Costa Rica - A viagem “Ticos” e “Pura Vida”
sábado, 19 de Maio de 2012

Com a saída de cena do João Vicente por razões de todos vós conhecidas, havia que continuar. Regressámos a Portugal nos primeiros dias de Abril e para prosseguir com o projecto “Olhando pelo Mundo”, muitas questões se punham. Viajar com quem? Disponibilidade, brevidade na decisão. Não falando num aspecto importante: informática e computador, da qual não tenho noção nenhuma. Mas adiante o que nos interessa é continuar a viagem. A outra, ao interior de mim, continua a ser feita ao longo dos meus sessenta e sete anos.
O António Herrarte, disponibilizou-se para me acompanhar durante dois meses e meio, com alguns sacrifícios familiares. Obrigado António! O tempo perdido obrigava a alguns ajustes de percurso. Faltava concluir pós-projecto: México e parte dos E.U.A.. O Álvaro Barcelos e Fernando Pereira vieram em meu auxilio, obrigado aos três pela vossa amizade. A decisão foi tomada uma semana antes da partida.
Cá estamos a viajar, com as limitações, muitas... mas a fazer por cumprir a palavra dada. Viajar ao longo de dezasseis países do Continente Americano, de Sul para Norte.
Mas vamos aos “Ticos” e “Pura Vida”
Entrámos na Costa Rica pela fronteira de Xixaola e assim comunicámos com os “Ticos” a pé e de mochila às costas. Um autocarro confortável levou-nos até San José, a capital.
Dia seguinte conhecer a cidade. Começámos por tentar adquirir moeda local. Não cambiavam euros. Levantamento automático, podendo ser em bolívares ou dólares (o império financeiro a impor-se). Já com dinheiro para as necessidades mais prementes, visita ao Museu do Ouro Pré-colombiano, Praça da Cultura e Teatro Nacional. Esta cidade pouco tem que desperte o interesse do viajante ou turista.
Numa agência de turismo confirmamos a informação dada no hotel para uma visita próxima da capital. Agarrámos a ideia e no dia seguinte, bem cedo, fomos visitar a plantação de café onde tomámos o pequeno almoço, seguindo-se a visita à finca(quinta) café “Doka”. Acompanhámos o ciclo da plantação: desde a disposição do pé, até à colheita, continuando com o processo de lavagem e secagem. Torrar tem tempos determinados, dando sabores e aromas diferenciados. Geralmente o café é vendido em cru cabendo a torrefacção ao critério e técnicas do cliente/fornecedor. O Donald, nosso guia, chamou-nos a atenção para um pormenor: a qualidade de café que resulta de uma má formação, i.e. grosso modo o grão tem forma de meia esfera, as más formações resultam num grão esférico (oval) e geram uma quantidade de 5% da produção total. Este café só é produzido pela casa “Doka” com o nome Peaberry, com um aroma muito especial. O meu palato é pobre e não tenho sensibilidade para grandes diferenciações, gosto ou não? Questão encerrada.
O Vulcão Poas e o parque da Paz esperavam por nós. A cratera, com a sua lagoa não se deixou ver, tal era a neblina. Mas o lago Boto, deixou-se ver e não se rogou a umas fotos do varandim, donde desfrutámos a paisagem e também da companhia de dois esquilos que foram as vedetas/modelos não remunerados, para satisfação dos fotógrafos, aproveitando alguns destes, com excesso ecologista, desatar à flashada aos pobres bichos.
Almoçámos no parque da Paz, seguindo-se uma visita pelo seu interior. Este parque possui em cativeiro, aves, borboletas, repteis e felinos. Tudo isto foi mal visto, não por desinteresse, mas por uma chuva diluviana, ensopando-nos até aos ossos, tornando as cascatas que fazem parte do citado parque, concorrentes insignificantes da grandessíssima molha. Desconsolado e pingado até à alma, tomado por uma tristeza climatérica saí da Costa Rica com um amargo de boca, não real, mas resultante, do período do ano escolhido para visitar este país.
Hei-de voltar à Costa Rica para calcorrear os parques naturais, esses sim, o cartão de visita deste país e dizer aos “Ticos”... “Pura Vida”!
Nota:
“Ticos” como são chamados, pela forma como constroem os diminutivos;
“Pura Vida” expressão utilizada para: está tudo bem, é normal, gosto, adorei, fabuloso.
Alexandre Costa
sábado, 19 de Maio de 2012
Com a saída de cena do João Vicente por razões de todos vós conhecidas, havia que continuar. Regressámos a Portugal nos primeiros dias de Abril e para prosseguir com o projecto “Olhando pelo Mundo”, muitas questões se punham. Viajar com quem? Disponibilidade, brevidade na decisão. Não falando num aspecto importante: informática e computador, da qual não tenho noção nenhuma. Mas adiante o que nos interessa é continuar a viagem. A outra, ao interior de mim, continua a ser feita ao longo dos meus sessenta e sete anos.
O António Herrarte, disponibilizou-se para me acompanhar durante dois meses e meio, com alguns sacrifícios familiares. Obrigado António! O tempo perdido obrigava a alguns ajustes de percurso. Faltava concluir pós-projecto: México e parte dos E.U.A.. O Álvaro Barcelos e Fernando Pereira vieram em meu auxilio, obrigado aos três pela vossa amizade. A decisão foi tomada uma semana antes da partida.
Cá estamos a viajar, com as limitações, muitas... mas a fazer por cumprir a palavra dada. Viajar ao longo de dezasseis países do Continente Americano, de Sul para Norte.
Mas vamos aos “Ticos” e “Pura Vida”
Entrámos na Costa Rica pela fronteira de Xixaola e assim comunicámos com os “Ticos” a pé e de mochila às costas. Um autocarro confortável levou-nos até San José, a capital.
Dia seguinte conhecer a cidade. Começámos por tentar adquirir moeda local. Não cambiavam euros. Levantamento automático, podendo ser em bolívares ou dólares (o império financeiro a impor-se). Já com dinheiro para as necessidades mais prementes, visita ao Museu do Ouro Pré-colombiano, Praça da Cultura e Teatro Nacional. Esta cidade pouco tem que desperte o interesse do viajante ou turista.
Numa agência de turismo confirmamos a informação dada no hotel para uma visita próxima da capital. Agarrámos a ideia e no dia seguinte, bem cedo, fomos visitar a plantação de café onde tomámos o pequeno almoço, seguindo-se a visita à finca(quinta) café “Doka”. Acompanhámos o ciclo da plantação: desde a disposição do pé, até à colheita, continuando com o processo de lavagem e secagem. Torrar tem tempos determinados, dando sabores e aromas diferenciados. Geralmente o café é vendido em cru cabendo a torrefacção ao critério e técnicas do cliente/fornecedor. O Donald, nosso guia, chamou-nos a atenção para um pormenor: a qualidade de café que resulta de uma má formação, i.e. grosso modo o grão tem forma de meia esfera, as más formações resultam num grão esférico (oval) e geram uma quantidade de 5% da produção total. Este café só é produzido pela casa “Doka” com o nome Peaberry, com um aroma muito especial. O meu palato é pobre e não tenho sensibilidade para grandes diferenciações, gosto ou não? Questão encerrada.
O Vulcão Poas e o parque da Paz esperavam por nós. A cratera, com a sua lagoa não se deixou ver, tal era a neblina. Mas o lago Boto, deixou-se ver e não se rogou a umas fotos do varandim, donde desfrutámos a paisagem e também da companhia de dois esquilos que foram as vedetas/modelos não remunerados, para satisfação dos fotógrafos, aproveitando alguns destes, com excesso ecologista, desatar à flashada aos pobres bichos.
Almoçámos no parque da Paz, seguindo-se uma visita pelo seu interior. Este parque possui em cativeiro, aves, borboletas, repteis e felinos. Tudo isto foi mal visto, não por desinteresse, mas por uma chuva diluviana, ensopando-nos até aos ossos, tornando as cascatas que fazem parte do citado parque, concorrentes insignificantes da grandessíssima molha. Desconsolado e pingado até à alma, tomado por uma tristeza climatérica saí da Costa Rica com um amargo de boca, não real, mas resultante, do período do ano escolhido para visitar este país.
Hei-de voltar à Costa Rica para calcorrear os parques naturais, esses sim, o cartão de visita deste país e dizer aos “Ticos”... “Pura Vida”!
Nota:
“Ticos” como são chamados, pela forma como constroem os diminutivos;
“Pura Vida” expressão utilizada para: está tudo bem, é normal, gosto, adorei, fabuloso.
Alexandre Costa



Comentário