Quando minha mãe e irmã chegaram aqui em Anápolis dia 29 do ano passado (2012) a moto coincidentemente estava com 328 Km rodados (o mesmo número da casa da minha mãe em São Vicente-SP - não direi o nome da rua por questões óbvias hehe).
Hoje ao parar a moto na garagem contava com 456 Km rodados. A diferença entre alguns poucos quilômetros que rodei sozinho (não mais que seis ou sete entre minha casa e o Hotel (1200 metros) foi o que “rodei” com minha irmã aqui em Anápolis (quase 100 Km ou mais).
Creio que valeu a pena o tanto que ela se queimou com o sol daqui! Até pegamos estrada de Anápolis à Joanápolis (um Distrito).
Creio que foi bom, a Cris a uns vinte e poucos anos não andava tanto de moto.
Agora vem a parte interessante da História:
Minha irmã tinha uma XL-125 e eu uma DT-180, ela estava no terceiro ano da Faculdade de Direito e eu no segundo até eu, no quarto ano largar a bagaça (estudáva-mos juntos na UNISANTOS em 1983!).
Nesses “dois anos e pouco”, fomos felizes pacas! Volta e meia ela estava com algum problema e eu também, às sextas-feiras saía-mos da Faculdade na “Conselheiro Nébias” e, ao chegar um pouco antes da “divisa” entre Santos e São Vicente a gente “pegava” a Praia do Itararé e e ia na beirada da Praia até o Ilha Porchat Clube (do qual eramos sócios – meu pai era sócio “remido”), subía-mos com as motos na rampa da praia, chegáva-mos ao restaurante e nos entupía-mos de “Antártica”.
Guardo na mente aquela imagem de quase todas as noites passadas, não lembro o que nem sobre a gente falava porque eram só de problemas pessoais ou familiares mas, lembro bem de sempre visualizar a bela paisagem e lembrar à minha irmã que, aquela Ilha de Urubuqueçaba, daquele ângulo, lembrava um cara se afogando (e aquilo sempre me deprimiu).
Ao final dos papos eu acompanhava minha irmã até a porta de casa, esperava ela guardar a moto e, continuava a balada. Não foram poucas vezes que isso ocorreu podem crer.
Depois disso, minha irmã sofreu um acidente de carro, ela estava dirigindo um Gol daqueles com motor de fusca, vinha de Iguape a São Vicente, perto de Itariri um bêbado perdeu o controle do “fusca” na curva em sentido contrário, minha irmã jogou o Gol para o acostamento do lado dela e o cara também. O resultado foi que o cara morreu, a mulher e a filha dele se machucaram muito. Graças a Deus a Cris e minha mãe sobreviveram mas, o motor do Gol entrou debaixo do piso do carro, minha irmã teve os joelhos espremidos e levantou o painel do carro (que era de ferro).
Resultado: ela ficou quase um ano engessada da cintura aos tornozelos com um ferro entre as pernas na altura do joelho. Vocês imaginem isso num calor de Santos-SP!
Ninguém imaginava que ela voltasse a andar mas anda e dirige, leva minha mãe pra cima e pra baixo com paciência e, espero que esse gostinho de andar de moto tenha voltado nesses parcos 100 Km aqui em Anápolis!.
Não que ela compre moto aí em Sampa mas, que venha dar umas voltas em breve aqui de novo.
Muita gente fala pra mim “não conte da sua vida”, “não conte o que você pretende comprar”, “não fale onde você pretende trabalhar”, “não fale onde você pretende fazer isso ou aquilo” porque “há olho gordo em tudo, há inveja”…. .
Juro prôceis, dou risada disso! Se você não fizer tudo às claras aí sim a coisa pode dar errado! Quanto mais você esconde uma coisa mais seus olhos demonstram que você está escondendo alguma coisa e, aí, quem tem percepção, sabendo que você está escondendo algo pensa no pior.
Se qualquer um de vocês aqui encontrarem com a Cris, o Henrique ou eu em qualquer mesa podem crer que terão um longo papo com toda nossa vida em aberto sem neuras.
A isso dão nome de “Transparência” (outros acham que somos “metidos” só por falar a verdade sobre a vida).
Sei lá.
Como nós falamos abertamente sobre nós, quem somos e temos orgulho de onde viemos, o “recalque” aguentamos.
“C’est la vie”
Hoje ao parar a moto na garagem contava com 456 Km rodados. A diferença entre alguns poucos quilômetros que rodei sozinho (não mais que seis ou sete entre minha casa e o Hotel (1200 metros) foi o que “rodei” com minha irmã aqui em Anápolis (quase 100 Km ou mais).
Creio que valeu a pena o tanto que ela se queimou com o sol daqui! Até pegamos estrada de Anápolis à Joanápolis (um Distrito).
Creio que foi bom, a Cris a uns vinte e poucos anos não andava tanto de moto.
Agora vem a parte interessante da História:
Minha irmã tinha uma XL-125 e eu uma DT-180, ela estava no terceiro ano da Faculdade de Direito e eu no segundo até eu, no quarto ano largar a bagaça (estudáva-mos juntos na UNISANTOS em 1983!).
Nesses “dois anos e pouco”, fomos felizes pacas! Volta e meia ela estava com algum problema e eu também, às sextas-feiras saía-mos da Faculdade na “Conselheiro Nébias” e, ao chegar um pouco antes da “divisa” entre Santos e São Vicente a gente “pegava” a Praia do Itararé e e ia na beirada da Praia até o Ilha Porchat Clube (do qual eramos sócios – meu pai era sócio “remido”), subía-mos com as motos na rampa da praia, chegáva-mos ao restaurante e nos entupía-mos de “Antártica”.
Guardo na mente aquela imagem de quase todas as noites passadas, não lembro o que nem sobre a gente falava porque eram só de problemas pessoais ou familiares mas, lembro bem de sempre visualizar a bela paisagem e lembrar à minha irmã que, aquela Ilha de Urubuqueçaba, daquele ângulo, lembrava um cara se afogando (e aquilo sempre me deprimiu).
Ao final dos papos eu acompanhava minha irmã até a porta de casa, esperava ela guardar a moto e, continuava a balada. Não foram poucas vezes que isso ocorreu podem crer.
Depois disso, minha irmã sofreu um acidente de carro, ela estava dirigindo um Gol daqueles com motor de fusca, vinha de Iguape a São Vicente, perto de Itariri um bêbado perdeu o controle do “fusca” na curva em sentido contrário, minha irmã jogou o Gol para o acostamento do lado dela e o cara também. O resultado foi que o cara morreu, a mulher e a filha dele se machucaram muito. Graças a Deus a Cris e minha mãe sobreviveram mas, o motor do Gol entrou debaixo do piso do carro, minha irmã teve os joelhos espremidos e levantou o painel do carro (que era de ferro).
Resultado: ela ficou quase um ano engessada da cintura aos tornozelos com um ferro entre as pernas na altura do joelho. Vocês imaginem isso num calor de Santos-SP!
Ninguém imaginava que ela voltasse a andar mas anda e dirige, leva minha mãe pra cima e pra baixo com paciência e, espero que esse gostinho de andar de moto tenha voltado nesses parcos 100 Km aqui em Anápolis!.
Não que ela compre moto aí em Sampa mas, que venha dar umas voltas em breve aqui de novo.
Muita gente fala pra mim “não conte da sua vida”, “não conte o que você pretende comprar”, “não fale onde você pretende trabalhar”, “não fale onde você pretende fazer isso ou aquilo” porque “há olho gordo em tudo, há inveja”…. .
Juro prôceis, dou risada disso! Se você não fizer tudo às claras aí sim a coisa pode dar errado! Quanto mais você esconde uma coisa mais seus olhos demonstram que você está escondendo alguma coisa e, aí, quem tem percepção, sabendo que você está escondendo algo pensa no pior.
Se qualquer um de vocês aqui encontrarem com a Cris, o Henrique ou eu em qualquer mesa podem crer que terão um longo papo com toda nossa vida em aberto sem neuras.
A isso dão nome de “Transparência” (outros acham que somos “metidos” só por falar a verdade sobre a vida).
Sei lá.
Como nós falamos abertamente sobre nós, quem somos e temos orgulho de onde viemos, o “recalque” aguentamos.
“C’est la vie”



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