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FC Eric e Clarissa, foi com os corações nas mãos que seguimos adiante na perseguição do nosso Valente FC, sem termos nos encontrado para acompanha-los pela serra catarinense.
Esperamos que tudo esteja caminhando bem e de Lages, estamos direcionados para o nosso oeste enquanto vocês para o norte.
Organizamos as malas e planejamos a saída de Foz na noite anterior, como sempre, planejamos acordar bem cedo e sair antes das 9:00. Dito e feito, no dia seguinte, aproximadamente 12:00 ainda estávamos em Foz nos despedindo do amigo Miguel e terminando de arrumar a moto para encarar a estrada. Nesse dia nosso destino planejado era Curitiba, que fica a 240 km de Foz. Após muitos abraços e verificações da amarração das malas nós partimos... Partimos e logo na primeira esquina nos encontramos com uma surpresa, por conta da queda da moto no estacionamento no Paraguai (vergonha já contada no post anterior) e da quebra da pedaleira do garupa, também perdemos um dos pontos de apoio do rack lateral direito. Como tudo estava conspirando a favor, era 07/09, não encontramos nenhuma oficina ou casa de solda aberta para resolver o problema, para nossa sorte tínhamos bastante corda e amarramos... Isso mesmo o rack foi amarrado à corda, silver tape e até um durex que nos cederam em um posto de gasolina. Seguimos em busca de Curitiba, porém, mais uma vez a noite nos alcançou e decidimos que seria melhor ficar em uma cidade menor visto que sairíamos no dia seguinte para encontrar os amigos FC Dolor e Angela em Itajai, por isso pousamos no Hotel Vereda em Palmeira – PR, que fica a menos de 100 km de Curitiba. O hotel é simples mas bem limpo, com internet e um bom café da manhã.
Na manhã seguinte seguimos ao encontro de nossos amigos Fazedores de Chuva Dolor e Angela, saímos após o café e fomos em direção a Itajai, Santa Catarina, sede internacional dos Fazedores de Chuva. Chegamos ao portão, e antes de tocarmos o interfone as portas se abriram, lá dentro conhecemos um casal cheio de historias para contar e lições para passar. Fomos muito bem recebidos em sua casa que é também a sede dos Fazedores, passamos um domingo maravilhoso regado a muita conversa e troca de experiências (desigual, pois recebemos muito mais do que fomos capazes de doar). No dia seguinte mais uma surpresa, acordamos e nos deparamos com um café da manhã maravilhoso nos esperando, porém dessa vez quem nos aguardava não eram Dolor e Angela e sim a Maria, que nos proporcionou uma manhã divertidíssima e regada a muita conversa. Ainda pela manhã encontramos o Dolor e fomos tentar arrumar os estragos no pedal do garupa e no rack (Dolor, se puder, divida conosco o registro fotográfico da moto sendo ajustada). O dia estava muito agitado, e uma das consequências da conversa com o casal foi diminuirmos o volume de roupas e cremes (principalmente da parte feminina da expedição), mais uma etapa muito sofrida da viagem para um dos integrantes... Tivemos o prazer de comemorar o aniversario de uma das filhas do casal (Maria) em um almoço muito agradável e especialmente saboroso. Após o almoço, outro momento muito especial, o batizado, recebemos o adesivo dos Fazedores e novamente as excelentes energias para nos impulsionar na viagem. Nos despedimos de todos e seguimos viagem, com menos peso em nossas bagagens e em nossas almas, e em ambos os casos, graças aos conselhos e carinho recebido desse casal maravilhoso que tivemos o prazer de conhecer. Saímos de Itajaí mais firmes que nunca sobre nosso projeto e com grande sentimento de gratidão por tudo que recebemos.
Abraços e Saudades,
Eric e Clarissa.
(Pergunta - Como faço para girar as fotos no site?)
Essa parada aí na sede é super energizante.....é tudo de bom !!!!
Boa viagem a voces ....estaremos indo no próximo ano para o Alaska ,que sabe não nos encontraremos na estrada...srrsrsr...vai ser muito bom.
Após Itajai, nosso objetivo era conhecer Floripa, e de fato o fizemos. Porém esse post será escrito apenas por mim, Eric. O motivo? Muito simples. Em Floripa comemoramos o aniversário da mulher mais maravilhosa que já conheci e por quem sou completamente apaixonado, mulher essa com quem pretendo dividir toda minha vida, filha da dona Claudia e seu Carlos. Nesse post é necessário falar que Floripa é um lugar único, muito bonito. Também que ficamos hospedados no camping ao lado do restaurante do Mauricio, na avenida das rendeiras onde pagamos R$50 por dia... bom esses detalhes a parte é mais que necessário, inclusive, indispensável dizer que essa mulher maravilhosa e ultra companheira já me levou a lugares e estados que jamais ninguém o fez e nunca fará, e tenho certeza que já fiz o mesmo por ela.
Para comemorar seu aniversário fizemos um churrasco de Anchova que estava especialmente saborosa e passamos uma tarde muito agradável conversando e lembrando lembranças maravilhosas, que só poderiam ter sido construídas por nós a base de muito respeito e harmonia.
No dia seguinte logo pela manhã alguns ventos ruins sopraram e deixaram o tempo um pouco feio, porém isso não teve força de tirar o encanto de nenhum segundo que estávamos construindo e logo percebemos que qualquer tempestade que se apresente, por mais suja ou mal intencionada não é capaz e nem tem força, se quer, para diminuir o calor que juntos produzimos, de forma que, por mais incomoda ou incomodada que seja a tempestade, é no mínimo impotente e digna de pena, mesmo porque, o que pode uma efêmera tempestade contra fazedores de chuva? ? ? Nada, nada hoje e nada sempre será a resposta.
Tempestades a parte, algo que acredito que todos que visitarem Floripa devem fazer é pegar o barco, lá conhecido como ônibus e ir almoçar no ponto 16 da parada do barco, ou ônibus. O barco custa R$7,50 por pessoa, porém é possível conseguir os ingressos no mercado Chico. O ponto de embarque do bacro é no inicio da avenida das Rendeiras, e quem seguir o meu conselho aproveitará um almoço inesquecível, com um visual fantástico.
No mais, um dos lugares mais bonitos que conheci no Brasil, Floripa, sem duvida merece disputar com o Rio como Capital mais bonita de nosso imenso e, naturalmente, lindo Brasil
No dia anterior a data prevista para nossa saída de Floripa, arrumamos parte das malas, e como sempre, nos convencemos que no dia seguinte acordaríamos cedo para arrumar o que faltava e fazer o percurso até São Lourenço do Sul, onde passaríamos 4 dias. Para começar esse encontro de adversidades, não acordamos tão cedo quanto imaginávamos, e nem com tanto pique para arrumar o que faltava... conclusão? Estávamos prontíssimos para partir quase na hora do almoço, nesse dia teríamos pela frente 680km.
Pegamos a estrada e seguimos sem problemas até o anoitecer, assim que a noite se anunciou a chuva chegou e seguimos mais muitos KMs sob chuva quando finalmente chegamos a estrada de terra que nos levaria ao camping municipal, muito escuro, sem iluminação, estrada de terra molhada e finalmente chegamos ao camping, falamos com o rapaz do camping e recebemos duas grandes noticias – O Camping está fechado para obras e só será reaberto no verão; e a previsão de chuva é para os próximos 4 dias...
Saímos em busca de uma pousada e finalmente, tivemos uma excelente surpresa, Hotel Velho Estaleiro. Os donos são muito cordiais, os quartos confortáveis, ambiente maravilhoso, jardim lindíssimo e com um cheiro maravilhoso de flores. No dia seguinte pela manhã fomos recebidos com um excelente café da manhã e começamos a trocar algumas palavras com o dono do hotel e percebemos o quanto histórias inspiram as pessoas... Primeiramente percebemos que o dono hotel estava tentando se aproximar mais de nós, quando demos abertura ele veio nos auxiliar em nossa saída... Contamos a ele que saímos do Rio para ir até o Ushuaia e depois iriamos em direção ao Alasca, percebemos que ele estava muito interessado na nossa história e nos confessou que gostaria de fazer uma viajem de moto também, porém sua esposa não gosta muito da ideia, pretende executar essa viajem no próximo ano, se a esposa se convencer... é claro...
Apesar de não conhecermos bem a cidade, pois chegamos e saímos com muita chuva, levamos de lá muito carinho e paz que esse casal, dono do Hotel Velho Estaleiro nos passou. Que os sonhos nunca parem de ser sonhados, se por acaso não pudermos mais sonhá-los, que seja para executá-los!!!
Seguíamos em direção a Punta Ballena, um trecho de aproximadamente 550KM com uma aduana. Tínhamos algumas incertezas em relação a travessia para o Uruguay visto que era a primeira aparição internacional da moto, eram elas:
Carta verde – Um seguro obrigatório necessário para todos os veículos que atravessam fronteiras no Mercosul – Ainda não tínhamos o seguro e não sabíamos se seria possível fazer no domingo...
Bancos – Não tínhamos sacado dinheiro e nem feito cambio e também não sabíamos se seria possível fazer isso no domingo.
Depois de pensar muito decidimos tentar atravessar para o Uruguay no mesmo dia, isso tudo discutido antes da saída e pelos intercomunicadores acoplados aos capacetes, percebemos em nossos teóricos debates que o Chui, por ser uma divisa tão conhecida teria, sem duvidas, todos os bancos necessários e agentes para fazermos a carta verde, dai poderíamos cambiar em algum cassino... Aos poucos o tempo que já não era bom, piorou... e as poucas gotas de chuva tornaram-se uma chuva realmente forte, com muita intensidade de ventos laterais tudo que se tem direito a passar quando se anda de moto em meio a uma tempestade. Imediatamente paramos, e vestimos nossas roupas de chuva, lembramos do perrengue que passamos em Cianorte – Paraná e não quisemos repetir o erro...
Seguimos viagem, as roupas seguravam a água, porém o frio era inevitável, quando passamos por Pelotas já era aproximava das 16:00 e o frio se aproximava do incomodo, nesse momento estávamos praticamente convencidos a flexibilizar nossos planos de atravessar para o Uruguay hoje... Chegamos no Chui um pouco depois e fomos procurar Hotel com garagem, com muita dificuldade encontramos o Hotel la Bianca. Moto descarregada, fomos trocar de roupa e uma surpresa, bota completamente molhada, fora do jogo... tênis? Completamente fora de combate... o jeito era sair de chinelos... mas, cadê??? Percebemos então que durante o frio trajeto entre São Lourenço e o Chuí eles devem ter desistido da viagem e ficado no meio do caminho... Saímos portanto com os calçados molhados em busca de alimento, estávamos mortos de fome... Nova surpresa, se alimentar no Chuí domingo no período da tarde é tarefa árdua. Depois de andarmos pouco mais de uma hora, finalmente encontramos, do lado Uruguaio um Café (Café Tango) que servia refeições, naquele momento era o único lugar aberto na cidade além, é claro, dos Free Shops. Entramos no café e fomos transportados para Axé Music 94!!! Devidamente alimentados seguimos para as compras.
Depois de uma longa temporada de compras “rs” voltamos para o hotel e recarregamos as baterias, afinal, teríamos muitas tarefas antes de seguirmos para Punta.
No dia seguinte acordamos famintos e nos deparamos com mais uma surpresa... Café da manhã, de manhã, no Chuí, não parecia ser algo muito comum... Andamos cerca de 1 hora buscando algo aberto até que resolvemos pergunta:
“Olá Sra., sabe onde podemos tomar café por aqui?;
Ahhh meus filhos, essa hora é difícil é difícil!!!” h - 9:40
Conseguimos finalmente uma lancheria, depois disso o resto foi fácil, apenas um aviso para quem vai entrar no Uruguai pelo Chuí. Saquem dinheiro antes. Por ser uma cidade de divisa os limites de saque são reduzidos e só tem Caixa e Bradesco. Não tem banco 24h na cidade.
Carta verde na mão, cambio efetuado, voltamos para o hotel e tivemos, enfim, uma surpresa positiva. Conhecemos o Joni, motociclista que com sua esposa, estava em sua elegante Transalp chegando no Chui para no dia seguinte atravessar para o Uruguai.
Acabamos de arrumar a moto e partimos em direção a Punta Ballena sob chuva pesada...
Queridos FC Eric e Clarissa, ler os relatos de vocês é estar literalmente juntos, na garupa, seja no quarto ou quinto andar da moto.
Uma valente!
Fico também pensando com os meus botões, no nosso mundo tão moderno, tão virtual, ler uma declaração de amor, assim do jeito que foi feita e escrita, tão natural e apaixonada é um privilégio para aqueles que transitam no nosso Território.
Parabéns para o casal, continuem se amando, e torcemos desde a Sede Intl dos FC, para que os quilômetros a serem percorridos, se somem aos já vencidos e se transformem em felicidades para vocês, corajosos e inspiradores, conforme podem perceber ao longo do caminho, ao fazerem as pessoas repensarem e se motivarem a aquietarem as suas almas.
Desejamos ardentemente muito sucesso nesta empreitada louca, insana, mas cheia de romantismo e de convivência total entre vocês, de sorte que o dia passe a ter mais do que as suas habituais vinte e quatro horas, permitindo a integração total de vocês como se fossem uma só alma...ainda inquieta...mas única.
Com a moto abastecida e lubrificada e pneus calibrados, ligamos o GPS para introduzir o endereço do camping. Para nossa grande surpresa o GPS entendeu que Uruguai não está localizado na América do Sul... Havíamos carregado toda América (Norte e Sul) no site da Garmim, porém, ele se recusava a acreditar que Uruguai fazia parte desse seleto grupo, talvez pq o mapa do Brasil que veio com o GPS continha uma Rua do Uruguai o GPS talvez entendesse que essa rua era todo o Pais... Bom, seguimos sem GPS. De qualquer forma, seguimos em direção à aduana Uruguaia com o objetivo de chegar a Punta Ballena, local onde ficaríamos por aproximadamente 4 dias. Apresentamos o documento da moto, carta verde, nossos passaportes e fomos liberados com uma ressalva, todos nos alertavam sobre a chuva e um tal de “alerta laranja”. De fato o dia estava muito chuvoso, com muito vento, mas até então seria só mais um dia de chuva com ventos fortes, não recuamos nem um cm e seguimos em direção a nosso objetivo do dia!
Na estrada pegamos aproximadamente 5 horas de chuva forte, muito frio e muuuuito vento. Fizemos curva para esquerda deitando a moto para a direita, para direita deitando a moto para esquerda. Nas paradas para abastecer todos nos alertavam sobre o “alerta laranja” mas seguimos. Começamos a pensar em alterar nossos planos, indo diretamente a Montevideo, visto que lá planejamos ficar em hotel e que Punta Ballena é uma cidade de veraneio onde ficaríamos em um camping, e assim fizemos.
Chegamos em Montevideo após o anoitecer, não nos preocupamos em parar em um posto para ver hotéis pois pensamos que por ser Capital não teríamos problemas nesse assunto. Nos enganamos. Depois de entrar na cidade rodamos aproximadamente 1 hora procurando a Cidade Vieja, onde imaginamos ter muita opção. O problema é que estávamos sem GPS, navegando apenas com o auxilio de instruções aleatórias, porém muito cordiais, que recebíamos pelo caminho. Após nos perdermos muito pensamos em encontrar o Ibis, que era na Rambla que é uma beira-mar enorme que circunda a cidade de Montevideo. Se o vento era forte na estrada, na Rambla era o “alerta laranja”. Foi na parada para fazer a curva para entrar na Rambla que finalmente entendemos “alerta laranja” é muito vento, ventos laterais de até 120 km/h, acima disso é o alerta vermelho, ou seja, furacão. No ano passado, último alerta vermelho, centenas de pessoas morreram no Uruguai. Enfim, quando a moto parou o vento estava tão forte que parecia que alguém empurrava a moto para o lado. Percebemos que o vento não desistiria e desistimos de tentar segurar, caímos com a moto parada. Levantar a moto carregada já é uma tarefa difícil, na chuva e com o vento gelado empurrando, depois de um dia inteiro na estrada sob chuva e muito frio, foi quase impossível, após muito esforço levantamos a moto. Sabe o que aconteceu ?! A moto caiu de novo, antes de subirmos. Um Sr. se aproximou e nos ofereceu ajuda, levantamos novamente a moto e levamos os três segurando até fora da ação direta do vento, descobrimos então que o Sr. era dono de um hotel próximo, o que resolvia parte relevante de nossos problemas aquela noite. Após uma ligação ele nos informou que seu hotel tinha disponibilidade para nos atender porém estava sem garagem mas que poderíamos deixar a moto na frente que era vigiado 24h. Seguimos em direção ao hotel que ficava a 2 quadras em sentido oposto a Rambla. Ao chegarmos o recepcionista perguntou:
“Vcs necessitam de um quarto para 3?’’
Achamos estranho, mas logo respondemos que necessitávamos de um quarto apenas para nós dois e ele prontamente apontou para a direção da moto onde as bagagens se confundiam com um terceiro passageiro. No final da conversa ele falou que não nos recomendava ficar ali pois acreditava que o vento da madrugada iria derrubar a moto na rua, seguimos seu conselho e continuamos em busca de um hotel.
Após mais meia hora de busca encontramos algo que parecia, grande, iluminado, com estacionamento. Ops, chegamos perto e vimos que era uma igreja Universal muito grande... Não foi dessa vez. Seguimos pedindo instruções e finalmente chegamos ao Hotel Balmoral. Pedimos o melhor quarto do Hotel, afinal, merecíamos! Nos esperava uma Hidro quentíssima e um quarto muito confortável, no final, valeu a pena! Importante notar que um dia nesse hotel financiaria aproximadamente 15 dias no camping de Foz, ou seja, aprendemos a verificar hospedagens antes de chegar ao local, principalmente quando são emitidos alertas, de qualquer cor!!!
Antes de tudo, no dia seguinte, a com a temperatura de 4°C, o participante masculino dessa expedição resolveu dar uma volta sozinho na rua, de Havaianas, duas quadras depois com os pés semi congelados entrou em uma loja com calefação para reparar o erro que havia cometido.
Sem maiores transtornos tratamos de procurar um hotel mais barato, assim encontramos o Hotel Arosa, fizemos a mudança de taxi para evitar carregar a moto para cruzar menos de 2 KM.
No Hotel Arosa tinham vários Brasileiros hospedados, talvez por ser a opção mais barata próxima ao centro, entre eles conhecemos o casal de Niterói Guilherme e Gabi, gente finíssima. Se estiverem acompanhando o Blog, Abraços!
Após a mudança saímos para conhecer a cidade, que é muito bonita, almoçamos e tomamos recomendações sobre passeios, entre elas, nos sugeriram conhecer a Bodega Bouza, voltamos para o Hotel e reservamos nossa visita para o dia seguinte.
Para conhecer a Bodega tínhamos um dilema... A moto vai ou fica? Até hoje a moto só demonstrou interesse em beber gasolina, no Uruguai chamada de Nafta, nunca percebemos nela vontade de beber nada mais, e como todos sabem que bebida e direção não formam a melhor dupla, resolvemos deixa-la descansando enquanto nos deliciávamos com os maravilhosos vinhos dessa fantástica Bodega. Um ponto importante é que trata-se de uma bodega com produção muito pequena na categoria de Bodega Butique que dedica 50% de sua produção ao mercado nacional e 50% para exportação com vinhos de excelente qualidade e instalações dedicadas ao turismo, um passeio que recomendamos a todos que estiverem no Uruguai e gostarem de vinho.
Outro lugar fantástico da cidade é a Catedral, recomendamos a todos.
Em Montevideo está localizado o Mercadodel Puerto, onde pode-se comer muito bom com um ambiente fantástico, além dos pontais e o, mágico, por do sol na Rambla, a mesma Rambla que derrubou a moto nos presenteou, sem nenhuma brisa, com um por do sol lindíssimo.
Nossa estada em Montevideo estava acabando, porém antes de partir conhecemos o segundo Miguel da expedição que insistiu em nos escoltar até a saída da cidade com sua moto vermelha. Infelizmente, por ser visivelmente menor de idade sua mãe não permitiu tal feito... Uma pena... Nos vemos daqui a um tempo na estrada!
Partimos de Montevideo com ótima impressão das pessoas e da cidade, recomendamos a todos!
Queridos FC Eric e Clarissa, seguramente o sol ficou vermelho de ciúme por causa dessa cena explícita de amor e melhor ainda, da demonstração dele.
Fazem muito bem, convivam, se conheçam cada vez melhor e andem de mãos dadas.
Tem coisa melhor do que andar de mãos dadas com quem amamos?
As experiências que vocês vão vivendo, já estão gravadas para sempre na memória de vocês e quando os dias de hoje estiverem desaparecendo no retrovisor da moto, serão elas que se perpetuarão, nas conversas com os amigos ou sentados na cozinha tomando café, e se ainda for o computador, com o design atual que conhecemos, as fotos amareladas ganharão vida e força, pois foram estas experiências que aquietaram as almas de vocês.
Estaremos saindo dia primeiro de novembro, quiçá dia 31 de outubro, para Quito, através do Paso de Jama, Argentina, para San Pedro do Atacama, Chile. Pretendemos chegar na capital do Equador provavelmente no dia 12 para ajudarmos o nosso host Byron a deixar tudo arrumado e pronto para receber os FC para o IX Encontro Intl dos FC, durante o período de 15 a 17. Lá pelo dia 23, tudo de novembro, pretendemos visitar a Ilha de Galápagos, onde ficaremos por uns três ou quatro dias quando voltaremos ao Brasil pelo Acre, perseguindo o nosso desafio Cardeal e Bandeirante FC.
Encontra-los pelo meio do caminho seria um privilégio!
Após despedidas seguimos em direção a Punta Ballena / Punta del Este que estava a aproximadamente 150km de distancia. Antes de sair porém, descobrimos que apesar do GPS não conhecer o nome das ruas Uruguaias, ele conhecia muito bem as coordenadas. Introduzimos as coordenadas do Camping Punta Ballena, lugar onde passaríamos os próximos dias.
Com um dia lindíssimo e boas estradas, não demoramos muito para cumprir o percurso, e quando chegamos ao local indicado pelo GPS lá estava a Placa (Camping Punta Ballena). Ao passarmos pelo porta que se encontrava aberto nos deparamos com uma propriedade muito grande, de cara gostamos muito do local, haviam algumas cabanas, muitas arvores e uma excelente energia, porém com um problema, não visualizamos ninguém na entrada, sem muita cerimonia deixamos a moto ali e começamos a percorrer o terreno.
Assim que viramos a primeira “esquina” um grande susto, promovido por um grande cachorro preto da raça rottweiler solto... Depois do susto percebemos que o cão não se daria ao trabalho de levantar para nos atacar... Na verdade nem nos olhava. Continuamos percorrendo o terreno quando vimos se aproximar um quadriciclo pilotado por um homem e seu filho, tratava-se de Luis e Santiago, pessoas maravilhosas que tivemos a sorte de conhecer, mas isso descobrimos depois, nesse momento fomos brindados com sua simpatia, nos mostrou todo o camping e nos deu a opção de acampar ou ficar em uma cabana.
Como a diferença de preço não era grande e ventava muito decidimos ficar na cabana.
Após nos instalarmos pegamos instruções sobre o mercado mais próximo e Luis prontamente nos indicou o mais em conta. Fomos lá e compramos carne e linguiça para fazer churrasco e voltamos ansiosos para fazer nossa primeira parrilla!!! Ao chegarmos Luis nos ensinou a acender o fogo, nos ensinou um pouco sobre qual lenha usar, e lenha não faltava naquele local cheio de arvores, nos ensinou ainda como tratar a brasa e o que fazer ser quiséssemos por exemplo fazer arroz na parrilla. Lições anotadas, acendemos o primeiro fogo com seu auxilio e com auxilio da excelente lenha que nos trouxe e fizemos nossa primeira parilla, um pouco depois arriscamos jogar bola contra o Santiago e um amigo, infelizmente, dessa vez, o Brasil perdeu para o Uruguai no futebol, numa partida acirrada onde os uruguaios venceram por um placar apertado de 5 x 0, graças, principalmente ao calor que fazia de aproximadamente 18c...
No dia seguinte saímos em direção a Punta del Este localizado a 10KM, conhecemos o porto e os pontos turísticos dessa bela cidade, perdemos 100 pesos no cassino (R$10), porém, estávamos animados mesmo em fazer parrilla. Não demorou muito de voltamos, depois de comprar uma arraia no porto e não demoramos para conseguir a lenha necessária e ligar o fogo, lá ficamos até bem tarde. Depois de comer muito, fomos jogar o lixo fora e nos deparamos com um convite imediatamente aceito de Luis. Mais cedo percebemos grande movimento de hospedes no camping, que até então recebia apenas nós 3, com o convite tudo ficou claro, tratava-se de amigos de Luis que estavam lá para comemorar seu aniversario de 23 anos de casamento. Ao chegarmos ao salão que se realizava a festa percebemos que não sabíamos nada de parrilla, e Luis comandava o fogo e a brasa que estavam especialmente coloridos para presentear a ele e sua esposa nesse dia tão especial! Luis, se estiver acompanhando o Blog, gostaríamos que soubesse que somos muito gratos pelo convide e pela agradável estada que nos proporcionou!!!
Luis, si usted está siguiendo nuestro viaje, gracias por la invitación y toda la atención durante nuestra estancia en Punta Ballena!!!
Esse belíssimo lugar ainda não tinha nos mostrado sua face mais bonita, Casa Pueblo e sua vista, acompanhados por um por do sol e uma poesia magica! Simplesmente magico!
Na noite anterior a nossa partida verificamos a previsão do tempo e percebemos que teríamos uma viagem tranquila, conversamos um pouco mais com Luis e Santiago e fomos arrumar parte das malas, como sempre, a maior parte ficou para o dia seguinte.
No dia seguinte, após carregarmos a moto, e nos despedirmos de Luis e sua família, despedida com direito a choro e muitos abraços, seguimos em direção a Colonia, que estava a aproximadamente
300KM.
Obs- Luis, o convite que fizemos está de pé para você e sua família, onde quer que estejamos morando!
FC Eric e Clarissa, quando se "cai" na estrada com os corações assim, escancarados para as coisas boas, a conspiração é e será sempre positiva.
Está muito bom acompanha-los e verem a maravilha de viagem, a ligação do casal e o estreitamento cada vez maior desse relacionamento.
Como estão indo para o sul, para os extremos da terra por este lado americano, e como a primavera ainda é muito fria, à medida em que deslocam para este ponto cardeal a temperatura também desce, portanto, fiquem sempre atentos com as placas de "calzada escarchada", ou seja, com o gelo negro, quando a temperatura se aproxima do zero grau e há muita umidade no ar, neblina, enfim, é bom manterem os olhos bem atentos.
Neste final de semana há previsão de neve em Ushuaia.
Um privilégio para vocês, insanos, loucos e corajosos que ousam desafiar os limites.
Saímos antes de meio dia de Punta em direção a Colonia. O que parecia um atraso de nossa parte se revelou uma maravilhosa coincidência. O que acontece é que quando estávamos na Casa Pueblo encontramos uma Brasileira (Carol) que está fazendo uma viagem de bicicleta, sozinha, saindo de Curitiba com objetivo de chegar no Peru, descendo até o Ushuaia e depois subindo, infelizmente não conversamos com ela na Casa Pueblo pois antes de iniciarmos a conversa duas moças se aproximaram e deram conta de não sair de perto preencher todo período com muito assunto com a Carol, porém, como estávamos perto ouvimos parte da conversa.
Poucos KMs depois de pegar a estrada avistamos uma bicicleta com a bandeira do Brasil, e logo pensamos, será que é? Para nossa surpresa, era! Paramos a moto a frente de sua bicicleta e ela parou logo atrás, como também carregamos uma bandeira do Brasil as primeiras palavras que ouvimos foi “Até que enfim encontro Brasileiros!!!”. Muito bem, conversamos por alguns momentos e percebemos que a nossa viagem é sim ousada, porém, ela era completamente insana! Insanidade essa que em poucos meses de viagem já gerou uma coleção invejável e maravilhosa de historias. Abaixo estamos divulgando o link de sua viagem:
Giramérica. 11.056 curtidas. Uma mulher, um sonho e 18.000 km de bike por 6 países da América Latina.
Após esse grato encontro, seguimos em direção a Colônia, cidade que passaríamos a noite e partiríamos em direção a Fray Bentos, contribuição ao nosso roteiro dada por nosso amigo Miguel que conhecemos em Foz.
Seguimos as instruções das coordenadas do GPS até chegar a pouco mais de 1KM do hotel, quando notamos que a rua que deveríamos entrar estava fechada, pensamos imediatamente que se tratava de um protesto, mas não, logo percebemos que era uma festa de boas vindas para a Primavera. Logo notamos que, diferente do Rio de Janeiro, aqui é muito sensível a mudança das estações, e primavera é realmente primavera, verão é realmente verão, inverno, bem, o inverno não queremos saber... deve ser tenso.
Como chegamos cedo, conseguimos passear pela cidade histórica, que é considerada Patrimônio da Humanidade. Colônia é uma cidade linda, com belíssimas construções e um por do sol simplesmente ESPETACULAR...
Em nosso passeio paramos para almoçar e o membro feminino da expedição teve a grande ideia de pedir um prato infantil visto que nunca conseguimos comer tudo que pedimos... enfim, o outro membro pediu um arroz com mariscos, inexplicavelmente o tamanho do bife que vinha no prato infantil era quase do tamanho da mesa. Questionamos o garçom sobre o motivo de ser algo tão grande quando no cardápio chamava-se “prato infantil”, a resposta? É só o nome mesmo, normalmente, da para dois adultos comerem... detalhe, prato infantil no menu de pratos individuais.
Chegamos no hotel e tratamos de reservar hotel em Buenos Aires pois não queríamos repetir a experiência de Montevideo. Após muita dificuldade, pois os hotéis em BA não tem estacionamento, e quando tem são pagos, conseguimos reservar algo em conta e com estacionamento, pago, mas também em conta. Nos organizamos para sair cedo no dia seguinte pois havíamos agendado a revisão da moto para dia 27 bem cedo, e não poderíamos correr o risco de perder o agendamento.
Estava chegando ao fim nossa “longa” estada em Colônia, uma cidade pequena mas muito aconchegante que recomendamos a todos que estiverem no Uruguai, e que nos aguardem as terras Argentinas!!!
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