TRANSAMAZÔNICA (BR-230) - Um desafio na minha vida, um caminho a ser trilhado.

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  • Everardo Passos Luz
    Fazedor de Chuva

    • Jun 2013
    • 1351

    #1

    TRANSAMAZÔNICA (BR-230) - Um desafio na minha vida, um caminho a ser trilhado.

    A Rodovia Transamazônica (BR-230) é a terceira maior rodovia do Brasil, com 4 290 km de comprimento, ligando a cidade de Cabedelo, na Paraíba à Lábrea, no Amazonas, cortando sete estados brasileiros: Paraíba(516,7 km), Ceará(247,8 km), Piauí(310,6 km), Maranhão(668,1 km), Tocantins(146,4 km), Pará(1.569,6 km), e Amazonas(831,4 km). É classificada como rodovia transversal. Em grande parte, principalmente no Pará e no Amazonas, a rodovia não é pavimentada. Em todo o nordeste somente um trecho de 49 km, no estado do Ceará, entre as cidades de Farias Brito e Assaré, não é asfaltado, e por falta de conhecimento desse detalhe muita gente boa que diz ter percorrido a BR-230 em toda sua extensão vai ficar só na ilusão.

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    A Rodovia Transamazônica (BR-230), foi planejada no governo militar do General Emílio Garrastazu Médici, para integrar melhor o Norte brasileiro com o resto do país, foi inaugurada em 27 de agosto de 1972. Inicialmente projetada para ser uma rodovia pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador, não sofreu maiores modificações desde sua inauguração. Depois o projeto foi modificado para 4 977 km até Benjamin Constant, porém a "construção" foi interrompida em Lábrea totalizando 4 290 km.

    Quando apresentei o desafio e o planejamento prévio para amigos do ramo, muitos se interessaram e passaram a dividir o sonho, no entanto, a realidade do que seria a aventura freou o ímpeto de muitos, que desistiram e resolveram somente assistir, como se diz por aqui, de camarote.

    Com os corajosos remanescentes do sonho inicial decidimos que o grupo teria no máximo 6 integrantes, e naquele momento estávamos com cinco, porém o companheiro João Alano, de Alagoas, por motivos de não enquadramento de data formou parceria com outros três companheiros, e partiu alguns dias após o nosso grupo ter iniciado o roteiro. Lamentamos a não participação dele, mas por outro lado foi bom, pois o ritmo do seu grupo era muito diferente do nosso, o que poderia ter trazido algum desconforto para o relacionamento de todos.

    Com o grupo definido, vamos a suas identificações e motos utilizadas:

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    Augusto Rocha Neto - Fortaleza (CE) - Ténéré 250

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    Everardo Passos Luz (Verô) - Oeiras (PI) - Ténéré 250

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    Abílio Mangueira (Manga) - Sorocaba (SP) - Lander 250

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    Sáris Pinto Machado Junior - Fortaleza (CE) - Ténéré 250

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    3 YAMAHA XT Z 250 Ténéré 2013

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    1 YAMAHA Lander XTZ 250 2013

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    Última edição por Everardo Passos Luz; 01-04-15, 14:20.
  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #2
    VFC Verô,

    Ahhhhh assim vai ter alagamento aqui no TFC, mais uma aventura de dar água na boca...

    Manda ver meus amigos, agora com o time de malucos insanos reforçado, fica a clara sensação de estarmos diante de um quarteto arretado, com garra e disposição de sobra para essa empreitada que realmente é para poucos... muito poucos motociclistas.

    Forte abraço e na expectativa de suas excelentes postagens.

    Sem margem de dúvidas: vocês são excelentes "aquisições" para este TFC.

    Comentário

    • Everardo Passos Luz
      Fazedor de Chuva

      • Jun 2013
      • 1351

      #3
      Depois de muitos meses de pesquisas e acertos, finalmente chegou o dia da partida. Cada um partirá de um local diferente com destino a Cabedelo, na Paraíba. Eu saindo de Oeiras com passagem em Paulo Afonso-Ba e Maceó-Al, Manga saindo de Sorocaba também com passagem por Maceió, Rocha e Sáris saindo de Fortaleza-Ce, somente na véspera do início da viagem.

      Nas proximidades de Paulo Afonso contato com os lagos e barragens das diversas hidrelétricas da região.

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      Em Paulo Afonso sempre contamos com a amizade e o apoio do irmão Wyle, na foto abaixo com três dos aventureiros em uma outra oportunidade.

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      Dia seguinte, destino Maceió, mais precisamente a casa do amigo João Alano, onde havia marcado de me encontrar com o Manga. Nosso amigo João Alano, que sairia dias depois para uma aventura ainda maior que a nossa, mora na Barra Nova, um local calmo e gostoso à beira de uma lagoa que o separa do mar.

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      Chegando em Maceió tive o prazer de encontrar o companheiro Márcio Melo e sua filha que estavam passando uns dias com o Alano.

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      Agora já na companhia do Manga, seguimos viagem direto para João Pessoa-Pb, que fica ao lado de Cabedelo, não sem uma parada rápida em frente ao hotel onde nos conhecemos em 2010, em Maragogi-Al.

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      Ao chegarmos em João Pessoa fomos direto para o hotel aguardar os demais aventureiros para os devidos registros no "Marco Zero da BR-230", a famosa "Transamzônica".

      Abaixo o adesivo para marcar a nossa passagem ao longo da rodovia.

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      Com a chegada dos aventureiros vindos de Fortaleza, vamos então ao local que marca o início da Transamazônica.

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      No local há também um imenso painel em homenagem à rodovia, e que destaca alguns locais por onde vamos passar, inclusive a minha cidade, Oeiras-Pi.

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      Agora estamos prontos para o grande dia, para enfrentar todas as dificuldades e surpresas que nos esperam ao longo desse grande desafio. O mapa a seguir é o resumo inicial do caminho a ser seguido durante uma quantidade de dias que não podemos precisar, tudo vai depender do que vamos encontrar e como vamos encontrar. Sabemos que a chuva nos ajudaria no combate à poeira, mas por outro lado seria uma adversária terrível com água, lama, atoleiros e deslizes.

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      Convidamos vocês para virem conosco neste desafio, e que Deus nos proteja e ajude.
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      Arquivos Anexos

      Comentário

      • Luiz Almeida
        Fazedor de Chuva

        • Feb 2015
        • 86

        #4
        Esta preciosa viagem de vocês nos inspirou a fazer o rumo da Amazônia alguns meses depois.

        Parabéns ao grupo!

        E muita estrada pela proa! Sempre!

        Comentário

        • Everardo Passos Luz
          Fazedor de Chuva

          • Jun 2013
          • 1351

          #5
          Grande Luiz Almeida! Muito obrigado, qualquer hora dessas vamos dar uma volta por aí.

          Grande abraço.

          Comentário

          • Everardo Passos Luz
            Fazedor de Chuva

            • Jun 2013
            • 1351

            #6
            Hoje, efetivamente, começamos o nosso desafio. A previsão para o dia é percorrer quase 1000 km até a cidade de Oeiras, e aí pernoitarmos, cruzando toda a Paraíba, o Ceará e parte do Piauí, conforme mostra o mapa abaixo. Saímos de João Pessoa ainda no escuro e debaixo de chuva, o que nos induziu a um erro no trânsito e quando percebemos estávamos indo para Natal-RN. Tivemos que fazer um certo malabarismo ilegal para corrigir a trajetória e evitar percorrer um longo trecho, desnecessariamente.

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            Aprendi com o Manga a procurar fotografar as placas de km exatas, se possível múltiplos de 300. Próximo a Santa Luzia-PB essa placa não existe, portanto lá vai a 299.

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            Existe no interior do Ceará, entre as cidades de Farias Brito e Assaré, um trecho de 49 km de terra, e este é o único trecho de terra da Transamazônica no nordeste. Muitos que partiram na intenção de percorrer a BR-230 em sua totalidade, por falta de informações, contornaram esse trecho passando pelas cidades de Crato, Nova Olinda e Aratama.

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            Eu já havia passado por esse trecho e não via muitos problemas em sua travessia, no entanto, não contávamos com uma chuva que caiu na região neste mesmo dia. Em determinados trechos a estrada ficou quase intransitável: escorregadia, com muita água e atoleiros. Não tínhamos opção, era enfrentar ou enfrentar. Foi difícil, até houve moto atolada, mas depois de algumas horas estávamos novamente no asfalto, na cidade de Assaré. Nesse trecho o Augusto Rocha perdeu sua carteira com dinheiro e documentos, o que inviabilizaria a sua continuidade na viagem. De Assaré, ele voltou pela estrada, numa busca sem acreditar no sucesso. Alguns quilômetros à frente a carteira foi encontrada, intacta. Agradecemos a Deus mais essa proteção e seguimos para Oeiras, onde chegamos bem mais tarde que o previsto, 20 h, devido aos dois incidentes acontecidos nesse primeiro dia.

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            Na entrada da cidade de Assaré, onde o Rocha sentiu falta da carteira.

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            Na divisa entre os estados da PB e CE não existem placas de identificação, foram arrancadas por vândalos ou por outro motivo qualquer que não é justificável. A placa km-519 fica no estado da PB e a aproximadamente 2 km de onde deveria estar a identificação da divisa entre esses estados.

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            Já a divisa entre CE e PI está muito bem sinalizada e identificada.

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            Última edição por Everardo Passos Luz; 16-09-15, 13:07.

            Comentário

            • Everardo Passos Luz
              Fazedor de Chuva

              • Jun 2013
              • 1351

              #7
              Agora o pensamento é só seguir em frente e atingir os objetivos traçados no planejamento. Segundo dia: quase 700 km de Oeiras a Carolina-MA. O planejamento previa dormir em Riachão, mas depois de alguma conversa resolvemos enfrentar o sol na cara e viajar diretamente para oeste até Carolina.

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              Depois de uma noite de sono para nos recuperarmos do dia anterior, acordamos um pouco mais tarde, coisa rara durante toda a viagem, e partimos para a etapa do dia.
              Antes da partida uma pausa para uma foto, acompanhados do meu filho José Neto, da namorada Elayne, do caseiro Chagas, e da grande amiga e motociclista Lauriene, que veio de Teresina só para prestigiar a nossa passagem por minha cidade.

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              Depois de cruzarmos o rio Parnaíba, divisa natural entre Piauí e Maranhão, chegamos a São João dos Patos e fomos recepcionados por motociclistas locais em um clube de campo. O primeiro à esquerda é o nosso amigo motociclista Marcelo Guimarães que mora em Floriano, e que nos prestigiou indo nos encontrar em Oeiras e nos acompanhando até a cidade de São João dos Patos.

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              Quando fizemos uma parada em São Raimundo das Mangabeiras, para abastecimento das motos e matar um pouco a nossa fome, o Rocha fotografou este significativo aviso.

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              A partir de Balsas entramos na região da Chapada das Mesas, região turística com muitos atrativos, também conhecida como Paraíso das Águas.

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              Esse é o rio Tocantins em Carolina, a sua outra margem é o estado do Tocantins, mas a travessia não será aqui, será daqui a 100 km, na cidade de Estreito-MA.

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              Jantando em Carolina-MA, portal da Chapada das Mesas, uma bela de uma pizza.

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              A seguir algumas fotos das atrações dessa região que fiz em uma outra viagem por essas bandas, espero que sirva de atrativo para que quem as veja se decida a aventurar-se por essas bandas.

              Encanto Azul
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              Cachoeira dos Namorados
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              Poço Azul
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              Cachoeira de Santa Bárbara
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              Cachoeiras Gêmeas de Itapecuru
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              Santuário da Pedra Caída - Nenhuma foto pode retratar o encanto desse lugar, as fotos a seguir são só um aperitivo. Aceite meu convite: venha conhecer!
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              Última edição por Everardo Passos Luz; 12-04-15, 16:47.

              Comentário

              • Everardo Passos Luz
                Fazedor de Chuva

                • Jun 2013
                • 1351

                #8
                Hoje temos um percurso de menos de 400 km até a cidade de Marabá-PA, onde deveremos fazer revisão em algumas das motos e troca de óleo de outras. A partida não foi tão cedo, mas é importante chegar o mais cedo possível naquela cidade e ter os serviços terminados o mais cedo possível.

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                Sainda da pousada em Carolina, às 6:30 h.

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                Uma parada em Estreito-MA, antes da travessia do rio Tocantins, e a divisa entre esse estado e o Estado do Tocantins, que tem apenas 146 km da BR-230 em seu território.

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                Logo ali na frente saímos dessa rodovia e pegamos a BR-230 à direita.

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                Ponte sobre o rio Tocantins de onde se vê a ferrovia de um lado e uma hidrelétrica do outro.

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                A divisa entre os estados do Tocantins e Pará é o rio Araguaia. Ao atravessarmos a ponte entramos em um trecho de aproximadamente 20 km de terra, com muita poeira e buracos.

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                Ao chegarmos na cidade de Marabá procuramos de imediato uma concessionária Yamaha, onde fomos muito bem atendidos, e deixamos as motos aos seus cuidados. Nos hospedamos, fomos almoçar, e em seguida voltamos para receber as motos, ato contínuo, alugamos um táxi e fomos conhecer a cidade.

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                Comentário

                • Everardo Passos Luz
                  Fazedor de Chuva

                  • Jun 2013
                  • 1351

                  #9
                  Hoje teremos os primeiros contatos com a segunda parte da Transamazônica, a parte desafiadora e mais perigosa. Quando chegarmos em Novo Repartimento vamos fazer a primeira saída da BR-230 para visitarmos a cidade e hidrelétrica de Tucuruí, praticamente todo o trecho é de terra, somente na saída de Marabá ainda existe um pouco de asfalto.

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                  Foto na primeira das mais de 100 pontes de madeira que teríamos pela frente. Essa está em boas condições, o que não é regra geral.

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                  A partir dessa ponte entramos na reserva dos índios Parakanã.

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                  Logo após essa enorme ponte de madeira termina a reserva indígena e podemos ver uma bonita paisagem, bem como as instalações de um "bar, lanchonete, restaurante", onde paramos para descansar um pouco e beber algo. A poeira neste trecho não foi tão intensa como esperávamos porque a estrada estava um pouco molhada.

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                  Registro da nossa passagem por Novo Repartimento, onde pegamos a bifurcação com destino a Tucuruí.

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                  Do corredor do hotel o Manga observa a grandeza da Hidrelétrica de Tucuruí.

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                  Em visita à hidrelétrica.

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                  Comentário

                  • Luiz Almeida
                    Fazedor de Chuva

                    • Feb 2015
                    • 86

                    #10
                    Muito bom, Verô.

                    Ótimos registros. Estou refazendo a viagem com vocês!

                    Comentário

                    • Everardo Passos Luz
                      Fazedor de Chuva

                      • Jun 2013
                      • 1351

                      #11
                      Não contávamos com a maior surpresa da viagem para o dia de hoje. Depois da visita a Tucuruí, cidade e barragem, partimos cedo pretendendo dormir em Altamira-PA. Para início de conversa a viagem pelo trecho que liga Tucuruí a Novo Repartimento foi dificultada pela quantidade de poeira que tivemos de enfrentar. Apesar de ser um trecho de terra, o piso é bom e os caminhões conseguem desenvolver velocidades acima de 80 km/h, e isso levanta uma cortina de poeira inimaginável, pelo ao menos até você enfrenta-la. Hoje tenho consciência dos riscos que corri tentando ultrapassar uma carreta de 5 eixos, por vários momentos, eu e o Rocha, pilotamos totalmente às cegas na tentativa de ultrapassar esse caminhão e sair da nuvem de poeira. Hoje sei que é muito mais prudente ter calma, e não correr riscos desnecessários.

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                      Como estávamos separados em dois grupos de dois, houve um desencontro em Novo Repartimento, o Manga o Sáris passaram à frente, e só nos reencontramos no bloqueio da estrada na cidade de Anapu-PA, já por volta do meio dia.

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                      O bloqueio popular reivindicando, entre outras coisas, a conclusão do asfaltamento da estrada naquele trecho, interrompeu o tráfego de veículos de qualquer natureza colocando duas toras de castanheira nas duas cabeceiras de uma ponte estreita, onde só passa um veículo por vez. As toras tinham mais de um metro de altura e ainda atearam fogo. Do lado do rio em que ficamos presos começou a faltar tudo, inclusive água para beber, e isso nos obrigou a tentar alternativas, chegamos a cogitar de atravessar o rio em canoas em um local que indicavam mas ninguém conhecia.

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                      Os veículos só cresciam em número e ocupavam quilômetros da rodovia. Fizemos amizade com caminhoneiros, e um deles que transportava gêneros alimentícios em uma câmara fria chegou a nos presentar com água, biscoitos e até achocolatados. A verdade é que depois de muita confusão, ameaças de confronto entre a população e os motoristas, negociação entre as partes, onde o Augusto Rocha representou os motoristas, a polícia interferiu e liberou a estrada às 2 h da madrugada.

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                      Um dia praticamente perdido em relação ao andamento da aventura, mas riquíssimo em experiência de vida e contato com a realidade local.

                      Quando finalmente atravessamos a ponte não existia local disponível para dormirmos, estava tudo lotado. Nos arrumamos em um quarto improvisado, os quatro, com gente dormindo no cimento frio e sem tomar banho, mas tudo fazia parte das dificuldades da viagem.
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                      Arquivos Anexos

                      Comentário

                      • Everardo Passos Luz
                        Fazedor de Chuva

                        • Jun 2013
                        • 1351

                        #12
                        Com tudo que aconteceu ontem, hoje nos permitimos acordar tarde, às 8 h para sairmos às 9 h. Estávamos cansados, mas dispostos a seguir em frente, e quem sabe até recuperar o atraso destes dois dias.

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                        Só não contávamos com a nova surpresa, o acidente que sofri logo que saímos de Anapu, a uns 10 km. O asfalto esburacado passava por uma operação tapa buracos, que para isso antes de fechar o dito cujo o reabre em formato retangular, deixando-o mais fundo, maior, e mais perigoso. Naquele momento puxava o pelotão, quando percebi a aproximação com um buraco de dimensões razoáveis, manobrei o pneu dianteiro, mas com o traseiro não logrei a mesma sorte. Perdi o controle da moto e levei um tombo feio, em alta velocidade, nossa velocidade de cruzeiro. Depois de verificar que não tinha sofrido nenhuma lesão séria, verificamos a moto, e voltamos para Anapu para pequenos reparos.

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                        Esse foi o único machucado do tombo, graças a Deus e ao equipamento de proteção. Os prejuízos se resumiram a uma camiseta, um par de luvas, e o capacete, que por segurança troquei em Santarém.

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                        Por volta do meio dia chegamos às margens do famoso rio Xingu, onde deveríamos fazer a primeira travessia usando uma balsa. Como estávamos de moto o embarque aconteceu quase de imediato, mas ainda tivemos tempo para conversar um pouco com um nativo apaixonado por moto e que pilotava uma XT 660R. O local da travessia fica logo abaixo das obras para construção da Usina de Belo Monte, uma obra tão polêmica quanto gigantesca.

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                        Às treze horas estávamos em Altamira, cidade onde pretendíamos dormir ontem. Paramos na cidade, às margens do rio Xingu, para comer um peixe e descansar um pouco. A cidade está passando por momentos difíceis em sua infraestrutura em virtude do aumento repentino da população, devido a chegada dos milhares de trabalhadores para a obra da hidrelétrica.

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                        A estrada, nesse trecho, está cheia de obras e a poeira continua a nos perseguir. Estamos decididos a dormir na cidade de Uruará, se acharmos acomodações.

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                        Comentário

                        • Cicero Costa
                          Fazedor de Chuva
                          • Mar 2014
                          • 13

                          #13
                          Sem dúvida nenhuma uma aventura digna de um Valente Fazedor de Chuva. Viagem fantástica, maravilhosa.

                          Comentário

                          • Everardo Passos Luz
                            Fazedor de Chuva

                            • Jun 2013
                            • 1351

                            #14
                            A cidade de Uruará é um daqueles lugarzinho de fim de mundo, e bem que poderia ser chamada de "vermelha"... de poeira. As acomodações do hotel não eram das melhores, mas deu para dormir e descansar.

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                            As motos ficaram dentro do salão de recepção do hotel, mesmo com toda poeira, aliás poeira é o que não falta por aqui.

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                            Para terem uma ideia do nível do pó por aqui fiz o registro da jaqueta do Manga pendurada no nosso quarto, particularmente acredito que a cor escolhida para pintar as paredes tem sua razão de ser.

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                            Foi um dia que fizemos poucas paradas, na intenção de chegarmos cedo a Santarém-PA. Eu pretendia comprar um novo capacete e o Rocha uma nova bota. Fizemos uma parada na cidade de Placas-PA, local onde passa uma das linhas imaginárias do fuso-horário brasileiro. É uma sensação no mínimo esquisita, um pé em um hora e o outro pé em outra hora, o que não muda é a poeira vermelha. No caso da foto o Manga está nessa situação, aquele poste nas suas costas é um marco da passagem da linha.

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                            Fotografando com uma nativa, dona da lanchonete, que pediu para ser fotografada com a gente.

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                            Prestem atenção no nome da drogaria, tudo a ver.

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                            Daqui pra frente foi só estrada, e para variar, bem ruins e perigosas, a exceção do asfalto no trecho da BR-163, indo para Santarém.
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                            Última edição por Everardo Passos Luz; 10-04-15, 22:45.

                            Comentário

                            • Everardo Passos Luz
                              Fazedor de Chuva

                              • Jun 2013
                              • 1351

                              #15
                              Chegando em Santarém nos hospedamos e fomos recebidos por um amigo do Rocha, Roberto, que foi nosso guia pela cidade e também por Alter do Chão. Ontem o Roberto nos levou para um manjar de comidas típicas, tudo muito bom. Hoje foi dia de visitar Alter do Chão e uns pontos de Santarém. Infelizmente não pudemos apreciar toda a beleza do lugar, pois o nível das águas do rio Tapajós estava alto, e a beleza do local são as praias de areias brancas que vem à tona com estação menso chuvosa da região.

                              Aqueles telhados que vocês veem sobre as águas são as barracas para atender os banhistas na época de temporada.

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                              Aqui, o agora nosso amigo, Roberto.

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                              Apresentamos agora o encontro das águas local, rio Amazonas (barrento) e rio Tapajós (verde azulado). Um lindo e impressionante espetáculo.

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