O Encontro Internacional dos Fazedores de Chuva inicia sempre com um ano de antecedência, quando os preparativos e planejamento começam e quando os participantes saem de um Encontro, já pensando no próximo.
O Encontro começa quando cada motocicleta acelera em seu país de origem rumo ao evento, onde quer que ele seja. O Encontro começa quando cada Fazedor de Chuva participante organiza sua mala e embarca no avião. O Encontro começa no primeiro abraço apertado, na porta de entrada do hotel, ainda com o capacete e as malas na mão.
No IX Encontro Internacional dos Fazedores de Chuva, realizado em Quito, no Equador, entre os dias 15 e 17 de novembro, não foi diferente. O início do evento foi marcado por abraços apertados sem fim, sorrisos abertos e corações leves. A conversa fluía e o carinho era tão denso que quase poderia ser tocado no ar.
E tudo isso pareceu se intensificar nos dias seguintes. Um ambiente em que companheirismo, paz e amizade imperavam e que o cotidiano e as amarras foram deixadas para trás.
Confira o discurso de abertura do IX Encontro Internacional dos Fazedores de Chuva, em Quito:
O primeiro passo
Uma mudança ou transformação nada mais é que a alteração de um estado, modelo ou situação anterior. Não é tão fácil quanto parece. Mas também não é difícil quanto imaginamos.
Assim como em uma grande aventura de motocicleta até o Alasca, Rio Tietê, todas as cidades de um estado, as capitais brasileiras ou os quatro pontos cardeais, uma mudança depende fundamentalmente da primeira acelerada. Aquele primeiro passo que inicia a longa caminhada que irá modificar paradigmas, desatar as amarras e mudar o mundo.
Esse primeiro passo inclui mudar a nós mesmos, o que talvez seja a etapa mais difícil. Afinal, como disse Gandhi, temos de nos tornar a mudança que queremos ver. E devo confessar, que já vejo em vocês todos a mudança que sempre sonhei em ver.
Mudar certas prioridades, convicções e sermos donos do nosso tempo. Tornar cada segundo o momento de fazer o que nos faz feliz de verdade, cada minuto no instante exato para fazer o bem, cada hora para fazer a diferença, cada dia para embarcar em uma nova aventura que faz aquietar a alma.
Este instante aqui em Quito é o primeiro passo de uma mudança profunda, que se acentua a cada novo encontro internacional dos Fazedores de Chuva. Então, o que temos que fazer em primeiro lugar é agradecer a presença e a coragem de cada um de vocês em estar aqui, compartilhando experiências, sonhando e fazendo a sua parte. Os que largaram a comodidade, recuaram no ritmo acelerado do cotidiano ou desataram as amarras que nos prendem aos compromissos, essas almas descobriram o bálsamo para aquietá-las.
Também temos nosso agradecimento mais que especial ao FC Byron e sua Sonia. Sem dúvida, a metade do mundo não seria tão completa sem o auxílio e dedicação de vocês. Muito obrigado!
Enfim, o encontro dos Fazedores de Chuva é o momento de dar a partida em um novo rumo, de estabelecer novas e desafiadoras metas e de rever o que queremos para nossas vidas daqui para diante.
De nossa parte, nós queremos sempre mais curvas, mais desafios, mais insanidade, mais quilometragem e mais amizades, como a de vocês, para tornar esses objetivos ainda mais especiais e engrandecer nossa fogueira. Vamos dar mais esse passo juntos, FC? Então, sejam bem-vindos ao IX Encontro Internacional dos Fazedores de Chuva!




Comentário