Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #31
    30/497 Faxinal do Soturno-RS

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    O território do atual município de Faxinal do Soturno fez parte da Vila de Rio Pardo, um dos quatro primeiros municípios da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, desde sua criação em 1809 até 1819, quando a antiga freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira é elevada à condição de vila, a quem seu território passa pertencer.
    O local onde hoje se encontra a sede do município de Faxinal do Soturno teve o povoamento iniciado no ano de 1884 com imigrantes italianos provenientes da Colônia Silveira Martins, a Quarta Colônia de Imigração Italiana. Sua emancipação política ocorreu em 1959, quando Faxinal do Soturno é elevado à categoria de cidade, município independente de Cachoeira do Sul. É destacável o fato de a sede nunca ter sido vila, tendo sido elevado à categoria de cidade com a emancipação do município.
    Tanto para as antigas denominações quanto para o nome atual, não existem documentos que determinem sua origem. Sobre o nome Faxinal do Soturno, sabe-se que foi motivado pelos pantanais ribeirinhos que, nos primeiros tempos, se apresentavam cobertos de mato cerrado e escuro, lugar soturno e perigoso, principalmente no inverno. O nome foi aplicado por uma equipe da carta geográfica que percorreu o rio Jacuí estudando as possibilidades de navegação. Junto ao rio Soturno havia grandes extensões de faxinal, campo coberto de mato curto. Então se uniram os dois nomes formando Faxinal do Soturno.

    Localiza-se a uma latitude 29º34'29" sul e a uma longitude 53º26'41" oeste, estando a uma altitude de 53 metros. Sua população estimada em 2016 era de 6.868 habitantes.

    Municípios limítrofes
    Nova Palma, Dona Francisca, Ivorá, São João do Polêsine, Silveira Martins
    Distância até a capital 285*km.

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      Fazedor de Chuva

      • Mar 2016
      • 2943

      #32
      31/497. Nova Palma-RS

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      O início do povoamento deu-se em 1883, com predominância de colonização alemã e italiana. A sede passou à categoria de vila pelo decreto nº 7199 de 31 de março de 1938, quando todas as sedes de distritos foram assim classificadas.
      O nome inicial foi Barracão devido à barraca que abrigava os agrimensores. Em 1907, o nome foi alterado para Nova Palma. Depois da consulta plebiscitária, emancipou-se de Júlio de Castilhos pela lei nº 3933, de 29 de julho de 1960. Nesse novo município foram incluídos o distrito do mesmo nome, e parte de Pinhal Grande e Ivorá, todos de Júlio de Castilhos

      Localiza-se a uma latitude 29º28'18" sul e a uma longitude 53º28'08" oeste, estando a uma altitude de 117 metros.
      Possui uma área de 352,15 km² e sua população estimada em 2016 era de 6.597 habitantes.

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        • Mar 2016
        • 2943

        #33
        32/497 Pinhal Grande-RS

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        A mata nativa, especialmente a mata de pinhais ou araucária -Araucaria angustifolia, deu nome a Pinhal Grande.
        A história registra que diversas tribos indígenas viveram nesta região, entre elas, os tapes. Os jesuítas foram os primeiros homens brancos a chegar ao local. Vinham catequizar os índios e atuar na criação de gado utilizando a mão-de-obra indígena.
        O domínio português intensificou a exploração destas terras. Por volta de 1813, o curitibano João Gonçalves Padilha e seu irmão, José Maria Gonçalves Padilha, realizavam o comércio de potros e muares entre esta região e São Paulo.
        Pinhal Grande foi criado pela lei nº 9.600 de 20 de março de 1992. Integra a 4ª Colônia de Imigração Italiana e hoje é composto por descendentes de italianos, portugueses, alemães, africanos e espanhóis.

        Pinhal Grande tem uma vasta gama de recursos naturais, dentre as quais se destaca o potencial hidrelétrico fornecido pelo Rio Jacuí que forma a divisa natural do município a seus vizinhos. Em suas fronteiras estão instaladas duas usinas hidrelétricas de grande porte.
        Uma delas é a usina hidrelétrica de Itaúba, inaugurada em 1978, que possui 4 unidades geradoras de 125 MW cada, formando um reservatório médio de aproximadamente 13 mil ha.
        A outra hidrelétrica dividida pelo município é a Usina hidrelétrica Dona Francisca com potência efetiva aproximada de 125 MW. Esta entrou em operação dia 5 de fevereiro de 2001.

        Pinhal Grande possui algumas opções peculiares de turismo, dentre os quais se destacam o ecoturismo por fazendas e destinos conhecidos pela beleza natural. Um destes locais de destaque é a cascata Toca do Tigre a apenas 11 km da cidade.
        Outra opção de turismo clássico é a bela igreja matriz da cidade, construída em estilo gótico que mantém sua imponência até os dias atuais. O Moinho Rubim, um moinho de pedras bastante antigo também é destaque, a apenas 1 km do centro da cidade.
        Está em construção[5] a rodovia RS 149 que será a primeira ligação asfáltica que o município terá e o conectará por 28,7 km ao município vizinho de Nova Palma, dando acesso a vários municípios da Quarta Colônia e ao pólo educacional e de serviços de Santa Maria.

        Localiza-se a uma latitude 29º20'46" sul e a uma longitude 53º18'24" oeste, estando a uma altitude média de 394 metros. Sua população estimada em 2008 era de 4552 habitantes.
        Possui uma área de 477,39*km², localizada na região do Planalto Médio. O relevo é composto de gramíneas e mata nativa, destacando-se o pinheiro (Aracuaria angustifolia).

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        Última edição por Quinhones; 18-02-18, 12:23.

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        • Quinhones
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          • Mar 2016
          • 2943

          #34
          33. Dona Francisca-RS

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          Dona Francisca esta situada entre a serra de São Martinho e as várzeas do Rio Jacuí, situação privilegiada que lhe confere características ambientais únicas. Admirar a cidade, do outro lado do Rio, principalmente ao entardecer, é fruir de um quadro vivo em que as luzes do acaso vão colorindo sua paisagem recortada pelo verde profundo das matas nas encostas do Morro Santo Antônio.
          O imponente Morro Santo Antônio, com 382,5 metros de altura, é beleza natural de destaque do Município de Dona Francisca, onde em seu cume podemos visualizar uma Cruz. Atualmente a Cruz é de metal medindo 12 metros de altura e 6,5 metros de largura na qual pode ser visualizada a distância, principalmente a noite devido a iluminação existente. A primeira cruz colocada no local, data de 22 de novembro de 1959, por pessoas da comunidade lideradas pelo Padre Luizinho Vendrusculo, com o objetivo de proteger o Município. Na oportunidade foi recebido um telegrama do Papa João XXIII, concedendo a Paróquia de Dona Francisca uma Bênção Apostólica. A segunda cruz foi colocada em 1985 por um grupo de jovens franciscanos liderados por Alexandre Cassol Rampelotto, após a primeira ter pegado fogo. Depois dessa, a Prefeitura Municipal, no ano de 1995, colocou a cruz de metal acima descrita.

          Geografia[editar | editar código-fonte]
          Localiza-se a uma latitude 29º37'18" sul e a uma longitude 53º21'26" oeste, estando a uma altitude de 49 metros. Sua população estimada segundo IBGE/2016 é de 3.352 habitantes.
          Sua população é composta por pessoas de origem italiana, alemã, portuguesa e africana.
          Paleontologia[editar | editar código-fonte]
          Pesquisadores da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) encontraram em abril de 2010 um fóssil quase completo de um tecodonte Prestosuchus chiniquensis, de mais de sete metros de comprimento, 900 quilos e aproximadamente 238 milhões de anos. É o fóssil mais completo e bem conservado encontrado no mundo.[6]
          Cultura[editar | editar código-fonte]
          Dona Francisca é a terra do primeiro coroinha beatificado do mundo, Adílio Daronch, que juntamente com o padre Manuel Gómez González foram martirizados porque defendiam a harmonia e concórdia entre maragatos e chimangos e defendiam as causas da fé, denunciando tudo o que instigava a guerra e discórdia entre as pessoas.
          O município já recebeu o título de Capital Nacional da Produtividade de Arroz.
          Aniversário da cidade[editar | editar código-fonte]
          Na segunda quinzena de julho é celebrada a mais tradicional festa de município da região, a Semana de Dona Francisca, a qual acontece durante 10 dias de festividades que são realizadas em todas as comunidades do município. Também nessa semana, ocorre o tradicional baile no qual são escolhidas as soberanas do município. No último fim de semana das festividades ocorre a tradicional "Motocross", quando reúne na cidade milhares de visitantes, bem como a Feira Agro-Industrial.
          Economia[editar | editar código-fonte]
          A principal atividade econômica é a agricultura, sendo os produtos mais cultivados o arroz e o fumo.
          Turismo[editar | editar código-fonte]
          Da panorâmica do Tobogã e Teleférico, o visitante pode deleitar-se num jogo de cores sempre novas e desfrutar de paisagens únicas que se estendem ao infinito. Além de poderem utilizar um escorregador gigante e teleférico.
          A praça Padre José Iop é o principal ponto de referência, devido a sua localização estratégica oportuniza um visual amplo: ao Norte, o imponente morro Santo Antônio e ao Sul, o Rio Jacuí com suas produtivas várzeas.
          Outros pontos para o desfrute dessa paisagem marcada pela cultura alemã e italiana encontram-se na localidade do Trombudo. O primeiro é a casa da Família Friedrich, construída em 1920; o outro é o sobrado da Família Secretti, construído em 1910. São prédios rústicos, exemplares únicos da arquitetura colonial alemã e italiana, no Rio Grande do Sul. Percorrer seus ambientes é voltar no tempo: as madeiras falquejadas, as paredes de tijolos feitos pelos próprios imigrantes e a distribuição dos espaços dão a sensação de se viver numa casa medieval. Estes prédios são relíquias que dvem ser visitados. Na localidade do Trombudo, também pode ser visitada, a Furna do Morcego uma obra da natureza esculpida na pedra. Não muito longe encontra-se a Cascata da Família Segatto. No local pode-se encontrar uma importante diversidade de espécies florestais, que fazem o entorno da cascata. A visita a estes lugares pode ser feita numa caminhada, com isso os visitantes podem desfrutar do contato com a natureza e proveitar o ar puro.
          Monumento à Nossa Senhora dos Navegantes
          Às margens do rio Jacuí, no Parque Histórico Obaldino Benjamin Tessele, encontra-se Monumento à Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira do Município.

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            • Mar 2016
            • 2943

            #35
            34/497 Agudo-RS

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            O nome "Agudo" é devido ao morro localizado na região, denominado Morro Agudo, por ter uma característica acentuada. O morro é considerado uma atração local e encontra-se de frente à avenida principal da cidade (Avenida Concórdia).

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            História[editar | editar código-fonte]
            No território que compreende o atual município foram encontrados vestígios arqueológicos das tradições humaitá, vieira e tupi-guarani. Esses índios foram aldeados nos séculos XVII e XVIII nas missões jesuíticas espanholas.
            A região aparece pela primeira vez em um mapa de 1800 organizado pela Província, onde consta um morro nominado "Agudo". Nessa região foi criada pelo Governo Provincial a Colônia Santo Ângelo em homenagem ao Presidente da Província, Ângelo Moniz da Silva Ferraz. Os primeiros imigrantes alemães, luteranos provenientes da Pomerânia, só chegam na região em 1 de novembro de 1857, desembarcando no Cerro Chato, margem esquerda do Rio Jacuí e os provenientes da Boêmia apenas chegaram em 1876. Antes da chegada dos imigrantes alemães, as terras próximas de onde se instalara a colônia eram habitadas por alguns posseiros de origem luso-brasileira.
            O primeiro diretor da Colônia foi Florian Von Zurowski, que logo foi substituído pelo Barão Von Kahlden, que foi a primeira personalidade importante da história da Colônia Santo Ângelo, onde atuou como administrador público.
            A partir de 1865, a Colônia Santo Ângelo se torna parte do 1º Distrito de Cachoeira do Sul, estendendo-se da margem esquerda do Rio Jacuí até a margem direita do Rio Botucaraí, divisa com a Colônia Germânia (atualmente o município de Candelária). A 4 de setembro de 1885, a Câmara Municipal de Cachoeira do Sul dividiu a Colônia Santo Ângelo em seis grandes complexos de acordo com a Lei Municipal nº 1.433 de janeiro de 1884, para a arrecadação de Imposto Colonial. Isso impossibilitava a colônia de tornar-se um grande município.
            Já no século XX, Agudo é elevada a categoria de vila em 1938. O nome "Agudo" provêm de um morro a oeste do município com 429 m de altura, que possui característica acentuada.
            O movimento de emancipação de Agudo foi iniciado a partir de 1957, objetivo alcançado dois anos depois quando a Lei nº 3.718 de 16 de fevereiro de 1959 criou o município, com uma área de 553*km².
            Geografia[editar | editar código-fonte]
            A cidade encontra-se ao centro do estado, a uma altitude de 83 metros, com uma população estimada em 2004 de 17.833 habitantes, tendo uma densidade demográfica de 33,45 hab/km² e área de 533,1*km², o que representa 0,1994% do estado.
            Relevo[editar | editar código-fonte]
            Na região pertencente ao município de Agudo, podemos destacar três principais: a várzea, áreas onduladas e de alta declividade.
            A várzea costeia o rio Jacuí, o que faz com que a área seja própria para a cultura irrigada do arroz, principal produto agudense. É na várzea onde a sede do município foi instalada, cercada por uma cadeia de morros, a área de alta declividade, que caracterizam a região da Depressão Central do Rio Grande do Sul. É nessas áreas altas onde a vegetação nativa mais se mantém e que o fumo, segunda maior cultura de Agudo, predomina. Também o vemos plantado juntamente com o feijão, milho, mandioca e batata-doce nas áreas onduladas, relevo que apresenta ora saliências, ora depressões.
            Hidrografia[editar | editar código-fonte]
            Os imigrantes alemães que deram origem a Agudo vieram por meio do rio Jacuí, também de extrema importância na irrigação do arroz, no abastecimento de água e para a pesca. Em Agudo, o rio recebe inúmeros afluentes: Lajeado do Gringo (limite natural entre Agudo e Ibarama), Arroio do Lino Friederich, Arroio da Kroemer, Arroio Corupá, Arroio Hentschke, Arroio Grande, Sanga da Boa Vista (limite natural entre Agudo e Paraíso do Sul), além de vários outros. O Jacuí também delimita as divisas de Agudo entre outras cidades como Nova Palma, Dona Francisca, Restinga Seca.
            Também destaca-se o Arroio Corupá, que recebe vários afluentes, destacando-se: Lajeado da Grota, Arroio Hotto Kegler, Arroio Teutônia, Arroio São Pedro e Arroio Araçá (limite natural entre Agudo e Lagoa Bonita do Sul). Esse arroio e seus afluentes percorrem uma região de relevo acidentado, formando muitas corredeiras e cascatas, sendo a mais conhecida a Cascata Raddatz.
            O Arroio Grande-Nasce na localidade de Linha Nova. Recebe vários afluentes, destacando-se: Arroio Wendt, Arroio Radatz, Sanga Funda, Arroio do Engenho e Arroio Rincão Despraido. Desagua do Jacuí e também abastece a sede do município.
            Entre as lagoas existentes em Agudo, destacam-se a Lagoa de Cerro Chato e Lagoa do Novo São Paulo.
            Não há transporte ferroviário e aéreo, somente o rodoviário. O rio Jacuí, apesar de ser o mais importante do estado, é pouquíssimo usado para a navegação, devido ao seu leito assoredo é preciso uma drenagem para tornar a navegação possível. No passo Saint Clair, em Nova Boêmia, é realizada a travessia do rio Jacuí com barca por cabo, ligando Nova Boêmia - Agudo e Linha Ávila - Dona Francisca.

            Economia[editar | editar código-fonte]
            A agricultura é a principal força motriz da economia agudense, destacando a cultura do arroz, fumo e morango, além de outras como milho, feijão, amendoim, soja, mandioca, batata-doce e inglesa, frutas. Uma característica herdada pelos imigrantes e bem disseminada é a existência de horta e pomar de frutíferas em sua propriedade.
            Na pecuária, cria-se o gado de forma extensiva, para uso da própria família criadora (carne, couro, banha, leite), e vende-se o excedente. Também destacamos a avicultura e a apicultura.
            Turismo[editar | editar código-fonte]
            Para quem vem de fora, os maiores atrativos que Agudo oferece estão em ecoturismo e gastronomia. Como exemplos do primeiro caso: os balneários Drews, Hoffmann e Friedrich, as cascatas Raddatz e do Chuvisco, a Gruta do Índio, Morro Agudo, o Morro da Figueira (531 m de altitude), com a Rampa de asa delta e paraglider, travessia do Rio Jacuí, através de barca por cabo.Na gastronomia de destacam os Cafés Coloniais.
            Cultura[editar | editar código-fonte]
            Apesar de ter como vizinhos alguns municípios pertencentes à Quarta Colônia de Imigração Italiana, Agudo é a cidade sede da Colônia Santo Ângelo, de imigração alemã. A cultura herdada pelos imigrantes é presente até hoje e pode ser observada em algumas manifestações de Agudo como feiras, festas e a tradição da língua alemã, que ainda é ensinada tanto domesticamente quanto nas escolas, preservada principalmente no meio rural. Com isso é possível facilmente ver pessoas falando no idioma.
            Como cidade de colonização alemã, Agudo tenta preservar sua cultura germânica através de grupos de dança, ensino do idioma alemão — escolar e doméstico —, música, entre outras manifestações. O Instituto Cultural Brasileiro-Alemão, existente desde 1982, preserva a cultura através do Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer e uma biblioteca alemã, além de proporcionar cursos e oficinas.
            A principal festa é a feira anual Volksfest (alemão: "Festa do Povo"), que ocorre no mês de julho, em torno do dia 25, Dia do Colono. A feira compreende uma série de eventos que duram uma semana.Nela acontece, também a ExpoVolks - feira de gastronomia, negócios e entretenimento. Destaca-se uma grande quantidade de shows com bandas locais e danças folclórica, café colonial com comida típica da região e o comércio voltado tanto para o povo urbano quanto rural. É feriado municipal o dia 25 de julho, "Dia do Colono e do Motorista".
            Agudo possui o Grupo de danças folclórico Freundschaft que representa muito bem o município, divulgando a sua cultura.
            Outros eventos significativos são a "Feira da Cuca e do Moranguinho", "Choculin - Festa do Choppe, da Cuca e da Linguiça" e a "Kerbfest".
            Café colonial pode ser apreciado em diversas localidades, apresentando a variedade da culinária alemã.

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            • Quinhones
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              • Mar 2016
              • 2943

              #36
              35/497 Restinga Seca-RS

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              História[editar | editar código-fonte]
              Restinga Sêca teve suas origens com o povoamento das terras ao sul do Rio Jacuí, em fins do século XVIII e início do século XIX, com as concessões de sesmaria. Entre os primeiros sesmeiros no território hoje pertencente a Restinga Sêca estão os Gonçalves Borges, os Martins Pinto e os Carvalho Bernardes.
              Por pertencer política e administrativamente a Cachoeira do Sul, sua história está ligada à dela. Com a construção da Estrada de Ferro Porto Alegre-Uruguaiana, em 1885, e a elevação de Restinga a 4º Distrito de Paz, no ano de 1892, por ato municipal, alcançou notável desenvolvimento. Com o tempo, o distrito passou a pensar em ter autonomia, assim foi realizada consulta plebiscitária para sua emancipação. Esta foi concretizada pela lei nº 3730 de 25 de março de 1959.
              Devido a sua situação geográfica, recebeu o nome de Restinga (orla de bosque ou mato em baixadas, à margem do arroio ou sangas) Sêca ("seca", origina de uma sanga denominada Passo da Porteira, que em época do ano, ficava com pouca água e cortava o curso).
              A grafia do nome do município segue com o acento circunflexo, apesar de na norma atual a palavra "seca" seja grafada sem o mesmo[6].
              Geografia[editar | editar código-fonte]
              Restinga Sêca está localizada na região central do estado, e faz parte da região da Quarta Colônia de Imigração Italiana do Rio Grande do Sul. Sua população na maioria é formada por descendentes de italianos, portugueses, negros e alemães.
              Localiza-se a uma latitude 29º48'48" sul e a uma longitude 53º22'30" oeste, estando a uma altitude de 49 metros. Sua população estimada em 2010 era de cerca de 15 850 mil habitantes segundo o IBGE.
              Turismo[editar | editar código-fonte]
              Passo das Tunas[editar | editar código-fonte]
              Localizado no Passo das Tunas, no rio Vacacaí, distante 13*km do centro do município de Restinga Sêca, por ligação asfáltica, na divisa com o Município de Formigueiro, é um dos mais belos e visitados balneários da região central do Estado. Dispõe de uma boa infra-estrutura, com banheiros públicos, chuveiros ao ar livre, posto de atendimento da Brigada Militar, salva-vidas, atendimento ambulatorial, além de mercados, lancherias, bares, restaurante, sorveterias, diversas lojas de variedades, cancha de bocha, áreas para futebol de areia, vôlei, etc... Em sua vasta área verde localiza-se o camping, com área total de 32.895m2, com capacidade para 400 barracas, contando com abastecimento de água potável. Fora da área de camping há 225 residências. Durante a temporada de veraneio há uma intensa programação de eventos, dentre shows, concursos de beleza, campeonatos de esportes, como vôlei, futebol, canoagem, etc. A extensa faixa de areia à beira d’água permite aos turistas aproveitarem ao máximo o sol, intercalando com os banhos, protegidos por salva-vidas. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano foram registrados finais de semana com cerca de 10.000 turistas.
              Outros pontos turísticos[editar | editar código-fonte]
              Estação Férrea em Restinga Sêca (na cidade), Estiva e Jacuí (interior do município), Buraco Fundo, monumento à imigração alemã, Ponte do Império, Cruz Luminosa.
              Ponte do Jacui, Caiu em 2010

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              Comentário

              • Quinhones
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2016
                • 2943

                #37
                36/497 Formigueiro-RS

                Click image for larger version

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                Localiza-se a uma latitude 30º00'01" sul e a uma longitude 53º29'57" oeste, estando a uma altitude de 129 metros.
                Possui uma área de 587,83 km² e sua população estimada em 2016 era de 7.074 habitantes.
                Economia[editar | editar código-fonte]
                A economia do município baseia-se na agropecuária, principalmente na produção de arroz. As culturas de milho, fumo, cana-de-açúcar, soja e feijão também estão presentes, mas em menor quantidade.
                O produto industrializado no município mais conhecido é a farinha de mandioca Tio Faustino.
                O município também é conhecido por produzir aguardente (na maioria artesanal) de cana-de-açúcar.

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                Comentário

                • Gilmar Dessaune
                  Fazedor de Chuva

                  • Oct 2012
                  • 6891

                  #38
                  Sou apaixonado por pontes, essas de madeira então são top demais...

                  Comentário

                  • Formigao SFA
                    Fazedor de Chuva

                    • Dec 2012
                    • 3014

                    #39
                    Quinhones, em breve estarei te visitando e percorrendo a BR-116 para terminar. Formigueiro é uma cidade que gostaria de visitar.
                    Abraços formiguentos,

                    sigpic

                    Formigão NRME
                    "Levantando Poeira"

                    Comentário

                    • Quinhones
                      Fazedor de Chuva

                      • Mar 2016
                      • 2943

                      #40
                      Vamos ver se consigamos nos encontrar... estarei na Argentina e Chile a partir do dia 19/03. Como é um passeio entre, Mendoza-Arg e Antofagasta-Chile, acredito estar de volta até o dia 02/04. Mas onde você estiver dentro do RS, o acharei... abraço meu irmão e amigo

                      Comentário

                      • Quinhones
                        Fazedor de Chuva

                        • Mar 2016
                        • 2943

                        #41
                        37/497. Farroupilha-RS

                        Durante uma confraternização do grupo Goldwing BR nessa cidade, aproveitei para registrar essa linda cidade.

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                        População 69.542 hab. (RS: 29º)*–* estimativa IBGE/2017[4]
                        Densidade
                        193,55 hab./km²

                        Município de Farroupilha
                        "Berço da imigração italiana no Rio Grande do Sul"
                        "Capital Nacional da Malha"
                        "Capital nacional do kiwi"
                        "Terras das uvas moscatéis"
                        "Coração da Serra Gaúcha

                        Farroupilha é caracterizada por ser o berço da colonização italiana no Rio Grande do Sul e da imigração italiana em Santa Catarina. As primeiras famílias de imigrantes se estabeleceram na localidade que posteriormente passaria a chamar-se Nova Milano (atual distrito de Farroupilha) em maio de 1875, vindas da região de Milão, ao norte da Itália.
                        A estrutura do município de Farroupilha começou a tomar forma quase que imediatamente à instalação das primeiras famílias de imigrantes em Nova Milano. Segundo dados históricos, entre 1885 e 1886, na Colônia Sertorina, que ficava em parte dentro do atual território farroupilhense, entre (Montenegro), Linha Palmeiro (Bento Gonçalves) e a 1ª e 2ª Léguas (Caxias do Sul) Luiz Antônio Feijó Júnior‎, dono das terras, instalou uma comunidade habitada por imigrantes italianos, principalmente trentinos e trevisanos.
                        A localidade, onde atualmente é o bairro Nova Vicenza, tomou o nome de Linha Vicenza, e posteriormente de Nova Vicenza, paróquia de São Vicente. Os primeiros moradores teriam sido imigrantes italianos já assentados na Colônia Conde D'Eu (atual Garibaldi). Sentindo as potencialidades de desenvolvimento da nova comunidade, esses imigrantes venderam o que possuíam e instalaram-se na nova área. Como a mesma distava muito de Caxias do Sul e da Colônia Dona Isabel (atual Bento Gonçalves), tiveram de criar condições de sobrevivência, surgindo os primeiros artesãos, a casa de comércio, a igreja, o ferreiro.
                        O lugarejo prosperou rapidamente. Conseguiram um padre permanente e a instalação de uma escola, sob a responsabilidade das irmãs da congregação de São Carlos. Não havia ainda estradas na Colônia Sertorina. Era utilizada a estrada Caxias do Sul – Bento Gonçalves, que corria junto a linha do limite Norte da Colônia Sertorina. Enquanto isso Nova Milano, situada fora da Colônia Sertorina, localizada a cerca de 8*km ao Sul de Nova Vicenza, também progredia. Já era 3º distrito de Caxias do Sul, tinha cartório, padre, igreja, sub-intendente e a atividade econômica principal era a agricultura. Em 1º de junho de 1910 foi inaugurada a ferrovia Montenegro - Caxias do Sul. A linha férrea passou entre as duas localidades, tendo sido construída a estação de trem e o armazém da ferrovia onde hoje é área central de Farroupilha.
                        A estação foi denominada “Nova Vicenza” e em torno da mesma começou a surgir um novo núcleo habitacional. Em seguida surgiu a estrada Júlio de Castilhos que iniciava em São Sebastião do Caí, passava por Nova Milano, estação Nova Vicenza, pela Nova Vicenza original, seguindo até Antônio Prado, dando mais força à expansão do novo núcleo urbano, esvaziando populacional e economicamente Nova Milano e a outra comunidade, a primeira Nova Vicenza. Em 1918 o 3º distrito de Caxias do Sul teve sua sede administrativa transferida para a estação Nova Vicenza. Em 1927, pelo grande desenvolvimento, Nova Vicenza foi designada como 2º distrito de Caxias do Sul.
                        Com o progresso econômico da nova região foi inevitável que surgisse um movimento de emancipação. Os moradores dos novos núcleos queriam autonomia administrativa e política. Em 1934, uma comitiva de 35 farroupilhenses, liderados por Ângelo Antonello representando as comunidades de Nova Vicenza, Nova Milano, Vila Jansen e Nova Sardenha, entregou uma petição ao então interventor federal José Antônio Flores da Cunha. O município de Farroupilha foi criado através do decreto estadual 5.779 de 11 de dezembro de 1934. O nome é em homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha, comemorado no ano seguinte.
                        Geografia[editar | editar código-fonte]
                        Farroupilha é um município do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. O município está situado no paralelo 29º13'30" S e meridiano 51º20'52" O. Tem uma área de 360,390*km². Pertence à Mesorregião do Nordeste Rio-Grandense e à Microrregião de Caxias do Sul. Faz divisa com os municípios de Nova Roma do Sul Nova Pádua,Pinto Bandeira ao norte, Garibaldi,São Vendelino,Alto Feliz e Carlos Barbosa ao sul e Bento Gonçalves a oeste e Caxias do Sul a Leste. Está a 110*km da capital do estado, Porto Alegre, e a aproximadamente 1 980*km de Brasília. Faz parte da Aglomeração Urbana do Nordeste do Rio Grande do Sul, que reúne também os municípios de Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Caxias do Sul,Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, Monte Belo do Sul, São Marcos e Santa Tereza.

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                        Comentário

                        • Formigao SFA
                          Fazedor de Chuva

                          • Dec 2012
                          • 3014

                          #42
                          Postado originalmente por Quinhones Ver Post
                          Vamos ver se consigamos nos encontrar... estarei na Argentina e Chile a partir do dia 19/03. Como é um passeio entre, Mendoza-Arg e Antofagasta-Chile, acredito estar de volta até o dia 02/04. Mas onde você estiver dentro do RS, o acharei... abraço meu irmão e amigo
                          Sem necessidade de preocupação, estaremos no evento de Artigas e antes disso sem destino pelo sul.
                          Abraços formiguentos,

                          sigpic

                          Formigão NRME
                          "Levantando Poeira"

                          Comentário

                          • Quinhones
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2016
                            • 2943

                            #43
                            38/497. Santana da Boa vista-RS

                            Click image for larger version

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                            História
                            Jacinto Inácio da Silva (1772/1841), filho de Leonardo Fagundes e Inácia de Jesus, ambos naturais dae Ilha Terceira, nos Açores (segundo registros civis), morador da Costa do Camaquã/Campina (então Caçapava do Sul), homem de posses e pessoa de projeção no seu meio, sofreu o ataque de uma Onça, popularmente chamada de "tigra", ferindo-se gravemente no ano de 1821. Religioso, invocou o nome de Nossa Senhora de Santa Ana, apelando por salvação. Ao se colocar atrás de um árvore, o cachorro que o acompanhava mordeu a Onça, chamando a atenção desta, que deu as costas para Jacinto Inácio. Neste momento, ele aproveitou para abater a fera. Para agradecer pela sua salvação, mandou que fosse erguida uma capelinha de sapê, em agradecimento à Santa Ana.

                            A 1 de novembro de 1821, deu-se a permuta da terra onde hoje está a cidade de Santana da Boa Vista, que pertenceu a João Aleixo Carvalho. A área permutada localizava-se em "Faxinal", nome primitivo do lugar.

                            O município de Santana da Boa Vista foi pró-emancipado a 26 de julho de 1965, e emancipado a 17 de setembro de 1965. Data de 6 de maio de 1966 a instalação do município.

                            Brasão
                            O Brasão de Armas de Santana da Boa Vista é formado pelos seguintes elementos:

                            O Escudo em estilo Português apresenta no seu interior, uma representação do local conhecido como Toca da Tigra, no qual Jacinto Inácio enfrentou uma Onça, a qual também aparece no desenho. Já o Touro passante representa Força;
                            A Coroa mural de Quatro Torres aparentes, representa a elevação do stauts da localidade para Vila.[nota 1]
                            Já o Apoio é formado por ramos de Milho e Feijão;
                            Listel: traz o Mote formado pelo nome do município, seguido da sigla "RS", e em seus extremos, as datas de 1822 e de 1965, ano da emancipação política.

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                            Localiza-se a uma latitude 30º52'19" sul e a uma longitude 53º06'55" oeste, estando a uma altitude média de 306 metros.

                            Possui uma área territorial de 1.420,617 km² e população de 8.163 habitantes[6].

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                            • Quinhones
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2016
                              • 2943

                              #44
                              39/497. Canguçu-RS

                              Canguçu é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, considerado o município com o maior número de minifúndios [6] do Brasil, possui cerca de 14 mil propriedades rurais, sendo reconhecida assim, como a Capital Nacional da Agricultura Familiar [7]. O município tem uma população de 55.956 habitantes segundo o censo de 2016.

                              Click image for larger version

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                              A denominação de Canguçu deriva da palavra indígena Caa-guaçu, significando mata grande ou mato grosso, de igual forma que já foi denominada primitivamente a região onde se situa a célebre Avenida Paulista em São Paulo, bem como outros locais, segundo se conclui ou lê-se em descrições mais antigas.

                              Caa-guaçu era uma alusão à milenar mata grande que encobriu primitivamente a encosta da Serra dos Tapes voltada para a Lagoa dos Patos, e que daria o nome a ilha de Canguçu, mais tarde chamada de ilha da Feitoria como parte da estância Feitoria depois de adquirida por esta. Apesar disso, muitas fontes regionais apontam para a origem do nome do município como a derivação da palavra indigena acaanguaçu, nome dado pelos indios a uma pequena onça que habitava aquela região.

                              Os primitivos habitantes de Canguçu foram os índios tapes, tapuias, guaranizados e subordinados aos guaranis, e que deram seu nome a região onde Canguçu se assenta. Vestígios deles ainda são encontrados nos traços de habitantes do Posto Branco, Canguçu Velho e Herval.

                              A área urbana de Canguçu, no período de 1780 a 1799, foi denominada Rincão do Tamanduá, fazendo parte da área de mais de doze léguas de sesmarias, situado nas Serras do Sudeste, sendo proprietário o nobre português capitão-mor Dom Paulo Rodrigues Xavier Prates.

                              De 1762 a 1777 houve violentos choques entre espanhóis e portugueses, visando ambos o domínio de que hoje constitui o Rio Grande do Sul e a República Oriental do Uruguai. Praticamente cessou a instituição de novos povoados, preferindo os que para o sul vinham, estabelecer-se nos núcleos anteriores, e destes, em especial nos mais resguardados de investidas castelhanas.

                              Após o término dessas lutas, foram concedidas sesmarias para a região onde hoje está constituído o município de Canguçu. Por volta de 1793, os sesmeiros Paulo Rodrigues Xavier de Prates e João Francisco Teixeira de Oliveira, que até então viviam disputando a posse do Rincão do Tamanduá, e visando solucionar o litígio, doaram o sítio para a construção de uma capela. A 26 de dezembro de 1799, cento e quarenta moradores da região dirigiram ao governador Sebastião Xavier da Veiga Cabral da Câmara, uma petição requerendo a concessão do rincão para erigir a capela e fundar a povoação. A 30 do mesmo mês e ano era a permissão concedida, com a ressalva de que enquanto não se formasse uma irmandade legalmente constituída, coubesse ao cura e a dois homens bons do lugar a administração dos ditos terrenos.

                              Seguindo este critério, seis dias após a petição, ou seja, a 10 de janeiro de 1800, era lançada a pedra fundamental da capela de Nossa Senhora da Conceição, sendo seu primeiro cura o padre Pedro Rodrigues Tourem.

                              Ergueram-se as casas quase que imediatamente, e logo florescia uma povoação de tamanho considerável e bem organizada. Tais foram os méritos, que a capela curada era em doze anos levada à categoria de freguesia. Tal se deu por carta régia do príncipe regente D. João, assinada a 31 de janeiro de 1812, sendo a décima sétima freguesia da capitania. Havia então, no Rio Grande do Sul, apenas quatro municípios, sendo que a freguesia de Canguçu fazia parte de Rio Grande, passando somente em 1830 ao de Piratini, do que se constituiu distrito.

                              Canguçu, antes distrito da capital farroupilha Piratini, foi o 22º município gaúcho a ser criado, por desmembramento do município de Piratini, do qual foi o distrito de 1831 a 1857. Em ata da sessão de 1857, assinada pelo líder farrapo Vicente Ferrer de Almeida, deu-se a emancipação. Desde cinco anos antes da criação de Canguçu, seus filhos já eram batizados na pia batismal construída em 1851 pelo francês Marcelino Tolosan (Marcellin Tholozan), seis anos depois da pacificação farroupilha.

                              Canguçu teve grande participação e projeção, pois as tropas que integraram a Brigada Liberal de Antônio de Sousa Neto, que o apoiaram em 10 de setembro de 1836 no vitorioso combate do Seival e, no outro dia na proclamação da República Rio-Grandense, era constituída por canguçuenses na proporção de cerca de ¼.

                              Ao ser instalada a República Rio-Grandense em Piratini, em 6 de novembro de 1836, quem carregou o pavilhão tricolor pela primeira vez foi o canguçuense major de lanceiros Joaquim Teixeira Nunes – o Coronel Gavião, considerado pelo general Tasso Fragoso como "a maior lança farrapa", e que se tornou célebre no comando do Corpo de Lanceiros Negros Farroupilhas, personagem abordado com grandeza e simpatia na minissérie A Casa das Sete Mulheres pelo ator Douglas Simon.

                              Canguçu foi palco de dois combates denominados de Canguçu, respectivamente em 25 e 26 de outubro e 6 de novembro de 1843, nos locais Pedra das Mentiras e Cerro do Ataque, nos fundos do atual Colégio Nossa Senhora Aparecida, em ambas as margens do arroio. E ambos combates foram vitórias imperiais de Chico Pedro.

                              Foi em Canguçu que o maior cronista farrapo – Manuel Alves da Silva Caldeira, veterano farrapo, escreveu cartas-depoimentos aos historiadores Alfredo Varela, Alfredo Ferreira Rodrigues, Alcides Lima e a Piratinino de Almeida, que lhes permitiram resgatar expressivamente a memória do Decênio Heróico.

                              A vila de Canguçu, em momentos difíceis da revolução, abrigou por diversas vezes Bento Gonçalves até agosto de 1843, conforme se concluiu de ofício do Barão de Caxias ao ministro da Guerra.

                              Isto até que Canguçu fosse ocupado pela ala esquerda do Exército ao comando de Caxias, de setembro de 1843 em diante. Comandou a referida ala esquerda o célebre guerrilheiro Francisco Pedro Buarque de Abreu, o futuro Barão de Jacuí.

                              Canguçu foi criado município junto com Passo Fundo por sugestão do simbolista farrapo major Bernardo Pires, autor do desenho da bandeira da República Rio-Grandense e, desde 1891, adotada como a bandeira do Rio Grande do Sul.

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                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2016
                                • 2943

                                #45
                                40/497. Morro Redondo-RS

                                Morro Redondo é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Seu nome vem do fato de haver um morro situado na zona urbana da cidade cujo aspecto apresenta-se arredondado.

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                                Na década de 80 a luta pela conquista da emancipação da cidade de Pelotas contou com o apoio de toda a comunidade, onde suas principais metas eram melhores condições de trabalho e saneamento básico adequado. Em Abril de 1988, realizou-se o plebiscito para apurar a decisão da comunidade sobre a proposta de emancipação política do Município. De acordo com a lei n° 8.633 sancionada pelo então Governador Pedro Simon, aos 12 dias do mês de Maio de 1988, Morro Redondo conquistou sua emancipação política, deixando de ser o 8° distrito do Município de Pelotas.

                                A primeira eleição municipal para o poder legislativo e executivo deu-se no dia 15 de novembro de 1988 , quando foram eleitos Valdino Krause e Antônio Carlos Bandeira para ocuparem os cargos de prefeito e vice-prefeito, respectivamente; as nove cadeiras dispostas na Câmara Municipal foram ocupadas por Claudio Antônio Mello da Silva, Iloni Tavares, José Ronaldo da Silva Amaral, Jair Nizolli dos Santos, Leny Esteves Waltzer, Paulo Gilberto Costa Gomes, Rui Valdir Otto Brizolara, Willi Becker e Zilda Demari Boteselle. A posse dos eleitos deu-se em 1 de janeiro de 1989.

                                Localiza-se a uma latitude 31º35'18" sul e a uma longitude 52º37'55" oeste, estando a uma altitude de 245 metros.

                                Possui uma área de 247,14 km² e sua população estimada em 2016 era de 6 548 habitantes.

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