Rodoviário Gaúcho na Transamazônia - BR 230

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  • Quinhones
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2016
    • 2943

    #1

    Rodoviário Gaúcho na Transamazônia - BR 230

    A partir do dia 11 de agosto 2017, estarei na estrada para dar continuidade ao Desafio Bandeirante, concluir o Cardeal e realizar o Rodoviário (BR 230). Para essa grande viagem (+ de 18.000 km) eu até havia me preparado para ir solo, porém consegui contaminar um amigo com o "mosquito" e o convenci também a entrar para esse seleto grupo dos Fazedores de Chuva. Então sairei com o Almeida aqui de Santa Maria-RS até Lábrea-AM e de lá seguir até Paraíba, no caminho iremos dar um pulo até Altér do Chão-PA para conhecer e nos refrescar um pouco e também em Palmas-TO para registrar aquela capital, depois subiremos até Macapá-AP e aproveitar para conhecer Oiapoque. No retorno desceremos em direção a Teresina-PI e em direção ao litoral a partir de Recife-PE, continuando a registrar o máximo de capitais.

    Já ansioso e a meses nos preparativos (Moto-pneus-manutenção, bem como o que levar...sempre um problema).

    Segue algumas fotos/imagens/artes e assim que puder, pretendo registrar Lábrea-AM e postar, para ser encaminhado as Almas Inquietas.

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  • Elton
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 497

    #2
    Vamos estar aqui esperando as fotos Quinhones. E desde ja desejando muito, mas muito sucesso para a sua empreitada.
    Os mapas estao bonitos!!!
    sigpic
    Grande Cacique Fazedor de Chuva

    Prudhoe Bay, Alaska - Ushuaia, Argentina em um mesmo ano:2010
    Nascente FC-feito em 2013 com a Marcia
    Rodoviário FC - BR-153 e BR-101, ambos feitos em 2015 com a Marcia
    Iron Butt Association member feito em 2002 nos USA
    http://www.2wheelsadventure.com

    Comentário

    • Quinhones
      Fazedor de Chuva

      • Mar 2016
      • 2943

      #3
      Boenas amigos FC, de volta após 54 dias na estrada e 21.591 km rodados, com +- 1.300 km de navegação pelo Rio Amazonas, contornando a Ilha de Marajó (ida e volta) de Belém a Macapá, concluindo alguns desafios, dando prosseguimento em um e iniciando outros, começo a relatar/contar e postar algumas fotos dessa grande e insana aventura do Rodoviário Fazedor de Chuva-BR 230/Transamazônia.

      PRIMEIRO TRECHO=215 KM DE HUMAITÁ-AM À LÁBREA-AM e VICE VERSA

      Saímos (eu e Almeida) na data planejada (11/08/2017) de Santa Maria-RS, na Expedição Transamazônica, cruzando diversos Estados (SC/PR/MS/MT/RO) até chegar em Humaitá-AM no dia 17/08/2017 (3.800 km), pernoitando no Hotel Macedônia (95,00 por 2 diárias, para cada um), aproveitamos para aliviar o peso da bagagem, deixando no hotel a maioria dos itens da bagagem, para percorrer o trecho de Humaitá a Lábrea e vice-versa no mesmo dia, como levei pneus "borrachudos" de estepe na NC 700, troquei-os no dia da chegada, em Humaitá procurei o Rogério de Paula (Minotauro) para tomar uma gelada e botar o papo em dia, já que o mesmo pertence ao mesmo grupo motociclista que eu (Irmandade Sem Fronteiras) e como ano passado durante a Expedição Amazônia provei e gostei do peixe Tambaqui, aproveitei para me deliciar com esse saboroso peixe da região amazônica. Encontramos num Bar/restaurante 2 motociclistas de Fortaleza que estavam terminando a Transamazonia e só faltava o trecho até Lábrea e mais 2 que estavam fazendo outras aventuras, entre eles Flavio Bressan do El Bando-Brasilia , ao qual tive o prazer em conhece-lo por ser um grande motociclista e aventureiro Off Road.

      Saímos bem cedo de Humaitá um pouco preocupado com a estrada de chão, já que havia chovido no dia anterior a nossa chegada e durante a noite também. Foram 29 km de asfalto pela BR 230 até pegar a estrada de chão, com lama, 101 km de meião mais 10 km muito ruim, totalizando 140 km até a balsa (15,00 reais por poucos minutos de travessia), mais 60 km de terra e finalmente 15 km de asfalto até a cidade de Lábrea-AM, totalizando 215 km até o posto de gasolina logo após a entrada da cidade, não há mais aquele portal de entrada da cidade, ao qual visualizei em algumas postagens de FC no site. Foi nosso primeiro trecho de terra/barro percorrido e já foi um teste para o que viria pela frente nos próximos dias, inclusive num trecho de lama, nós rodamos com música imaginável e cada um dançou diferente, eu preferi uma valsa, já meu parceiro misturou algumas danças, como uma valsa, tango e até uma vanera, pois foi lindo de ver a Tenerê 250 dele dançando tudo junto e misturado hehehe, mas não caímos.

      Gostaria de registrar, que durante o planejamento desse desafio, fiz a leitura no site e imprimi as postagens dos manos Formigão e Valfrido (ambos ISF), aos quais agradeço pelos relatos ricos, bem como precisos, com dicas que me baseei e levei comigo durante todo o trajeto, a fim de não correr o risco de perder algum registro obrigatório ou importante.

      Chegamos a Lábrea por volta das 13 horas, registramos a prefeitura e a praça da cidade e depois fomos até onde realmente termina a Transamazônia, que é o final da rua que termina numa ribeirinha, onde tem um descida íngreme até um vilarejo o qual só é possível descer a pé. Batemos umas fotos com os nativos da cidade e aproveitamos para fazer uma fezinha numa lotérica ao lado, a qual não deu resultado positivo pra nós.

      O retorno foi mais tranquilo, já que havia secado 95% da estrada de terra, cruzamos pelos 2 aventureiros de Fortaleza que estavam indo até Lábrea para concluir a transamazônia. Chegamos a noite em Humaitá e tivemos dificuldade de pilotar devido a cerração formada em alguns pontos e a precariedade da estrada de chão por uns 20 km. A dica ou sugestão que faço é que durmam em Lábrea, não cometam a loucura que fizemos em fazer um bate e volta no mesmo dia.

      Registro para quem cometer a loucura de fazer a Rodovia Transamazônica de NC 700 ou 750, que gastei 8,52 litros de gasolina na ida (25,23 km/litro) e 7,95 litros na volta (27,49 km/litro).

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      Última edição por Quinhones; 16-10-17, 01:23.

      Comentário

      • Gilmar Dessaune
        Fazedor de Chuva

        • Oct 2012
        • 6891

        #4
        Bom dia FC Quinhones,

        Que maravilha hein, já aqui esfregando as mãos para ver a conclusão das postagens e poder homologar esse que virou um verdadeiro sonho pra mim, assim como o é pra muitos amantes das duas rodas com motor.

        Seu tópico agora está em definitivo no Almas Inquietas, local adequado para acolher os insanos que se embrenham estradas afora em busca de vida e conquistas.

        Muito legal sua narrativa, pois além de descrever, deixa informações importantes para os próximo aventureiros.

        Muito obrigado por compartilhar conosco suas aventuras.

        Abração e parabéns.

        Comentário

        • Quinhones
          Fazedor de Chuva

          • Mar 2016
          • 2943

          #5
          SEGUNDO TRECHO=402 KM DE HUMAITÁ-AM À APUÍ-AM
          (só para relembrar, fizemos a transamazônica ao contrário, do fim para o inicio)

          Saímos de Humaitá, após café da manhã e abastecer/completar o tanque com 7,95 litros (referente o retorno de Lábrea) mais 6 litros de reserva (59,01 reais), pegamos a Balsa por volta das 8 horas da manhã, pagamos 10,00 reais a travessia e começava então uma longa jornada por estrada de chão por vários dias (1.999 km) mais uns 2.250 km de asfalto, que nos reservaram muita surpresa, alegria, tensão, adrenalina, buraco, poaca, tombo e 1 dia de chuva. Meu parceiro teve sua primeira dor de cabeça, quebrou o bagageiro traseiro da Tenerê e um Sr de Biz parou e nos deu apoio com uma corda para amarrar o baú, depois de fazer uma gambiarra seguimos em frente, o Almeida foi na frente e eu deixei o senhor de Biz ir na minha frente e fui acompanhando sua biz, de repente vi algo muito curioso... a biz sumiu da estrada, entrou mato adentro e cheguei a pensar que fosse algum caminho que aquele senhor de +- 58 anos estaria indo, mas a uns 10 metros após, a biz voltou a estrada com alguns galhos de árvores enganchados na moto, eu ri muito da situação... acho que talvez o senhor estivesse preocupado em não nos atrasar que acabou se excedendo na velocidade. logo após 92 km tem um bar, onde pode-se fazer um lanche, depois tem o Km 180 em Santo Antônio do Matupi-AM onde abasteci num posto com gasolina a 4,80 o litro ... meu parceiro de viagem (Almeida) não almoçava e não fazia lanche, embora em viagens longas costumo lanchar ao meio dia e jantar a noite, tentei e consegui me adaptar a essa nova modalidade de viagem, só bebendo água rsrsrs na verdade, se parássemos para lanchar demoraríamos no mínimo meia hora e esse tempo poderia faltar para chegar até o primeiro destino do dia que era a próxima cidade, mas havia trazido barras de cereais a cada poucas paradas para tomar água, comia duas barras de cereais e dava uma ao parceiro até acabar meu estoque em poucos dias. Após mais ou menos 300 km de Humaitá, pegamos outra Balsa (8,00 reais) e após conhecer as primeiras poacas (areia tão fina quanto maisena e que encobre buracos) nos acostumamos e aprendemos visualiza-las de longe e diminuir a velocidade, rodávamos alternadamente entre 30 a 50 km hora, eu na NC 700 e o Almeida na Tenerê 250 que por estar com carga muito pesada estava tendo desempenho pior do que a NC, embora seja a moto ideal para essa aventura. Durante esse trajeto um dos galões de 3 litros furou e para não correr riscos, coloquei no tanque os outros 3 litros.
          Chegamos a Apuí-AM em 402 km ao anoitecer, minha moto começou durante esse trajeto apresentar engasgo e motor desligava em movimento, eu já desconfiava que fosse combustível de má qualidade ou sujeira. Abasteci com 10,27 litros por RS 51,25, mas já havia colocado 3 litros antes, então a NC fez 26,32 km/litro (402:15,27). Ficamos no Silverado Hotel (melhor hotel da cidade) e pagamos RS 52,50 cada um no mesmo quarto. O parceiro estava muito cansado e ainda não havia absorvido/acostumado com esse grande trecho de terra e por isso preferiu ficar descansando enquanto eu fui a um restaurante para jantar, tomar uma cerveja e trazer uma quentinha para ele. Paguei por um prato (baião de 2 + farofa+mandioca+creme+1 espetinho de carne=RS 10,00 e duas latinhas de cerveja a 4,00 cada.

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          • Quinhones
            Fazedor de Chuva

            • Mar 2016
            • 2943

            #6
            TERCEIRO TRECHO= 278 KM DE APUÍ-AM À JACAREACANGA-PA
            (só para relembrar, fizemos a transamazônica ao contrário, do fim para o inicio)


            Saímos como sempre cedo (+- 7:30) e após café da manha no hotel de Apuí-AM, continuamos a odisseia até chegar ao GRANDE estado do Pará, nesse trecho pegamos 25 km de asfalto, depois uma balsa a 110 km de Apuí (RS 10,00) e fotografamos o Marco km 135 no Rio Abacaxi pelo caminho (registrado tbm por outros FC antecessores), registramos a divisa do estado AM x PA, passamos por algumas pontes que foi preciso recolocar os tabuões no lugar, pegamos muito pó ao cruzar por carros e caminhões que parecíamos tatus ou soldados prontos para a guerra de tanta "maquilagem" no rosto e pó nas roupas para finalmente chegarmos na entrada de Jacareacanga-PA (270 km).

            Para entrar nessa cidade é preciso adentrar por 8,8 km num treme-treme que faz muita moto frouxar todos os parafusos e alguns motociclistas frouxarem os intestinos e embaralharem as ventas (cérebro) rsrsrs, pois há muitas costeletas até o centro da cidade. Foi nessa cidade que conheci um casal de uma cidade do Paraná numa tenerê 250 (Cartucho) com tanta bagagem e trecos pendurados que até panela de ferro carregava, eles só acampavam... foi para esse casal que doei um capacete Texx articulado que estava usando para ser colocado fora no final do trecho de terra, pois tinha outro mais novo e limpo, esse capacete foi muito bem recebido pela esposa do Cartucho que ficou muito feliz com o presente e colocou seu capacete fora, pois já não tinha condições de uso. Ficamos hospedados num hotel anexo a um posto de gasolina logo na entrada da cidade, pagamos 35,00 cada, jantamos e provei o suco de Murici (típico da região do agreste do Pará) ao qual gostei muito. Minha moto continuou muito econômica (26,65 km/litro).

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            • Quinhones
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2016
              • 2943

              #7
              QUARTO TRECHO= 393,6 KM DE JACAREACANGA-PA À ITAITUBA-PA
              (só para relembrar, fizemos a transamazônica ao contrário, do fim para o inicio)

              Esse foi o trecho mais significante e interessante da aventura, pois logo pela manhã verificamos que estava chovendo e a lama começou a incomodar e atrasar nossa viagem, a velocidade baixou para menos de 30 km/hora e as vezes quase parando, passamos por trechos com grandes árvores caídas na pista, mas que a maioria já estavam cortadas a moto-serra por alguém talvez voluntário da região, num certo momento achei melhor parar (a chuva cessou) pois havia muitas subidas e descidas com lama e relembrei o ano anterior quando fiz a BR 319, que bastava esperar meia hora ou um pouco mais que o barro secava rapidamente, nisso vinha um quadriciclo todo embarrado e o parei, ao perguntar como estava a estrada a nossa frente, o mesmo olhou para nossas motos e sentenciou: Vocês não passam num trecho íngreme a uns 3 ou quatro km, esperem meia hora e prossigam... aí relaxamos, bebemos água e ansioso, sugeri após 20 minutos que seguíssemos devagar dando tempo de a natureza colaborar conosco, pois o sol aparecera. Deu certo e logo passamos pelos trechos ditos complicados e a estrada começou a nos apresentar novamente as poacas, buracos e muito pó quando cruzavam veículos... avistei já muito perto uma enorme cobra (+- 2 metros) atravessando a estrada e não podendo desvia-la ou brecar, firmei o guidom e passei por cima sem olhar para trás nem sabendo que raça era o bicho peçonhento. As surpresas não paravam por ali... mais a frente avistei ao longe e em cima do barranco o que pensei em segundos ser um enorme "gato" daqueles criado a toddy, mas quando o bicho saltou na nossa frente, cruzando a estrada me dei conta que era na verdade uma onça parda de pequeno porte, pena não estar com a câmera ligada para registrar... Também nesse trecho que visualizamos ao lado da estrada muitas toras de madeira e até pilha de tábuas esperando provavelmente algum caminhão vir apanha-las. Passamos pelo km 180, que na verdade desde a cidade de Jacaraecanga dava 210 km de distancia, como já sabíamos que a gasolina teria de ser comprada de mineradores em acampamentos deles e o preço diziam ser de 8 reais o litro, não abastecemos, pois havíamos levado 5 litros cada e foi com essa reserva que concluímos o trecho até Itaituba. Começou outros desafios na estrada, primeiro vários km de treme-treme (costeletas na estrada) que faziam a gente sacudir até a alma e ficar com os pulsos dormentes, logo a seguir várias e grandes "poacas" se apresentavam, mas já estávamos familiarizados com o pó fino de 20 ou mais centímetros de profundidade e íamos tranquilos, porém com as pernas abertas e prontas para escorar em um dos lados da estrada quando a moto tentava deitar... mas foi em uma dessas poacas, que fui traído por aquilo que não vemos abaixo da poaca, que era uma parede feita por uma roda de caminhão e virado um meio fio de concreto e a moto não passou por cima, nem retornou para o lado direito da pista... até tentei negociar o valor do terreno, mas não teve jeito e acabei comprando sem muita pechincha, foi um tombo bonito de se ver, como a poaca é muito macia, não tive nenhum arranhão e nem a moto, os pneus que levava de estepe na frente me ajudaram muito dando uma importante proteção. Meu parceiro me ajudou a levantar a moto e segui mais cauteloso dali para a frente... mas não demorou muito e outro lindo terreno a venda... esse era enorme com uma boa infraestrutura de encher os olhos, o corretor até que era dos bons, mas dessa vez, negociei muito e após passear da direita para a esquerda e tocar a moto no chão que nem um cavalo xucro, levantar-se em milésimos de segundos sem cair da moto, ainda fui até o lado direito do terreno e voltei rapidinho impressionado, pois já contava como uma baita queda novamente, porém agora bem maior... Foi lindo de ver o meu parceiro que estava logo a frente, virar-se para trás me procurando em meio a nuvem de pó que se formou, impedindo a visualização o qual esperava me ver assinando o contrato de compra e venda, mas como "um gato" apareci ao lado dele ( uns 2 a 3 metros de distancia) e falei: Não gostei desse terreno, muito grande para esse pobre vivente...

              Pegamos uns 15 km de noite até chegar em Itaituba-PA, a NC embora ainda econômica (26,24 km litro) estava tendo graves problemas de gasolina, falhando muito... Ficamos no Hotel Apiacás, numa diária de 100,00 cada, com poucos recursos porém era o único livre que tinha garagem para as motos, outros na cidade teria de deixar a moto na rua.

              Saímos para jantar no Hora Extra Espeto próximo do hotel e pedimos um dourado grelhado (não é o nosso dourado) + acompanhamentos por 15 reais e exagerei na cerveja, tomei 3 para aproveitar o preço de 3 reais cada. Sempre que dava, na chegada ou na saída eu fotografava a cidade onde pernoitava, já visualizando o Lendário no futuro hora distante...

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              Última edição por Quinhones; 17-10-17, 15:15.

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              • Quinhones
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2016
                • 2943

                #8
                QUINTO TRECHO= 150,8 KM DE À ITAITUBA-PA À RUROPÓLIS-PA
                (só para relembrar, fizemos a transamazônica ao contrário, do fim para o inicio)

                Nesse trecho pegamos uma balsa (7 reais), durante a pilotagem eu parava para anotar a pista com asfalto e sem asfalto:
                - Foram 40 km de asfalto
                - 25 km de terra
                - 5 km de asfalto
                - 5 km de terra
                - 10 km de asfalto
                - 5 km de terra
                - 12,8 de asfalto
                - 48 km terra
                O problema na moto referente a gasolina provavelmente adulterada persistia, mas ainda consegui uma boa economia, abasteci com 5,48 litros (27,5 km/litro).

                Passamos por muitas cabras na estrada, aí pensei... imagina eu sozinho com a moto quebrada e ter que pernoitar a beira da estrada e como curto muito a carne do bode (cabra)... bueno, extirpei da cabeça esses pensamentos negativos e canibais e continuei com pensamentos positivos, apreciando a natureza e a geografia exuberante da Floresta Transamazônica, afinal eu preferia não quebrar a moto...

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                A partir de Rurópolis, saímos da BR 230 e fomos em direção a Santarém-PA para conhecer a cidadela Altér do Chão no Pará, chamada ou apelidada de o Caribe Brasileiro, imperdível esse lugar e passeio e serve para oxigenar o pulmão e limpar as vias respiratórias...
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                Última edição por Quinhones; 17-10-17, 15:54.

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                • Quinhones
                  Fazedor de Chuva

                  • Mar 2016
                  • 2943

                  #9
                  Entre o Quinto trecho e o Sexto.... um descanso/relax no Caribe Brasileiro (Altér do Chão-PA), afinal motociclista Fazedor de Chuva também é gente e portanto não somos de ferro rsrsrs

                  Me permitam administradores do site e amigos FC, para que eu deixe registrado alguns momentos agradáveis que passamos na praia de rio em Alter do Chão-PA, é imperdível esse lugar abençoado por Deus, tendo em vista a natureza esplendorosa digamos "no meio do nada" da Amazônia Brasileira... Ouvi de alguns FC que ao fazerem a travessia Transamazônica, não deram um pulo até lá, pois bem, se não pretendem fazer novamente a BR 230, podem ir de avião até Santarém e depois tem ônibus de linha até Altér do Chão, que são em torno de 30 km. Os preços lá são incrivelmente baratos, para fazer a travessia de barco da cidade até o outro lado na pequena ilha/praia, custa o total de 5,00 para até 4 pessoas, um hotel ou pousada a beira do rio, com uma vista deslumbrante para um casal custa em torno de 140,00 e mais distante da praia até 120,00 reais.

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                  Última edição por Quinhones; 17-10-17, 16:58.

                  Comentário

                  • Quinhones
                    Fazedor de Chuva

                    • Mar 2016
                    • 2943

                    #10
                    SEXTO TRECHO (Foi o melhor trecho em estrada de chão, rodávamos em vários trechos entre 50 a 75 km/hora)

                    Parte 1= 153 KM DE À RUROPÓLIS-PA À URUARÁ-PA ( 77 km de terra, excelente trecho + 24 km de asfalto + 52 km de chão)
                    Parte 2= 106,4 KM DE URUARÁ À MEDICILÂNDIA-PA (105 Km de terra + 1,4 km de asfalto na cidade)
                    Parte 3= 99,4 KM DE MEDICILÂNDIA-PA À ALTAMIRA-PA (Asfalto)

                    Ficamos num hotel de várias estrelas, Hotel Vale do Xingú (indicado por um amigo desde a saída em Santa Maria-RS), pagando uma bagatela por cortesia do dono do hotel que inclusive nos recebeu e nos fez companhia por algumas horas...

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                    Última edição por Quinhones; 17-10-17, 17:16.

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                    • Quinhones
                      Fazedor de Chuva

                      • Mar 2016
                      • 2943

                      #11
                      SÉTIMO TRECHO= 318,6 KM DE ALTAMIRA-PA À NOVO REPARTIMENTO-PA
                      (só para relembrar, fizemos a transamazônica ao contrário, do fim para o inicio)

                      Saímos por volta do meio dia de Altamira, fizemos a travessia de uma balsa em Anapú (5 reais) e registramos a famigerada e mal fadada Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingú, abastecemos em Pacajá (213,1 km), e chegamos a Novo Repartimento-PA (105,5 km), onde pernoitamos no Luzi Done Hotel por 50 reais individual. Durante a noite, jantamos picadinho de picanha e 3 garrafas de cervejas para os 2, ao custo individual de RS 25,00.

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                      Última edição por Quinhones; 17-10-17, 18:02.

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                      • Formigao SFA
                        Fazedor de Chuva

                        • Dec 2012
                        • 3014

                        #12
                        Postado originalmente por Quinhones Ver Post
                        SÉTIMO TRECHO= 318,6 KM DE ALTAMIRA-PA À NOVO REPARTIMENTO-PA
                        (só para relembrar, fizemos a transamazônica ao contrário, do fim para o inicio)

                        Saímos por volta do meio dia de Altamira, fizemos a travessia de uma balsa em Anapú (5 reais), abastecemos em Pacajá (213,1 km) e chegamos a Novo Repartimento-PA (105,5 km), onde pernoitamos no Luzi Done Hotel por 50 reais individual. Durante a noite, jantamos picadinho de picanha e 3 garrafas de cervejas para os 2, ao custo individual de RS 25,00.
                        Grande CFC Quinhones,

                        Me diga uma coisa, o trecho de Rurópolis ate Santarem e o sétimo trecho estão asfaltados?
                        Abraços formiguentos,

                        sigpic

                        Formigão NRME
                        "Levantando Poeira"

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                        • Quinhones
                          Fazedor de Chuva

                          • Mar 2016
                          • 2943

                          #13
                          Meu amigo e irmão FC Formigão,

                          De Rurópolis a Santarém está asfaltado, embora com alguns buracos em alguns trechos, mas o exército estava trabalhando numa operação tapa-buraco, mais um motivo para ir conhecer Altér do Chão. de Santarém até Altér do Chão está também asfaltado nos seus 30 km.

                          No sétimo trecho de altamira até Novo Repartimento, é asfalto embora haja alguns desvios de 100 a 300 metros. Após Novo Repartimento é que terá trechos de chão novamente, conforme relatarei na próxima postagem logo mais a noite... abração futuro LFC.

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                          • Quinhones
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2016
                            • 2943

                            #14
                            OITAVO TRECHO= 194,2 KM DE NOVO REPARTIMENTO-PA À MARABÁ-PA

                            Saímos da cidade e já pegamos 90 km de chão, quando deu 170 km abasteci com 4 litros de gasolina e quando chegou em Marabá-PA aos 194,2 km, abasteci num posto de gasolina e pernoitamos no Itacaiunas Hotel, ao qual paguei 80 reais a diária e a janta custou 12,00 com 2 cevas. Fiz uma manutenção da NC na Honda da cidade (Revemar).

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                            • Quinhones
                              Fazedor de Chuva

                              • Mar 2016
                              • 2943

                              #15
                              NONO TRECHO= 266,7 KM DE MARABÁ-PA À ESTREITO-MA

                              Saímos de Marabá bem cedo (como sempre), percorremos 102 km e pegamos um trecho de 14 km de chão, logo após registramos a divisa entre PA x TO e aproveitei para registrar a prefeitura de São Bento do Tocantins, para futuro Lendário, como fiz em algumas cidades no caminho da Transamazônica... Abastecemos em Luzinópolis-TO (195,2 km) e seguimos até Estreito-MA (71,5 km) e registramos mais essa divisa (TO x MA).

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                              Após os registros feitos tanto da divisa TO x MA e da ponte sobre o Rio... saímos pela segunda vez da BR 230 para a BR 153 até Palmas-TO, a fim de registrar o Palácio do Governo (trecho mui caliente) e assim eu somar mais uma capital para o Bandeirantes e o meu parceiro registrar sua primeira capital no BFC.

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