, Antonio Blasi, Pietro Martino, Stefano Ferrari e Giovanni Boraglia.

                            "Mergulhão"
                            O gentílico "mergulhão" vem da semelhança de costume da população vitoriense (principalmente nos tempos antigos) com os de uma ave abundante na planície costeira do Rio Grande do Sul: da mesma maneira que a ave mergulha com seus filhotes ao perceber movimentação estranha, o vitoriense que vivia nas estâncias e fazendas na imensidão dos campos, ao notar a aproximação de forasteiros ao longe, tentava proteger a família escondendo-a em cômodos sem comunicação com o exterior ou nos matos - tempos onde era comum o banditismo. Depois de identificada a visita, sendo pessoas conhecidas ou de confiança, aos poucos os moradores iam reaparecendo, dos mais velhos aos mais novos, começando pelo pai ou pela mãe, certificando-se se era ou não alguma patrulha ou corpo militar que estivesse recrutando soldados à força.

                            Hoje em dia, a maioria dos vitorienses gosta de ser identificada pelo gentílico "mergulhão", principalmente quando se encontra longe do município, em outras cidades ou estados. Até há pouco tempo, a palavra chegou a ter, para algumas pessoas, o mesmo significado ofensivo de "bicho-do-mato", pessoa rude.

                            Vitoriense ou santa-vitoriense?
                            De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o gentílico que designa quem nasce em Santa Vitória do Palmar é "vitoriense", porém, para uma considerável parte da população, a expressão mais comum é "santa-vitoriense". Esse costume pode ser visto, inclusive, em inúmeras publicações de diversas entidades e órgãos públicos do município desde as primeiras décadas da fundação da cidade. Entretanto, a título de curiosidade, quando o gentílico é empregado em nomes de bairro, de instituições ou no comércio, apenas o "vitoriense" é utilizado (exemplo: Bairro Vitoriense, Esporte Clube Vitoriense, Jornal O Vitoriense, Arrozeira Vitoriense etc.).

                            Independentemente do costume popular, é importantíssimo ressaltar que o gentílico "santa-vitoriense" oficialmente designa quem nasce no município de Santa Vitória, no estado de Minas Gerais. Portanto, o correto é referir a quem nasce ou o que se origina em Santa Vitória do Palmar pelo gentílico "vitoriense".

                            Em 28 de dezembro de 1995, Santa Vitória do Palmar cedeu uma pequena parte de sua área ao Chuí, município que se emancipara. Até então, Santa Vitória do Palmar era considerada a cidade mais ao sul do Brasil, título que foi perdido para o novo vizinho emancipado. Porém, o extremo sul geográfico do país (uma pequena curva do arroio Chuí, a cerca de 2,7 quilômetros de sua foz) não foi incluído no novo município e ainda pertence a Santa Vitória do Palmar. O mesmo vale para a foz desse arroio junto à Praia da Barra do Chuí, que é o extremo sul do litoral brasileiro.

                            Lagoas
                            Santa Vitória do Palmar é banhada por duas grandes lagoas, a Lagoa Mirim e a Lagoa Mangueira, além de outras lagoas de pequeno porte. Estas duas, somadas à Lagoa dos Patos e ao Lago Guaíba, compõem o maior complexo lagunar da América Latina.

                            A Lagoa Mirim é a maior lagoa do estado do Rio Grande do Sul. Anteriormente considerada nesta condição era a Lagoa dos Patos (que hoje sabe-se tratar de uma laguna - a qual se liga à Lagoa Mirim pelo Canal São Gonçalo). Ela faz a divisa entre o extremo sul do Brasil e o leste uruguaio. Um pequeno porto lacustre se encontra às suas margens, a 6,5 quilômetros do centro de Santa Vitória do Palmar, tendo acesso pela Avenida Getúlio Vargas. Durante alguns anos, a prefeitura do município investiu em reformas para a revitalização do porto com a finalidade de desenvolvê-lo em relação ao turismo e, também, na tentativa de integrá-lo ao Mercosul como porta de entrada e saída de produtos comercializados pelo Brasil. À beira da lagoa, o entorno do porto dispõe de quiosques e churrasqueiras, oferecendo à população da cidade uma oportunidade de lazer. A Mirim é palco de intensa atividade pesqueira e apresenta preciosas paisagens, incluindo o seu pôr-do-sol. A lagoa permite a prática do iatismo esportivo e da pesca, destacando-se a traíra, o pintado e o peixe-rei.

                            A Lagoa Mangueira se localiza no interior do município, próxima à Estação Ecológica do Taim e ao Oceano Atlântico, separada deste apenas por uma estreita faixa de dunas de areia. Por estarem distantes das áreas de concentração populacional, as águas doces da Lagoa Mangueira estão longe da poluição e a sua coloração impressiona quem a visita. A Mangueira é tida como uma das lagoas mais belas e límpidas do mundo, ideal para o mergulho livre. O seu entorno já foi cenário de ralis e trilhas feitas por jipeiros de várias partes do Brasil, do Uruguai e da Argentina.

                            Praias
                            Santa Vitória do Palmar possui duas praias - as quais são tidas como balneários do município: a Praia do Hermenegildo (chamada pelos vitorienses simplesmente de Hermena) e a Praia da Barra do Chuí, localizada no extremo sul do território, onde faz fronteira com o Uruguai. A Praia do Hermenegildo é o balneário mais frequentado pelos moradores do município, tendo um movimento intenso de veranistas durante do verão. É conhecido na região sul do estado como um bom lugar para o veraneio.

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                              • Mar 2016
                              • 2943

                              #74
                              69/497 Chui-RS
                              (Registro nessa etapa, a parceria do meu amigo, irmão ISF e FC Tarso)

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                              O Chuí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, localizado no extremo sul do Brasil. É a cidade mais meridional do país, fazendo fronteira conurbada com a cidade do Chuy, no Uruguai. Possui uma população de 6 413 hab. est. IBGE/2016, constituída por brasileiros, uruguaios e árabes palestinos (estes últimos muito ligados ao comércio). A cidade está situada a 525 km de Porto Alegre, 2.552 km de Brasília e 347 km de Montevidéu, capital do Uruguai.

                              O Chuí é separado do Chuy apenas por uma longa avenida com um canteiro central. No lado brasileiro, a avenida leva o nome de Avenida Uruguai, e, no lado uruguaio, a mesma leva o nome de Avenida Brasil. No Chuy, são famosos os free shops, que atraem brasileiros e uruguaios a fim de consumir os produtos livres de impostos. Durante o verão, o comércio binacional chama a atenção de turistas vindos de longe - principalmente argentinos - em viagem às praias uruguaias e brasileiras como Punta del Este, José Ignacio, La Paloma, Punta del Diablo, Barra del Chuy, Barra do Chuí, Hermenegildo e cidades como Montevidéu, Porto Alegre e Florianópolis.

                              Alguns meses antes do desembarque do brigadeiro José da Silva Paes na barra do Rio Grande, em 1737, Cristóvão Pereira já havia montado um posto avançado português no Morro de São Miguel, próximo ao Arroio Chuí. Em 1763, tropas espanholas partiram de Buenos Aires, na Argentina, e derrotaram os portugueses, estendendo seus domínios até a barra do Rio Grande. Em 1777, os portugueses retomaram seus antigos territórios e celebraram com os espanhóis o Tratado de Santo Ildefonso, mediado pelo Papa, segundo o qual ficavam constituídos os Campos Neutrais, uma faixa desabitada de terra que se estendia do Taim até o Arroio Chuí, de forma a evitar um confronto direto entre os colonizadores portugueses e espanhóis. Apesar do tratado, com a criação da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, foram concedidas sesmarias ao oficiais do exército português dentro dos Campos Neutrais.

                              Após a Independência do Brasil, sobreveio a Guerra da Cisplatina que resultou na independência do Uruguai e as campanhas contra os caudilhos uruguaios Oribe e Rivera.

                              A situação das fronteiras permaneceu confusa. A solução definitiva somente viria com o tratado de limites entre Brasil e Uruguai, celebrado em 12 de outubro de 1851, pelo qual a nação vizinha aceitou a incorporação dos Campos Neutrais Chuí-Taim ao território brasileiro.

                              Em 1997, o município do Chuí foi emancipado do município de Santa Vitória do Palmar.

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ID:	297523 Nessa última foto em sinal de negativo, significa que não conseguimos atravessar o Uruguai por falta de documento de um FC rsrsrs

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                              • Quinhones
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2016
                                • 2943

                                #75
                                70/497 Capão do Leão-RS
                                (Registro nessa etapa, a parceria do meu amigo, irmão ISF e FC Tarso)

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ID:	297524

                                Área 785,374 km² [2]
                                População 25 441 hab. est. IBGE/2016[3]
                                Densidade 32,39 hab./km²
                                Altitude 21 m

                                A origem do nome da cidade possui diversas ramificações, a principal é de que na região havia um capão (Mato isolado no meio dos campos) que abrigava um leão-baio, também conhecido como onça-parda, suçuarana, cougar, puma ou leão da montanha. Há registros de que o nome já existia no ano de 1809, quando o príncipe regente português Dom João VI pediu a instalação de uma capela no “lugar denominado Capão do Leão da fazenda de Pelotas”.

                                Os moradores da cidade relatam de três versões da origem do nome da cidade, a primeira conta sobre um comercio próximo a um capão, tal comercio pertenceria a um senhor português de nome ou sobrenome Leão. Este comercio seria parada de tropeiros que vinham da Campanha trazendo gado para as charqueadas de Pelotas. Mas quanto a esta versão é preciso analisar os seguintes fatos: Havia algum senhor de sobrenome Leão antes ou por volta de 1809? Haveria tal comercio por esta região, já que o comercio de feito por tropeiros geralmente era de gados capturados na região e nos campos rio-grandinos.

                                Outra versão da origem do nome é a de que por volta de 1900 um circo estava em temporada em Pelotas, porém, por sua irregularidade, a polícia fez uma blitz no local. É dito que tais artistas circenses fugiram do local e foram para regiões próximas, tal lugar seria a “Vila de Capão do Leão”, mas logo as autoridades estavam em seu encalço, por este motivo os artistas fugiram para a direção do Uruguai, mas antes disto tiveram que soltar diversos animais na região, entre eles micos, um leão africano e um urso. Todavia tal versão não explicaria como o nome da região já existiria em 1809, quando não era nada comum circos na região.

                                A última versão, e a mais plausível, é a de que na região haveria Leões-Baio (puma) próximos a um capão, os quais teriam dado o incentivo a origem do nome da cidade como Capão do Leão.[8]

                                Povos indígenas do período de pré-colonização na região do Capão do Leão

                                Pouco se sabe sobre a história dos povos indígenas do Brasil no período pré-colonial, porém o Historiador Joaquim Dias escreveu a respeito dos povos que viviam na região que hoje pertence a cidade do Capão do Leão, em um texto que foi publicado no jornal Tradição, entre 01 e 07de maio de 2009:

                                “Antes da colonização portuguesa no século XVIII, dois grupos indígenas ocupavam a área do atual território do município. Próximo ao São Gonçalo, nas várzeas e banhados do Pavão, nos terrenos arenosos do Arroio Fragata e às margens do Piratini – isto é, na porção oriental do Capão do Leão – havia pequenos grupos de MINUANOS. Estes eram índios de estatura baixa, porte corpulento e face sanguínea, comuns na bacia da Lagoa Mirim. Não há registros documentais de sua presença, porém achados arqueológicos comprovam que estiveram por aqui. Os minuanos pertenciam ao grupo pampeano, no qual se incluíam também os charruas e chanás.

                                O outro grupo indígena era o TAPE. Os índios tapes abundavam na região, fato verificado pela serra que recebe seu nome. Desde o Arroio Itaita, passando pelo Passo das Pedras, nas elevações do Descanso e das Almas, pela Hidráulica e por nossa zona-sede, estes índios viviam de modo seminômade, sobrevivendo da caça e da coleta e de uma incipiente agricultura. Seguramente muitos leonenses de nossa época são descendentes de tapes. Ao contrário dos minuanos, os tapes (que também eram chamados de arachanes) pertenciam ao grupo guarani, mais comum no Brasil, principalmente no litoral. Aliás, o grupo guarani foi aquele que mais influenciou culturalmente a nação brasileira. O hábito de tomar banho, o consumo do aipim, a cestaria, lendas e palavras, entre outras coisas, são uma herança guarani. Não por acaso, a própria palavra CAPÃO é de origem guarani.” (DIAS, 2009)

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