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MOTOCICLETANDO PELAS AMERICAS (Ushuaia-ARG a Deadhorse-Prudhoe Bay-AK-USA
09 de julho de 2014
BEAVER CREEK (Yukon-Canada) a FAIRBANKS (Alaska-U.S.A.) – 520km
Beaver Creek se resume a alguns motéis, com restaurantes, posto de correio, posto policial, brigada contra incêndio, bombas de gasolina, area de camping. Ficamos num dos motéis, a U$110 por pessoa.
Saimos de Beaver Creek por volta das 9:30 da manhã. Logo cruzamos a fronteira Canada/Estados Unidos. Sem qualquer burocracia, tudo rápido.
A paisagem é variada, vales, montanhas e picos com neve.
Minha moto começou a dar problema. Na primeira partida de manhã ela pegava de pronto. Depois quando das outras partidas, tinha que dar uma acelerada para pegar.
Almoçamos em Tok. Chegamos a tarde em Fairbanks, o céu estava claro e sem nuvens, com a temperatura agradável.
Ficamos alojados num Hostel que o Thor havia reservado.
O Hostel onde ficamos alojados chama – se SVEN, localizado perto do aeroporto e da Harley. O custo foi de U$27 por dia. Dormitorios coletivos, no que eu fiquei tinha cinco camas. A cozinha, chuveiro e banheiros são comunitários. Voce compra seus próprios mantimentos coloca etiqueta com seu nome e os prepara. Para o banho você paga 25 cents de dólar por minuto de água corrente – quente e fria. Tudo muito limpo e organizado. Voce interage com pessoas de toda a parte do mundo, jovens ou não. Foi uma experiência muito interessante.
o Hermano argentino na foto abaixo tinha cruzado com o NFC Leonel uns cinco dias antes voltando de Deadhorse
O Brasil havia perdido da Alemanha no Mundial Fifa, no Hostel cinco Hermanos argentinos e so eu de brasileiro, advinha o tamanho da gozação
Última edição por serjão; 07-08-14, 20:57.
Razão: erro de digitaçã0
Encontrei este Argentino maluco junto com um Brasileiro, o Aldo Xavier, que trabalha na BMW no Paraguai.
Marcamos de nos encontrarmos em Dawson City, para irmos juntos até Inuvik, no norte do Canada, mais a perda de dois parafusos da roda dianteira e o erro de calculo quando ao discastes dos pneus me vez abortar esta ideia.
Entreguei adesivos dos FC´s para eles e convidei eles para o encontro em Novembro.
NFC Leonel
Os adesivos que vc deu ele os colocou na moto inclusive aquele do urso branco com o nome seu do Jacob e o meu. Dai eu ter perguntado para ele como ele tinha conseguido aquele adesivo.
Esta foto que você tirou foi no trecho Fairbanks / Deadhorse ?
Logo cedo levei a moto na Harley. Lá chegando ela já não dava mais partida, girava mas não pegava. Ficaram de verificar o problema e retornar até hora do almoço. Nada fizeram. Os caras são enrolados. A revenda é grande e bem montada, só que eles são autorizados da Harley, BMW, Honda, Polaris. Daí o movimento é grande e os prazos para conclusão dos serviços são longos. Levaram oito dias corridos para aprontar a moto. O problema a final era o “starter”. O sistema de ignição.
Estando a Harley fora de combate e sem prazo para voltar a ativa e com a informação de que o tempo estava mudando para chuva. Resolvi deixar a minha querida “Dona Beja” no estaleiro em Fairbanks e optei pelo aluguel. Eles não alugavam Harley para o trajeto a Deadhorse somente BMW. Não tive duvida, é com esta que eu vou.
Nunca havia manejado uma BMW. A única moto de trilha que pilotei foi a Yamaha DT 180, no período de 1986 a 1992, quando passei a rodar com moto “custom”
A BMW disponível para aluguel era a 800 GS. Para mim ela é muito alta. Tinha dificuldade para subir e descer da moto. Fazer o que, a vontade de chegar ao destino final era muito grande, daí vamos que vamos com esta gigante.
O aluguel compreendia um pacote fechado de quatro dias a 1.320,00 dolares. Dois dias para ir e dois dias para voltar. Não era o meu plano inicial, pelo qual eu pretendia gastar seis dias para este trecho (Fairbanks/Deadhorse/Fairbanks).
Fairbanks/Deadhorse-Prudhoe Bay (as distancias e estrutura):
( i ) Fairbanks a Yukon River Camp, 130 milhas (mais ou menos 40 milhas em “gravel”), rodando pela AK 2 e pela Dalton Highway, também conhecida como AK 11, tem hotel simples, mas confortável, com banheiro no corredor, restaurante e bomba de gasolina. O custo do pernoite é de U$190,00.
( ii ) Yukon River Camp a Coldfoot, 120 milhas (mais ou menos 50 milhas em “gravel”), rodando pela Dalton Highway, tem hotel, com banheiro interno, restaurante, bomba de gasolina, posto do correio, posto policial. O custo do pernoite é de U$200. O restaurante tem um saboroso “buffet” para almoço, jantar e café da manhã.
( iii ) Coldfoot a Deadhorse, 220 milhas, a maioria em “gravel”, rodando pela Dalton Highway, no caminho você cruza a Brooks Range Mountain, pelo “Atigun Pass”. Bonita a passagem pela Brooks Range, você sobe, o clima fica mais frio e voce vê neve e gelo ao lado da estrada. Em Deadhorse agora existem dois hotéis, fiquei num deles a U$200 o pernoite, com banheiro no corredor e restaurante.
11 de julho de 2014 fairbanks (ak) a coldfoot (ak) - 250 milhas
agora é pé na lama
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a saida de fairbanks eu (bmw) thor e judy (harley) após 20milhas de yukon river camp thor e judy retornaram e continuei sozinho. Ele teve problema na harley em razão do excesso de barro (impedia ventilação do motor e sujava o cilindro)
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trechos da estrada fairbanks a yukon river camp
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chegada em yukon river camp
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yukon river camp e o oleoduto que acompanha a estrada em alguns trechos
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yukon river camp - o restaurante
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yukon river camp - a ponte sobre o yukon river
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saida de yukon river camp em direção a coldfoot
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no ponto abaixo a 20milhas depois de yukon river camp thor e judy desistiram e voltaram a fairbanks (problemas com a harley)
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10 horas depois de sair de Fairbanks cheguei a Coldfoot, todo molhado, com fome e frio. Jantei no único restaurante e dormi no único hotel. ENTRADA DE COLDFOOT
O RESTAURANTE (COLDFOOT)
O HOTEL (COLDFOOT)
OLHA A BOMBA DE GASOLINA NO MEIO DA CHUVA E DA LAMA
Do restaurante tirei a foto do hotel ao fundo, de um para o outro é uma caminhada de 100metros amassando barro e tomando chuva (Coldfoot)
12 de julho 2014 - coldfoot a deadhorse - 220milhas
a saida de coldfoot foi com o tempo chuvoso e nublado
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a entrada para wiseman a 20milhas de coldfoot
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olha o "moose" matando a fome
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o oleoduto acompanhando a estrada
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o rei da estrada. Rodam mais ou menos 150 carretas/dia pela dalton highway nesta epoca de verão
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trechos da dalton highway antes da brooks range mountain
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trechos finais do "atigun pass" cruzando a brooks range
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GCFC Serjão, a alegria com que escrevo este reconhecimento, não somente pela conquista em si, uma grande bravura, mas pela coragem, uma grande redundância, o que serve muito bem pra ti, quase septuagenário, é imensa e transpira pelos meus poros, misturada ao orgulho de poder pertencer ao teu círculo de relacionamentos.
Me sinto valorizado com esta amizade!
"Qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem!" diz o slogan dos FC e tu o seguiste ao pé da letra, com uma determinação incrível, pois desde o momento em que te conheci, naquele bendito final de ano em Ushuaia, juntamente com o GCFC Jacob, ficou escrito, de forma silenciosa que aquela dupla não estava ali para brincadeiras e de lá para cá as vezes que nos encontramos, nas correspondências trocadas e telefonemas cheios de admiração, foram confirmando a grande transformação do simples motociclista, em referência para o motociclismo mundial, quando uniste os extremos da terra por este lado americano.
Que braveza e foco para alcançar o objetivo, agora, lá em cima, no Topo do Mundo, em Prudhoe Bay, Alasca!
Todos os milhares de quilômetros desta grande viagem iniciada em Atibaia, SP, que te levaram primeiramente para o Fim do Mundo, em Ushuaia, Terra do Fogo, Argentina, seguramente guardam os teus pensamentos e sentimentos ao longo dessa invejável jornada, permeada por toda a sorte de acontecimentos, aspirações, desejos, inseguranças, questionamentos, enfim, seguramente houve por trás de toda esta história, a participação da tua mulher, a Vaní, que reúne em si todos os naipes de qualidade que um ser humano pode reunir, por certo foi o teu porto seguro, a tua grande referência de incentivo e de apoio, porém, tudo isto não te livra em nada, de uma temporada no Quarto Grande dos FC, com direito a camisa de força e choques a cada seis horas, para te manter aceso e a nós ligados nos teus próximos planos, pois a insanidade somente começou.
Também fico pensando na tua "ficha de inscrição" no site dos FC, quando escreveste, de certo já mal intencionado, que tinhas interesse em; "viajar de moto, ler livros e assistir filmes reais". E eu complemento: foste o protagonista dos teus próprios desejos e sonhos!
GCFC Serjão, seja bem vindo à Elite do Motociclismo Mundial, quando não medimos o gabarito dos nossos aventureiros por distâncias, destinos ou tamanho de moto, mas sim pela inspiração que ele provoca em nos fazer pensar seriamente em como quebrar a na nossa rotina, que nos aprisiona e muita vezes nos sufoca.
Obrigado por esta oportunidade de nos fazeres refletir sobre o nosso cotidiano, me enchendo de coragem para colocar a chave na ignição da moto, engatar a primeira marcha...e...partir!
Tu me fazes inflar o peito e me sentir corajoso para enfrentar os meus fantasmas!
Grande Serjão (Xará).
Parabens pela conquista.
Acompanhei sua aventura desde o início, com o Jacob e agora o final.
Saiba que o fato da sua HD nao querer ir até o final foi obra LÁ DE CIMA, o que fez com que voce seguisse de BMW e concluisse com exito.
Com sua tenacidade, mostrou a todos nós como se faz.
Obrigado por compartilhar conosco, neste seleto site dos fazedores, as fotos e as dicas.
Dolor, és um monstro !!!! ahahahah
Nos vemos no encontro aqui em Itajaí.
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