Conhecendo Meu Estado o Paraná VFC Paraná

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  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #46
    Boa tarde FC Junior_Bala,

    Dissestes tudo: como é difícil romper as amarras que nos prendem à vida moderna e zarpar para realizar sonhos.

    Assim, temos dois desafios em um só: partir e cumprir.

    Que tudo corra super bem e seus objetivos sejam alcançados, pois "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem..."

    Sucessooooooo!!!!!

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    Comentário

    • Ivanovox
      Fazedor de Chuva

      • Sep 2014
      • 90

      #47
      Salve Junior Bala,

      Se precisa de incentivo para terminar o desafio, tens minha torcida !!!!

      Estou preparando o meu desafio pelo Paraná, devo começar agora em Dezembro ou em Janeiro.
      Quem sabe não façamos umas pernas juntas para que você rompa sua inércia.

      Forte Abraço !!!

      Ivan .
      Londrina - Paraná
      www.ivanovox.com.br
      Brazil Riders / Suzuki V-Strom 650 2013

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      • Junior_Bala
        Fazedor de Chuva
        • Jul 2013
        • 64

        #48
        Péssima noticia as imagens saíram do tópico pois estavam postadas no imageshack e a conta foi bloqueada lamentavel nas próximas tentarei colocar as fotos direto no topico será que terei de refazer as cidades..


        Segue

        Comentário

        • Junior_Bala
          Fazedor de Chuva
          • Jul 2013
          • 64

          #49
          Rota 399


          Somente hoje quando retomo o desafio de Fazedor de Chuvas que as imagens anteriores que eu erroneamente tinha postado no site image shack foram deletadas então fica a dica para se atentarem a isso será preciso refazer as fotos?

          Segue novas cidades e oxala sem interrupções de agora em diante
          Última edição por Junior_Bala; 20-06-16, 12:06.

          Comentário

          • Junior_Bala
            Fazedor de Chuva
            • Jul 2013
            • 64

            #50
            Rota 399

            Seguir em frente, seguir um sonho, retomar antigos projetos que ainda são mais que importantes. Deixar o estado de “parada” que nos prende a cada dia então lançar-se aos desafios isso sim pode se chamar de “ viver “.
            Reiniciando o desafio vamos lá




            16 -399 Pien

            Piên situa-se na região sudeste do estado do Paraná, formada também pelos municípios de Agudos do Sul, Campo do Tenente, Lapa, Quitandinha, Rio Negro e Tijucas do Sul. O município pertence a Comarca de Rio Negro.

            PRIMEIROS HABITANTES

            De origem portuguesa, alguns componentes da família Vieira, radicados no município de Morretes, no litoral paranaense, se dirigiram para o interior do Estado em busca de um local para fixarem-se em definitivo. Saindo de Morretes, liderados por Antonio Vieira, encontraram a localidade de Tietê, onde permaneceram por algum tempo.

            Reiniciando a caminhada chegaram a uma localidade que mais tarde viria a se chamar Piên, pois as famílias desbravadoras dessas terras, quando ali chegaram, encontraram na região um grande número de gaviões, cujo piar lembrava a palavra que nomeou nosso município.

            Isso ocorreu por volta de 1850, quando a região ainda era habitada por índios pacíficos Tupi-Guarani, fato este que levantou outra teoria sobre a origem do nome Piên: para o historiador Manuel Machuca, Piên significa coração na língua indígena Tupi-Guarani.

            As primeiras fontes de renda desses pioneiros eram a erva-mate, o feijão e a farinha de milho, preparada em um monjolinho comunitário. Mais tarde passou a escoar sua produção de madeira, erva-mate e cereais via São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.



            Cidadezinha interessante pequena muitos caminhões de madeira e muitas ladeiras



            Prefeitura sem placas



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            Lendas de Pien

            A lenda do lenhador e do boi-tá-tá (Piên – Cachoeirinha – 11-01-2008)

            Lá na mata muito longe, existe um lugar chamado Sertão do Gavião. Nesse lugar existe muitas pedras, campos verdes, rios, passaros, borboletas e muitas flôres. Que lugar lindo.
            Diz a história que no meio de duas pedras muito altas morava dois boitatas. Quando era lua nova que era muito escuro, saiam de madrugada como duas tochas de fogo que clareava todo o sertão. E se juntavam no ar. Quando isso acontecia, chovia faisca para todos os lados do céu.
            Vivia também um homem la no mato que tinha seu rancho na beira do rio. Diziam que ele era um “picador de lenha” por que seu machado se escutava a quilometros de distância.
            Um dia o lenhador viu clarear o sertão na mata de fora à fora do céu. Correu ver o que era e foi chegando cada vez mais perto empunhando seu machado nas mãos. E veio ao seu encontro aquelas bolas de fogo. O homem ficou apavorado!
            O homem se tramou a correr como um desembestado, e quanto mais corria, mais faiscas de fogo chovia. As faiscas, tal qual labaredas, caiam no chão de terra à sua volta, ricochetiavam e grudavam no machado até que este tomou cor de fogo.
            Saiu correndo em direção ao rancho, chegando lá, quis dar uma olhada melhor por que não acreditava no que tinha visto. Ficou mais surpreso ainda, pois seu machado era de ouro puro da lâmina ao cabo! Inteirinho!!
            Depois de algus dias, despedui da família e viajou pela floresta por durante uma semana, até que saiu na beira duma rodovia onde se via carros como nuvem de gafanhotos, gente como formigueiros, casas e prédios como uma floresta de pedras sem fim.
            Depois de muito andar e especular por quase duas semanas, vendeu seu machado para um colecionador de peças raras tornando-se riquícimo.
            Voltou para sua família no meio do matagal, por nome Sertão do Gavião, tomou por posse todas aquelas terras e mata virgem. Seus filhos quando corriam pela mata felizes gostavam de gritar a voz do gavião, e sua família e sua geração foi muito feliz aqui.

            Ps sem contar que choveu kkkk para variar um pouquinho


            Rota 399

            17 -399 Rio Negro

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            A Prefeitura é meio longe do Centro em cima de um morro tudo muito bonito com uma proposta voltada as coisas de preservação da natureza realmente de todas as Prefeituras visitadas até agora a mais bonita

            O rio Negro é um rio brasileiro da bacia hidrográfica do rio Paraná, que banha os estados do Paraná e de Santa Catarina, fazendo parte da divisa entre estes estados, por toda sua extensão.

            Nasce na Serra do Mar a menos de 20 quilômetros do Oceano Atlântico, mas corre de leste para oeste numa extensão de mais ou menos 300 quilômetros, recebendo como afluentes principais pela margem esquerda o rio Bateias, rio Preto, os dois rios chamados rio Negrinho, o rio São Bento, o rio da Lança entre outros. Pela sua margem direita recebe o Rio da Várzea , o rio Piên, o rio Passa Três. Próximo à cidade de Canoinhas, aflui o rio Canoinhas. Acaba por se unir ao rio Iguaçu.

            Importante fonte de água para os municípios por onde passa, no passado foi navegável em boa parte de seu leito e era usado no transporte de erva mate. É fonte de areia para construção civil, sendo minerada nas vargens marginais assim como na própria calha do rio (nesta já não é tão frequente como foi no passado). Também é explorada a argila de suas margens para uso na industria cerâmica. Já foi personagem de grandes enchentes, destacando-se as dos anos de 1983 e 1992, quando chegou a atingir a marca de mais de 18 metros. O rio Negro, neste trecho, tem qualidade da água avaliada pelo Instituto Ambiental do Paraná - IAP como classe 02, ou seja, pode ser utilizada para o consumo desde que adequadamente tratada, tarefa essa de responsabilidade da Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar.

            Entre os municípios de Rio Negro e Mafra, existem a ponte metálica Dr. Dinis Assis Henning, a ponte Coronel Rodrigo Ajace e a ponte interestadual Engenheiro Moacyr Gomes e Souza na BR-116, conhecida como "ponte dos peixinhos". O rio Negro possui grande variedade de peixes - lambaris, bagres, mandis,caras, cascudos, curimbas, saicangas, traíras e carpas, sendo que estas chegam a pesar mais de 20 quilos.

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            Rota 399

            18 -399 Campo do Tenente

            Remontam ao ciclo do tropeirismo as origens históricas do povo tenenteano. Do tempo em que se transportava gado dos pampas gaúchos até a Capitania de São Paulo, através do histórico “Caminho Sorocaba-Viamão”.

            É fato que nesse caminho, única comunicação terrestre de São Paulo com a parte sul do país, permitiu que a longo de seu trajeto surgissem inúmeras povoações, mais tarde importantes cidades.

            Dotado de lindas paisagens, o município de Campo do Tenente, foi roteiro do “Caminho das Tropas”, antiga atividade econômica de transporte de bovinos, ligando o sul ao centro do país. Ao longo do seu território em contrastes com as imensas e planas áreas cultivadas, encontramos os casarões do início do século XIX e atrativos turísticos especialmente projetados para a pesca e lazer.

            A lenda urbana sobre a cidade esta relacionada ao monge São João Maria, também conhecido como o Monge da Lapa:

            Nos primeiros anos do século XX, em data incerta, constitui-se parte das lendas locais um

            monge chamado São João Maria, que peregrinava pelo sertão afora propagando palavras divinas.

            Conta-se que em um momento de descanso o monge saciava a sua sede num riozinho que corta a nossa cidade. Confundia-se com um verdadeiro andarilho, pois andava mal-trajado, barbas longas e cabelos descuidados. A molecada, num gesto de provocação e malcriação atirou-lhe pedras; o que deixou o monge extremamente irritado.

            Por isso, ele rogou uma praga: “esta cidade se desenvolverá somente de um lado do rio e o outro estará fadado a um futuro sem prosperidade”. Misteriosamente a profecia vem se realizando, pois a cidade de Campo do Tenente está crescendo somente para o lado abençoado e apontado pelo monge.

            Campo do Tenente está a 82 km de Curitiba pela BR-116 sentido Mafra/SC. No caminho há uma praça de pedágio em Fazenda Rio Grande. Se preferir, pode seguir até a Lapa e de lá para Curitiba, porém, o pedágio na saída daquela cidade é mais caro, na verdade eu aconselharia a ir por uma e voltar pela outra, são duas belas estradas. Para quem gosta de um retiro espiritual, tem o Mosteiro Trapista (http://www.mosteirotrapista.org.br/index.php ), não existem outras pousadas no município. Para comer, há uma churrascaria anexa ao posto situado no principal trevo de acesso. Se tiver tempo, visite também o Morro de Sant’Ana, com 802 metros de altura, de onde se tem maravilhosa vista panorâmica da região.

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            Nessa bucólica rural do município encontra-se edificado o “Mosteiro Trapista Nossa Senhora do Novo Mundo”, único templo brasileiro da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Monges Trapistas). Cercado de mata nativa, construído em estilo moderno, é dotado de hospedaria e procurado para retiro espiritual, se constituindo em ponto turístico – religioso, assim como a Igreja Matriz de Cristo Rei e a de São Sebastião. As capelas: do Morro de Santa “Ana e do Morrinho da Santa Cruz) são outros belos pontos turísticos, sua vista panorâmica e seu silencio proporciona momentos de reflexão e paz. Somados a isso, a nova Casa Cultural DOM POLSKI – (Braspol) , os casarões históricos, túnel da linha férrea do Pau – de – Casca; Ponte Férrea sobre o rio da Várzea, entre outros belos e imponentes pontos turísticos
            Arquivos Anexos
            Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:28.

            Comentário

            • Junior_Bala
              Fazedor de Chuva
              • Jul 2013
              • 64

              #51
              Rota 399

              19 -399 Lapa

              Esta linda cidade fica distante de Curitiba aproximadamente 50 km, tem sua origem ligada ao tropeirismo, a Lapa é uma das cidades mais antigas do Estado do Paraná e mantém seu Centro Histórico com características originais. As ruas de paralelepípedos, as réplicas de luminárias antigas e construções em estilo colonial português dos séculos XVIII e XIX encantam os visitantes. Nestas ruas e imóveis está viva a memória de um episódio que marcou a trajetória política brasileira e ficou conhecido como Cerco da Lapa.

              O nome da cidade tem origem na marcante presença, ao leste, de uma montanha com formações rochosas que contém uma gruta em que viveu, por algum tempo, o monge João Maria D’Agostinis, tornando-a ponto de peregrinação e de grande valor místico.

              MONGE

              O município da Lapa destaca-se em sua geografia a Escarpa Devoniana, paredão rochoso onde se encontra a Gruta do Monge, conhecida pelos poderes místicos e milagrosos atribuídos ao monge João Maria D’Agostinis, que por ali fez morada entre 1847 e 1855. “São João Maria”, como era conhecido, dedicava-se ao estudo das plantas da região, medicava enfermos, realizava profecias e fazia orações, razão pela qual o local – hoje parte do Parque Estadual do Monge – é procurado por pessoas que buscam cura para seus males.

              Registros históricos apontam que foram três os monges que freqüentaram a região. Além de João de Maria D’Agostinis, o segundo esteve na Lapa em meio a Revolução Federalista e o terceiro em 1912. De acordo com a lenda, os monges faziam previsões diversas. Alguns dizem ser possível perceber a imagem de uma santa na fenda existente na pedra que serviu de abrigo ao monge João Maria – conhecida como pedra partida.

              CERCO DA LAPA

              Poucas cidades no país têm memórias de uma guerra ou conflito armado. A Lapa (PR) guarda até hoje, nos muros de algumas casas centenárias, as marcas dos tiros do episódio conhecido como Cerco da Lapa, no qual o exército local conteve o avanço da Revolução Federalista, que pretendia instituir sua própria forma de governo no Sul por rejeitar a República.

              Hoje intitulada a “Cidade dos Heróis”, a Lapa faz da sua importância histórica um atrativo turístico. Vários pequenos museus são dedicados a reconstituir os momentos que marcaram os 26 dias de resistência de um grupo composto por militares e civis voluntários quatro vezes menor do que as tropas federalistas que os ameaçavam.

              O Museu Histórico contextualiza o conflito que levou ao Cerco da Lapa, exibe vestes e armas e recria a cena da morte do General Carneiro, que liderou a proeza, em uma pintura. A Casa Lacerda conserva mobiliário, vestes e utensílios de várias gerações de descendentes de Joaquim Lacerda, o civil que se tornou braço direito do General Carneiro e após à guerra foi nomeado coronel. E o Museu das Armas mantém canhões, espingardas e até fotos de cenas ligadas ao episódio.


              urante a Revolução Federalista em 1894, a Lapa tornou-se arena de um sangrento confronto entre as tropas republicanas, os chamados Pica-paus e os Maragatos contrários a república. A Lapa resistiu bravamente até que os Lapeanos comandados pelo General Ernesto Gomes Carneiro, caíram exangues em combate. Resistiram ao cerco por 26 dias, mas sucumbiram ante ao maior número do exército republicano. O episódio ficou conhecido como o "Cerco da Lapa", a batalha deu ao Marechal Floriano Peixoto, chefe da república, tempo suficiente para reunir forças e deter as tropas federalistas. Ao todo foram 639 homens entre forças regulares e civis voluntários, lutando contra as forças revolucionárias formadas por três mil combatentes. Os restos mortais do General Carneiro, assim como de muitos outros que tombaram durante a resistência, estão sepultados no Panteon dos Heróis, vigiados permanentemente por uma guarda de honra do exército brasileiro.

              O monstro da Lapa
              Esta é uma história que ainda causa arrepios nos cabelos e é contada, à boca pequena, em noites propícias ao aparecimento de fantasmas. Contam os mais velhos a lenda de Santa Ermida, uma gruta de pedra e passagem estreita, onde morava o monge João Maria. Segundo relatam, para as pessoas desprovidas de fé as pedras não se abriam para dar-lhes passagem.
              Certa vez, um peregrino dirigiu-se até a Santa Ermida conversar com o monge e saber o motivo de sua estalagem ali, depois de tantas peregrinações. O santo, fitando-lhe os olhos disse-lhe que se encontrava ali para rezar, para que nunca faltasse fé no coração do lapiano, e explicou ao peregrino:
              – Meu filho, debaixo da terra encontra-se um monstro imenso, de muitos metros de comprimento, cuja ponta da cauda encontra-se no centro da cidade, na matriz de Santo Antônio, e a cabeça debaixo destas pedras onde fiz a minha morada. Este monstro
              encontra-se adormecido, mas poderá acordar e destruir a cidade no dia que faltar fé no coração do povo. É por isto que aqui estou, em constante oração e sacrifício, para que nada de mal aconteça a esta pobre gente e a cidade não seja destruída.
              Diz a lenda que o povo da Lapa é bastante religioso para que o monstro continue em sua dormência.
              Fonte: Livro - Lendas e Contos Populares do Paraná

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              20 -399 Contenda


              "Existia antigamente, por volta do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1700, segundo nos conta a História do Paraná, um caminho que ia de Sorocaba, na Província de São Paulo, até Viamão, no Rio Grande do Sul. Nesse caminho havia um trecho que se chamava Estrada da Mata, onde consta que se estabeleceram João Ferreira Braga e sua mulher Joséfa Gonçalves da Silva.

              Bem nesse lugar, a capitania de São Paulo resolveu criar um Registro (espécie de alfândega) para cobrar imposto do gado que por ali passava, formando-se com isso um lugarejo que denominou-se Capão Alto.

              Esse lugarejo, em 13 de junho de 1769, foi elevado à categoria de Freguesia, passando a chamar-se Freguesia de Santo Antônio da Lapa, e cresceu com tal rapidez que, em 6 de Junho de 1806, era elevada à categoria de Vila com o nome de Vila do Príncipe, homenageando sua alteza, o Príncipe Dom Pedro."

              Anos mais tarde D. Pedro II deveria visitar a Província do Paraná, "...e consequentemente, uma de suas principais cidades era a Lapa, porém, para isso tornava-se necessária a melhoria das condições de tráfego da Estrada da Mata, tornando-a carroçável, visto que até então as passagens de rios eram feitas a vau.

              Para esse fim, por volta de 1877, o Imperador concedeu outorga ao Engenheiro Inglês Walter Joslin, que recentemente havia vindo para o Brasil e fixou residência na então Freguesia do Iguaçu, hoje Araucária, em companhia de sua esposa Josephina e dos filhos Walter Junior, Ernest Albert, Cizino Sidnei, Conrado e das filhas Olímpia, Carolina, Helena e Edith..."

              "Em 1878, Walter Joslin, em companhia de seu cunhado Jaimes Good, iniciava os trabalhos de melhoria dessa estrada, que ficou então conhecida como Estrada do Imperador.

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              O surgimento de Contenda se confunde com a reestruturação da Estrada da Mata, que liga Curitiba à cidade de Lapa, por conta da visita que D. Pedro II faria à região em 1880. Com as reformas, a estrada passa a ser conhecida por Estrada do Imperador.

              A pequena colônia foi fundada em 1885, às margens do rio Contenda - origem provável do nome dado ao lugarejo - por colonos alemães e poloneses. O território fazia parte do município da Lapa e foi escolhido por seus adjetivos: terra fértil, água em abundância, fácil acesso e comunicação com outros centros, fatores que contribuíram para que as famílias fixassem residência na região.
              Foto: Carroça típica de colonos poloneses.

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              Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:29.

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              • Junior_Bala
                Fazedor de Chuva
                • Jul 2013
                • 64

                #52
                Rota 399

                21 -399 Araucaria

                Na época do descobrimento do Brasil, a região onde está localizada Araucária, já era conhecida como Tindiqüera. Viajantes que aqui estiveram nos séculos XVI e XVII, bem como os mapas da época, localizavam as grandes aldeias indígenas, aparecendo entre estas a de Tindiqüera.

                Em 1.668, o Capitão Mor Gabriel de Lara doou uma sesmaria a Domingos Rodrigues da Cunha e seus filhos na região de Tindiqüera. No final do século XVII, eram proprietários de terras na região o Alferes Gaspar Carrasco do Reis, Luiz da Cunha, Garcia Rodrigues Velho, o Capitão Manoel Ricam de Carvalho e o médico prático Paschoal Fernandes Leite, entre outros. Os habitantes de Tindiqüera, bem como de todo Paraná, viviam em extrema pobreza.

                Em 1.837, a Capela de Nossa Senhora da Luz de Tindiqüera foi elevada a Capela Curada, um ano depois foram estabelecidas as primeiras divisas do bairro.
                Gradativamente, a população foi transferindo-se para as margens do Rio Iguaçu, e a sede do curato de Tindiqüera passa para o local em que estava a capela de “Nossa Senhora dos Remédios do Yguassú”.

                Através da Lei Provincial Nº 021, de 28 de fevereiro de 1.858, foi criada a Freguezia do Iguassú. Em 1.868, a Freguezia do Iguassú foi desligada de Curitiba e anexada como distrito de São José dos Pinhais até 1.888, quando volta a ser administrado por Curitiba.

                A partir de 1.876, começou a corrente imigratória, isto no tempo do Império, principalmente por poloneses seguidos por alemães, italianos, ucranianos, que notavelmente deram à região um surto de progresso. Na década de 1950, iniciou a imigração japonesa.

                A criação do Município deve-se ao encaminhamento feito pelo Major Sezino Pereira de Souza (chefe político da região), redigido pelo médico Dr. Victor do Amaral, de uma petição em forma de abaixo-assinado ao então Governador do Estado, o contra-almirante José Marques Guimarães, solicitando que a Freguezia do Iguassú fosse elevada a Vila e logo em seguida, fosse criado o Município.

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                Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:29.

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                  #53
                  Rota 399

                  Dados desta etapa

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                  Total Anterior 972

                  Total Acumulado 1.283 Km
                  Última edição por Junior_Bala; 20-06-16, 12:03.

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                    22 -399 Antonina

                    Antonina é um município brasileiro situado no Litoral Norte do Estado do Paraná. Sua população contada em 2010 é de 18.891 habitantes com uma área de 876,551 km². Está situada a 90 km de Curitiba, e a 50 km de Paranaguá.
                    Cidade histórica cujos primeiros vestígios da ocupação foram encontrados nos sambaquis. Posteriormente índios carijóshabitaram o local sendo que os primeiros povoadores datam de 1648 e 1654. Além da extraordinária beleza naturalpaisagística, Antonina possui no seu calçamento de pedras e nas suas ruínas, histórias, as quais enriquecem o seupatrimônio. O município oferece ainda, diversos atrativos turísticos. É acessado pela BR-277, pela antiga Estrada da Graciosa, por ferrovia e através do porto, que foi recentemente reativado, onde também se localiza a sede do município. Criado através da Lei Estadual nº14 de 21 de janeiro de 1857, e instalado na mesma data foi desmembrado de Paranaguá.
                    Os habitantes naturais do município de Antonina são denominados antoninenses ou capelistas em função de seu povoado viver ao redor da Capela de Nossa Senhora do Pilar. Está localizada no litoral norte do Estado do Paraná na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, mais precisamente na Microrregião de Paranaguá, estando a uma distância de 84 km via BR-277e 79 km via Estrada da Graciosa, da capital do estado, Curitiba.

                    Antonina é uma das cidades mais antigas do Paraná, possuí um rico patrimônio cultural, sua arquitetura luso-brasileira dos primeiros anos que faz contraste com a arquitetura eclética da fase áurea local ainda sobrevive, e a torna um lugar encantador de se conhecer. Antonina ainda é protagonista de várias lendas, o que enriquece mais ainda seu patrimônio cultural.
                    Aqui vai uma das lendas de Antonina:
                    Escravos da Igreja de São Benedito
                    A igreja de São Benedito, igreja dos escravos, recebe esse nome justamente
                    pelo fato de este santo ser o protetor dos escravos. Assim, como em outras
                    cidades, a igreja de São Benedito de Antonina também foi construída pelos
                    escravos. Eles, além de levantarem com as próprias mãos as paredes da
                    igreja, gastaram o dinheiro de suas cartas de alforria para custear este refúgio.
                    Dizem que durante a construção, alguns escravos acabaram morrendo e foram
                    sepultados nas paredes da própria igreja. Por isso, ainda hoje, podem ser vistos na igreja,
                    cuidando do templo que construíram.
                    Cigana Bartira
                    Dizem que há muito tempo em Antonina, um grupo de ciganos acampou no
                    local onde hoje fica a praça Coronel Macedo. Uma jovem cigana chamada
                    Bartira, filha do chefe dos ciganos, foi se refrescar mergulhando próximo
                    ao local onde hoje ficam as ruínas Coronel Macedo. Contam que a moça
                    tinha uma égua branca de cabeça preta, sua fiel companheira. Mas, naquela tarde a pampa
                    retornou sozinha ao acampamento. Preocupados, buscaram pela jovem e a encontraram morta,
                    afogada, após bater a cabeça em uma pedra.
                    Como a moça era cigana, o padre não permitiu que seu corpo fosse abençoado na
                    igreja e enterrado no cemitério. Por isso, seus pais a sepultaram no próprio acampamento.
                    A pampa ficou muito triste, não saía de perto do local onde repousava Bartira. O animal foi
                    vendido e os ciganos foram embora, mas a pampa continuou vagando à procura da dona, até
                    aparecer morta no local onde hoje está o coreto da cidade.
                    Com sua pelagem pampa, corpo branco e cara preta, certas noites o que se via era
                    uma pampa-sem-cabeça. Algumas pessoas dizem que ouvem a pampa-sem-cabeça batendo
                    os cascos pela praça, onde, por vezes, a cigana Bartira aparece para matar as saudades de
                    sua companheira.

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                    A Praça Feiramar no centro onde fica o trapiche é outro local que vale uma parada

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                    E VAMO QUE VAMO

                    Quilometragem acumulada 1283km
                    Total dessa perna 150km

                    Acumulado 1433km
                    Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:29.

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                    • Junior_Bala
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                      • 64

                      #55
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                      Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

                      Ver o amanhecer na estrada não tem preço

                      23-399

                      Campo Magro

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                      A história do município de Campo Magro remonta ao período histórico das explorações auríferas no sertão de Curitiba. A primeira povoação no território que constitui o atual município de Campo Magro foi iniciada há mais de três séculos. Com o fim do período da exploração do ouro, que pouco ou quase nada representou, veio o tropeirismo. Período este que marcou a história da localidade, inclusive no nome.
                      A denominação Campo Magro se deve ao fato de que na ocasião em que os tropeiros demandavam pela região, na época do inverno, o gado emagrecia e sobrava pouco pasto verde para as reses. Mais parecia um campo minguado, um campo magro. E assim foi que a localidade ficou conhecida ao longo dos séculos, Campo Magro. Segundo o pesquisador José Carlos Veiga Lopes, “na lista de ordenanças da vila de Curitiba”, referente ao ano de 1791, aparece o bairro de Campo Magro com oito casas.
                      A melhor sugestão para se aproveitar a natureza de Campo Magro seria visitar primeiramente as cachoeiras Gêmeas, caminhar pelas trilhas aproveitando a beleza e ao final se deliciar com o visual das cachoeiras lado a lado, além de se refrescar com um ótimo banho. Voltando da cachoeira, onde normalmente as pessoas deixam os automóveis existe uma estrada que leva a um paredão de rochas calcárias e em meio a este paredão, forma-se uma lagoa. Subindo as pedras pela esquerda, pode-se chegar a uma pequena gruta e então observar toda a incrível paisagem.

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                      Não distante dali, continuando pela estrada você irá chegar a Pedreira Cal Bateiras ou Lagoa Feia, um lugar incrivelmente belo, uma lagoa verde cercada de paredões rochosos enormes. Segundo a lenda local, no lugar onde hoje é a lagoa existia uma igreja e todos os que moravam nas suasproximidades reuniam-se quinzenalmente para os cultos religiosos. Numa Sexta-feira Santa os moradores locais resolveram fazer um baile no local, provocando assim a ira de Deus que então a afundou com todos os participantes do “baile profano”, matando a todos. Não ficou vestígio algum da existência da igreja e os corpos das pessoas nunca foram encontrados. No local formou-se a Lagoa Feia. Deixando de lado as lendas locais a lagoa é um ótimo local para banho e os mais radicais sobem nas beiradas mais baixas das pedras e saltam lá de cima para dentro da lagoa. Pela trilha ao lado, pode-se subir até quase o topo da pedreira e a vista lá de cima é simplesmente indescritível!
                      Seguindo pela estrada, a próxima parada é a Cachoeira da Professorinha, a cachoeira não é tão atrativa e o volume é água é muito pequeno, mas para os amantes da natureza é uma boa pedida.
                      E então, nada melhor do que finalizar o dia vendo o pôr-do-sol em cima do Morro da Palha. Devo admitir que tem que ser guerreiro para subir este morro a pé, pois não é fácil subir os caminhos ingrimes que nos levam até o pico dele, mas apesar de todo o cansaço e esforço físico, o visual é muito bonito e faz valer a pena. Em dias de Sol, várias pessoas saltam de parapente de cima do morro, colorindo o céu e dando um charme ainda mais especial a este belo local.

                      A LENDA MAIS FAMOSA DA CIDADE.

                      A cidade de Almirante Tamandaré e Campo Magro compartilham uma lenda de mais de 200 anos que é passada de geração a geração. Esta estória possui ainda traços do tempo da mineração aurífera e não pode ser esquecida. Neste sentido a partir de uma coleta entre os moradores tradicionais temos ou seguinte:

                      "...na localidade da Conceição na época Curitiba, hoje Campo Magro, havia um dono de escravos. E esse comandante tinha o nome de Gaspar, o mesmo tinha muitos escravos e tiravam ouro do rio Conceição.
                      Quando foi um dia ele resolveu esconder sua riqueza e mandou fazer um buraco próximo a um riozinho e colocou todo o ouro dentro e perguntou para os escravos se havia algum que teria coragem de cuidar de seu tesouro. Mal terminou de perguntar, mais que depressa um dos escravos que estava ali presente se levantou, abanou com a mão dizendo: Eu, cuido!
                      E o Sr. Gaspar lhe falou, então fique aqui cuidando de meu ouro. Naquele mesmo instante sacou sua arma e atirou na cabeça do escravo o enterrou junto com o ouro.
                      Dizem, que hoje em dia ninguém pode se aproximar do local. Pois, é apedrejado e cai uma forte tempestade ou venta demais.

                      Apesar disso ser provavelmente uma lenda. Existem muitos que vão verificar se é lenda ou não. Porém, pelo que se sabe, nunca encontraram nada”.

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                      Como Chegar
                      Saindo de Curitiba, siga pela Avenida Manoel Ribas (que em certa altura se torna a Estrada do Cerne). Quando chegar em Campo Magro, passa a Prefeitura e depois do único posto de gasolina, vira a primeira rua à direita. Logo transforma-se em estrada de terra . Continue em frente e você encontrará placas informando a localização de cada local.
                      Arquivos Anexos
                      Última edição por Junior_Bala; 01-07-16, 19:57.

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                        • 64

                        #56
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                        24-399

                        Campo Largo

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                        Foi a busca de ouro e prata que trouxe, no início do século XVII, os primeiros moradores para a região. Por quase um século eles se abrigaram em pequenos acampamentos chamados "arraiais", e eram obrigados a recolher os "Quintos Reais" para a Coroa Portuguesa.

                        A partir de 1.700 estes campos passam a ser ocupados por fazendas e currais de gados, onde assaltantes e escravos foragidos se escondiam nos conhecidos quilombolas, levando insegurança, principalmente aos tropeiros que cruzavam a região.

                        Surgiu então a lendária figura de Antonio Luis Lamin, o Capitão Tigre, que constitui a milícia Capitães do Mato, com o objetivo de eliminar os assaltantes e recapturar os escravos fugitivos. Mais tarde, os sucessores da milícia doaram uma área das terras para construção de uma igreja.

                        Em 2 de abril de 1870, a freguesia de Campo Largo da Piedade foi desmembrada de Curitiba e transformada em município e depois em cidade, que recebeu imigrantes italianos, poloneses e ucranianos.

                        Hoje, Campo Largo abriga um grande parque industrial onde despontam empresas dos setores moveleiro, metal, mecânica, vinícola e cerâmica (pisos, louças e azulejos). É conhecida nacionalmente como a Capital da Louça, constituindo um centro de compras com lojas de varejo das fábricas e uma diversidade imensa de artesanato.

                        COMO CHEGAR
                        BR 277 (Rodovia do Café)
                        PR 090 (sentido Piraí do Sul a Campo Largo), seguindo pela PR 423

                        Lendas de Campo Largo

                        Lenda do Maníaco da Foice de Campo Largo

                        Em 1977, na cidade de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, apareceu um bandido apelidado de Paraibinha, que era um assaltante que atacava nas estradas rurais e depois que roubava tudo, matava suas vítimas com uma foice.
                        Reza a lenda que um dia ele entrou numa casa, roubou a família e matou todos os seus membros com a foice menos Paulo, o filho mais novo que tinha 13 anos de idade, porque este garoto permaneceu escondido num armário do porão o tempo inteiro.
                        Assim, Paulo jurou vingança. Porém, o curioso é que este adolescente tinha fama de virar lobisomem e por isto ele era discriminado na região.
                        Numa sexta-feira de Lua cheia, Paraibinha andava na estrada de uma vila rural chamada Morro Grande quando, de repente, sentiu que estava sendo seguido. Quando ele olhou para trás, avistou um monstro peludo. A criatura pulou em cima do bandido, tomou a sua foice e deu golpes nas pernas, nos troncos e nos braços. Deste jeito, o marginal morreu naquele mesmo lugar.
                        Muitas pessoas da região desconfiaram que foi Paulo, transformado em lobisomem, que matou o meliante para vingar o assassinato de sua família. Mas, nunca nada foi provado contra o rapaz.
                        Alguns dias depois, o corpo de Paraibinha foi levado para o museu do Instituto Médico Legal do Paraná, onde foi mumificado, colocado em exposição e até hoje continua lá.
                        Segundo alguns ex-vigilantes deste estabelecimento, nas noites de Lua Cheia, o corpo de Paraibinha cria vida e ronda o prédio atrás de sua foice. Uma vez, sumiu a foice de um jardineiro, que cuidava das plantas do local, e algumas pessoas afirmaram que isto foi obra da múmia do maníaco.
                        Diz o mito que os cabelos do corpo de Paraibinha não param de crescer e por isto existe um funcionário do Instituto Médico Legal que cuida das madeixas dele.
                        Luciana do Rocio Mallon
                        Última edição por Junior_Bala; 02-07-16, 06:53.

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                          Balsa Nova

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                          A denominação origina-se da construção de uma balsa feita por Galdino Chaves em 1891, cujo objetivo era cruzar o rio Iguaçu. Por haver sobrepujado, em qualidade, as balsas anteriormente construídas, ganhou fama e se constituiu em referência obrigatória à localidade, que passou a ser chamada de Balsa Nova.

                          Cidade Bonita Limpa e parece ser mágica cheguei lá e tinha um nevoeiro

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                          Lendas de Balsa Nova

                          Tesouro dos Carros

                          Na fazenda dos Carros, município de Balsa Nova, na parte que fica em baixo da serra havia uns pés de canela bem altos e diziam que lá havia dinheiro enterrado. Dizem que um tal de Avelino Louco foi lá procurar e apareceu um negrinho, que disse que se ele matasse o filho mais velho e levasse o corpo ele mostrava o enterro. Alguns dizem que ele chegou a levar o filho até a beira do capão, mas o piá desconfiou e fugiu; o homem ficou meio variado depois disso, e esta é a razão do seu apelido.

                          Com relação ao guardião do dinheiro dos Carros, contam que, quando o dono foi enterrar a panela, perguntou a um escravo se ele tomava conta do dinheiro e como o negro disse que sim, ele matou o homem e enterrou junto; o escravo é a visagem que cuida do tesouro enterrado
                          Última edição por Junior_Bala; 01-07-16, 20:17.

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                            26-399 Porto Amazonas

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                            A área que compreende o atual município de Porto Amazonas fazia parte da Fazenda dos Papagaios, de propriedade de Manuel Gonçalves da Cruz, em Sesmaria por ele obtida em 24 de março de 1708.
                            Seu registro deu-se em 19 de abril do mesmo ano, no livro de Registro de Sesmarias, às folhas 187, em Santos.

                            A totalidade das terras pertencentes ao município atual, estavam abrangidas pela Fazenda dos Papagaios, cuja sede localizava-se no atual capão do Alegrete.
                            Após a obtenção da sesmaria, o senhor Manuel já explorava as fazendas, onde se instalara com sua família, Dona Joana Rodrigues França, tendo vários filhos, dos quais apenas a Dona Antônia da Cruz França sobreviveu até a idade de 55 anos.
                            O senhor Manuel faleceu por volta de 1719, tendo a senhora Joana contraído novas núpcias alguns anos mais tarde com Manuel Mendes Pereira, tendo este falecido poucos anos mais tarde (1724).
                            Dona Joana voltou a casar com o Dr. Antonio dos Santos Soares, natural de Lisboa, formado em leis pela Universidade de Coimbra, como nos conta José Carlos Veiga Lopes em seu "Antecedentes Históricos de Porto Amazonas". Ocupou o cargo de juiz em Santos e posteriormente ao vagar o cargo de ouvidor em Paranaguá foi promovido a Ouvidor Geral e Corregedor dessa Comarca.

                            O Dr. Antonio era quem cuidava das terras da esposa e de sua enteada. A área de proporções consideráveis, fora dividida em quatro fazendas: Papagaios, Cancela, Butuquara e Porcos de Cima, além de vários currais. Como a Fazenda dos Papagaios era muito grande, o curral do Caiacanga servia para atender o gado que havia por ali.

                            Em 1765 a Capitânia de São Paulo foi restaurada (havia sido extinta em 1748), e o o senhor D. Luis Antonio Botelho de Souza Mourão nomeado seu governador. Como havia ameaça de invasão das terras garantidas aos portugueses pelo Tratado de Madri, mandou a Curitiba seu primo Afonso Botelho de Sampaio e Souza para organizar expedições para reconhecimento e exploração da região oeste, sendo utilizados canoas para a navegação nos rios da região, e com o estabelecimento de portos de apoio às expedições.

                            "Assim, para as expedições do Tibagi era o Porto de São Bento. Para os de Guarapuava era nos Carrapatos e para as do Iguaçu era no Porto de Nossa Senhora da Conceição de Caiacanga".

                            Este porto estava localizado à margem direita do Rio Iguaçu em um local abaixo da última cachoeira, provavelmente no local do atual Porto Amazonas.

                            Lendas de Porto Amazonas

                            Das histórias, nada se compara ao “milagre” de Porto Amazonas, município localizado na margem direita do Rio Iguaçu e a 70 quilômetros de Curitiba.

                            Em 1954, a Rádio Nacional lançou o concurso para levar um torcedor brasileiro à Copa do Mundo, em Berna, na Suíça. Para concorrer, bastava enviar a embalagem de Melhoral, com nome e endereço do remetente. O prêmio era uma viagem de primeira classe, no avião da delegação brasileira, hotel e alimentação de graça.

                            Naqueles idos, Porto Amazonas contava com menos de 2 mil habitantes, 300 eram operários da serraria dos Bettega, uma família de turfistas. Tinha apenas uma farmácia, propriedade de Mário Guimarães. Ele próprio, o mais entusiasmado com a promoção, se desdobrava para repor os estoques de Melhoral. Estoques excepcionais, porque Guimarães batia no peito e afirmava sem nenhuma sombra de dúvida:

                            - Eu vou ganhar! Eu vou ganhar! Repetia isso todos os dias, antes de fechar a farmácia pontualmente às 22h, exigência da serraria fornecedora de energia elétrica gratuita. No dia do sorteio, os Bettega fizeram uma exceção e não faltou luz para que todos acompanhassem o sorteio da porta da farmácia, na voz de César Ladeira, estrela da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Nunca se viu um comprimido de Melhoral levar tanto povo para a porta de uma farmácia.

                            Quando César Ladeira, com seus “erres” iniciais carregados, começou a abrir o envelope ganhador, o refrão de Mário Guimarães cortou o silêncio de Porto Amazonas:

                            - Eu vou ganhar! Eu vou ganhar! E César Ladeira anunciou o vencedor:

                            - É de Belo Horizonte!!!

                            Foi uma tristeza o resultado, decepção estampada na cara do dono da farmácia. A vida continua, enfim. Hora da serraria dos Bettega desligar a luz, hora de dormir. Nem bem o povo se retirava embaixo daquela cerração, o cabisbaixo Mário Guimarães cerrava as portas, eis que, de repente, o vozeirão de César Ladeira retorna ao ar para anunciar extraordinariamente:

                            - O sorteado não mandou o invólucro de Melhoral, que é melhor e não faz mal! Vamos a novo sorteio!

                            O povo de Porto Amazonas ainda voltava à porta da farmácia, quando César Ladeira abriu o novo envelope:

                            - O felizardo é... é... é de Porto Amazonas, Paraná! E o nome dele é... é... é Mário Guimarães!!!

                            O dono da farmácia foi testemunha ocular da história. Envergando pela primeira vez o uniforme com a camisa amarela e o calção azul, o Brasil foi humilhado pela Hungria com o placar de 4x2.

                            No “milagre de Berna”, a Alemanha derrotou a Hungria e recuperou o sorriso apagado pela guerra e, no “milagre de Porto Amazonas”, Mário Guimarães cumpriu a promessa: trouxe um canivete suíço para Odacyr Bettega, hoje com 85 anos, o mais antigo sócio vivo do Jockey Club do Paraná.

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                              27-399

                              Palmeira

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                              No início do século XVIII, começam a ser distribuídas as cartas de sesmarias para portugueses e luso-brasileiros de Paranaguá, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As primeiras terras palmeirenses pertenceram a João Rodrigues de França.

                              A presença dos portugueses, aqui como colonizadores:

                              ‘Primeiros europeus a se instalar nesta região do Novo Mundo’, foram bandeirantes, fazendeiros, tropeiros e comerciantes, trouxeram a língua e a fé cristã. Enfrentaram inúmeras dificuldades para criar estruturas básicas para a vida civilizada: primeiras habitações, igrejas, escolas. Abriram estradas; são o tronco da família palmeirense’. – (Marcus V. M. Machado – Ocupação e povoamento dos Campos Gerais – 1999).

                              Do antigo caminho de Viamão, que vinha do Rio Grande do Sul em demanda à grande feira de Sorocaba – (SP) no trajeto do Campos Gerais, circuito dos índios Kaigangues, surgiu um pouso de tropeiros que ali aproveitavam as imensas pastagens para descanso e engorda do gado: Nasce a Vila da Palmeira.

                              Quem hoje caminha por Palmeira ainda pode sentir, mesmo tão distantes daqueles dias, um certo tom de bucolismo e nostalgia daquele tempo em que as imensas tropas de muares, bovinos e equinos eram levados para a feira paulista, destinados e distribuídos a abastecer o ciclo do Ouro nas Minas Gerais.

                              A cidade histórica de Palmeira, ainda conserva em muitos d seus prédios e residências e nas igrejas, os traços indeléveis do ciclo histórico e econômico como o tropeirismo.

                              As condições desfavoráveis da Freguesia de Tamanduá, levaram o Vigário Antônio Duarte dos Passos a estabelecer uma nova Igreja onde hoje se encontra edificada a Igreja Matriz, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Palmeira, cujas terras foram doadas pelo Tenente Manuel José de Araújo, por vontade de sua mulher Dona Ana Maria da Conceição de Sá, por ato de 07 de abril de 1819 (data de aniversário do Município).

                              A população foi se transferindo para o povoado, nas cercanias do novo templo. A corrente de povoamento se avolumou a partir de 1878 com a chegada dos imigrantes russo-alemães, poloneses, italianos, ucranianos, árabes e mais recentemente os sírio-libaneses, japoneses e alemães menonitas entre outros povos.

                              Ainda hoje as centenárias fazendas como a Conceição, Palmeira, Padre Inácio, Alegrete, são testemunhas de uma época de muito fausto e riqueza.

                              A fé de seu povo é registrada em edificações como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, as Capelas de Nossa Senhora das Neves e do Senhor Bom Jesus do Monte, na localidade de Vieiras, onde o imigrante português Bento Luiz da Costa, erigiu um conjunto de 14 pequenas capelas para pagar as graças recebidas, com suas capelinhas de pedra em formato de cruz.

                              Também foi em Palmeira o palco da única experiência anarquista na América Latina, a Colônia Cecília, na localidade de Santa Bárbara, pelos idos de 1890/94, liderados pelo Filósofo e Agrônomo Italiano, Giovanni Rossi, que aqui tentou implantar uma colônia anarquista, baseada nos ideais de liberdade.

                              Quase 200 anos já se passaram do seu surgimento, e Palmeira não se tornou uma cidade velha. Nas suas ruas, praças e recantos nos defrontamos com a história de um povo que tem suas raízes na imigração européia e tantos outros povos, mantendo seus costumes e tradições, formando assim um mosaico étnico, tal qual nosso Paraná.

                              Palmeira mesmo com as marcas do progresso, continua acolhedora e para muitos ‘Um recanto de felicidade’, pois ‘Os homens fazem sua própria história. Mas não a fazem sob circunstâncias de suas escolhas e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado’ (Karl Marx). Desta forma as gerações futuras terão sua identidade cultural assegurada e, conforme o dizer do Historiador Marcus Vinícius Molinari Machado – ‘Pelo passado presente nos reconhecemos coletivamente como semelhantes; nos identificamos como elementos restantes do nosso grupo e nos diferenciamos dos demais’. Assim os palmeirenses se propõem em fazer juntos, de Palmeira, uma terra acolhedora, capazes de gerar a disciplina, a riqueza e a prosperidade, vivendo e convivendo sempre com uma era de paz, de amor e de alegria, como um altar vivo e florido nos corações, conforme a reflexão do hino. E:

                              ‘Se quisermos repensar a cidade, reconhecendo a sua importância cultural e econômica, advinda da convergência humana, é para o futuro que devemos olhar; a crença em um futuro sustentável que deve orientar a busca por uma melhor compreensão dos centros urbanos e das formas de construir e de reconstruí-los. Nessa perspectiva, o passado é apenas um espetáculo à parte’ (Brian Goodey).

                              Porém cuidar e tratar da memória com consciência é compor com historicidade a razão e a existência de um povo, que não deixará sequer uma lacuna de sua história, pois o zelo dispensado a todas as coisas foi feito com primor. Tenhamos certeza, que tudo isto valerá a pena. Assim é certo dizer: ‘Avalia-se a história e a cultura de um povo, pelo zelo dado aos seus pertences‘.

                              Palmeira hoje alicerçada na atividade agropecuária presencia nas últimas décadas do século XX o desaparecimento da atividade madeireira, para o aparecimento das propriedades que se desenvolvem em regime da economia familiar, prestação de serviços, agroindústria, cultivo de soja, milho, batata, fumo em grandes escalas, motivava pela eminência de novas e tantas oportunidades; por seu clima Histórico e Cultural, Rural e Natural, Étnico e Religioso, Palmeira ‘A Cidade Clima do Brasil é um lugar ímpar no mundo, conta com mais de 32 mil munícipes, trabalhando para o progresso desta terra onde os visitantes podem desfrutar de um clima ameno, belezas naturais, a tranquilidade e a hospitalidade de sua gente.

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                                28-399 São João do Triumfo

                                Tenho algumas considerações a fazer essa cidade eu conheci quando ainda era noivo de minha esposa e foi o lugar onde oficialmente noivamos ótimas lembranças


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                                São João do Triunfo é um município brasileiro localizado no interior do Paraná. Pertence à Mesorregião do Sudeste Paranaense e à Microrregião de São Mateus do Sul e localiza-se a sudoeste da capital do estado, distando desta cerca de 106 km. Ocupa uma área de 720,407 km², sendo que 0,3682 km² estão em perímetro urbano, e sua população em 2010 foi estimada em 13 704 habitantes.

                                A sede tem uma temperatura média anual de 17,4 °C e na vegetação do município predomina a Floresta Ombrófila Mista. Com 84,37% de seus habitantes vivendo na zona urbana, o município contava, em 2009, com onze estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,679, considerando como médio em relação ao estado.

                                Os pioneiros com suas famílias incursionaram inicialmente na região onde está localizada São João do Triunfo em 1845, no momento em que estavam à procura de terra para o seu estabelecimento. Em 1864 começaram a doar áreas para demarcar a Freguesia Rio da Vargem. Os principais produtos econômicos do município cuja principal atividade econômica é a agricultura, são fumo, erva-mate, milho e feijão, além de outras culturas desenvolvidas como a soja, o trigo e a batata inglesa. Fundado por meio da Lei Estadual nº 13, de 8 de janeiro de 1890 e com data de instalação em 15 de fevereiro do mesmo ano desmembrou-se de Palmeira.

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                                Lendas de São João do Triunfo

                                A Lenda do cemitério de São João do Triunfo
                                Existe uma lenda no cemitério de São João do Triunfo. Esta lenda até faz parte do livro Lendas e Contos Populares do Paraná do Governo do Estado de 2005, página 119.Segundo história contada por muitos moradores e pessoas mais velhas do município existe no cemitério dois túmulos que misteriosamente se juntaram como você pode ver na foto 1. O túmulo a esquerda é de Maria Antunes Ferreira e ao lado direito de Lourenço Hipólito Neto.A historia que todos contam é que isso foi a manifestação sobrenatural do amor, essas duas pessoas ali sepultadas não puderam viver um grande amor, porque pertenciam a classes sociais diferentes e somente assim, depois da morte, puderam ficar juntos.O que intriga a todos é que os túmulos estavam muito distantes um do outro e não haveria como empurrá-los, ou mesmo não havia possibilidade de deslizar um ao outro, até porque o terreno é bem plaino.
                                A descoberta
                                Na placa de identificação do túmulo de Maria Antunes Ferreira consta a data de nascimento 3 – 01- 1876 e de falecimento 10 – 02 – 1939, o que percebemos que ela faleceu com 63 anos. ( Foto 2) No túmulo de Lourenço Hipólito Neto também encontramos a data de nascimento 16 – 10 – 1924 e de falecimento 24 – 09 – 1939, o que demonstra que ele morreu com apenas 15 anos. (Foto 3)Esta informação evidencia que os dois morreram no mesmo ano de 1939, Maria no mês de fevereiro e Lourenço no mês de setembro, mas a diferença de idade entre eles era de 48 anos. Informação que não condiz com a lenda que os dois teriam tido um romance, e teriam a mesma idade.
                                Mas, o mistério continua
                                Mesmo supondo que Hipólito e Maria não teriam tido um romance como fala a lenda, o mistério continua. Como e por que os dois túmulos teriam se juntado? Fica a pergunta a quem quiser descobrir.

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