Conhecendo Meu Estado o Paraná VFC Paraná

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  • Allan Gustavo
    Fazedor de Chuva

    • Jun 2013
    • 140

    #31
    Opa...pode deixar que avisarei sim....apesar de não ser o território ideal para minha Fazer, a vontade fala muito mais alto hahaha durante um tempo eu pesquisei bastante sobre aquela região de Guaraqueçaba (e sobre as condições da estrada tbm), mas nunca coloquei em prática. Já faz um tempo que não passo em Morretes também, acho que já está chegando a hora de voltar a rodar por aquelas bandas heheheh

    De qualquer forma aproveite bem todo os caminhos deste Grande Paranazão, serão momentos únicos...e que ao final de tudo sejas premiado com a titulação de Valente FC!

    Abçs

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    • Gubert
      Fazedor de Chuva

      • Jan 2013
      • 68

      #32
      FC Junior Bala! Cara, me desculpe mesmo, mas não vi sua MP.... até acompanhei no tópico para ver se vc respondia, mas nem vi q tinha chego uma msg... não veio nenhuma notificaçÃo via email. A idéia era ir para Dr Ulisses nesse fim de semana q passou... mas fica para uma próxima data. Aí combinamos direitinho!!!

      No mais, estão excelentes suas fotos e relatos... desisti de querer fazer igual, pq vc tem o dom da escrita... vou conhecer os detalhes das cidades através de seu tópico!! parabéns mais uma vez...

      Quanto à estrada de Guaraqueçaba é o seguinte: se eu pudesse dar uma nota para uma estrada de chão, eu daria 7. Quando eu fui, perguntei para um motorista da Graciosa como estava o trecho. E o q ele disse foi o que encontrei... NÃo tinha grandes buracos naquela oportunidade... deu para ver q foi feita manutenção na rodovia... De lá para cá choveu muito pouco, então vc nÃo irá encontrar trechos ruins... Dá para ir na boa... O que pega na minha opinião: as curvas, as costelinhas de vaca e uma outra subida meio íngreme.

      As curvas pelo seguinte: na maioria delas passa um carro só ou dois, mas bem apertado... se vc encontra um carro no sentido contrário tem q dar espaço e ir para o lado da estrada e ali tem muita pedrinha solta. A chance de um tombo aumenta. É muito fácil a roda dianteira sair de lado... Apesar de ser nível do mar, tem umas subidinhas pesadas! Aí é bom ir buzinando nas curvas!

      No mais, a estrada é bem batida e firme... não tem lama. Mas a trepidação causada pelas costelinhas ou pelas pedras salientes de algum trecho incomodam....

      Mas dá para ir sim! Sem medo. Eu fui bem cedinho justamente para pegar pouco movimento... e deu certo.

      Se tiver companhia para ir junto é bom.

      Tem um posto de gasolina lá, no fim da praça.

      Abraço e nos falamos! Desculpe mais uma vez não ter visto a mensagem particular!

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      • Junior_Bala
        Fazedor de Chuva
        • Jul 2013
        • 64

        #33
        Vamos nos Falando se quiser me envie seu e-mail por MP daí podemos trocar informações, estou programando a ida até Guaraqueçaba e fazer o Litoral , quanto ás Fotos nada de mais , tenho acompanhado seu Tópico e suas fotos estão realmente maravilhosas , muito inspirador , quando quiser rodar para Dr Ulisses me avise não tenho muita experiencia no Off, mas vontade não falta.

        Abraço

        Comentário

        • Junior_Bala
          Fazedor de Chuva
          • Jul 2013
          • 64

          #34
          Bom, depois de quase 6 meses resolvi romper as amarras e voltar ao desafio de Valente Fazedor de Chuva , trabalho, e outras coisas estavam desde meados do ano passado me ancorando , vamos prosseguir então, e como é bom retomar um projeto, ainda mais desta envergadura, vamos devagar e sempre.

          09-399

          Campina Grande do Sul


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          Em 1666, surgiu o povoado Campina Grande. Era uma pequena região que pertencia ao Município de Arraial Queimado (Bocaiuva do Sul). Em 1873, foi criado a freguesia (nome dado a um povoado quando ele passava a ter a presença de um padre) de Campina Grande, com a invocação de São João Batista. Em 1880, a vila de Campina Grande passou a chamar-se Vila Glycerio. Em 1881, os moradores da Vila Glycerio fizeram um movimento pedindo a mudança do nome da localidade, que voltou a ser chamada de Vila da Campina Grande. Em 1883, a freguesia de Campina Grande foi elevada à categoria de vila (local em que ficava a sede do governo do município), desmembrando-se do município de Arraial Queimado. No dia 22 de março de 1884, foi instalada a Câmara Municipal da Vila da Campina Grande e foram eleitos os primeiros vereadores. Em 1892 foi eleito o primeiro prefeito, Tenente José Eurípedes Gonçalves. Em 1939, o Município de Campina Grande foi extinto e a região passou a ser Distrito, em parte de Piraquara e em parte de Bocaiúva do Sul. Em 1943, pela Lei n° 199 de 30 de dezembro, o nome de Campina Grande foi mudado para Timbú, continuado a ser distrito do município de Piraquara. A partir de 1951 , com a Lei n° 790, a região voltou a ser município, ainda com o nome de Timbú. Em 1956, por reivindicação da população, o município recebeu o nome de Campina Grande do Sul.

          Atrações Turisticas

          Parque Ari Coutinho Bandeira
          Aliando a beleza paisagística de seu entorno às margens ocupadas por casas de veraneio, o Parque Ari Coutinho Bandeira abriga a única represa da região. O local, que é muito frequentado por turistas para a prática de pesca e passeios náuticos, situa-se às margens da represa Capivari Cachoeira e é aberto para visitação.





          Pico do Paraná
          Um dos cartões-postais do município, o Pico do Paraná é a montanha mais alta do Paraná e da região Sul do Brasil. Com 1.877 metros de altitude, a vista de seu topo alcança as baías de Paranaguá e Antonina, além da cidade de Curitiba e da Mata Atlântica, localizada ao redor do litoral paranaense.





          Lendas de Campina Grande do Sul

          Lendas da Curva da Cigana

          Na cidade de Campina Grande do Sul , região metropolitana de Curitiba , na BR 116 , no quilômetro 34 existe um lugar chamado Curva da Cigana , onde algumas pessoas falam que coisas estranhas ocorrem .
          Porém , interessantes mesmo são as lendas em várias versões que existem sobre este lugar . Veremos algumas delas abaixo :

          Cigana Morta

          Dizem que há mais de cem anos atrás , aquela região era habitada por imigrantes muito religiosos e conservadores . Algumas destas pessoas achavam que o povo cigano tinha pacto com o demônio , o que não é real .
          Um certo dia , apareceu uma caravana de ciganos naquele lugar .
          Então , dias depois , alguns homens preconceituosos colocaram fogo no acampamento de ciganos , bateram em alguns e perseguiram uma princesa cigana , que acabou sendo morta com um tiro .
          Quando a BR – 116 foi construída naquele mesmo local em que a cigana foi morta , muitos veículos começaram a ver o fantasma dela que passeava na estrada , mais precisamente numa curva .
          Então , por isto a curva foi apelidada de A Curva da Cigana .

          Cigana Atropelada .

          Há muito tempo atrás uma caravana de ciganos acampou perto da BR – 116 , mais precisamente no quilômetro 34 , em Campina Grande do Sul .
          Em uma certa noite , uma cigana distraída atravessou numa curva daquela rodovia e foi atropelada por um caminhoneiro , que saiu correndo e não prestou socorro à vítima , por isto ela acabou falecendo .
          Os ciganos ficaram com ódio e lançaram uma praga que dizia que naquela curva haveria muitos acidentes e vários caminhoneiros iriam morrer naquele local .
          Alguns profissionais da estrada afirmaram que naquele local já viram uma cigana atravessar na frente deles e por isto precisaram frear bruscamente , o que quase gerou acidentes .
          Outros caminhoneiros disseram que uma cigana se enfiou na frente deles , não conseguiram frear e quando eles pararam para ver se alguém foi atropelado na estrada não havia ninguém .
          Por isto , aquela curva ganhou o apelido de Curva da Cigana .

          A Cigana Que Lê a Sorte Na Estrada

          Outra lenda diz que naquela mesma curva , existe uma cigana que pede carona aos caminhoneiros .
          Quando ela entra no caminhão , esta mulher afirma possuir o dom de ler a sorte . Então , ela fala tudo sobre a vida do caminhoneiro sem errar nada , mas no meio da conversa a cigana desaparece dentro do caminhão.
          Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:24.

          Comentário

          • Junior_Bala
            Fazedor de Chuva
            • Jul 2013
            • 64

            #35
            10 -399

            Colombo


            Click image for larger version

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            Em novembro de 1877 um grupo de imigrantes italianos, composto de 162 colonos: 48 homens, 42 mulheres, 42 meninos e 30 meninas chefiados pelo Padre Angelo Cavalli, saíram do Norte da Itália, região do Veneto, como Nove, Cismon del Grapa, Maróstica, Bassano del Grapa, Valstagna, entre outras e chegaram às terras do Paraná. Primeiramente, esses imigrantes se estabeleceram em Morretes na Colônia Nova Itália e mais tarde, abandonaram as terras e subiram a Serra do Mar, em direção a Curitiba.

            Em setembro de 1878, esse grupo de italianos, um total de 40 famílias, recebeu do Governo Provincial terras demarcadas em 80 lotes, 40 urbanos e 40 rurais, localizados a 23 Km de Curitiba, na localidade do Butiatumirim recebendo o nome de Colônia “Alfredo Chaves”. Este nome se deu em homenagem ao então Inspetor Geral de Terras e Colonização, Dr. Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves.

            Ainda no fim do século XIX, as terras que originariam o Município de Colombo receberam novos contingentes de imigrantes. No ano de 1886 foi criada a Colônia Antonio Prado, com imigrantes polacos e italianos, também no mesmo ano, criou-se a Colônia Presidente Faria somente com imigrantes italianos; um ano depois anexo a Colônia Presidente Faria, surgiu a Colônia Maria José (atualmente Município de Quatro Barras); e finalmente em 1888 surgiu a Colônia Eufrazio Correia (atualmente Bairro do Capivari), sendo as duas últimas colônias somente de imigrantes italianos. Porém, a Colônia que mais se destacou foi a Colônia Alfredo Chaves que assumiu o papel de sede do futuro Município.

            A mudança oficial do nome Colônia Alfredo Chaves para Colombo, deve-se a uma medida do Governo Provisório Republicano, pelo Decreto n.º 11 de 8 de janeiro de 1890. Este nome foi dado em homenagem ao descobridor das Américas – Cristóvão Colombo. Somente em 5 de fevereiro de 1890 foi instalado o Município, sendo o seu primeiro Presidente de Intendência o Sr. Francisco de Camargo Pinto e em 1891 assumiu João Gualberto Bittencourt.

            A partir de 14 de julho de 1932, através do Decreto Estadual n.º 1703, Colombo passa a se chamar Capivari, tendo o seu território anexado a Bocaiúva do Sul. Em 9 de agosto de 1933, por força do Decreto Estadual n.º 1831, volta a se chamar Colombo.

            Em 20 de outubro de 1938, os Colombenses receberam uma triste notícia, através do Decreto Estadual n.º 7573 que extinguiu o Município, anexando-o à capital Curitiba. Somente em 30 de dezembro de 1943, pelo Decreto Estadual n.º 199, foi restaurado o poder político e administrativo de Colombo.

            Em 1880 o imigrante italiano Francesco Busato, em conjunto com os demais colonos, construiu o primeiro Moinho de Fubá com roda d’água, represando o rio Tumiri. O mesmo teve a iniciativa de instalar a primeira Fábrica de Louças Artísticas do país. Esta fábrica foi considerada a melhor do país, produzindo todo tipo de faiança fina, lindos pratos, xícaras, vasos, floreiras, bules e peças especiais. Funcionava em estabelecimento feito de madeira, o que era um perigo constante com as fornalhas trabalhando e a temperaturas elevadíssimas, os incêndios eram inevitáveis. E foi justamente um grande incêndio que destruiu esta fábrica, suas instalações e maquinários, sofrendo na época o Município um enorme prejuízo econômico.

            Durante o período de 1932 a 1947 outras fábricas surgiram como a Fábrica de Banha e Salame de Celeste Milani e Irmãos, Fábrica de Graspa, de João Agripino

            Tosin e José Gasparin, Fábrica de Carroceria (carroça) e Ferraria de Sebastião Guarise, João Lucas Costa e Boleslau Macionik; Padaria, de Francisco Wanke; Celaria de Oscar Bodziak e Valentin Gueno; Alfaiataria de Francisco Toniolo Mottin e José Socher e ainda outras fábricas como de rapaduras; forno de carvão; barricadas; carpintarias; latoeiros; mecânicos; sapateiros; pedreiras além de olaria e serrarias.

            Ainda na década de 40 alguns negócios, como eram chamadas antigamente as casas comerciais, tiveram seu momento de auge como o do Sr. Antonio André Jhonson, na sede de Colombo, Bergamino Borato na Barra do Capivari, Irmãos Falavinha em São Gabriel; João Scucato Coradin em Colônia Faria; Luiz Puppi na Sede; João I. Gusso em Campestre, entre outros. Atualmente, grandes fábricas e industrias estão se instalando no Município e juntamente com a agricultura, transformam a pequena vila de Colombo, como era conhecida, em uma grande e próspera cidade.

            Colombo foi o Município de maior taxa de crescimento nas décadas de 70 e 80 na Região Metropolitana de Curitiba. Décadas que recebeu um grande contingente populacional vindo do imenso território brasileiro, mas principalmente do interior paranaense. . Hoje a maioria da população mora em áreas loteadas contínuas a Curitiba, em bairros como Alto Maracanã, Guaraituba e Jardim Osasco, porém preserva uma grande característica agrícola herdada dos imigrantes italianos que aqui chegaram no final do século XIX.

            SUA GENTE

            O Município de Colombo de hoje, contendo características tanto rurais, quanto urbanas, com seus 123 anos e sua população de 215 mil habitantes, é ao mesmo tempo berço da imigração italiana e terra de todas as gentes.

            Circuito Italiano

            ATRATIVOS NATURAIS

            A natureza foi muito generosa com a região de Colombo criando belas paisagens. Aproveite os momentos de descanso para entrar em contato com riqueza natural de nossa região.



            Parque Municipal Gruta do Bacaetava



            O parque foi criado em maio de 2000 e abriga um acervo vivo de mata nativa da região. Tem por objetivo a conservação, recuperação e preservação do meio ambiente. A visita ao interior da caverna é feita com o acompanhamento de guias, são formados grupos de no máximo 30 pessoas a cada meia hora, aos fins de semana e feriado procure chegar cedo.

            É obrigatório a reserva para grupos acima de 15 pessoas.

            Atendimento: Quarta à sexta 8:30h ás 11:30 e das 13h ás 16:30. Sábados, domingos e feriados das 08:30 ás 16:30,

            OBS: O ultimo grupo para visitação ao interior da Caverna sai ás 16h.

            Endereço: Rua Antônio Gasparin S/N – Bacaetava

            Telefone:3656-5669



            Parque Municipal da Uva



            Local onde é realizado a maior festa do Município, a Festa da Uva e do Vinho em Fevereiro. O parque ainda conta com uma infraestrutura de churrasqueiras, lanchonete, trilha, local para caminhada, tanque para pesca, estacionamento, playground, acesso para deficientes físicos , sanitários

            Atendimento: Aberto todos os dias todos os dias 7:30 ás 20h

            Endereço: Marechal Floriano Peixoto,8771- Centro

            Turismo no município de Colombo teve seu início com a implantação do Circuito Italiano de Turismo Rural, no dia 05 de fevereiro de 1999. Apresenta como objetivos a preservação do meio ambiente, geração de empregos e renda no meio rural, iniciando assim um processo de desenvolvimento através de ações de comercialização de produtos e serviços na pequena propriedade, evitando o êxodo rural.

            O Circuito Italiano de Turismo Rural é um projeto pioneiro no Estado do Paraná e foi criado pela Prefeitura Municipal de Colombo através do departamento de Turismo ligado a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente (SEMAA) em parceria com a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC); a Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER); Paraná Turismo e Eco Paraná, e atualmente vem sendo desenvolvido pela Secretaria Especial de Turismo.

            Oferece uma forma de lazer inovadora, onde diversos locais estão abertos a visitação permitindo que os visitantes conheçam lugares históricos que contam a trajetória dos imigrantes italianos, contemplem as belezas naturais, a herança dos costumes dos italianos, na religiosidade, nas comidas típicas, na arquitetura e no folclore.

            Lendas de Colombo

            Corpo Seco é uma figura folclórica recorrente principalmente no sudeste brasileiro. Apesar de muito comum no sudeste, há histórias de encontros com um Corpo Seco desde o Paraná até o Amazonas, assim como em alguns países africanos de língua portuguesa.

            O Corpo Seco seria um morto-vivo que por ter praticado muitas más ações durante a vida, e agredido ou matado os pais (alguns afirmam que seria só a mãe), ao morrer, teve seu descanso negado. Há um ditado popular que diz que “quem bate na mãe fica com a mão seca”.

            Assim o Corpo Seco acaba sendo rejeitado por Deus, pelo Diabo e pela própria terra onde teria sido enterrado. É que, ao ser enterrado, o Corpo Seco é expelido pela terra, aparecendo o morto desenterrado pouco tempo depois do próprio enterro, já com as carnes apodrecidas.

            O Corpo Seco não gosta de água, sendo que pode ser isolado se deixado em um lugar do qual para sair se tenha que atravessar um curso d’água.

            Depois de sair do túmulo o Corpo Seco começa a vaguear pelas matas próximas a caminhos, pois para sobreviver tem que se agarrar a uma árvore. Quando se agarra a uma acaba por secá-la. Portanto, se encontrarem uma árvore que secou de repente, sem causa aparente, pode ter sido um Corpo Seco que se agarrou a ela.

            Dizem alguns que o Corpo Seco fica junto a caminhos, pois precisa de sangue para continuar “vivo”. Quando passa uma pessoa agarra-a e suga todo o seu sangue (como os vampiros). Se não passar nenhuma pessoa ele morre.

            Deixamos aqui duas histórias sobre Corpos Secos contadas por aí. A primeira é sobre um Corpo Seco que assombra moradores há mais de 40 anos, no Vale do Paraíba, próximo a Taubaté, São Paulo. A segunda história é sobre um Corpo Seco da cidade de Colombo, que fica na região metropolitana de Curitiba, Paraná.
            Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:24.

            Comentário

            • Junior_Bala
              Fazedor de Chuva
              • Jul 2013
              • 64

              #36
              399 destinos no Paraná

              11-399

              Almirante Tamandaré

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              O Município de Almirante Tamandaré tem seu desenvolvimento histórico ligado às explorações auríferas do sertão de Curitiba. Antes disso, porém, os seus mais antigos habitantes foram os índios TINGÜIS, os quais, conforme relato do historiador paranaense Romário Martins, "dominavam, no século do descobrimento do sertão, os Campos de Curitiba, a partir da encosta ocidental da Serra do Mar (São José dos Pinhais, Piraquara, Campo Largo, Araucária, Tamandaré, Colombo, Campina Grande e Rio Branco)."

              Sobre eles, é ainda o mesmo historiador que nos esclarece: "Os Tingüis (Tin gui = nariz afilado) não hostilizam os aventureiros pesquisadores e exploradores de ouro que se estabeleceram com arraiais no Atuba e na chapada do Cubatão, inícios da formação de Curitiba. Deixaram-se ficar pelas imediações desses primeiros núcleos de população branca e foram serviçais das explorações auríferas, dos sítios de criação de gado, etc. Seus mestiços ainda constituem parte da população de vários municípios acima citados e se ufanam de sua ascendência. Não vai longe o tempo em que o caboclo de Araucária e de Tamandaré avisava o contendor nas suas rixas: "Cuidado que eu sou Tingüi!"

              Assim, é inquestionável o fato desses silvícolas terem sido os primeiros senhores destas terras que, por sua índole dócil e pacífica, cederam depois aos brancos exploradores.

              Uma das primeiras bandeiras exploradoras de ouro de que temos notícia ter passado pelas terras de Tamandaré, conforme conta Alfredo Ellis Júnior, foi a comandada pelo famoso bandeirante Antônio Raposo Tavares, no ano de 1631. No entanto, o primeiro explorador aurífero a realmente estabelecer-se na região, foi o Capitão Salvador Jorge Velho, sertanista de Rio Pardo, em 1680, por ocasião de suas pesquisas mineradoras que resultaram no chamado " Descoberto da Conceição", no Quarteirão de Conceição, Distrito de Campo Magro, segundo relata o historiador paulista Pedro Taques, confirmado por Ermelino Agostinho de Leão no seu "Dicionário do Paraná". Ainda hoje existem, naquela localidade, vestígios da exploração aurífera ali realizada por aquele sertanista e continuada, mais tarde, pelo Guarda-mór Francisco Martins Lustosa.

              Finda a febre do ouro, com o esgotar dos ricos filões, as pequenas povoações serviram apenas de local de descanso, para renovação de provisões e pousada para os tropeiros e seus animais, quando estes, provindos de São Paulo e a caminho da Província de São Pedro do Rio Grande, Uruguai ou Argentina - onde iam em busca de cavalos, muares ou gado bovino - aqui resolviam acampar.

              Mais tarde, outros povoadores buscaram esta região. Não mais os aventureiros nômades, inconstantes e visionários do ciclo do ouro, mas pessoas afeitas ao trabalho, que buscavam a fertilidade destas terras com intenção de cultivo permanente e de trabalho honesto, para nela fixar-se e aqui produzir concretamente, sem alimentar sonhos mirabolantes e devaneios visionários... assim, aqui foram surgindo novas povoações, como Pacotuba, Botiatuba, Cercado, Mato Dentro e outras mais, muitas delas frutos da colonização alemã, italiana e polonesa, como Antonio Prado, Boixininga, Tranqueira, Lamenha Pequena, Lamenha Grande, Santa Gabriela, São Miguel etc.

              Com o desenvolvimento constante da região o Governo Provincial criou, em 10 de maio de 1875, a Freguezia de Pacotuba, a pedido de seus habitantes, pela Lei nº. 438. Assinada pelo Presidente Adolpho Lamenha Lins. O progresso da região não cessa, havendo constante desenvolvimento dos povoados, particularmente do chamado Cercado, situado entre morros e às margens do aprazível Rio Barigüi. O desenvolvimento desse povoado motivou a sua elevação à condição de sede da Freguezia, em 6 de setembro de 1888, pela Lei nº. 924, com a nova denominação de Nossa Senhora da Conceição do Cercado; mais tarde a povoação foi elevada a Villa, pela Lei nº. 957, de 28 de outubro de 1889, tendo sido o último município criado pelo regime monárquico no Paraná, desmembrado do Município de Curitiba.

              O Governo Estadual, estabelecendo as divisas territoriais do Paraná, extingüiu o município em 20 de outubro de 1938, pelo Decreto-lei nº. 7573, e anexou ao município de Curitiba.

              Pelo Decreto Estadual nº. 199, de 30 de dezembro de 1943, o Distrito de Tamandaré passou a denominar-se "Timoneira" e foi transferido para a jurisdição do Município de Colombo. A nova Divisão Territorial do Estado, estabelecida pela Lei nº. 2, de 10 de outubro de 1947, desmembrou do Município de Colombo os Distritos Judiciários de Timoneira (ex-Tamandaré) e Campo Magro, formando ambos um novo município com a denominação de Timoneira.

              Inconformada com a nova denominação com que foi restabelecido o município, que absolutamente nada lhe dizia em termos de evocação histórica ou de afetividade, a população que tanto amou esta terra, tendo à frente a figura carismática do seu velho líder e tardicional chefe político, Cel. João Cândido de Oliveira, juntamente com o Prefeito João Wolf, conseguiu sensibilizar o Governador Moisés Lupion no sentido da reintegração do nome antigo e tradicional, o que foi obtido através da Lei Estadual nº. 2644, de 24 de março de 1956, pela qual passou a denominar-se MUNICÍPIO DE ALMIRANTE TAMANDARÉ, seu nome atual.

              Através das lutas e dos sacrifícios dos pioneiros desbravadores, hoje o Paraná pode orgulhar-se deste Município de Almirante Tamandaré, não só pelo volume sempre crescente da produção agrícola municipal, onde se destacam, além dos hortigranjeiros aqui produzidos em grande quantidade para abastecimento da Capital do Estado, e dos produtos como batata, milho e feijão, também a apreciável produção de minérios - de grande importância para a economia paranaense - notadamente cal virgem, cal hidratada e minerais calcários para correção de solos agricultáveis, dos quais o município é um dos mais importantes produtores do Estado, graças ao grande número de indústrias desse ramo que aqui foram implantadas e que contribuem para a produção desses ricos elementos que são distribuídos por todo o Brasil, para a fertilização e o revigoramento de terras inaproveitáveis e cansadas.

              O nosso povo se envaidece por este Município de Almirante Tamandaré que, embora minúsculo pontinho no mapa do Estado do Paraná, embeleza o dadivoso solo paranaense com suas grandes áreas verdes e que enlanguesce os olhos dos visitantes com a beleza e o frescor de suas matas, a limpidez de suas águas e as singelezas das peculiaridades provincianas que ainda lhes são características marcantes.

              Seus ares hibernais lhe dão conotações similares a um cantinho da Europa encravado no solo do Brasil, clima ideal para a saúde e recuperação de energias, particularmente dos anciãos.

              Tanto isso é verdade, que existem aqui a Clínica Estância do Lago, um estabelecimento modelar destinado ao descanso e ao tratamento de pessoas estressadas, doentes e obesas, onde através de um tratamento especializado e com base em técnicas modernas encontram os pacientes a cura dos seus problemas de saúde.

              Também o Hospital Oásis Paranaense, que funciona na localidade de Botiatuba, há cerca de 3 kms da sede municipal, emprega técnicas modernas para o tratamento de diversas enfermidades, usado tanto para recursos básicos desenvolvidos através de estudos científicos empregados pela medicina natural, tais como o emprego de plantas medicinais curativas e fazendo uso, inclusive, dos banhos de barro medicinal desta região, com excelentes resultados.

              Por tudo isso, o tradicional Município de Almirante Tamandaré é hoje, sem dúvida, uma bênção dadivosa de Deus na Região dos Minérios deste nosso querido Estado do Paraná.

              O presente resumo foi extraído do livro RAÍZES HISTÓRICAS DE TAMANDARÉ, de autoria do escritor Harley Clóvis Stocchero.

              Lendas

              A LENDA MAIS FAMOSA DA CIDADE.
              A cidade de Almirante Tamandaré e Campo Magro compartilham uma lenda de mais de 200 anos que é passada de geração a geração. Esta estória possui ainda traços do tempo da mineração aurífera e não pode ser esquecida. Neste sentido a partir de uma coleta entre os moradores tradicionais temos ou seguinte:

              "...na localidade da Conceição na época Curitiba, hoje Campo Magro, havia um dono de escravos. E esse comandante tinha o nome de Gaspar, o mesmo tinha muitos escravos e tiravam ouro do rio Conceição.
              Quando foi um dia ele resolveu esconder sua riqueza e mandou fazer um buraco próximo a um riozinho e colocou todo o ouro dentro e perguntou para os escravos se havia algum que teria coragem de cuidar de seu tesouro. Mal terminou de perguntar, mais que depressa um dos escravos que estava ali presente se levantou, abanou com a mão dizendo: Eu, cuido!
              E o Sr. Gaspar lhe falou, então fique aqui cuidando de meu ouro. Naquele mesmo instante sacou sua arma e atirou na cabeça do escravo o enterrou junto com o ouro.
              Dizem, que hoje em dia ninguém pode se aproximar do local. Pois, é apedrejado e cai uma forte tempestade ou venta demais.

              Apesar disso ser provavelmente uma lenda. Existem muitos que vão verificar se é lenda ou não. Porém, pelo que se sabe, nunca encontraram nada”.
              Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:25.

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              • Junior_Bala
                Fazedor de Chuva
                • Jul 2013
                • 64

                #37
                12-399

                Tibagi





                Tibagi Freguesia - 1870




                " Diamante! Diamante! Era o brado que ecoava nas regiões do caudaloso Tibagi" O caudaloso Rio Tibagi, obra prima da natureza, ao cortar o interior do Paraná mostra a beleza de seus saltos, de suas praias e também a presença em seu leito dos "caldeirões" encachoeirados, contendo pedras preciosas magistrais, alento de uma população em constante busca de riquezas.


                O Tibagi, conhecido desde 1754 como o El-Dorado, revelou sua riqueza aos paulistas que, na Pedra Branca, iniciaram o sonho e a realidade do garimpo, descobrindo o ouro e o diamante. A fama do Tibagi, o rio maravilhoso, o real El-Dorado, atravessou as nossas fronteiras e foi ecoar lá ao longe. Do Norte, do Sul, do Centro, de toda parte vieram garimpeiros audazes, embalados pelas boas perspectivas do rio afortunado. A ação garimpeira é rica e complexa. Iniciada com a busca, a pesquisa do terreno, do melhor cascalho a achada do serviço - assim chamado o veio ou depósito de cascalho - continua com o desentulhamento, a tirança do cascalho a fôlego, com escafandro ou, ainda, do sequeiro, e a lavagem, que nem sempre compensa o esforço desenvolvido.













                O Rio, como num jogo de esconde-esconde, faz aparecer o seu tesouro, encobre-o ou simplesmente ilude com a presença de Xibíus. Acampados á beira do rio, esperançosos de um bambúrrio próximo, não longe do serviço, dividem entre si as diversas tarefas do dia. Movimentam a máquina de ar, esperam a vez de mergulhar ou, cozinham enquanto outros fazem a lavagem. Dia por dia, os mesmos movimentos, os mesmos sonhos, as mesmas ilusões a embalar a existência de cada um. Antes que fosse iniciado o desbravamento e povoamento dos sertões do Tibagi, numerosas expedições e bandeiras foram organizadas e levadas até as barrancas do rio do mesmo nome, com penetrações em quase todas as direções da vasta zona do Tibagi.




                Desde os tempos mais remotos era conhecida a notícia de que o rio Tibagi possuía ouro e transportava enorme quantidade de pedras preciosas, principalmente diamante, havendo mesmo a tradição de que esse rio corria sobre um leito diamantífero. Daí os motivos das numerosas expedições levadas até as margens desse rio, desde os primeiros tempos das entradas no sertão feitas pelas bandeiras paulistas e, mais tarde, curitibanas. Entretanto, a formação de um povoado na região do Tibagi somente foi tentada na última década do século XVII.

                Os primitivos moradores da atual cidade do Tibagi procediam de São Paulo, e seu estabelecimento na região foi lento e durou vários anos, até que fosse definitivamente escolhida a localização do povoado. Foi povoado por Antônio Machado Ribeiro, vulgo "MACHADINHO", que veio de São Paulo em 1782, acompanhado de sua família, instalando-se na Fazenda da Fortaleza, propriedade do seu compadre José Felix da Silva e, mais tarde, estabeleceu-se á margem do Tibagi, justamente no local onde se encontra a cidade de Tibagi.





                Machado Ribeiro e sua família tomaram posse das terras compreendidas desde o rio Pinheiro Seco até a barra do rio Santa Rosa em 28 de junho de 1794, as quais foram herdadas por seu filho Manoel das Dores Machado.Após seu falecimento, seu filho Manoel das Dores Machado, herdeiro da propriedade, cumprindo desejo de sua falecida mulher Antonia Maria de Jesus, doou mais de 12.000 metros quadrados de terreno a Nossa Senhora dos Remédios, além da casa onde residia seu pai, com o fim de ser nele edificada a capela, o que foi realizado por uma irmã de Manoel das Dores, chamada Ana Beja que conseguiu na região alguns donativos para a construção da mesma, o que deu origem á cidade.

                A Freguesia foi criada pela Lei no 15 de 06 de março de 1846, e a 23 de março de 1851 chegava a Tibagi o seu primeiro Vigário Encomendado, Frei Gaudêncio de Gênova, missionário capuchinho natural da Itália, encarregado pelo Presidente da Câmara de Vereadores do município de Castro de propor limites da nova Freguesia. O Município foi criado pela Lei no 302 de 18 de março de 1872, e oficialmente instalado em 10 de janeiro de 1873. Possui atualmente dois Distritos Administrativos: Caetano Mendes e Alto do Amparo, e um Judiciário (Alto do Amparo).

                Diversos municípios foram desmembrados do grande Tibagi, como: Apucarana, Reserva, Ortigueira, Telêmaco Borba, Ventania e grande parte dos municípios do chamado "Norte Novo" do Paraná, existindo inclusive, no Museu Histórico da cidade, um mapa do início do Século XX, no qual o município de Tibagi chega a fazer fronteira com Guarapuava, chegando até os rios Paraná e Paranapanema.
                Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:25.

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                • Junior_Bala
                  Fazedor de Chuva
                  • Jul 2013
                  • 64

                  #38
                  Desde que o FC Proftel me falou sobre uma localidade chamada Itaiacoca, fiquei curioso e decidi conhece-la, bom vamos então...

                  Saindo de Curitiba em direção ao Norte do Paraná um pouco antes de se chegar à Ponta Grossa tem uma pequena estrada chamada PR 513 "Rodovia do Talco"



                  Essa estrada em algum momento teve um asfalto mas...





                  Segue-se por ela por mais ou menos 20Km e daí se chega na PR 513, cheguei no entroncamento e peguei a esquerda pois não havia placas segui por uns 40km e parei numa padariazinha daquelas do interior para perguntar onde era o Distrito de Itaiacoca o dono me informou que teria de voltar pois no entroncamento teria de virar a direita e não a esquerda, como estava com muita curiosidade voltei voltei e voltei kkkk, mais ou menos uns 80km de uma estrada linda cheia de curvinhas e um asfalto digno de uma estrada europeia, ao lado da estrada avistei uma bodega daquelas bem do interior parei e perguntei onde fica o distrito de Itaiacoca um Sr que estava lá me disse que era lá mesmo seu nome era Sr João e começamos a conversar me contou que veio do norte do Brasil e que aquela estrada era mantida pela Prefeitura de Ponta Grossa falou sobre as mineradoras e conversamos sobre a vida no campo a produção de derivados de suinos, tudo regado a Coca-Cola e salame rosa.














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                  • Junior_Bala
                    Fazedor de Chuva
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                    • 64

                    #39
                    Resolvi por conta renomear este desafio para Rota-399

                    depois de sair do Distrito de Itaiacoca segui para Ponta Grossa

                    Chegando a Prefeitura aconteceu um fato, pedi informações a um Sr que estava lá sobre como pegar a saída da cidade ja que iria até Castro e ele me Perguntou porque fotografar as Prefeituras?

                    A resposta não poderia ser outra, conhecer nossa terra relamente não tem preço é uma sensação única.

                    13 -399 Ponta Grossa



                    O nome Ponta Grossa é de origem geográfica, constituindo-se em referência a uma colina de grande diâmetro coberta por um capão de mato. Essa colina podia ser vista de longa distância por todos aqueles que viajavam pela região. Existem relatos de que os tropeiros quando estavam chegando aos arredores, referiam-se ao lugar, afirmando: “Estamos próximos ao Capão da Ponta Grossa”. Porém, existem outras histórias. O escritor Manoel Cirillo Ferreira escreve que, Miguel da Rocha Carvalhães, proprietário de terras na região, teria mandado seu capataz de nome Francisco Mulato, escolher um local para ser a sede da sua fazenda. O empregado então, percorreu a região escolhendo um lugar com terras boas para o cultivo e ao retornar, perguntado onde seria o local, afirmou: “É encostado naquele capão que tem a ponta grossa”. Outro escritor chamado Nestor Victor relata que, “Miguel da Rocha Carvalhaes doou as terras necessárias para a origem do povoado. O local passou a ser assim chamado, devido a um capão próximo aos seus terrenos que formava uma ponta grossa”. Essas são histórias que fazem parte da tradição, mas não se pode esquecer, que o nome da cidade decorre de uma colina com características próprias da vegetação local.

                    O nome Ponta Grossa é de origem geográfica, constituindo-se em referência a uma colina de grande diâmetro coberta por um capão de mato. Essa colina podia ser vista de longa distância por todos aqueles que viajavam pela região. Existem relatos de que os tropeiros quando estavam chegando aos arredores, referiam-se ao lugar, afirmando: “Estamos próximos ao Capão da Ponta Grossa”. Porém, existem outras histórias. O escritor Manoel Cirillo Ferreira escreve que, Miguel da Rocha Carvalhães, proprietário de terras na região, teria mandado seu capataz de nome Francisco Mulato, escolher um local para ser a sede da sua fazenda. O empregado então, percorreu a região escolhendo um lugar com terras boas para o cultivo e ao retornar, perguntado onde seria o local, afirmou: “É encostado naquele capão que tem a ponta grossa”. Outro escritor chamado Nestor Victor relata que, “Miguel da Rocha Carvalhaes doou as terras necessárias para a origem do povoado. O local passou a ser assim chamado, devido a um capão próximo aos seus terrenos que formava uma ponta grossa”. Essas são histórias que fazem parte da tradição, mas não se pode esquecer, que o nome da cidade decorre de uma colina com características próprias da vegetação local.

                    Contam os antigos que, quando os fazendeiros dos Campos Gerais se reuniram para decidir o local da sede de povoação, onde ergueriam uma igrejinha sob a invocação da senhora Sant´Ana, não chegaram a um acordo, pois cada um queria que o lugar ficasse próximo a sua fazenda. Assim sendo, de comum acordo, resolveram soltar dois pombos brancos com fitas vermelhas amarradas nas perninhas, e que, onde estes pousassem seria o local da igrejinha e o centro da nova povoação. Soltos os pombos, estes voaram para bem longe, e foram pousar sobre uma cruz, próxima de uma enorme figueira, na mais alta colina, junto ao caminho dos tropeiros. Ali foi então erguida modesta capela de madeira sob a invocação de Sant´Ana. E, ao seu redor formou-se a nova povoação de Ponta Grossa.
                    Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:26.

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                    • Junior_Bala
                      Fazedor de Chuva
                      • Jul 2013
                      • 64

                      #40
                      Rota 399

                      14-399

                      Castro



                      Castro surgiu às margens do histórico Caminho de Sorocaba, que ligava esta cidade paulista a Viamão, na antiga Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.6 Inicialmente, o atual município de Castro foi um "pouso de tropeiros" à beira da antiga via, ponto de passagem de tropeiros e gado que iam à feira de Sorocaba. Segundo Milleit de Saint' Adolphe, esta região era morada de aborígenes, notadamente os guarapiabas, do grupo tupi Também há o registro de ataques de índios caingangues aos tropeiros e colonos que circulavam pela região no século 19

                      O local onde atualmente se encontram as pontes rodoviárias sobre o Rio Iapó era exatamente era o ponto que oferecia vau, onde cruzavam os tropeiros. A boa aguada, pastagens e clima atraíram as primeiras famílias paulistas de Sorocaba, Santos e Itu, que estabeleceram-se a fim de incrementar a criação de gado, dando a uma povoação que se chamou Pouso do Iapó. Contemporaneamente, ao começo da colonização foram requeridas, por paulistas, as primeiras sesmarias da região.

                      Pouso do Iapó se firmou como povoação, e, em 1751 foi construída uma pequena capela de "pau a pique", onde os ofícios religiosos eram conduzidos pelo frei Bento Rodrigues de Santo Ângelo. Em 1769, os Padres Carmelitas, vindos de uma frustrada experiência na capela do Capão Alto, ergueram uma nova igreja às margens do Rio Iapó, para sede da freguesia que pretendiam criar.

                      Em 15 de março de 1771, o Pouso do Iapó recebeu a visita do tenente-coronel Afonso Botelho de Sam Payo e Souza, ajudante de ordens do governador-geral da capitania e comandante das forças da ouvidoria de Paranaguá, que não mediu esforços para o desenvolvimento do lugar. A partir daí, foi criada a Freguesia de Sant'Ana do Iapó. Depois de cumpridas as formalidades exigidas pelo direito canônico, o frei Manoel da Ressurreição, bispo da Capitania de São Paulo, em provisão de 5 de março de 1775, determinou as novas divisas da freguesia.

                      Na nova povoação, estabeleceram-se o capitão-mor Rodrigo Feliz Martins, o capitão Francisco Carneiro Lobo, um dos chefes expedicionários da primeira conquista de Guarapuava, Inácio Taques de Almeida, Manoel da Fonseca Paes, doutor Manoel de Mello Rego, Inácio de Sá Arruda, José Rodrigo Betim, Antonio Pereira dos Santos, João Batista de Oliveira e João Batista Pereira.

                      Túmulo que chora
                      No cemitério Municipal de Castro, milhares de pessoas anualmente, procuram pelo túmulo de Mírian Novaes Santos, acreditando que a água que dali verte, tenha propriedades milagrosas. Nascida em Castro, a menina quando criança sofreu uma queda de escada e contraiu um problema no braço que os médicos acreditavam ser uma osteomielite. Mesmo operando o braço, a doença degenerou-se num câncer e Mírina faleceu aos 14 anos. Seus pais mandaram fazer uma estatueta de bronze com a imagem da menina para servir como adorno ao seu túmulo, exatamente na mesma posição em que ela passara seus últimos dias, de bruços e com um dos braços estendidos, única forma para conseguir o alívio das suas dores. Desde então, há muitos anos, uma água verte do seu túmulo, esta que mesmo em épocas de seca, continua fluindo.
                      Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:26.

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                      • Junior_Bala
                        Fazedor de Chuva
                        • Jul 2013
                        • 64

                        #41
                        Rota 399

                        Carambeí Pequena Holanda

                        15 -399



                        O nome Carambeí significa "rio das tartarugas" e é a junção de carambé (carumbé) que significa tartaruga e y que significa rio na língua guarani.

                        Até o princípio do século XX, sua história se confunde com as histórias de Castro e de Ponta Grossa. Sua posição estratégica, bem no meio do antigo Caminho das Tropas, permitiu que Carambeí se desenvolvesse como um grande polo produtor de laticínios, sendo hoje uma das maiores bacias leiteiras do Brasil. Possui grandes multinacionais, como BRF, fusão entre Sadia e Perdigão, Seara Alimentos do Grupo JBS e Batavo Rações das cooperativas Batavo, de fundação holandesa.


                        Os primeiros imigrantes neerlandeses chegaram em Carambeí em 1911. Lá os imigrantes neerlandeses encontraram outros grupos de imigrantes que estavam construindo uma linha férrea para Brazil Railway Company. Essa companhia queria desenvolver a nova área adquirida e entregava ao colono um lote de terra, uma casa, uma canga de bois e três vacas leiteiras.

                        Última edição por Junior_Bala; 28-06-16, 18:26.

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                        • Junior_Bala
                          Fazedor de Chuva
                          • Jul 2013
                          • 64

                          #42
                          Rota 399

                          Dia 30/08



                          Resumo do dia

                          504Km

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                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #43
                            FC Junior_Bala, me delicio com os detalhas sobre cada uma das cidades e arredores visitados, com as idas e vindas, e claro, com as histórias que nos repassas, sobre as curiosidades, que confesso, tem me aguçado a curiosidade.

                            Desejo que todos os quilômetros percorridos sejam revestidos de felicidade e mesmo nos equívocos entre esquerdas e direitas, nos passas uma lição de otimismo e de tranqüilidade muito grande.

                            Vou aprendendo as lições e concluindo que o importante é estar na estrada, em paz!

                            Não esqueça do Encontro dos Abraços, em Itajaí, SC, durante os dias 14 e 15 de novembro.

                            Aprocheguem-se FC!

                            Comentário

                            • Junior_Bala
                              Fazedor de Chuva
                              • Jul 2013
                              • 64

                              #44
                              Dolor estou com a alma inquieta para participar deste encontro, mas poderei participar somente dia 14 porque dia 15 tenho um casamento de um grande amigo, queria ver como participar dia 14 e conhecer todos

                              Grande abraço

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                              • Junior_Bala
                                Fazedor de Chuva
                                • Jul 2013
                                • 64

                                #45
                                Alma inquieta, navegando pelo forum aquela vontade imensa de estrada de terminar o desafio que ainda esta pendente carinhosamente apelidado de ROTA 399 , agora com mais tempo parto esse mês de Julho ainda terminar este desafio com a ajuda de nosso Supremo Criador, tenho pensado como nos tornamos presos pela própria vida , cabe a nós mesmos romper as amarras e seguir pela estrada pois a fome da alma só se acalenta com a estrada.



                                Última edição por Junior_Bala; 09-07-15, 13:40.

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