25.000 km, 10 Países, 60 Dias pela América do Sul - Expedição Igrejas da América

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  • Pahe Bleasby
    Fazedor de Chuva
    • Dec 2011
    • 1

    #1

    25.000 km, 10 Países, 60 Dias pela América do Sul - Expedição Igrejas da América

    Alow galera, é com grande prazer que começo a postar aqui neste forum de viajantes.

    Faz tempo que queria participar aqui, mas ainda não me sentia a vontade, agora acho que já posso postar alguma coisa... rsrsrs

    Estou na minha segunda viagem pela América do Sul, nesta fiz um projeto, fotografar e pesquisar a história das igrejas mais interessantes da américa.

    Meu site de viagens é: www.viajardemoto.com.br e estou postando o dia a dia da expedição em:



    Agora estou no Equador, já estou no 22º dia de viagem, aliás, está sendo show.

    Abraço a todos e vão acompanhando pelo site, não sei como funciona aqui ainda pra postar relatos e fotos, qualquer coisa coloco os dias que já passaram por aqui também...
  • Dolor
    Fazedor de Chuva

    • Mar 2011
    • 3250

    #2
    Pahe, agora não tem mais jeito, já embarquei e estou na tua garupa.

    Aproveito para te passar o telefone de um Fazedor de Chuva, aí de Quito, que terá muito prazer em te ajudar, caso necessites. Por favor anote as informações:

    Byron Maldonado
    celular +593 2986043448
    byronmaldonado@andinanet.net

    Não hesite em contata-lo, pois o Byron é uma figura!

    Quanto a nós, estamos em Tres Cerros, Provincia de Santa Cruz, esperando estar nesta sexta em Calafate, para o Natal.

    Não te esqueças de que já estamos esperando os teus próximos posts.

    Aliás, achei ótima esta idéia das igrejas. Um tema com muitas histórias!

    Te desejamos uma ótima viagem, por aqui vamos nos encontrando e se pudermos te ajudar, sabes que podes contar com os FC!

    Abraços
    Dolor e Angela

    Comentário

    • Renan Xavier
      Fazedor de Chuva
      • Jul 2011
      • 404

      #3
      Pahe, que bom ler de você, ainda mais que em plena viagem.

      Iremos acompanhá-lo agora também e nos colocamos à disposição para dúvidas e novos contatos.

      Os registros são sempre importantes para que os Fazedores sintam aquele estímulo em viajar. Alguns posts até poderemos fazer. Desde já, fico à disposição para o caso de teres dúvidas sobre a postagem, ok? Pode ser um réplica do que postas no teu site, trazendo as imagens junto. Há um post específico sobre postagem de fotos e outras orientações, por favor, fique à vontade!

      http://www.fazedoresdechuva.com/foru...-incluir-fotos

      Um abraço e bom percurso!

      Comentário

      • Jhonny
        Fazedor de Chuva
        • Dec 2011
        • 504

        #4
        Boa tarde Pahe!

        Faça uma maravilhosa viagem, com força e fé certamente irá muito longe. Espero que esteja aproveitando e aguardamos ansiosos pelas fotos do seu caminho... Conforme o Dolor me disse, segundo o hino dos Fazedores de Chuva, “A VIDA É CURTA, FAÇA O QUE QUISER”! Então sucesso nessa sua empreitada, somos livres para isso, escolher os destinos que mais nos interessam, como você fez...

        Que os deuses da estrada o acompanhem e se precisar não hesite em solicitar! Não esqueça das fotos, estamos curiosos!

        Nos vemos na estrada!
        J.Fernandes

        A distância de um sonho...
        Quebram-se férreas cadeias, Rojam algemas no chão...

        Comentário

        • Renan Xavier
          Fazedor de Chuva
          • Jul 2011
          • 404

          #5
          Como todo bom Fazedor de Chuva gosta de saber por onde anda cada um dos companheiros, estamos seguindo um pouco a viagem do Pahe, em seu percurso pela América do Sul.

          Ele iniciou em novembro a segunda etapa da trajetória.

          Segue alguns trechos! Mais no próprio site da aventura.

          ---


          31º Dia - Irati.BR - dia 04.01.12

          Categoria: Expedição
          Escrito por Pahe Bleasby

          No maior estilo “Sons Of Anarchy” estamos na estrada novamente, nunca fui fã de desistir das coisas facilmente, então, se eu falei que a viagem iria ser de 2 meses é porque realmente vai ser...rs

          A pausa de 2 dias para ficar com a família foi bem estratégica, deu pra colocar as ideias em dia e arrumar umas coisas que faltavam pra viagem. Na BMW eu estava trazendo muita coisa, nossa, as coisas que tinha amarrado estava me deixando maluco, todos os dias amarrar e desamarrar coisas tava ficando insuportável, dessa vez não tem nada fora da moto, tudo está dentro dos alforges e bauleto, confesso que não tem nem a metade do que levava da outra vez, mas creio que não iremos precisar mais do que isso.

          Ainda não tinha viajado com essa moto (DragStar), no máximo fui trabalhar algumas vezes com ela e fui à praia outra vez, era uma moto apenas para ir em encontros de motos mais próximos, não vou mentir que sempre tive um certo preconceito por este estilo custom, aliás, não se pode negar que pra viajar uma moto bigtrail é bem melhor, mas estava redondamente (porque tô gordinho) enganado quanto a por uma custom na estrada, é um super motão, da conta do recado e de forma bem confortável também, uma pena não poder colocar em todo terreno como a outra, mas isso não vai fazer diferença nesta viagem, não vou pegar estrada de terra mesmo.... então com certeza a viagem continua e de forma mais interessante ainda.



          Estou conhecendo e me adaptando à moto, para não sofrer muito de início comprei um protetor de coluna, isso faz com que minha coluna fique na mesma posição da BMW, então uma coisa a menos pra me preocupar e sofrer depois... rs, quanto ás pernas ficarem mais esticadas, isso sofri um pouco, mas é só costume, acredito que com 3 ou 4 dias nem vou querer sair mais de cima da moto. Uma coisa que vacilei foi quanto ao escape, não troquei para os originais, quer dizer, estou quase surdo... rs, não da pra ouvir nada ao redor, o barulho dele vai deixando maluco... rs.

          Saímos num bom horário de SP, umas 8h da manhã, mas como o trânsito é daquele jeito que já conhecemos, só consegui sair na Regis já estava beirando as 10h, mas tá bom, tocamos estrada, dei sorte da Serra do Cafezal não está tão parada como da outra vez, imaginava chegar a Foz no mesmo dia, mas sem muitas pretensões, deixei o dia meio que livre, não queria forçar muito no primeiro e ficar acabado para o resto da viagem, então rodamos apenas 710 km.



          Uma coisa interessante e que me deixou bem assustado foi a autonomia da moto, quando sai de SP ela estava com tanque cheio, depois abasteci e anotei tudo pra fazer os cálculos depois... legal, 22 com 1 litro... na próxima abastecida já deu 12, depois 13 com um litro, isso me deixou bem assustado, uma hora pegou reserva com 135km rodados, isso com certeza iria me fazer voltar pra SP e correr atrás de outra moto, não da pra viajar numa moto que não faz 200km por litro, com certeza iria ter problemas, quando pegou reserva com essa km tive que voltar 30km para abastecer porque o próximo só seria depois de 60km, bem tenso. Depois de algumas abastecidas percebi que ela voltou ao normal, 24 a 25 com 1 litro, com certeza tinha colocado alguma gasolina ruim, não era o padrão dela de jeito nenhum.

          Não rodamos muito, paramos em Iratí no Paraná, uma cidade muito bonitinha, bem calma, ruas vazias e ainda ficamos em um bom hotel, a noite fomos jantar num restaurante que parece ser o ponto de encontro de toda a cidade, bem movimentado, parece que só tem ele por essas bandas, muitas motos speed passeando pela cidade... ecaa.. rs

          É isso ai galera, e a expedição continua, agora de custom... então vamos às continhas...

          Km rodada: 710 km

          Tempo: 9h

          Gasolina: 48,4 litros (2 abastecidas de gasolina ruim, que fez o consumo ir lá pra cima)

          Gastos do dia: R$ 279,06

          É isso ai galera, agora podem acompanhar a 2ª parte da viagem que iniciou hoje, creio que vamos ficar uns 20 a 25 dias na estrada... vamos ver... mais uma aventura pra começar o ano com o pé direito... abração a todos e vamo que vamo.
          Última edição por Renan Xavier; 12-01-12, 10:28.

          Comentário

          • Renan Xavier
            Fazedor de Chuva
            • Jul 2011
            • 404

            #6
            Retirado do site - de http://www2.igrejasdaamerica.com.br/...ad-del-lestepa


            ---

            Um ótimo dia de sol e de estrada, assim que eu posso descrever como foi todo o dia, acordamos cedo pra pegar estrada, queria muito conhecer as Cataratas do Iguaçu, mas pena que não deu certo, queria mais chegar ao Paraguai para voltar às pesquisas do que conhecer pontos turísticos, é interessante esta questão de se colocar objetivos para as viagens, sempre viajei meio sem rumo, sem pensar onde ir e o que fazer, mas sempre tive em mente que queria algo maior que isso, escrever um livro sobre moto turismo nunca me interessou, tantas pessoas fazem isso e todos que lí até hoje são mesmo muito bons, deixo isso para os amigos mais aventureiros e que gostam de escrever sobre as duas rodas, então o que mais me interessava era escrever algo histórico, algo pra ficar, não somente sobre uma aventura em duas rodas mas também algo que tivesse haver com a história desses povos por onde vou passando, nisso veio este projeto, escrever sobre a colonização espanhola através de suas igrejas.




            O tema parece muito complexo e abrangente se colocarmos no papel, mas se analisarmos de uma forma mais prática podemos notar o quanto é interessante. Só de imaginar os espanhóis chegando e lutando contra os Incas, construindo enormes igrejas em cima de seus templos, fazendo uma verdadeira devastação tanto socialmente como culturalmente já me deixa encantado por tentar descobrir cada dia mais como tudo aconteceu, como historiador não posso definir os méritos de como tudo ocorreu, posso simplesmente contar as histórias, o leitor com certeza terá uma visão dos fatos que poderão lhe permitir tomar algum partido.



            Outro dia, quando estava beirando o Pacífico numa semana inteira, fiquei pensando sobre o primeiro olhar dos espanhóis ao avistarem as terras por estas bandas, altas montanhas de areia, sem nada de um lado e de outro, isso do Peru para o Sul, e ficava comparando com a chegada dos portugueses no Brasil, também altas montanhas, mas nem tanto, tudo verdinho, rios e mais rios saindo de dentro das terras, caras de sorte.

            Bom, tudo isso é pra chegar numa questão crucial dessa expedição, o material das igrejas está ficando muito completo, a pesquisa está cada vez mais interessante e me sinto um cara muito privilegiado por estar fazendo o que gosto, escrever. Com certeza o livro vai vir recheado com fatos muito interessantes, você vai conhecer estes países de uma forma bem diferente.



            Em busca de tudo isso pegamos estrada, como o projeto não é feito no Brasil então queria sair o mais rápido possível para começar a pesquisa, de Irati, onde dormimos ontem até Ciudad Del Leste estava dando 500km cravados, e rodando a somente uns 120km/h tivemos que ter bastante paciência e persistência, já estou me acostumando bem com a moto, é uma ótima moto, agora é só acostumar com o estilo.

            Uma coisa que me assustou muito nestas bandas foram os pedágios, vários, todos de quase 5 reais para motos, um verdadeiro roubo, a estrada é boa isso não posso negar, mas cobrar 5 reais a cada 100 km é bem complicado.

            Ao entrar no Paraguai as coisas foram meio estranhas, na imigração foi tudo bem fácil e rápido, a Karen nem precisou ir, eu mesmo levei o passaporte dela, ela ficou na moto lá fora esperando como sempre fazemos, na aduana foi mais simples ainda, não tinha nada pra fazer, nenhum formulário para a entrada da moto, nenhum permisso, nadinha mesmo, achei bem estranho, falei com várias pessoas por lá, falei que ia seguir estrada, que não ia voltar pelo mesmo lugar, mas foram contundentes, é mercosul e não precisa fazer nada... se eles estão dizendo, então tá bom... mas o estranho é porque foi o único país que não deu entrada na moto, todos os outros tem um monte de burocracia para isso.

            Chegamos cedo em Ciudad Del Leste, um sol de rachar, mas pena que as lojas estavam fechando, depois que encontramos um hotel e fomos sair pra comprar umas coisinhas tudo já estava fechado mesmo, ainda deu tempo de comprar uma câmera FullHD que eu tava atrás faz tempo e em SP era caro demais, e um tablet pra Karen, assim ela vai me ajudando na divulgação da viagem.

            É isso ai galera, por aqui não temos muito o que fazer em relação à nossa pesquisa, mas é um ponto estratégico, amanhã tenho que trocar o pneu e seguir viagem para Assuncion, lá temos muito trabalho e está há 500km daqui.

            Vamos as continhas do dia...

            Km rodada: 520 km

            Tempo: 9h

            Gasolina: 28,86 litros

            Gastos do dia: R$ 792,00

            Um abraço a todos e vamo que vamo...


            Pahe

            Comentário

            • Renan Xavier
              Fazedor de Chuva
              • Jul 2011
              • 404

              #7
              Seguimos na garupa do Pahe curtindo estes momentos únicos em busca das construções religiosas, tão importantes ao nosso continente.

              ---

              Uma viagem deste tamanho com certeza pode transformar as pessoas, é incrível como temos tempo para tudo quando estamos em cima da moto, as ideias vem e vão como um passe de mágica, conseguimos refletir sobre a vida inteira e colocar tudo em dia só no pensamento, isso sim é uma verdadeira terapia psiquiátrica, viajar de moto não só faz bem pra cabeça mas como para todo o corpo, o cansaço físico é automaticamente deixado de lado pelas mudanças de situações que vamos passando, a cabeça vai dando um nó de tanta felicidade e a cada km de estrada vamos ficando mais novos e mais livres.



              Sempre quis vir ao Paraguai, comprar coisas em um dos melhores lugares para isso é um sonho de muita gente, essa coisa de se comprar pagando pouco é muito atrativo mesmo, do lado de cá só tem brasileiro, o dinheiro brasileiro é aceito em todas as lojas, aliás, quando você chega pra perguntar o preço de algo eles primeiro informam em real, o guarani que é a moeda oficial do país só é usado por quem mora por aqui mesmo, e somente em alguns casos, pois a maioria das vezes também usam o real para tudo.



              Acordei cedo pra resolver as pendências da moto, o pneu tava muito maltratado, não tinha como seguir mais 1km com ele, na mesma rua que estava já encontrei várias lojas, o preço variava muito então aproveitei para dar uma boa pesquisada, em uma delas achei o mais interessante e ainda colocado, o que quase todas as lojas não fazem. Comprei um pneu que no Brasil custa R$ 800,00 por míseros 210 dilmas, é realmente uma vergonha esse nosso Brasil, saber que também poderíamos estar com preços mais baixos e não temos porque esses ladrões sempre querem morder cada dia mais uma ponta dos impostos que pagamos.

              Quando encontramos algo que podemos comparar nos tocamos de várias situações, o Paraguai é um país pobre assim como o Brasil, a diferença é que somos ricos em tudo que fazemos, temos plantações, energia, petróleo, temos um grade comércio e muitas outras coisa que poderiam fazer do Brasil um dos países mais ricos financeiramente, mas não, pra ter uma ideia nossa economia esta atrás da do Chile, um país que vive somente das minas de minério e do Turismo, olha o tamanho do Brasil e o tamanho dos países por estes lados, chega a ser inacreditável ver como conseguimos andar para trás, principalmente agora com essa política de “calar a boca de quem tem fome”, acho que essa é a melhor frase para isso, o molusco deixou uma grande herança para a Dilma e ela tá tomando conta direitinho, a regra é, bolsa qualquer coisa pra quem não quer trabalhar e pra quem quer trabalhar tem que atrapalhar de todos os jeitos, criando impostos, burocratizando tudo, e outras coisas. Nossa, quanta gente eu conheço do meu Nordeste que não trabalha mais, que fica só dependendo do dinheiro do governo, o mais interessante é que todo mundo sabe disso, mas quem vai querer perder isso né, tá bom assim, o engraçado é que alguns trabalham normalmente, mas não querem ser registrados porque vão perder os benefícios da mamãe Dilma, uma política que já foi provada que não funciona, mas que nunca vai deixar de existir devido a todos os lados, por quem vota porque não quer deixar de ganhar e por quem faz a política que também não quer perder os votos de quem vive somente das esmolas e não quer trabalhar, realmente uma vergonha esse nosso governo, por isso que sempre digo a todos que o PT é o partido da vergonha nacional, o partido que ficou anos pra chegar ao topo e quando chegou destruiu todos os sonhos de um país trabalhador.



              Bom, falei demais sobre isso, mas é que é uma situação que sempre me revoltou, quando comparamos os preços de tudo podemos notar o quão somos roubados no Brasil, não tem como não falar.

              Engraçado que quando comprei o pneu e fui trocar tinha vários brasileiros também comprando, o detalhe é que é proibido comprar pneu no país e chegar com ele no Brasil mesmo rodando, e claro, sempre se dá um jeito né, quando o povo da aduana não ganha algo eles bloqueiam e tomam o pneu, deixando o carro sem, em cima de tijolos, para isso o jeitinho brasileiro/Paraguai resolve, eles queimam aqueles fiapinhos do pneu com fogo, raspam as linhas em volta e ainda sujam as laterais do pneu de terra, assim ele não será mais um pneu novo, é como se o cara tivesse comprado no Brasil e viesse rodando, como sempre, para tudo tem jeito, e sinceramente nem recrimino essa situação, enquanto nosso país não criar vergonha na cara e baixar esses impostos essa vai ser a rotina que sempre vou fazer, comprar coisas no Paraguai, é incrível como em 500 metros a coisa muda, em Foz o mesmo pneu que eu comprei custa 800 e do lado paraguaio custa 200, não tem como não fazer isso.

              Pneu trocado pegamos estrada, saí tarde, já era mais de meio dia, o sol não dava trégua, muito calor por estas bandas, peguei a Karen no hotel e seguimos viagem, de Ciudad del Este para Assuncion é uma reta só, ela atravessa todo o país, a paisagem não muda muito com a do sul do Brasil, algumas montanhas e pequenas árvores verdes por todo lado, depois que saímos da fronteira a começamos a usar o guarani, a moeda oficial, mas se conversasse com os comerciantes eles também aceitavam dólar e reais, interessante que quando fui sacar num caixa eletrônico tinha como tirar em real, guarani, dólar e peso argentino, e ainda as 3 opções de língua no caixa, isso sim é globalização.

              Antes de chegar a Assuncion tinha que passar numa cidade chamada Ypacarai, é uma pequena cidade bem próxima a capital, mas lá está uma das igrejas mais antigas do Paraguai, a evangelização por aqui foi quase que 100% dos jesuítas e quando uma igreja é dessa congregação não podemos esperar menos que um tempo muito lindo e cheio de detalhes.

              Depois seguimos para Assuncion, a única igreja que nos interessava mesmo era a Catedral, mas infelizmente estava fechada, tirei umas fotos da fachada e peguei estrada, resolvemos não dormir por lá, mas adiantar a viagem e seguir para a Argentina, a fronteira estava logo alí, vendo o mapa descobri que poderíamos dormir em Formosa, já em terras argentinas, e nos deslocamos pra lá.

              Na imigração e aduana tudo rápido e fácil, nem parecia a aduana Brasil/Paraguai onde revistam até os bolsos de quem passa. Começamos enfim a entrar no Chaco argentino, confesso que não gosto muito desse lugar, essas retas e a falta de gasolina por aqui me assustam, Formosa é a porta de entrada do Chaco, uma belíssima cidade em um ponto estratégico do mapa, e ficamos por aqui, um ótimo dia de estrada e agora vai ser uma ótima noite de sono, estamos acabados...

              E vamos pras continhas então...

              Km rodada: 501 km

              Tempo: 6h

              Gasolina: 30,49

              Gastos do dia: R$ 310,75

              Um abraço a todos e vamo que vamo...

              Comentário

              • Renan Xavier
                Fazedor de Chuva
                • Jul 2011
                • 404

                #8
                34o Dia - Saenz Peña.AR

                Dizem que o inferno fica aqui do lado de Saenz Peña, é impossível que não, são precisamente 9h da noite e tá fazendo quase 40 graus, um terror, o ar-condicionado sofre pra deixar o quarto em 27 graus, mas não temos muitas opções por aqui, se eu passe direto a próxima cidade que daria para ficar seria somente Salta, e isso são 800 km depois, numa reta sem fim e sem combustível... não da pra arriscar.



                Saímos cedo de Formosa, quando sai ainda tinha uma ideia fixa de chegar a Salta no mesmo dia, infelizmente apenas ideia, sabia que não seria fácil, ainda estava acostumando com a moto e tanta coisa aconteceu neste espaço de tempo entre sairmos de Formosa até Saenz Peña que com certeza seria impossível chegar no mesmo dia.

                Pra começar, logo que saímos de Formosa abastecemos num posto péssimo, não tinha muitas opções na região, a moto que geralmente faz 250 pra mais, com um tanque de combustível, fez míseros 134 km, resumindo, tive que andar um pouco atrás de gasolina, mas como todo bom corinthiano que sempre tem um pouco de sorte misturada com azar, assim que a moto parou por falta de gasolina já pagou uma picape atrás perguntando se que queria carona até o posto... mas claro que queria né... empurrei a moto alguns metros até uma sombra pra Karen ficar mais confortável e peguei carona com o camarada... o posto ficava há uns 5km de lá, mas naquele sol parecia que eram uns 100km. Chegando no posto a fila tava monstruosa, eu com um galão de gasolina que tinha ganhado do cara que me deu carona, e o frentista ainda falou que eu tinha que pegar a fila, mesmo a pé, inacreditável né... mas não ir pegar aquela fila por nada neste mundo... conversei com quem tava na frente, expliquei a situação e ele além de me deixar passar na frente dele, pegou a gasolina como se fosse pra ele mesmo... não deixou nem eu pagar... rsrsrsrs, como falei, sorte misturada com azar como todo bom corinthiano... rs



                Depois da moto abastecida com uns 4 litros de gasolina conseguimos chegar até o posto, aproveitei pra encher o tanque e ainda o galão, agora, não podia mais arriscar ficar sem... e pegamos estrada em direção a Saenz Peña.

                Antes disso ainda sofremos um pouco pela falta de gasolina, em vários postos que iriamos abastecer não tinha gasolina, o galão realmente salvou nossa pele por várias vezes, e até agora não consegui me separar mais do meu amigo fiel “bidon”.



                Chegamos a Saenz Peña ainda cedo, até dava pra esticar pra Salta, mas além de chegar à noite com certeza seria bem cansativo e perigoso devido a falta de gasolina, não sabia até que ponto poderia confiar nos postos do caminho, então paramos e deixarei pra sair amanhã cedo.

                Saen Peña parece mesmo com a porta do inferno, o que a cidade tem de linda tem de quente, fica difícil até respirar, não venta por nada, parece uma cidade deserta durante o dia, todos os comércios e casas estão fechadas, algumas até oferecem seus serviços, mas sempre de portas fechadas devido aos potentes ar-condicionado... rs

                Bom, vamos ficando por aqui, amanhã tem mais estrada, e que estrada... vamos pras continhas do dia então.

                Km rodada: 509 km
                Tempo: 7h
                Gasolina: 11.97
                Gastos do dia: R$ 171,33

                Abraço a todos e vamo que vamo...

                Comentário

                • Renan Xavier
                  Fazedor de Chuva
                  • Jul 2011
                  • 404

                  #9
                  35º Dia - Salta.AR

                  Acho que nunca quis tanto sair de uma cidade como queria sair de Saenz Peña, e olha que sou nordestino lá de Itapipoca, uma terrinha que faz 40 graus na sombra, mas aqui não tem jeito, não tem nenhum vento correndo por estas terras, pelo menos no meu nordeste venta bastante e a sensação é bem melhor... chega a faltar mesmo o ar. Saímos bem cedo hoje, sabia que a estrada não ajudava muito, era uma reta interminável até chegar a Salta, sono, tédio, apatia, tudo estava dando, uma mistura safada de muitas sensações... rs



                  Saindo de Salta já fiquei esperto com o trajeto, lembro bem que ano passado eu passei direto numa ruta aqui e andei 50 km no sentido errado... rsrsrs, dessa vez não podia errar, assim que passa o ultimo posto da cidade tinha que virar à direita, de repente me passa um casal numa BMW 800 voando, passou direto, mesmo caminho errado que fiz ano passado, até buzinei para o cara ver que tava no caminho errado, mas tava tão rápido que acho que nem ouviu.. rsrs, depois de alguns minutos ele nos acompanhou e parou do meu lado, dizendo que tinha passado direto.. rs, magina, ninguém percebeu.



                  Casal gente boa, infelizmente não lembro o nome, mas fomos meio que juntos até certa altura, não tinha como acompanhar eles, iam na frente e logo depois agente acompanhava nas paradas pra abastecimentos...

                  Falar em abastecimento, esse assunto quase nos deixa na mão diversas vezes, assim que saímos de Saenz Peña enchemos o tanque e o galão de 5 litros que estava levando, mas mesmo assim a coisa ficou feia, por várias vezes paramos em postos que não tinha combustível, ai não tem o que fazer, é tentar no próximo e no próximo, sempre usava a gasolina dos 2 galões que ia levando, não queria arriscar ficar na mão no meio do Chaco argentino.



                  Em um dos posto ainda encontrei 3 brasileiros, 2 de super tenere e 1 de XT66, todos sem um tostão furado de pesos argentinos, por estas bandas dólar não serve de nada, não tinham como abastecer, então ofereci pra fazer um cambio e eles poderem seguir viagem... afinal, já tinha passado por isso diversas vezes e sempre apareceu alguém pra me socorrer... rs

                  Continuamos nossa viagem rumo a Salta, sempre com muito cuidado quanto a gasolina para não ficar na mão e entediados por não ter uma curva sequer, sempre reto no meio daquele calor todo.

                  A moto a cada dia está me surpreendendo mais, tá aguentando bem o tranco do estradão e tá se mostrando uma moto muito confiável.

                  Chegamos a Salta já a noitinha, depois de encontrar um hotel ainda saímos para conhecer a cidade, depois de umas voltas à pé fomos de moto ao Cerro onde fica o teleférico, um passeio bem agradável, de cima da pra ver toda a cidade de Salta, uma vista muito linda, principalmente à noite. Lá em cima ainda conhecemos o Pablo, um camarada que tava tocando violão para os turistas atrás de ganhar algumas pratas... depois de conversar um pouco ainda peguei o violão pra tocar umas MPBs da vida... rsrsrs, pena que não consegui ganhar grana nenhuma... hahahaha, mas que o papo foi muito bom isso foi. Sempre bom falar com pessoas que levam a vida assim em total liberdade, claro que num padrão bem baixo, mas de uma coisa não se pode falar, todos levamos a vida que queremos...

                  Então vamos as continhas de hoje...

                  Km rodada: 726 km
                  Tempo: 9h
                  Gasolina: 63,08 litros
                  Gastos do dia: R$ 364,49

                  Abraços e vamo que vamo.

                  Comentário

                  • Renan Xavier
                    Fazedor de Chuva
                    • Jul 2011
                    • 404

                    #10
                    36º Dia - Purmamarca.AR

                    Nunca fui de acreditar em destino, na minha cabeça somos nós que criamos as bases para o que queremos ser o que podemos fazer de nossas vidas, as coisas que acontecem são somente reflexos do que criamos antes, algo como o famoso mito da caverna de Platão, então as coisas ficam sempre mais fáceis de serem digeridas, vamos dizer assim. Hoje foi um dia para se ter muita paciência, aquele dia que sabemos que não se pode lutar contra o que não tem que acontecer.



                    Saímos de Salta bem cedo, o caminho para San Pedro de Atacama era longo, não queria chegar muito tarde para não enfrentar o frio intenso dos Andes, já tinha lido vários relatos de amigos que passaram depois das 5h da tarde por lá e não eram nada animadores, apesar de ter preparado tudo para o frio, queria era ficar bem longe dela.

                    Mas tudo não estava dando certo como eu pensava, a primeira coisa foi sair de Salta e entrar em Jujuy, como não queria ficar sem gasolina nos Andes e também não podia confiar nos abastecimentos por lá, fui enchendo o tanque e os galões sempre que dava, logo na saída de Salta já fiz isso, em Jujuy a mesma coisa, agora era só chegar a Tilcara e abastecer, era simples, básico.



                    Tilcara fica há 30km depois da entrada do Paso de Jama, nossa direção para San Pedro de Atacama, então tinha que ir la encher o tanque, voltar os 30 km e subir a cordilheira, fácil demais para ser verdade, se em Tilcara tivesse gasolina.. rsrsrs

                    Pois é, simplesmente não tinha gasolina no posto, se eu quisesse esperar poderia ficar por lá até umas 7h da noite e abastecer, hora que o caminhão chegaria e todo mundo ficaria feliz, muito bom se não fosse ainda umas 10h da manhã, então de cara já desisti, se não tinha que subir naquele dia não ia forçar nada, na minha cabeça tudo que é forçado é porque não deve existir, são as famosas consequências pelos atos, se você faz algo errado com certeza o reflexo disso será algo mais errado ainda, então o mais sensato seria voltar para Jujuy e dormir por lá, saindo cedo no outro dia.



                    No caminho de voltar vimos uma plaquinha de um museu sobre a colonização espanhola, bem legal, isso sempre me interessou bastante e tinha tudo haver com minha pesquisa, aproveitei para dar uma paradinha por lá.

                    Paramos então na Posta de Hornillos, uma casa bem antiga que em um de seus quartos descansou em 1813, o General Manuel Belgrano, após as vitórias de Tucuman e Salta, também hospedando Martin Miguel de Güemes, Juan José Castelli, Antonio José Rondeau e Balcarce, entre outros “heróis” argentinos.

                    A casa parece ter parado no tempo e a imaginação vai longe, é interessante imaginar a presença dos homens com a pele curtida pelo frio e mulheres em vestidos longos indo e vindo pela casa, servindo viajantes. Um quarto é organizado como na época, sóbria e quase desprovida de móveis, as camas cobertas com cobertores de lã, as paredes são de barro e telhados de bolo de lama com cintas de madeira de cactos. Dos 19 quartos, 15 são adaptados para a exposição de obras de valor inestimável do passado, bem como cozinha e um moinho de pedra, completa esta recriação da vida colonial no museu agora histórico. Um lugar impressionante que merece a visita de quem passa pra conhecer o deserto do Atacama, um lugar que com certeza ficou na história.

                    Saímos de lá pensando em voltar para Jujuy ou mesmo para Salta, que pra mim é uma cidade muito mais interessante, mas lembrei de Purmamarca, uma cidadezinha no meio de várias dunas de areia vermelha, que ficava bem próximo de onde estávamos, na verdade bem no caminho para nosso destino amanhã, San Pedro de Atacama.

                    Então fomos dar uma passadinha por lá, a ideia era somente dar umas voltas mesmo, tirar umas fotos e voltar para Jujuy, mas chegando lá tive a ótima notícia que em uma venda de frutas o cara vendia também gasolina... rsrrsrs, só que estaria aberto umas 6h da tarde e ainda era umas 2h, não tinha o que fazer, tinha que arriscar, porque seria muito mais cômodo ficar por alí, até porque a cidade é simplesmente linda, tinha ficado ano passado lá e não tinha aproveitado nada, seria uma ótima oportunidade de conhecer a cidadezinha mais completamente.

                    Ficamos andando de um lado pro outro, ainda não tinha como procurar um hotel porque não tinha a certeza que realmente iria ter gasolina pra seguir viagem, ficamos tirando fotos da pracinha cheia de bancas com artesanatos, fotos das montanhas lindas que ficam ao redor e andando pelas ruas de areia com casas feitas em adobe, uma mistura muito interessante de turistas enchiam o lugar de animação, até que enfim deu 6h da tarde e o cara abriu o comércio, mas falou que só chegaria a gasolina 7h30 da noite, com essa certeza já ficamos mais felizes, já dava pra procurar um hotel e ficar por lá.

                    Sorte que achamos um hostel bem ao lado do comércio que vendia a gasolina, assim tudo ficaria mais fácil. Depois de tirar toda a tralha da moto dormimos um pouco até a hora de comprar o liquido precioso... Tanque e galões cheios por simplesmente R$ 5,50 o litro, um roubo, mas estava no meio do deserto, não tinha do que reclamar, ainda mais num país que a gasolina está mais disputada que farinha de mandioca no ceará... rsrrsrs

                    A noite saímos pra comer alguma coisa, paramos num barzinho bem legal, um casal estava tocando músicas do folclore argentino e como todo cearense que se prese fui logo fazer amizade... rsrsrs... trata-se do Pablo e da Lola, um casal muito gente boa e que cantam muito... mas o mais interessante é o projeto deles para este mês, eles estão saindo num Fiat 147 para dar a volta inteira na América do Sul, até ai tudo bem, tem maluco pra tudo... kkkkkkk, mas eles estão indo meio que sem grana, vão trabalhando e custeando a viagem... nossa, põe aventura nisso né... rs, ofereci minha casa em São Paulo como um bom lugar para passar uns dias, se eles conseguirem chegar por estas bandas, vamos ver... espero que sim pois são muito gente boa mesmo.

                    Bom, depois de muita conversa com os Hermanos argentinos voltamos pro hotel, uma boa noite de sono nos espera e amanhã temos muita aventura para subir os Andes, que vidinha mais ou menos... rs

                    Vamos pras continhas de hoje...

                    Km rodada: 335 km
                    Tempo: 5h
                    Gasolina: 41,5 litros
                    Gastos do dia: R$ 203,85

                    Abração galera e vamo que vamo...

                    Comentário

                    • Renan Xavier
                      Fazedor de Chuva
                      • Jul 2011
                      • 404

                      #11
                      37º Dia - San Pedro Atacama.CH

                      Há lugares que são mesmo inesquecíveis, você pode ir mil vezes e sempre vai ver coisas novas, a paisagem sempre vai mexer com você de uma forma diferente, assim é o Paso de Jama, um dos lugares mais encantadores que já passei, esse com certeza é o destino de 10 de cada 10 motociclistas, com certeza todo mundo já foi ou conhece alguém que já andou por estas bandas... apesar de já ter passado em lugares tão bonitos quanto, confesso nada marca tanto como subir os Andes por aqui.

                      Saímos cedinho de Purmamarca, depois de um café delicioso e com um visual surpreendente pegamos estrada, e que estradinha maravilhosa, não queria sair tarde porque sabia o quanto era perigoso subir muito tarde, o frio com certeza pode matar, e se não matar pode deixar marcas bem profundas aos menos avisados. A moto tava pipocando mais que os bambis quando jogam com o timão, sabia que tinha que tirar o filtro de ar, mas não é que esquecí de pegar chaves... rsrsrsrs, acostumado com a BMW que se der pau não tem no que mexer...rs



                      Depois de alguns kms andando a 10km/h, numa das subidinhas em curva encontrei um argentino gente boa demais, tava com uma moto bem parecida com a minha, quando olhei melhor o cara tava sacando o filtro de ar dele, claro que aproveitei e pedi pra ele tirar o meu também né... já tinha sofrido demais até aquele ponto, ele prontamente já baixou e foi tirando a tampa do filtro pra tirar ele fora... e não é que funcionou mesmo.... rsrsrs

                      Combinamos de seguir juntos para San Pedro, era ele e mais um camarada de V-Strom que tava junto, na verdade acho que o cara da V-Strom tava meio sem paciência de ficar esperando, mas como tava junto ficou lá... rs, seguimos juntos alguns kms até a moto do hermano parar de vez, e não teve tranco que resolvesse a situação, era uma custom bem parecida com a Drag, mas não dava pra identificar que moto que era, mas também era 650.



                      Ficamos tentando fazer a moto pegar durante vários minutos e nada, a única alternativa mesmo era rebocar com uma corda... rs, mas cadê a corda quando se mais precisa dela né, vendo que não tinha alternativa, o jeito foi eu seguir viagem e tentar achar o resto da trupe do camarada e fazer alguém voltar com uma corda, eles estavam em um batalhão, só que todos divididos em duplas...

                      Logo mais na frente já encontrei 1, mas também não tinha corda pra arrastar... alguns kms depois vinha voltando alguns brasileiros de KTM, eita motinha chata...rsrsrs, rapidamente os parei e falei da situação, eles prontamente foram ajudar e eu segui viagem para dar a notícia ao resto da turma do hermano que estava esperando no posto antes da fronteira.

                      No posto também encontrei mais 2 sujeitos muito gente boa, um numa harley e outro numa BMW 1200, odeio esses caras também... rsrsrsrs, depois de conversarmos bastante sobre tudo tocamos juntos para San Pedro, foi uma zoa-zoa danado porque eram 2 custam e 1 BMW, resumindo, deixamos o cara sem graça rapidão.... rsrsrs

                      San Pedro de Atacama é uma linda cidade no meio do deserto, um verdadeiro oásis verde que encanta a todos que vão por lá, muitos motociclistas que querem um pouco mais de aventura, tanto pela chegada na cidade como pelos atrativos que a cidade tem pra oferecer como os Geises de Tatio, o Valle de la Luna, o Vale de la Muerte, e outros tantos lugares interessantes que indo por lá ninguém pode deixar de conferir.



                      Chegamos em San Pedro já era mais de 5h da tarde, um limite interessante entre o frio e o medo de morrer congelado, mais abaixo num dos postos que paramos encontramos alguns amigos motociclistas que disseram ter ficado presos em San Pedro porque o Paso de Jama estava fechado devido à neve, então já subi meio que assustado, mas, enfim, deu tudo certo, consegui chegar num bom horário e depois de dar entrada nos papéis de chegada ao Chile fomos atrás de um hotel.

                      Falar em hotel, é impressionante como eles são caros em San Pedro, lugares que não oferecem muito, mas por ser uma cidade turística o povo mete a faca sem dó mesmo, é quase impossível achar um hotel por menos de 120 reais uma noite, preço de um hotel 3 estrelas em qualquer lugar, mas como não tínhamos muitas opções tivemos que pagar o preço e ficar por lá.

                      A igreja da cidade é maravilhosa, toda feita de adobe e coberta de palha com lama, uma mistura interessante, dentro dela é mais interessante ainda, um sino bem antigo, do tempo de sua fundação já da as boas vindas a todos turista que vem tirar uma foto de recordação, a igreja com certeza é um dos cartões postais da cidade.

                      Depois de algumas fotos e completamente acabados fomos dormir pra pegar estrada no outro dia, infelizmente não vamos poder ficar mais tempo por aqui, é estranho vir a San Pedro e não ir nos famosos passeios ao redor da cidade, mas a missão aqui é outra, como todo mundo sabe, igrejas...

                      Então vamos as continhas de hoje...

                      Km rodada: 550 km

                      Tempo: 9h

                      Gasolina: 34,99 litros

                      Gastos do dia: R$ 308,63

                      Abraço a todos e vamo que vamo.

                      Comentário

                      • Renan Xavier
                        Fazedor de Chuva
                        • Jul 2011
                        • 404

                        #12
                        38º Dia - Pica.CH

                        San Pedro de Atacama é uma cidade mesmo maravilhosa, não canso de ir neste lugar, certo que só fui 2x mas se fosse pela vontade eu ia sempre... rsrsrs, essas ruazinhas minúsculas de terra que faz tudo ficar empoeirado encanta quem passa por aqui, não falo nem quanto suas atrações turísticas que também são fantásticas, a cidade em si já deixa todo mundo de boca aberta.

                        Infelizmente minha missão em San Pedro de Atacama não era as atrações turísticas e sim a igreja da cidade, ela foi construída inteirinha de adobe e coberta com madeira e palha, muito linda mesmo e hoje virou meio que um cartão postal da cidade, para se conseguir tirar uma foto na frente tem que esperar horas e horas pra sair a fila de turistas que tem o mesmo intuito.

                        ]

                        Estas imagens são ilustrativas e não do Pahe!

                        Saimos bem cedo de San Pedro, como já tinha feito meu trabalho a ideia era pegar estrada e atravessar o deserto sentido norte, como já tinha passado na primeira parte da viagem pela costa do pacífico resolvi enfrentar o deserto novamente, mesmo percurso que tinha feito ano trasado, um trecho que pouco mais de 400 km sem nada em volta, areia, montanhas minadas, e muito vento, tanto vento que fazia a moto andar quase que deitada, todo cuidado era pouco neste trecho da viagem, e detalhe... nada poderia dar errado, não existem cidades próximas, a mais próxima é no final da estrada, 400 km depois, 2 galões de gasolina amarrados na moto e fomos pra ruta.

                        Antes disso ainda parei um pouco no caminho para mostrar pra Karen o Valle dela Luna, um lugar fascinante que dizem que parece com a lua, confesso que nunca vi dessa forma, mas que é lindo isso com toda certeza é.

                        Primeira cidade depois de San Pedro é Calama, uma cidade bem grande que é ponto de referência para as mineradoras, passamos por lá somente para abastecer novamente e entrar no deserto, logo depois da cidade já tem uma subidinha de dunas, ai vem a parte engraçada, quando passo as primeiras dunas quem eu vejo do lado da pista, os 2 argentinos que chegaram comigo a San Pedro... rsrsrs, um deles com a BMW em cima de uma picape, a moto tava completamente destruída, quebrou todinha, nossa, que dó, uma BMW 1200 zeradinha... ele falou que tinha um pouco de terra no asfalto e derrapou, a moto capotou algumas vezes, pelo estado da moto parecia mesmo que tinha capotado, mas ele tava inteirão, a roupa protegeu bem, ainda bem, se essa moto cai em cima dele o estrago seria maior, infelizmente os amigos tiveram que abortar o passeio, o cara da Harley voltou com ele para Calama, de lá iriam voltar pra Argentina.

                        Seguimos viagem e entramos no deserto, agora era estrada a perder de vista... adoro esse lugar, acho que mais do que pela costa do Pacifico, não sei porque, todo mundo quer ir pela costa, que é lindo por lá não tenho dúvidas, mas atravessar o deserto me fascina demais, só que ano trasado eu tinha passado por aqui de BMW, não tem muita graça, agora era de DragStar, completamente outro estilo e a moto foi maravilhosamente bem, não pediu nem água...rsrsrs, só gasolina... acho que essa é a única desvantagem dessa moto, ter o tanque pequeno, não tava conseguindo rodar 200km com um tanque, isso realmente deu um certo trabalho, mas nada que desanimasse, pelo contrário, só mostrou o quando é frescura esse preconceito que muita gente tem quanto às motos custom, a moto é simplesmente maravilhosa.

                        Meu destino hoje era chegar a La Tirana, onde está à festa religiosa mais famosa do Chile, La Tirana é uma pequena cidade do Chile, bem no interior mesmo, no meio do deserto, todo o país migra pra lá em época de festa, aqui por estas bandas mais ainda, o povo é muito religioso, muito mais que no Brasil, eles levam bem a sério as festas religiosas, e isso no país inteiro.

                        Ai começa a brincadeira, chegando em La Tirana paramos a moto perto de uma barraquinha de artesanato, o senhor que estava na barraca foi muito simpático e já veio explicando como funcionava tudo por lá, como que era a festa e bla bla bla, ai veio a notícia fatídica, na cidade não tem hotel... rsrsrs, apesar de ser uma cidade de romaria eles não deixam ter hotéis por lá, perguntei o porque disso e me falou que era pro povo não ficar muito tempo, porque vem muita gente pra cidade, então tem que ser rotativo... rsrsrs, bem interessante né... o pior foi a opção que eles no deu para ir dormir.... eu tava prometendo pra mim mesmo que não ia contar aqui, mas não vai ter jeito... a única opção pra gente dormir seria em Pica.. pois é, é isso mesmo, uma cidade com o nome de Pica, bem estranho... rsrsrssrsr, lutei de todas as formas pra tentar não ir pra la... pesquisei no mapa outras cidades próximas, mas nada, a única cidade mesmo seria lá, e já que não tem jeito, então vamos pra lá mesmo.... rsrsrs, sem preconceitos né..., kkkkkkkkkkkkkkkkk

                        Antes ainda paramos numa cidadezinha antes, com uma igreja muito linda, vão ver nas fotos abaixo...

                        Pica é uma cidade lindinha, pequena, mas muito bem organizada, a cidade inteira tem wi-fi, foi bem engraçado quando saímos pra jantar a noite e ver várias senhorinhas com seus notebooks, no meio da praça, todo mundo altamente conectado...

                        E por enquanto é isso, então vamos as continhas

                        Km rodada: 550 km
                        Tempo: 9h
                        Gasolina: 34,99 litros
                        Gastos do dia: R$ 308,63

                        Abraço a todos e vamo que vamo.
                        Última edição por Renan Xavier; 07-02-12, 09:50.

                        Comentário

                        • Jhonny
                          Fazedor de Chuva
                          • Dec 2011
                          • 504

                          #13
                          Alguma novidade do Pahe Bleasby? Pelo que percebi em minha leitura a última postagem foi 07-02-2012 aqui no Forum, e em seu site em Novembro de 2011, sendo assim esse motociclista terminou sua viagem? Alguém sabe informar em que "pé" está?

                          Grande abraço, boa leitura...
                          J.Fernandes

                          A distância de um sonho...
                          Quebram-se férreas cadeias, Rojam algemas no chão...

                          Comentário

                          • Renan Xavier
                            Fazedor de Chuva
                            • Jul 2011
                            • 404

                            #14
                            Então, o Pahe parou de dar notícias e de se movimentar... Por isso, como esta trajetória é por demais interessante, vamos dar conta desde o início da mesma, pois a pegamos no final, já no dia 32o.

                            Mas vamos contar desde o início esta trajetória fantástica em busca de igrejas deste nosso continente. E o caminho se iniciou por Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

                            ...

                            1º Dia - Porto Alegre.BR
                            09 Novembro 2011
                            ...

                            Estradas pra ninguém botar defeito, até que enfim consegui cumprir um roteiro que fiz, acho que é a primeira vez na minha vida que isso me acontece, na verdade a idéia era ficar por Osório, isso no inicio, mas quando saí de casa conversei com a Karen, se ela aguentasse de boa chegaríamos a Porto Alegre, dito e feito, pensa numa menina danada, pra falar a verdade acho que estou mais acabado do que ela, e ainda me falou que nem cansou... é mole!?!?!



                            Saímos de casa umas 4h50 da madruga, destino, Porto Alegre, a fase mais tensa com certeza seria a Regis, acho que da pra imaginar porquê né, caminhões e mais caminhões... e depois de ficar 1h20 pra sair de São Paulo chegamos a famosa Serra do Cafezal, nossa, não sei porque ainda passo por este lugar, me da nos nervos ficar atrás de um caminhão por mais de 1 km e não poder fazer nada, andando a 5 km/h, realmente uma sensação #filhadaputa.



                            Chegamos ao FAZENDEIRO já era umas 7h35 da manhã, paradinha pra tomar café e estrada novamente, de lá em diante já deu pra correr mais um pouco, a moto está tinindo, pena que caiu aquela parte vermelhinha que protege a lanterna traseira, tenho que arrumar isso, tá só a lâmpada de fora... acho que dá até multa esta situação. Umas 10h já entramos no Paraná ai era só seguir o nariz... Uma paradinha estratégica no portal de Morretes (Estrada da Graciosa), só pra tirar umas fotos, acho que tenho umas 20094824210458 fotos daquele portal, mas é impossível passar por lá e não parar, a vontade mesmo era de descer até Morretes pra comer um Barreado, mas o tempo não dava, apenas uma foto já era o suficiente... e pegamos estrada novamente.

                            Meio dia já estamos entrando em Santa Catarina, eita estado que não acaba mais, tava parecendo a Bahia, você roda, roda, roda, e quando para pra perguntar onde está, putz, não saiu ainda, fala sério... rsrsrssr



                            Enfim, umas 19h que entramos no Rio Grande do Sul, agora não tem o que fazer, é acelerar com força, só que acho que fiz isso demais.... rsrrsrs... essa tal de FreeWay acabou com minhas pernas... rsrsrs, vinha a 200, 210, 190 km/h numa reta interminável de 3 e 4 faixas, a pista chama pela velocidade e queria chegar ainda dia... só tinha esquecido do consumo, geralmente meu tanque da pra rodar 450 a 500 km sem pegar reserva, agora só consegui rodar 241 km e ainda rezando pra dar pra chegar no posto, acho que se rodasse mais 5 km tinha dado pane seca, e pra uma moto com bomba de gasolina isso seria péssimo.

                            Enfim, cheguei na casa do Elvis umas 20h40, quase nem acreditei quando vi as costelas que o homi assou pra mim, fala sério, as fotos vão dizer tudo... foi sem sombra de dúvidas uma recepção a altura de tamanha amizade que temos, hoje, a casa do Elvis se tornou um grande apoio para os motociclistas que passam por estas bandas, ainda deu para ver um integrantes desgarrado do ClubeNX, o Perdomo, um mala que sempre aparece pra me dar um abraço e sempre promete me visitar em São Paulo também mas nunca vai... rsrsrs

                            Bom, só sei que foi assim, algumas estatísticas pra galera que gosta:

                            Km rodada: 1241 km

                            Tempo: 15h de estrada

                            Gasolina: 81,23 litros

                            Gastos do dia: R$ 355,22



                            Próximo objeto é chegar em Punta Del Leste no Uruguai, vamos ver como vai ser, mas agora não tem correria, o primeiro dia que é sempre mais longo porque rodamos o máximo possível, mas os outros serão bem mais tranquilos.

                            Abraços a todos que estão acompanhando e vamo que vamo.

                            Comentário

                            • Renan Xavier
                              Fazedor de Chuva
                              • Jul 2011
                              • 404

                              #15
                              2º Dia - Maldonado.UR

                              Não podia ser diferente, acordamos tarde, saímos tarde, tudo atrasado... mas peraí... atrasado nada, estou viajando, eu que faço meu tempo... hehhehhe, então lá vamos nós... Saímos da casa do Elvis já era quase 10h da manhã, acho que aquelas Pollar, DadoBeer, Miller e outras preciosidades me deixou meio acabadão... mas... que bom que foi assim né, é ótimo ser recebido nessas viagens por amigos que compartilham dos mesmos prazeres.



                              A Karen também apagou, tanto que pra gente acordar foi preciso o relógio despertar inúmeras vezes... Engraçado que nem estávamos cansados, acho que só o pique da viagem mesmo, uma estafa meio estranha e que não incomodou muito.

                              Depois de tomar um café delicioso pegamos estrada, nossa, que estrada, retas e mais retas intermináveis, saindo de Porto Alegre em direção à fronteira, tentei diminuir a tocada pra ver se a moto bebe um pouco menos, baixei a média pra 130km/h, posso estar bem enganado, mas não mudou muita coisa, continua bebendo assustadoramente, um tanque não tá passando de 200 km, vou continuar assim pra ver se ela acostuma a beber menos, qualquer coisa paro num mecânico pra ver isso.



                              A decisão a tomar era entrar pelo Chuí ou Jaguarão, na verdade eu tinha decidido entrar pelo Chuí, isso já estava no roteiro de viagem, mas conversando com algumas pessoas nos postos de gasolina me indicaram sempre pra fazer o contrário, entrar por Jaguarão, que o asfalto é melhor, que é mais rápido, e bla bla bla, então não deu outra, lá vai eu por Jaguarão. Antes de entrar no Uruguai dei uma passadinha na Polícia Federal, pra ver como andava a questão de dar a saída do país, o cara simplesmente falou que não precisa mais, que o Brasil não controla mais quem sai do país, legal, lembro que na Argentina eles exigiram isso senão não entrava... rs, vai entender né.

                              Entramos no Uruguai umas 14h40 e já cuidamos de procurar a Aduana para dar entrada no país, tudo muito fácil, rápido e objetivo, acho que não demorei 5 minutos pra resolver tudo, pena que ficava há uns 10km da fronteiro, pra dentro do Uruguai, resumindo, tive que voltar tudo para voltar ao centro comercial e trocar dólares por pesos uruguaios, enquanto o dólar está 1 por 2, o peso já está 10 por 1, mas é tudo proporcional, quem achar que as coisas são baratas estão bem enganadas, a gasolina muito mais cara, a mais baratinha que paguei me custou R$ 3,90 o litro.

                              A paisagem aqui não mudou muito com a do Sul do Brasil, rodamos o dia inteiro vendo a mesma coisa, nada de um lado e nada do outro, somente aqueles campos de arroz (eu acho), vez ou outra que aparecia um pé de gente pra fazer diferente, mas nem isso dava pra ver, parece que todo mundo foi abduzido, as estradas vazias, nem carros, nem cidades, nem pessoas, nadinha.



                              Enfim, depois de rodar o dia inteiro, encontramos os primeiros sinais de civilização, era umas 16h quando entramos em Trienta e Treis, cidadezinha bonita, demos uma boa volta por ela e continuamos na Ruta 8, que segue até Montevideo. Depois entramos na cidade de Minas, já uma cidade bem maior, mais estruturada pelo jeito, já avistei uma igreja bonitinha, quem sabe meu projeto começava por ela né... algumas fotos, entrei na igreja, e dou de cara com um padre que mora em São Paulo, zona norte... rsrrsrs... é por isso que sempre digo, se não quer ver brasileiro é só ir pro Nordeste, porque em toda parte do mundo tem brasileiro trabalhando...rsrsrsrs

                              Conversei bastante com ele e recebi várias dicas de igrejas interessantes pra entrar no projeto, claro, anotei tudo pra não esquecer e peguei estrada, a dúvida antes de falar com ele seria se eu ia direto pra Montevideo, porque a Ruta 8 seguia pra lá, ou pegava um atalho e seguia pra Maldonado e Punta Del Leste, mas quando ele falou que existia uma estradinha que pouca gente conhecia e que dava direto pra Maldonado, nossa, acho que pegou na minha ferida, estradinha no meio da mata, passando por mansões do mais alto luxo, fala sério, o que a estrada tinha de linda eu tinha de percepção do quanto sou pobre... rsrsrsrs, cada casa mais linda que a outra, mas não era somente casinhas, sabe aquelas casas que não deviam existir, pois é, são essas...

                              Depois de rodar cerca de 100km me deliciando nas paisagens mais lindas e fazendo curvas na Ruta 12, chegamos a Punta Del Leste, um cenário simplesmente fantástico, pra onde você apontava a máquina dava um cartão postal, eu perguntei porque Deus não deixou eu nascer por aqui, acho que tudo seria tão mais fácil... rsrsrs

                              Rodamos bastante, paramos pra tirar fotos no calçadão, esperamos pra tirar fotos do sol se pondo, cada lugar mais lindo que o outro, como sempre, brasileiros por todo lado e uma infinidade de Harley, mas tinha a rodo mesmo, uma do lado da outra, em cada rua que entrava tinha bolsões de motos, harley, só dava elas... tudo pagando de gatinho, olhavam pra mim com uma cara de espanto... Quem será esse cara com essa moto velha cheia de coisas amarradas?!?!? Rsrsrs

                              Uma hora, quando paramos pra tirar umas fotos vieram uns brasileiros conversar comigo, de Harley, claro. Na verdade já começaram falando que eram brasileiros, de Pelotas (suspeitos)... rs, falando que tinham vindo rodando de lá até aqui.... kkkkkkkkkkkkkkkk, ai fizeram a pergunta fatídica, pra onde estávamos indo, confesso que fiquei meio sem graça em falar, mas acho que mais sem graça ainda ele ficou quando falei que ia até a Venezuela, o cara voltou pro grupinho dele e ficaram cochichando, vai saber né.

                              Saímos de Punta del leste e corremos pra Maldonado, procurar um hotel pra ficar, encontramos um Hostel muito bom, no centro da cidade, com desayuno, cocheira, wi-fi e tudo que tem direito, há 2 quadras da igreja central, não deu outra, fiquei por aqui mesmo e já cuidei em ir tirar umas fotos da igreja à noite mesmo. Nessa de sair a noite me dei conta que esqueci minha jaqueta (filha única) na casa do Elvis, era muita coisa pra colocar na moto, numa dessas amarrações ela acabou ficando, mas tá bom, uso ela em outra oportunidade...rs

                              Devem estar se perguntando porque o projeto é sobre igrejas e não coloco nada sobre elas né, mas claro que não vou colocar, nem as fotos também...rsrsrs, pra isso vão ter que comprar o livro no final da expedição, por aqui vamos de relatos mesmo.... heheheheh



                              Bom, então vamos pra estatísticas do dia:

                              Km rodada: 853,8 km

                              Tempo: 10h de estrada

                              Gasolina: 53,64 litros

                              Gastos do dia: R$ 299,50

                              O objetivo de hoje é visitar as igrejas de Maldonado e Punta Del Leste, depois já seguir para Montevideo e ficar por lá, já tem um amigo me esperando, hoje não vamos rodar muito, mas o trabalho com certeza vai ser intenso.

                              Um abraço a todos e vamo que vamo...

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