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De Martinez a San Francisco é “um pulo”. Mas resolvemos nos hospedar em Oakland, fugindo os altos preços dos hotéis na ilha de San Francisco.
Sexta-feira, 27 de setembro
Dia reservado para passear por San Francisco. Mas primeiro, resolver um pequeno problema relacionado com o carro. Não estou me dando bem com o Cruze. Me doem as pernas e as costas. Então, levo o problema ao pessoal da Alamo e o que eles fazem? Trocam o carro. Outra vez. Dentro do que contratei, opto por retornar ao Chrysler 200. Agora, andando nele, vejo que é bem superior ao Cruze. Questão de gosto.
Primeira parada na Holy virgin Cathedral. Cúpulas de um dourado resplandecente coroam essa Igreja Russa Ortodoxa no Exílio. Ao contrário do que ocorre nas igrejas cristãs, aqui as missas são rezadas com os fiéis em pé. Não há assentos.
Segunda parada, Powell Street Cable Car Turntable. Um passeio imperdível em um bondinho do século passado, marca tradicional de San Francisco.
E por fim, a imperdível Golden Gate Bridge.
Saindo de Oakland, cruzamos pelo centro de San Francisco e logo pegamos a CA-1, e seguimos rumo sul, sempre pelo litoral. Passamos por Half Moon Bay – acho que ali é a capital universal da abóbora: nunca vi tantas – e Santa Cruz. Belas paisagens, sempre com o Oceano Pacífico à nossa direita. Região de muitas plantações onde se destacam além da abóbora, beterraba, alcachofra e morangos.
Em Monterrey paramos para pernoite. Não demos sorte. Havia na região encontro de motos, e os hotéis estavam todos lotados. Como aqui funciona a lei da oferta e procura, os preços estavam lá em cima. Mas precisávamos ficar por aqui, para no dia seguinte visitar o famoso aquário da cidade.
Hospedamos-nos no Discovery Inn por exorbitantes US$179,00 (um bom motel, mas não para isso tudo).
Monterey
Na baia de Monterey
Domingo, 29 de setembro
Começamos o dia visitando o Monterey Bay Aquarium, o maior aquário dos Estados Unidos. Mais de 500 espécies reproduzem a rica vida marina na área da baía de Monterey. E de quebra, visita-mos também Cannery Row, área portuária de seis quadras, ao lado do aquário, retratada por John Steinbeck em seu livro “A Rua das Ilusões Perdidas”, que já foi o endereço de mais de 20 fábricas de sardinhas em lata, pescadas na baia de Monterey. Por volta de 1945 as sardinhas de-sapareceram, provavelmente pela pesca excessiva, e o local foi abandonado. As fábricas acabaram demolidas ou incendiadas. Os poucos prédios que restaram, hoje são ocupados por lojas e restaurantes modernos (Fonte: Guia Visual Folha de S. Paulo).
Prefeitura de Monterey
Estranhas criaturas no aquário
Na sequência, conhecemos Pebble Beach – 17-Mile Drive. Este local de nome intrigante, chamou nossa atenção. O que será isso? Fomos conferir. Pagamos US$9,75 para entrar (o carro) e no folder que ganhamos (ganhamos?) assim descreve a região: “Bem-vindo a uma das mais famosas unidades de paisagem do mundo. Por favor, siga a linha vermelha tracejada na estrada e os mar-cadores 17-Mile Drive para fazer o seu caminho através da majestosa floresta Del Monte e ao lon-go da dramática (...) costa do Pacífico. Maravilhe-se com os maiores tesouros da natureza, veja os maiores marcos de golfe e desfrute de visitar Pebble Beach”.
O lugar é muito bonito, que começa por uma estrada bem cuidada através de um belo bosque nas montanhas, para logo chegar ao mar, onde condomínios, campos de golfe e resorts estão estrategicamente construídos para o deleite de seus sócios e proprietários. Para nós turistas, somente visitar e apreciar as belas paisagens.
Em uma das paradas da 17-Mile Drive
Colada a Pebble Beach está Carmel-by-the-Sea, uma cidade sem sinais de trânsito, sem fios de luz, sem letreiros... Diversos estilos marcam as casas desta linda cidadezinha na encosta de uma montanha sobre o oceano.
Carmel by the Sea
Continuando pela CA-1, chegamos a San Luis Obispo, já no final da tarde. Essa rodovia que segue sempre pela costa, é muito bonita, quase sempre se avistando o oceano. Em muitos pontos, está pendurada em barranco com precipícios de várias dezenas de metros. Há que se ter muito cuidado, e observar os limites de velocidade, que via de regra, variam de 15 a 35 milhas por hora. Não é uma rodovia para quem está com pressa de chegar.
Estamos no Sands Inn & Suites. Muito bom.
Após excelente breakfast bem ao estilo americano com direito a waffers e hamburgers, rápida passada na San Luis Obispo Mission de Tolosa, missão fundada em 1º de setembro de 1772 pelo padre Junípero Serra, quinta do conjunto de 21 missões construídas pelos padres franciscanos, ainda é usada como igreja.
Saindo de San Luis Obispo continuamos pela CA-1 em direção ao sul, passando pelas cidades de Guadalupe, Orcutt e Lompoc até chegamos à cidade de Santa Bárbara.
É uma raridade no Sul da Califórnia: uma cidade inteira com um único estilo arquitetônico. Após o devastador terremoto de 1925, todo o centro foi reconstruído seguindo estritamente o estilo mediterrâneo. As ruas da cidade têm nomes espanhóis: Figueroa St., Carrillo St., Canon Perdido St., De La Guerra St., Ortega St., e por aí vai.
Rua do centro de Santa Barbara
Aí fomos conhecer a Santa Barbara Mission. É uma das mais visitadas do Estado e a única que permanece em uso contínuo desde que foi fundada, em 1786. A fachada e o interior da igreja são em estilo clássico. Chamada de “Rainha das Missões”.
Em Santa Bárbara estamos hospedados no Quality Inn & Suites. Muito bom.
Mission Santa Barbara
Frei Usmá
Interior da missão
Temos parente sepultado aqui. A.V.P. = Admodum Venerandus Pater (Pai Muito Venerado); R.I.P. = Requiescat In Pace (Descanse em Paz)
Poucas estradas para hoje. Fomos a Simi Valley visitar “The Ronald Reagan Presidential Library and Museum”, um fabuloso conjunto arquitetônico erguido no cume de uma colina, em honra ao 40º presidente dos Estados Unidos, que governou o país de 1981 a 1989.
Tudo muito organizado, tudo muito limpo, tudo na mais perfeita ordem. Os funcionários, na sua grande maioria pessoas da terceira idade, todos muito atenciosos e gentis, não pouparam esforços em nos atender, principalmente em falar devagar, para que pudéssemos entender as explicações dadas. Estão de parabéns. Todos muito simpáticos. E não precisa pagar nada para visitar o local. Tudo free.
Entre tudo o que vimos, chamou-nos a atenção grande painel de fotos de visitas que o ex-presidente fez a diversos países, e para nossa alegria, a primeira delas, em tamanho bem grande, é de sua visita ao Brasil em 1982, onde ele aparece cavalgando, ao lado do ex-presidente João Figueiredo, na Granja do Torto, em Brasília.
Também impressiona o avião utilizado por ele, o Air Force One. Está ali, intacto, exatamente como era no seu tempo, em um pavilhão especialmente construído para abrigá-lo, juntamente com o automóvel presidencial, um imponente Cadilac, as motocicletas utilizadas pelos batedores, e o carro onde iam os agentes de segurança do serviço secreto.
Daí fomos para Pasadena e estamos hospedados no Comfort Inn Near Old Town Pasadena. Muito bom!
GCFC BFC CFC Osmar e Terezinha, somente a disciplina militar para moldar o soldado, neste caso, o Fazedor, a escrever todo santo dia sobre as suas aventuras, como no teu caso.
Simplesmente admirável esta capacidade e disciplina!
Parabéns!
Falar também da qualidade dos teus relatos é chover no molhado, pois a sensação é a de estarmos vivendo, respirando e sentindo todos estes momentos, sempre temperados com precisão e riqueza de detalhamento.
Agora...com o devido respeito, nestas semanas vocês trocaram mais de carro do que de roupa.
É mole?
FC Airton, esta moto exposta creio ser um modelo mais atual, cedida pela Polícia de Los Angeles para o museu, devendo ser da família das "R".
Quem sabe o GCFC El Niño Perdido, um grande entendido em BMW não nos soluciona esta dúvida.
Finalmente, fico na expectativa de saber se trocarão primeiro de roupa ou de carro novamente e enquanto isto não acontece, os felicitamos pelo primeiro milhar de visualizações.
Respondendo ao seu questionamento, anexo mais uma foto da BMW R 1150 RT-P 2004 exposta no Museu, e da respectiva placa com as devidas explicações. Completando a informação, outra foto com as motocicletas Kawasaki utilizadas pela Polícia de Simi Valley, juntamente com o Chevrolet Impala utilizados pelos batedores.
Grande Cacique Dolor,
Efetivamente, troquei mais de carro do que camisa neste último mês. Também pudera, aqui é muito mais fácil. Basta ir à locadora e num piscar de olhos o carro é trocado. Dentro da mesma categoria, naturalmente. A única exigência é devolver com tanque cheio.
Agora dois segredinhos:
1 – Não se troca uma camiseta de peso, como a dos Fazedores de Chuva todos os dias. Usa-se ela até o limite;
2 – E quando não dá mais prá suportar, os hotéis/motéis oferecem a Guest Laundry Room.
Vocês são demais. A parte ruim é que vocês nos deixam, a cada postagen, com inveja (das boas, claro) e com mais vontade de colocar as rodas na estrada.
E o GCFC Dolor tem razão. Onde vc arruma tempo pra relatar, com disciplina militar, a viagem?
Abraços fraternais.
GCFC e 1º VFC/MG Celso JF
Brasília/DF
61.99984-9567
E por isso os GCFC BFC CFC Osmar e Terezinha vão reunindo no banco de trás do carro e até mesmo no porta mala uma penca de FC, conhecendo assim, com detalhes, esta parte tão linda dos Estados Unidos.
Quando vamos nos cansando de um carro, passamos para outro e continuamos felizes, agora com mais de um milheiro de visualizações.
Parabéns ao casal por esta inspiração e claro, contaminação positiva de como se aproveitar e viver bem a vida.
Estamos por aqui em Los Angeles, “meio atirados igual chapéu velho”. De um lado para outro, visitando a grande cidade. Parece não ter fim. Entrecortada por numerosas Higways, de cinco, seis pistas em cada sentido, todas sempre com muito movimento, chegando a congestionar em alguns horários de pico. Não é exatamente isto o que gostamos. Melhor era quando viajávamos pelas “scenic routes”, pelas pequenas cidades do interior. Mas a realidade chegou. Temos que encarar Los Angeles.
Pasadena City Hall
Hoje foi dia de citytour. Contratamos um para percorrer os principais pontos da cidade, disponível em português – assim dizia o folder. Mas qual o quê! O guia, muito simpático, só falava em inglês. Assim não dá meu! Fala mais devagar! Acho que entendi uns dez por cento do que ele falou. Os outros noventa ficaram por conta do Guia Visual – Folha de São Paulo, edição especial Califórnia, que nos acompanha desde o início da jornada. E lá fomos nós visitar o Chinese Theatre, Dolby Theatre, The Walk of Fame, Hollywood Sign, Sunset Strip, Rodeo Drive, Hollywood Bowl, La Brea Tar Pitz, Miracle Mile, The Original Farmer´s Market (onde tive a satisfação de verificar que o restaurante mais concorrido é brasileiro: o Pampas Grill), Melrose Ave, CBS Television, Paramount Studios, Chinatown, Staples Center, Walt Disney Hall, Cathedral of Our Lady...
Comprinhas...
Para facilitar nossa vida, nos mudamos para um hotel bem próximo do Aeroporto: é o Comfort Inn & Suites LAX Airport.
Amanhã dedicaremos o dia às últimas compras, digo, às compras restantes. Domingo embarca-remos de volta. Segunda-feira, se Deus quiser, e Ele quer, café da tarde em casa.
Último dia em Los Angeles. Um almoço muito especial. Fomos até El Mercadito, ao norte da cidade, região predominantemente de mexicanos, e ao som de Mariachis tocando clássicos como Malagüeña, Aca entre Nós, Caminos de Guanajuato, e tantos outros, degustamos comidas típicas, como uma “Arrachera” – carne de rês assada, frijoles refritos, guacamole, picles, arroz, chile e tortillas de maiz. Tudo autêntico.
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