Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC

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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #1

    Gaúcho Abraçando e conhecendo o Rio Grande-VFC

    Buenas meus amigos FC, começo então o mais apaixonado e importante Desafio, que é conhecer meu estado o que para mim será um baita orgulho.

    Não terei pressa e quero aproveitar cada km rodado, estrada asfaltada ou não, paisagens e principalmente sempre que for possível " interagir" com as pessoas nas diversas cidades ou pela estrada, fazendo questão de divulgar o que faço ali...pois sinto um prazer imenso em divulgar meus feitos nas diversas viagens/aventuras que tenho feito.

    Já iniciei o Valente no dia 30 de Outubro de 2017, quando fui buscar em São Vicente do Sul uma Scooter PCX 150. Lá após fazer os tramites da negociação, fiz a primeira cidade/prefeitura e de lá segui para Cacequi-RS, onde registrei a segunda cidade/prefeitura. Foram 215 km rodados nessa primeira etapa nesse dia.


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    1/497 São Vicente do Sul

    É um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

    Área: 1.175*km²
    População: 8 440 hab. Censo IBGE/2010
    Altitude: 129 m
    Distância até a capital (Porto Alegre-RS): 407 km
    Fundação: 29 de abril de 1876 (141 anos)

    HISTÓRIA

    A região do atual município de São Vicente do Sul era um antigo aldeamento de índios guaranis. Tem suas origens no ano de 1632, com a chegada dos jesuítas espanhóis, sob o comando do padre Cristóvão de Mendoza, responsáveis por erguer a Redução de São José, que chegou a abrigar mais de 5*800 habitantes, sendo a maior parte de índios convertidos ao cristianismo.
    Tão logo chegou a São Paulo a notícia de que nas reduções jesuíticas havia numerosos índios civilizados, os paulistas organizaram expedições e penetraram no Rio Grande do Sul, atacando e dizimando as reduções. Os jesuítas, então, mudaram-se com o que restava para a outra margem do rio Uruguai, e na aldeia de São José permaneceu o gado, que se criou xucro.
    Em 1682, os padres missioneiros reergueram novas missões, dando início aos Sete Povos da Banda Oriental do Uruguai, contando com numerosos rebanhos para o sustento da população. Assim, passaram a dividir o Rio Grande do Sul em grandes estâncias, sendo fundada a Estância de São Vicente, pertencente à Redução de São Miguel.
    Os ataques às missões jesuíticas continuaram até por volta de 1801, com a total destruição das aldeias. Era o fim das Missões. Após a expulsão dos jesuítas, parte do vale de São Vicente passou a ser ocupada por estancieiros portugueses. Mais tarde, com a Revolução Farroupilha, os indígenas de outras reduções migraram para São Vicente, vindo juntar-se aos que ali existiam. Instalaram-se em pequenos ranchos em Cavajuretã, Loreto, São Pedro do Ibicuí e na região hoje conhecida como Timbaúva dos Mellos, e ao redor da atual cidade de São Vicente do Sul.
    Primeiramente São Vicente fazia parte do território de Rio Pardo. Depois, com a criação do município de São Gabriel, passou a ser o 3° distrito deste. Através da lei n° 1032, de 29 de abril de 1876, São Vicente, então 2° distrito especial de São Gabriel, foi elevado à categoria de vila e, depois, em município, com terras de São Gabriel e Itaqui.
    O povoado foi primeiramente denominado São Vicente, pelos jesuítas, devido à imagem de São Vicente Ferrer, padroeiro da estância jesuítica, trazida por eles, hoje na igreja matriz. Em 1944, por interesses políticos, passou a denominar-se General Vargas, em homenagem a Manoel do Nascimento Vargas, pai do presidente da república Getúlio Vargas. Em 1969 voltou a chamar-se São Vicente e, para distingui-lo do seu nome onomástico de São Paulo, São Vicente do Sul

    GEOGRAFIA

    O município de São Vicente do Sul está localizado na Depressão Central. Limita-se ao norte com o município de Jaguari; ao sul, com Cacequi; a leste, com São Pedro do Sul e Mata; e a oeste, com São Francisco de Assis e Alegrete.
    Possui clima temperado. Localiza-se a uma latitude 29º41'30" sul e a uma longitude 54º40'46" oeste, estando a uma altitude de 129 metros. Sua população estimada em 2010 era de 8 440 habitantes, com predominância das etnias alemã, italiana, indígena e portuguesa.

    ECONOMIA

    Sua economia baseia-se na agricultura e na pecuária. A principal cultura é a do arroz, em nível de expansão. Sendo que hoje é crescente o avanço do plantio de soja. Também esta se tornando um centro universitário regional no Vale do Jaguarí devido ao crescimento do Instituto Federal Farroupilha - Campus de São Vicente do Sul, o qual conta com cursos de ensino médio agregado ao técnico, bem como cursos pós-médios, superiores e de pós-graduação.

    CULTURA

    As tradições e costumes estão vinculadas à Revolução Farroupilha; ao trabalho do homem do campo, originário das grandes estâncias, como marcação do gado, carreiradas, jogo do osso, de bocha e fandangos; e o Movimento Tradicionalista Gaúcho, com a criação do CTG Cancela da Fronteira, em 1975.
    Última edição por Quinhones; 28-11-17, 19:19.
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    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #2
    2/497 - Cacequi-RS

    Cacequi é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. É conhecida como a capital da melancia ou terra da melancia.

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    Localiza-se a uma latitude 29º53'01" sul e a uma longitude 54º49'30" oeste, estando a uma altitude de 103 metros.
    Possui uma área de 2360,5*km² e sua população estimada em 2011 era de 676 habitantes.

    A região foi inicialmente povoada por tribos indígenas que habitavam aquela região, sendo deles a origem do nome do município que significa "Água do Cacique" ou "Rio do Cacequi".
    Historiadores relatam que os nativos teriam sido expulsos, durante o processo de povoamento e ocupação do Rio Grande do Sul, permanecendo no entanto a denominação dada por eles ao município.
    Esta ocupação ocorreu durante as disputas entre Portugal e Espanha. A Região das Missões, da qual fazia parte a área do atual município de Cacequi, pertencia aos portugueses, em troca da Colônia do Sacramento acordo efetuado durante a assinatura do Tratado de Madri, em 1750. Mais tarde, ratificado pelo Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, onde os espanhóis ficariam com as Missões, Colônia do Sacramento e as rotas de navegação do Rio da Prata.
    O Rio Grande do Sul só ganharia sua configuração atual, em 1801, com a retomada das Missões pelos portugueses. Mas, para manter a posse e domínio do território gaúcho, os portugueses recorreram à doação de terras, através das sesmarias. Estas funcionavam como reforço de estratégia política e militar de povoamento, o que já estava sendo realizado em outras partes do Estado.
    Inicialmente, as terras que hoje correspondem ao Município de Cacequi pertenciam ao Município de Rio Pardo, criado em 27 de abril de 1809. Nesta época, a parte oeste do Rio Grande do Sul ainda encontrava-se em povoamento, bem como, a região do atual município de Cacequi.
    O município sofreu muitas alterações em sua origem, pois originalmente esta parte do Rio Grande do Sul, ainda não estava totalmente povoado e as áreas municipais eram muito extensas. Em 4 de abril de 1848, pela Lei Provincial n°08, cria-se o município de São Gabriel e dele fazendo parte o Município de Cacequi. São Gabriel desmembrou-se do Município de Caçapava do Sul, criado pela Resolução de 25 de outubro de 1825, que correspondia ao Município de Rio Pardo.
    Posteriormente, é criado o Município de São Vicente do Sul, também chamado de General Vargas, pela Lei Provincial n°1032, de 29 de abril de 1876. Dessa forma, ocorre uma transferência administrativa das terras de Cacequi para o Município de São Vicente do Sul.
    Nessa época, a sede de Cacequi era a Vila Saicã, situada a margem direita do arroio Saicã pela Lei Provincial de 4 de dezembro de 1860, para onde foi transferida a sede da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário.[6]
    Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]
    Ponte Férrea sobre o Rio Santa Maria
    O município possuí a maior ponte ferroviária da América Latina, construída em 15 de Novembro de 1907, permitindo a continuação dos trens a Uruguaiana e Santana do Livramento, está inserida em um dos mais belos cartões postais do Rio Grande do Sul, a Praia dos Dourados, de areias branquíssimas. Esta obra prima da engenharia é toda metálica, tem quase mil e quinhentos metros de comprimento e está baseada em pilares gigantescos, verdadeira epopéia para época.[7] Historiadores mencionam que a mesma teria sido tomada pela Coluna Prestes em 18 de Novembro de 1924.
    Estação Ferroviária
    Inaugurada em 1890 pela Estrada de Ferro Porto Alegre-Uruguaiana. O nome derivou do rio Cacequi, que margeia o município. Por vários anos, até 1907, a estação foi ponta de linha da ferrovia, devido a uma série de empecilhos para a construção do trecho entre ela e Alegrete. Dessa estação saíam também trens para Bagé e Marítima (Rio Grande) e para Santana do Livramento. Era, um importantíssimo centro de baldeação entre os entroncamentos que possuía. Em 1913, o núcleo de Cacequi, junto à estação ferroviária, tinha 50 casas e 200 habitantes e iluminação a querosene. Mais tarde, a estação ferroviária serviu como ponto de almoço, tendo o restaurante mais movimentado do Estado, devido ao fluxo de passageiros em trânsito. Atualmente o prédio da estação serve como museu e outros fins; os trens de passageiros pararam em 2 de Fevereiro de 1996. Porém, o movimento e o número de desvios no seu pátio o torna um dos mais importantes pátios ferroviários do Brasil.

    Vossorocas do Macaco Branco

    São imensas cavidades no solo, decorrentes da erosão e do vento, que durante milhares de anos moldou verdadeiras esculturas no solo. No interior da cratera há formação de vegetação que também se adaptou ao ecossistema. Em alguns pontos a profundidade chega a 80 metros, sendo a descida possível, mas com muito cuidado. Proporciona em grande encantamento ao público visitante, pois o contraste da cor do solo nos diversos períodos geológicos se torna bastante marcante. O local está situado na localidade de Restinga, no caminho que dá acesso a localidade de Umbu pela RS-158, via Colonos.

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    • Quinhones
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2016
      • 2943

      #3
      3/497 Tupaciretã-RS

      Tupanciretã é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

      Área
      2*252 km² [2]
      População
      22*286 hab. Censo IBGE/2010[3]
      Densidade
      9,9 hab./km²
      Altitude
      400 m

      "Tupanciretã" é um nome tupi que significa "terra da mãe de Deus", através da junção dos termos tupã ("Deus"), sy ("mãe") e retama ("terra")[6].

      Para fazer esse Desafio aproveitei o aniversário da motociclista Carla, esposa do Cappa que fizeram uma grande confraternização para comemorar o feito (4.1 da Carla)

      Na entrada da cidade e num ponto turístico, fotografei um casal (Manoel e Elice) tomando chimarrão que entre uma boa conversa, me deram uma aula sobre a cidade e o monumento ali presente.

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      1. A Lenda
      Todas as reduções jesuíticas foram batizadas com nome de santos da Igreja Católica.Em Tupanciretã, os Jesuítas invocaram o nome da Mãe de Deus.
      Reza a lenda "Um missionário e alguns poucos índios foram colhidos por uma tempestade próximo ao planalto da Coxilha Grande. A noite chegava e com ela o pânico e o terror. Quando a desorientação desesperava o padre e os poucos índios companheiros, um relâmpago lhes mostrou na fímbria do horizonte, em plena noite, um vulto mal definido. A silhueta que os relâmpagos mostravam, era a imagem da madona exposta ao furor da tempestade, que arrebatara da capela pequenina a cobertura frágil. O sacerdote cheio de alegria cristã, exclamou: "Tupan-cy", e os índios, aterrorizados, repetiram: "Tupan-cy-retan", que na língua indígena quer dizer Tupan=Deus, cy=mãe e retan= terra, ou seja, "Terra da Mãe de Deus".
      1.2. O Povoamento
      O espaço que corresponde ao município de Tupanciretã, inicialmente era povoado pelos índios charruas e minuanos, mais tarde pelos jesuítas da redução da São João Batista, os quais implantaram várias fazendas criadoras de gado, entre elas a de São João Mirim, destinada a pecuária e a de Tupanciretã, à fruticultura.
      Com a retirada dos jesuítas após 1801, a fazenda Tupanciretã foi “vendida” pelos índios que retiraram-se de sua área. Com a Lei de 21 de outubro de 1843, as suas terras foram incorporadas aos próprios nacionais. Os que se consideravam proprietários da fazenda não aceitaram tal decisão e para defender seus direitos nomearam o Dr. Hemetério José Veloso da Silveira.
      1.3. A Emancipação
      Em 1857, com a dissolução da sociedade pastoril entre os advogados João Nunes e Alexandre Jacinto da Silva, a fazenda fica abandonada por um longo período. Após é parcelada em glebas e vendida para vários compradores, entre eles, os herdeiros de João Nunes da Silva e Alexandre Jacinto.
      Em 1835, veio para a região, o casal Albino da Silveira e Ana Silveira. Um dos seus filhos, Antônio José da Silveira foi o fundador da cidade de Tupanciretã e, enquanto o território gaúcho enfrentava uma das maiores guerras civis, a Revolução Federalista de 1893, Tupanciretã era apenas uma fazenda rural, propriedade do major Antônio José da Silveira, onde a casa colonial juntamente com os vastos galpões, alguns ranchos de agregados, expressavam as condições estabelecidas pela principal prática que moldou o município, ou seja, a criação de gado, sob forma extensiva.
      No ano de 1984 o Major Antonio José da Silveira e sua esposa Constância Silveira com trabalho do engenheiro Antonio G. Edeler separaram 52 lotes de suas terra para doar as pessoas que andavam "sem era nem bera" após a guerra dos federalistas.
      A 20 de setembro de 1894, após a Inauguração da estrada de ferro Santa Maria _ Cruz Alta, os revolucionários localizaram o lugar onde está situada Tupanciretã, numa estação intermediária.
      Esta iniciativa despertou o interesse de muitos, que apostaram na terra moça, a possibilidade de futuro promissor na lavoura e na pecuária.
      Começaram a chegar os primeiros habitantes, a margem que dividia Tupanciretã pelo centro, de um lado Cruz Alta, do outro Júlio de Castilhos, começaram a pontilhar os primeiros ranchos e casas, o comércio e a evolução.
      Pelo decreto 4.200, de 21 de dezembro de 1928, assinado pelo Presidente do país, Getúlio Vargas, foi emancipado o município de Tupanciretã. Pelo decreto 4.201, da mesma data, foi nomeado Intendente Provisório o Cel. Estácio Nascimento e Silva. A cerimônia de instalação deu-se em 3 de janeiro de 1929.
      Última edição por Quinhones; 04-12-17, 05:34.

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      • Quinhones
        Fazedor de Chuva

        • Mar 2016
        • 2943

        #4
        4/497 Julio de Castilhos-RS

        Júlio de Castilhos é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.
        Localizado na Mesorregião do Centro Ocidental Rio-Grandense e na Microrregião de Santiago. De acordo com o censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o município possui uma população de 19.579 habitantes.

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        Segundo o historiador Firmino Costa, nas terras do atual município de Júlio de Castilhos, em tempos imemoráveis, vagavam os índios tapes.
        No início do século XVII, foram encontrados pelos jesuítas da Companhia de Jesus que os reuniram e os organizaram em uma aldeia: a Redução de Natividade de Nossa Senhora, fundada em 1633 pelo padre Pedro Álvares, que poderia estar localizada dentro dos limites do atual município.
        Temendo o ataque dos bandeirantes, que caçavam índios para vendê-los aos engenhos do norte, em 1638, foi abandonada em uma fuga para além do Rio Uruguai.
        Meio século depois, os jesuítas começam a voltar fundando os Sete Povos das Missões (1660 a 1690) e as grandes estâncias jesuíticas. Duas delas estariam em terras do atual município: a Estância de São Pedro e a de Santo Antônio, pertencentes ao Povo de São Lourenço.
        Eram terras do domínio espanhol até 1801, quando houve a Conquista das Missões pelos portugueses. Começa então o povoamento da região.
        Chegam os pioneiros na ocupação das terras do atual município: paulistas e paranaenses. Entre eles, de 1809 a 1811, André Pereira Garcia e Manuel Moreira Pais.
        Em 1812 ou 1813, chega João Vieira de Alvarenga, jovem com cerca de 24 anos, sua mulher Maria Rosa de Morais e seu primeiro filho, o menino Manoel, e alguns escravos, ocupando terras devolutas entre os pioneiros citados, cujo título de Sesmaria ele teria recebido em 1826.
        Escolheu o alto da Coxilha do Durasnal, onde hoje é o centro da cidade, ali estabelecendo seus ranchos e mangueira começando a criar gado. O local do rodeio teria sido o da atual praça que leva seu nome. O local, entre São Martinho e Cruz Alta, era ponto de pouso e sesteada de tropeiros de mulas e ele denominou sua fazenda de "Boa Vista", que pode ser considerado como o primeiro topônimo de Júlio de Castilhos.
        Com o tempo, o lugar ficou sendo mais conhecido como "o João Vieira".
        Em 1834, surgiu o Município de Cruz Alta, desmembrado do de Rio Pardo. A sede do atual Município de Júlio de Castilhos ficava em terras de seu distrito de São Martinho.
        O generoso e bem estimado curitibano João Vieira de Alvarenga, que se dedicava mais a carretear, levando erva para o Uruguai, deixou que muitos se estabelecessem junto à sua fazenda, no desejo de vê-la transformada em um povoado.
        Em 1870, procedia-se o traçado e demarcação das ruas e praça da incipiente povoação que passou a ser conhecida como Povo Novo.
        Em 1876, com a emancipação de São Martinho, foi criado o seu 2º Distrito de Povo Novo.
        Em 17 de junho de 1877, Manuel Vieira de Alvarenga que herdou a área do Povo Novo, por falecimento de seu pai em 1856, faz a doação oficial de uma área de 43 hectares que ocupa grande parte do centro da atual cidade. Essa data pode ser considerada como a de fundação da cidade de Júlio de Castilhos.
        Em 1885, foi trocada a denominação do lugar para Vila Rica e, em 14 de julho de 1891 - Lei nº 607, emancipado de São Martinho, passou a constituir o município de Vila Rica.
        De início teve duas comissões administrativas composta de cinco pessoas e, em fins de 1892, foi nomeado o primeiro intendente (prefeito) provisório, Gonçalo Soares da Silva.
        Em fins de 1896 houve a primeira eleição do município, com a vitória do capitão Luís Gonzaga de Azevedo.
        De 1905 em diante, homenageando seu filho mais ilustre, a cidade passou a denominar-se Júlio de Castilhos.

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          #5
          5/497 Condor-RS

          Localiza-se a uma latitude 28º12'28" sul e a uma longitude 53º29'14" oeste, estando a uma altitude de 451 metros.
          Possui uma área de 465,64 km² e sua população estimada em 2008 era de 6.543 habitantes.

          Para esse município aproveitei o motoacampamento na cidade, organizado pelo Rogério Urnau.



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            #6
            6/497 Panambi-RS

            Localiza-se a uma latitude 28º 17' 33" sul e a uma longitude 53º 30' 06" oeste, estando a uma altitude de 418 metros.
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            Sua população estimada em 2015 é de 41 148 habitantes. Possui uma área de 491,48 km². Situa-se no Planalto Rio-Grandense. Sua população é de maioria descendente de alemães e Italianos Possui um campus da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, cuja reitoria se localiza em Ijuí. Em 2010, recebeu campus do Instituto Federal Farroupilha, com investimentos na ordem de 5 000 000 de reais em prédios para a instalação de quatro cursos superiores gratuitos.
            O município é conhecido pelas alcunhas de "Cidade das Máquinas" e "Vale das Borboletas Azuis". "Cidade das máquinas" foi um cognome recebido em 1945, devido ao fato de Panambi ser o terceiro maior pólo metal-mecânico do Rio Grande do Sul.

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            Até o advento dos colonizadores de origem europeia, a partir do século XVI, a região atualmente ocupada pelo município era habitada por índios guaranis e caingangues.
            A origem da atual cidade foi a compra de terras do município de Cruz Alta por um alemão, trazendo colonos da mesma origem que já estavam no Rio Grande do Sul. Assim, em 1899, foi fundada a colônia Neu-Württemberg.
            Somente em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, vieram, para a região, colonos naturais de Württemberg, na Alemanha. Eram 178 famílias.
            A colonização chamada de Neu Württemberg ("Nova Württemberg") foi obra de um cidadão da Alemanha, Hermann Meyer, que, em expedição realizada ao Mato Grosso, tomou conhecimento através de Carlos Dhein da existência de terras férteis no Rio Grande do Sul e, para promover os trabalhos da colonização, mantinha aqui um administrador remunerado, o próprio Carlos Dhein.
            A colonização tinha em vista imigrantes de Württemberg, na Alemanha, mas sabe-se que a grande ocupação posterior foi feita por famílias das antigas colônias da região de Estrela e Santa Cruz.
            Em 1901, a cidade de Neu Württemberg trocou sua denominação para Elsenau, em homenagem à esposa de Hermann Meyer, que se chamava Else. Em 1938, a cidade trocou seu nome para Pindorama. Em 1944, passou a chamar-se Tabapirã. No mesmo ano, adotou seu atual nome, Panambi.
            Em 15 de dezembro de 1954, a cidade conseguiu sua emancipação de Cruz Alta e Palmeira das Missões[7].
            Última edição por Quinhones; 04-12-17, 06:00.

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              #7
              7/497 Bozano-RS

              município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul e foi elevado à categoria de município com a denominação de Bozano pela lei estadual nº 10741, de 16 de abril de 1996, sendo desmembrado do município de Ijuí.
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              A área do município é de 201*km² e sua população em 2010 é de 2200 habitantes, segundo o IBGE!

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              A história do município de Bozano envolve-se diretamente com o desenvolvimento dos três distritos que lhe deram origem: Bozano, Salto e Santa Lúcia. Esta história começa com a colonização italiana do final do século XIX e início do século XX, como parte do processo de formação das chamadas colônias novas. Inicialmente a localidade chamava-se Faxinal ou Picada Faxinal. A localidade servia como ponto de passagem pois ligava o norte do Estado à estação ferroviária de Faxinal, implantada em 1910. Esse aspecto propiciou o desenvolvimento de uma série de estabelecimentos comerciais e industriais. No ano de 1922, a região contava com mais de 90 alambiques, além de cantinas que produziam vinho, moinhos, salamaria e ferrarias. Dentro das várias atividades industriais, destacava-se a produção de aguardente, com boa oferta de cana-de-açucar enquanto máteria-prima. Também teve importância no desenvolvimento da região o cultivo de produtos agrícolas e a criação de animais, além da cultura de erva-mate. Ao passar dos tempos, com processo de urbanização do município, especialmente com advento da modernização da agricultura, a maioria desses estabelecimentos foram desaparecendo. A origem do nome do distrito de Dr. Bozano, está ligada à revolta tenentista do início da década de 20, que se caracterizou pela insatisfação da jovem oficialidade do exército coma corrupção e incapacidade dos políticos tradicionais. Júlio Raphael Aragão Bozano faz parte dessa história como um combatente das forças revolucionárias de Luís Carlos Prestes. Bozano, que fez parte do desenrolar dos fatos, foi morto com um tiro, em 30 de dezembro de 1924. Bozano, envolve-se com um pólo de desenvolvimento agrícola forte, além da industrialização da erva-mate em larga escala.

              Gentílico: bozanense

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                #8
                8/497 Pejuçara-RS

                é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 28º25'24" sul e a uma longitude 53º39'21" oeste, estando a uma altitude de 449 metros. Sua população é de 3.973 habitantes. Possui uma área de 414,78*km².


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                Por volta de 1810, já existia nas terras que hoje é o Município de Pejuçara uma geração muito grande de negros. Mas o primeiro estancieiro a adonar-se de terras dessa área foi Polucarpo José de Oliveira no ano de 1831, segundo consta no Cartório de Registro de Imóveis de Cruz Alta. Seis anos após, em 7 de julho de 1837, essa região passou a receber um grupo significativo de soldados escravos negros. Tudo se deve ao famoso combate dos Porongos, entre federalistas e farrapos, ocorrido na Fazenda Figueira, em Santa Bárbara. Esses soldados negros que participaram da luta ao lado dos farrapos que não tiveram sucesso, na fuga, seguiram as margens do rio Porongos, hoje Caxambu, embrenhando-se nas matarias em direção à Pedreira, Santa Apolônia e Vista Alegre e aí permanecendo até a chegada dos imigrantes italianos. O mapa confeccionado pela Independência de Cruz Alta, em 1920, identificava duas comunidades negras, uma a do campo dos Libertos, entre Linha Macuglia, Pedreira e Jacicema, nas terras possuídas pelo estancieiro Damas de Meira Collaço, e outra, na margem direita do Caxambu, área hoje pertencente à Panambi, o chamado Rincão dos Negros.
                Habitaram também nesta área, índios, mas quando os imigrantes começaram a chegar, o governo os confinou em reservas. O que permaneceu da história destes índios é a origem do nome “Pejuçara”, que em tupi-guarani significa “terra de ventania”. Os imigrantes italianos chegaram ao Brasil vindos da Europa em uma época de muita pobreza e desemprego naquele país, e a maior parte deles instalou-se no Estado do Rio Grande do Sul em Silveira Martins, formando a quarta colônia no Estado. O imigrante tinha esperanças de que esta colônia se transformasse em uma grande cidade e como isso não aconteceu, eles saíram à procura de um lugar melhor. Depois de vários dias de viagem a cavalo ou em carroças chegaram a Colônia Visconde de Rio Branco, hoje Pejuçara. Em maio de 1899 chegaram as duas primeiras famílias de italianos, que eram as famílias Loss e Vanzan que começaram a abrir as primeiras roças. No mesmo ano outras famílias também chegaram, Mastella, Zanetti, Becker, Ferretti, Razzia, Basso, Bresolin, Gianluppi, Bertoldo e Trevisan. Luigi Basso (Luiz Basso, em português), foi nomeado pelo governo da época para distribuir aquele território entre os imigrantes que ali chegavam. De 1900 a 1930 chegaram diversas outras famílias de italianos. Os negros que estavam nesta área há vários anos, devido à falta de domínio das técnicas de cultivação, não souberam aproveitar as terras onde estavam. Os italianos que começaram a chegar passaram a cultivá-las. Os negros as entregavam a troco de cachaça ou então vendiam seus direitos. Por necessidade chegavam a trocar 54 hectares de terra por uma vaca de leite e assim por diante. Dessa forma os colonos foram ficando donos das terras e os negros acabaram trabalhando de empregados ou foram embora. Após muitos anos de ocupação, surgiu á lei do Usucapião e os italianos que estavam a mais ou menos 10 anos produzindo na terra, requereram escritura. Luigi Basso e seus filhos foram, durante muitos anos, os principais fornecedores de dormento para a Rede Ferroviária Federal, no interior do Rio Grande do Sul. Muitos descendentes dessas famílias migraram para outras regiões do estado (e do Brasil), iniciando ali a produção agrícola.
                Foram diversas as denominações dadas à Colônia Italiana, região, hoje, do Município de Pejuçara:
                Até 1898, denominava-se Mombuca;
                De 1899 a 1938, Colônia Visconde de Rio Branco;
                Em 31 de março de 1938, alterou o nome do Distrito “Visconde de Rio Branco” para “Rio Branco”;
                A partir de 28 de maio de 1943, passou a denominar-se de Morotim;
                Em 29 de dezembro de 1944, altera o nome para Pejuçara.
                O distrito cresceu e se expandiu, surgindo as primeiras casas de comércio e com elas as mudanças econômicas e sócio-políticas. Esta expansão motivou a população a organizar um movimento emancipacionista em 1965, que resultou em plebiscito realizado no Distrito. Tendo este resultado positivo, a Assembleia Legislativa de Estado cria pela lei n° 5.156 de 15 de dezembro de 1965 o Município de Pejuçara. Mas só em 15 de maio de 1966 Pejuçara foi solenemente instalada a esta recebe Hildebrando Rodrigues Floriano como Interventor Federal. Passados dois anos o Município realiza sua primeira eleição, na qual Dary Bonamingo foi então eleito Prefeito. O Município mantém até hoje características de seus ancestrais, isto se verifica na religiosidade, nas festas, comidas típicas e na agricultura, principal economia do Município.[6]

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                  • 2943

                  #9
                  9/497 Quinze de Novembro-RS

                  Localiza-se a uma latitude 28º44'54" sul e a uma longitude 53º05'37" oeste, estando a uma altitude de 355 metros. Sua população estimada em 2004 era de 3 660 habitantes. Possui uma área de 228,38 km².

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                  Colonizado por imigrantes alemães oriundos da cidade de Montenegro, o município de Quinze de Novembro tem a maior porcentagem de protestantes do Brasil, 80,4%, quase todos luteranos[6]
                  Quinze de Novembro já pertenceu ao município de Ibirubá.

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                  * Aproveitei para visitar minha cunhada e fui recepcionado por um belo churrasco com direita a algumas cevas geladas rsrsrsrs

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                    • 2943

                    #10
                    10/497 Fortaleza dos Valos-RS

                    Localiza-se a uma latitude 28º47'50" sul e a uma longitude 53º13'22" oeste, estando a uma altitude de 406 metros. Sua população estimada em 2004 era de 5.196 habitantes.

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                    A história recente relata a chegada dos primeiros colonizadores por volta de 1930, sendo italianos em sua maioria, vindos da região da 4ª Colônia e, um pouco mais tarde, os alemães, em sua maioria, vinda do Vale do Taquari. A emancipação política-administrativa foi conquistada em 3 de maio de 1982 do município-mãe Cruz Alta.

                    O município é conhecido como o “Celeiro Mecanizado do Rio Grande do Sul”, devido ao número expressivo de maquinários agrícolas existentes nas propriedades rurais e à alta tecnologia utilizada nestas propriedades, tendo a base econômica no setor primário.
                    Turismo[editar | editar código-fonte]
                    O turismo vem se desenvolvendo desde 1997, quando o município iniciou a participação no Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Rota das Terras.
                    Os maiores atrativos turísticos são o Alagado da Bacia do Passo Real, a Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, a Igreja São Roque, o Museu Municipal, a Praça Três de Maio e as Vossorocas do Ivaí.
                    Atualmente Fortaleza dos Valos vem trabalhando e desenvolvendo o turismo cultural e de eventos. Destacam-se A EXPOFORT, a Festa da Uva, o Festival Regional do Peixe, o carnaval de rua, o rodeio crioulo, jantares típicos e o Natal FelizCidade.
                    Além de suas belezas naturais, está apostando na descoberta pelos turistas e visitantes do Cânion Vossorocas do Ivaí.

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                      #11
                      11/497 Boa Vista do Incra-RS

                      Sua população estimada em 2007 era de 2.447 habitantes.

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                      Mesorregião
                      Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [2]
                      Microrregião
                      Cruz Alta IBGE/2008 [2]
                      Municípios limítrofes
                      Cruz Alta, Fortaleza dos Valos, Júlio de Castilhos e Tupanciretã.
                      Distância até a capital
                      380*km

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                        #12
                        12/497 São Francisco de Assis-RS

                        Também chamada de "querência do bugio" é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

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                        Localiza-se a uma latitude 29º33'01" sul e a uma longitude 55º07'52" oeste, estando a uma altitude de 151 metros. Sua população estimada em 2010 era de 19.258 assisenses, (menos de 1300 moradores que em 2004, quando havia 20.645 habitantes). Possui uma área de 2.503,9*km². A divisão municipal se dá em distritos (cinco), e, dentro destes, menores localidades, que geralmente levam o nome da família colonizadora do local ou de algum outro pioneiro.

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                        Cronologia[editar | editar código-fonte]
                        1627 - Em fins de abril ou início de maio foi fundada pelo padre Roque Gonzáles a Redução Jesuítica de Nossa Senhora da Candelária do Ibicui, a segunda do estado do Rio Grande do Sul, próximo da atual Praia do Jacaquá. Durou até 1832, quando os índios destruíram tudo.
                        1632 - em 13 de Junho, foi fundada a da Redução Jesuítica São Thomé do Ibicuí, onde hoje é a conhecida "Gruta São Tomé". Os fundadores foram os padres Manuel Bertot, Luis Ernot, Romero, Cristóvão Mendoza e Paulo Benavides.
                        1801 - Foi criado o Forte de São Francisco de Assis na sesmaria de Itajuru, à margem esquerda do rio Inhacundá.
                        1805 - Foi instalada a Guarda de São Francisco de Assis, tendo como primeiro comandante o Capitão Victor Nogueira da Silva, que ainda possui descendentes em São Francisco de Assis.
                        1809 - Início do povoamento da sede, em torno do Forte da Capitania do Rio Grande de São Pedro do Sul, por índios e mestiços.[carece*de fontes]
                        1834 - Chegada de famílias imigrantes alemãs, lideradas pelo genearca Heinrich Jacob Reichert (21 de fevereiro de 1797, Wollstein/Schlangenbad, Alemanha).[carece*de fontes]
                        1923 - Revolução de 1923, palco de duros combates entre governistas (ximangos, da ideologia Positivista e Republicana) e revolucionários (Maragatos, da ideologia Federalista e liberal). O combate trouxe muitas consequências para a sociedade da época, não só para São Francisco Assis mas para todo o Rio Grande do Sul. Houve uma grande parada econômica devido a falta de mão-de-obra, na época composta quase exclusivamente por homens.[6]
                        2000 - inicia a primeira FEICASSIS, feira do setor comercial da cidade.
                        A região passou pelas mãos de donos sucessivos. Era a terra dos tapes, guaranis, minuanos, guenos, carijós, arachanes, charruas, caaguas e guananás.
                        A ação das bandeiras predadoras devastaram as reduções dos tapes. Após sucessivos combates entre portugueses e espanhóis, e tratados estabelecidos, delimitou-se as fronteiras.
                        Aqui permaneceram os portugueses, que continuaram a criação de bovinos de corte, atividade que até hoje é predominante no município.
                        A primeira tentativa de povoamento da região foi feita pelos jesuítas, em 1627, quando o padre Roque Gonzales fundou a redução de Candelária do Ibicuí, que acabou fracassando, e concretizou-se somente no início do povoamento em 1809.
                        Crê-se que a primeira capela foi construída em 1810, tendo como padroeiro São Francisco de Assis.
                        Redução Jesuítica São Thomé
                        São Thomé hoje é uma fonte de água limpa, localizada na RS-240, a 12Km de São Francisco de Assis. É chamada de “gruta”, porém é somente uma vertente.
                        Nas proximidades deste local, foi fundada, no dia 13 de junho de 1632, domingo, a Redução Jesuítica São Thomé, a terceira deste nome, pelos padres Manuel Bertot e Luis Ernot, com o auxilio e apoio do Padre Pedro Romero. Segundo o relato do próprio fundador, Padre Bertot, no local e adjacências já havia uma aglomeração contando com quase 400 almas. Somente “lhes faltava igreja e cruz”.[7]
                        A posição geográfica da Redução era excelente, no alto de um verdejante planalto, com visão imensa. O próprio Padre Romero, em sua Carta Anua, de 1633, além de contar uma história trágico-cômica envolvendo um índio, que não mantinha monogamia à esposa, com conquistas entre outras índias, vendo-se, numa madrugada, atropelado e ferido por uma vaca brava, assim se expressa textualmente: “Em São Thomé, se embarca para ir à Redução dos Rios do Yapeju. Se o rio está baixo gastam-se no máximo quatro dias; se está crescido, dois ou menos”.[8]
                        Esta redução teve fim quando os habitantes dela, antes que os paulistas chegassem, receosos com aquelas incursões de bandeirantes, em 1838, levantaram acampamento, desscendo o Ibicuí em direção ao Rio Uruguai. Levaram o que puderam e destruiram o restante: Casas, igrejas, escolas..., só deixando cinzas atrás de sí.[9]
                        Thomé provém de Sumé ou Chumé, que quer dizer “homem branco, barbudo, vindo do Oriente, anunciador da Paz entre todas as tribos, que teria ensinado aos índios o plantio da mandioca e o uso da erva-mate.” Por isso que São Thomé é o patrono dos ervais.[10]
                        Imigração Alemã
                        O primeiro colonizador de origem germânica em São Francisco de Assis foi Joahnn Andreas Rossbach, que lutou na Guerra do Prata (1825-1828) como mercenário Brummer. Levando em conta que no mais tardar era 4 de maio de 1831 quando foi totalmente dissolvido o Esquadrão de Lanceiros, foi nesse ano que Rossbach por aqui chegou, porém há ainda muito maiores chances de ele ter chegado mesmo em 1828, quando mais de 1500 soldados foram dispensados.[11]
                        No início de 1834 chegam na capela de São Francisco de Assis as famílias Reichert (Haigert)e Funck, as duas primeiras famílias alemãs completas à migrar para o oeste do Rio Grande do Sul. A partir daí várias famílias alemãs se instalaram na cidade e arredores.
                        As cinco primeiras famílias alemãs a se instalarem na cidade foram:
                        1º – ROSSBACH (No mais tardar, 1828). 2º – REICHERT (Hoje Haigert)(1834). 3º – FUNCK (1834, junto com Haigert). 4º – HEMANN (de Friederich Hemann, que foi testemunha da compra de um escravo em 11 de maio de 1846). 5º – VON MÜHLEN - hoje Müller - (Meados de 1848). Junto dos irmãos Jakob e Karl Jakob Von Mühlen, vinha toda a família Mayer e Mühlhausen.[12][13]
                        Em 1863 chegaram membros da família Brinker e Lambert. Os patriarcas eram Friedrich Wilhelm Brinker e Wilhelmine Elisabeth Mohr Lambert, que na época já tinham quatro filhos: Peter Christian, Wilhelm, Jakob e Luise, estes últimos dois nascidos em Santa Maria em 1863 durante a viagem. Anteriormente eram colonos na linha Kaffeeschneiss (Picada Café), da colônia Alemã de São Leopoldo. Anos depois, em finais de 1873 mudou-se definitivamente para São Francisco de Assis o alemão Peter Mohr Lambert, irmão de Wilhelmine Elisabeth. Ele há meses planejava a vinda para São Francisco junto da esposa de sobrenome Lauer com quem havia se casado anos antes, porém ela faleceu e ele veio, então, já viúvo, sozinho, no final daquele ano. A família Lambert Brinker foi a segunda família alemã a colonizar terras onde hoje é o segundo distrito de São Francisco de Assis, enquanto que a família Lambert foi a terceira do quarto distrito(as primeiras foram Mayer e Bruck) pois as terras de Peter Lambert estendiam-se até a entrada da serra, neste distrito, após o Rio Jaguarizinho. Às margens do Rio Jaguari Mirim, ambas Lambert e Brinker foram antecedidas pelas famílias Schlottfeldt, Küster, Rossbach, e Von Mühlen (da qual as famílias Lambert e Brinker adquiriram parte de suas terras). A colonização italiana, onde hoje é o Toroquá, só iniciou em 1891, mais de 25 anos após a chegada do casal Lambert Brinker e seus 4 filhos.
                        O município foi palco de dois movimentos revolucionários, em 1893 e 1923. Havia grande número de habitantes contra a permanência do regime imperial, tendo sido muito festejada a Proclamação da República.
                        Morte do Senador Salgado Filho
                        Um acontecimento ligado à São Francisco de Assis foi o da morte do então Senador Salgado Filho, que aconteceu quando o bimotor Lodestar que o levava rumo a um encontro com Getúlio Vargas, na fazenda do ex-presidente em São Borja, se chocou com uma colina, (Cerro dos Cortelini), no Rincão dos Dornelles, segundo distrito.
                        O piloto do avião era o Comandante Gustavo Ernesto de Carvalho Krämer, pioneiro da aviação nacional, sendo fundador da SAVAG (Sociedade Anonima Viação Aérea Gaúcha). O avião do acidente era um Lockheed Model 18 Lodestar, primeiro dos três avioes adquiridos da PANAIR, de prefixo PP-SAA, apelidado de “Cidade de São Pedro do Rio Grande”.[14]
                        Economia
                        A economia de São Francisco de Assis alicerçada no setor primário, destaca-se pela grande produção de grãos e geração de renda através da pecuária. Cerca de R$ 45 milhões são gerados através das diversas culturas, como soja cuja área plantada é de mais de 17 mil hectares, com produtividade de 2,4 ton/ha. Outras culturas são de milho (4.200 ha), arroz (4.700 ha), fumo (1.000 ha) e trigo (610 ha), conforme dados fornecidos pela Emater/RS. O comércio e a prestação de serviços, em pleno desenvolvimento, são outras fontes de renda, que geram receitas para o município de São Francisco de Assis, sendo que nos últimos anos têm mostrado um grande crescimento.

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                          #13
                          13/497 Manoel Viana-RS

                          Manoel Viana é terra mágica envolta em mistérios… Um lugar onde se respira liberdade. O pôr-do-sol é um permamente espetáculo da natureza, que ajuda evidenciar as belezas naturais de nossa cidade. Manoel Viana está pronta para atender todos os visitantes, tendo a certeza da hospitalidade do seu povo que gosta*...

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                          Área
                          1*390,700 km² População 7*372 hab. est. IBGE/2016 Densidade 5,3 hab./km² Altitude 113 m

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                          A localidade teve inicialmente o nome de Passo Novo do Ibicuí, localizado no 3º Distrito de São Francisco de Assis. A localidade foi escolhida por ser o local mais apropriado para a passagem de cavaleiros e carreteiros que realizavam o intercâmbio comercial entre as regiões da Fronteira Oeste e das Missões.
                          Inicialmente a travessia se realizava com um serviços de barcas que foi disponibilizado aos passantes. O povoado conservou o nome até a promulgação do decreto-lei nº 7589 de 29 de novembro de 1939, quando foi elevado a categoria de vila, passando a se chamar Vila de Manoel Viana, nome este em homenagem ao coronel Manoel Viana, em agradecimento aos serviços prestados (1908 a 1916).


                          Ponte General Osório
                          Em meados de 1945 teve início a construção da ponte General Osório, que foi inaugurada em 1950 durante o governo de Walter Jobim.
                          Em 20 de março de 1992, o município conseguiu sua emancipação através do decreto-lei nº 9.542, no então governo de Alceu de Deus Collares, denominando-se a cidade como Manoel Viana.

                          Comentário

                          • Quinhones
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2016
                            • 2943

                            #14
                            14/497 Alegrete-RS

                            Alegrete é um município do Rio Grande do Sul. Localiza-se no oeste do estado, a 506 quilômetros de distância da capital Porto Alegre. Possui uma população de 78*768 habitantes, de acordo com estimativas de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).[6] É o maior município da Região Sul do Brasil e o 186º maior município do Brasil em área territorial, com mais de 7.800 quilômetros quadrados.

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                            As origens do município de Alegrete datam do início do século XIX quando, na Guerra de 1801, os aventureiros José Francisco Borges do Canto e Manuel dos Santos Pedroso, ambos riograndenses, conquistaram para a coroa portuguesa o território das missões jesuíticas ao norte do Rio Ibicuí.
                            Para assegurar essa conquista o governo português lançou, ao sul do mesmo rio, a Guarda Portuguesa do Rio Inhanduí em torno da qual forma-se a povoação ("Povoado dos Aparecidos"). A religiosidade ergueu uma capela sob o orago de Nossa Senhora Aparecida, em 1814.
                            As contínuas lutas de fronteira, agora entre o Reino de Portugal e os dissidentes ao recém constituído governo das Províncias Unidas do Rio da Prata, provocou o ataque dos uruguaios de D. José Artigas e a queima da povoação e da capela (hoje "Capela Queimada") em 16 de junho de 1816.
                            Isso causou a transferência dos seus povoadores para a margem esquerda do Rio Ibirapuitã, que ali foram chegando até 22 de dezembro de 1816. Eles abrigaram-se junto ao acampamento do Quartel General do Marquês de Alegrete, que ao lado do general Joaquim Xavier Curado, do tenente-coronel José de Abreu (futuro Barão de Cerro Largo) e do general Tomás da Costa Rabelo e Silva, ali estava com suas fete (em homenagem ao Marquês)
                            Em 26 de dezembro de 1816 foi realizado o primeiro batismo católico romano no local, da menina Zeferina pelo capelão da Legião do Exército, o Padre José de Freitas.
                            Em 27 de janeiro de 1817, o Comandante do Distrito de Entre Rios, o Tenente Coronel José de Abreu manda iniciar a construção das moradias para os fugitivos do Inhanduí. Quando José de Abreu recebeu as ordens do Marquês para erguimento da povoação, ele já havia determinado o local e iniciado realmente o povoamento, com a construção das primeiras habitações, ali, na retaguarda das tropas, nos fundos do acampamento do Ibirapuitã.
                            Antônio José Vargas, senhor da sesmaria, foi o doador das terras onde está a cidade. Mas D. Luís Teles da Silva Caminha e Meneses - quinto Marquês de Alegrete - na qualidade de comandante militar, foi o fundador legal de Alegrete, que dele tomou o nome, porque, por sua autoridade, foi estabelecida e legalmente reconhecida, já que era o representante de D. João VI, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
                            Em 1820, é elevada à Capela Curada, com poderes eclesiásticos nos territórios que abrangem os atuais municípios de Uruguaiana, Quaraí, Livramento, Rosário do Sul e o atual Departamento de Artigas, na República Oriental do Uruguay , até o rio Arapey, vinculada a São Borja e por sua vez a Rio Pardo.[7]
                            Mais tarde, pelo ponto estratégico do novo local, por onde escoavam os produtos primários em direção aos portos de Buenos Aires e Montevidéu, o lugarejo prosperou rapidamente e elevou-se a categoria de vila através do decreto provincial de 25 de outubro de 1831, demarcando assim seus limites e ganhando autonomia política.
                            Durante a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Alegrete tornou-se a terceira capital da República Rio-Grandense (1842-1845). Nela, em 1843, foi concluída e aprovada a Constituição da República Rio-Grandense.
                            Entre batalhas e campanhas, por bravura, determinação e desenvolvimento, a vila de Alegrete foi elevada à categoria de cidade em 22 de janeiro de 1857.[7]
                            No processo de criação dos municípios do Rio Grande do Sul, Alegrete ocupa o oitavo lugar, desmembrado do município de Cachoeira do Sul que, por sua vez, originou-se do município de Rio Pardo, em 1819. Do grande município de Alegrete surgiram os municípios de Uruguaiana, Livramento, Departamento de Artigas (no Uruguai), Quaraí, parte de Rosário do Sul, parte de Bagé e parte de Manoel Viana.
                            Todos os anos, dia 20 de setembro, comemora-se a Revolução Farroupilha ou o Dia do Gaúcho, e cerca de oito mil "cavalarianos" - de todas as idades, classes sociais e sexo - desfilam pelas principais ruas da cidade, com suas roupas típicas e suas montarias.
                            A padroeira da cidade festeja-se a 8 de dezembro (Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida).

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                              • Mar 2016
                              • 2943

                              #15
                              15/497 Rosário do Sul-RS

                              Localiza-se na Região da Fronteira oeste do estado. A cidade é chamada de Praia das Areias Brancas..

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                              Em 1814, houve a concessão de uma sesmaria do Passo do Rosário, feita em favor de um morador da localidade chamado (José Machado de Sousa), onde aparece pela primeira vez a denominação "Rosário". Em 1939, a cidade já era conhecida como Cidade de Rosário.
                              Na década de 1940, houve um movimento para que o nome da cidade fosse trocado a fim de evitar confusões com Rosário (cidade argentina). Parte da população era a favor da mudança do nome para "Minuano", enquanto outros preferiam o nome tradicional, que acabou sendo mantido, com o acréscimo de "do Sul", devido à localização geográfica da cidade.

                              Fatos históricos
                              27 de abril de 1809- Área pertencente à Freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Rio Pardo
                              20 de fevereiro de 1827 - Batalha do Passo do Rosário
                              15 de outubro de 1835 - Partiu do Passo do Rosário o primeiro brado de pacificação da província (Revolução Farroupilha)
                              19 de fevereiro de 1843 - No Passo do Rosário, junção das forças dos generais David Canabarro e Antônio de Sousa Neto.
                              5 de setembro de 1865 - Visita de Dom Pedro II à freguesia.
                              19 de abril de 1876 - Elevada à categoria de Vila (autonomia política e administrativa, com a Lei 1020)
                              25 de abril de 1877 - Instalada a primeira Câmara de Vereadores
                              20 de dezembro de 1912 - Inauguração do Teatro Municipal João Pessoa
                              O teatro, criado em 19 de abril de 1876, através da lei nº 1020, foi primeiramente chamado apenas "Teatro Municipal". *:Recebeu o nome de João Pessoa quando, durante a Revolução de 1930, a peça "Cabocla Bonita", que estava sendo *:encenada pela Companhia Nacional de Operetas Vicente Celestino foi interrompida (no dia 3 de outubro de 1930)*ara o anúncio da eclosão da Revolução de 1930 e o falecimento de João Pessoa.
                              12 de outubro de 1925 - Fundação do Hospital de Caridade Nossa Senhora Auxiliadora
                              8 de maio de 1967 - Fundação da Biblioteca Pública Werneldo Horbe
                              6 de novembro de 1969 - Nascimento da Atriz Leona Cavalli
                              3 de julho de 1969 - Inauguração da Ponte Marechal José de Abreu
                              1970 - Lei 731 - Criação da bandeira do município
                              30 de setembro de 1973 - Fundação do Museu Municipal General Honório Lemes
                              1975 - Decreto Municipal nº58 - Criação do hino oficial do município
                              19 de abril de 1976 - Centenário de Rosário do Sul
                              Janeiro de 1983 - 1ª Gauderiada da Canção Gaúcha
                              Em 15 de setembro de 1884, a vila de Rosário (antecipando-se à Lei Áurea) declarou livres todos os escravos pertencentes aos habitantes, que, solidários com o "Clube Abolicionista"" de Amaro Souto, concederam a alforria aos escravos.

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