Desafiando meus limites.

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  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #526
    Boa tarde amigos FC´s,

    Tendo feito um post só da parte da viagem até a cidade, resta agora falar sobre ela:

    69/78 - Nova Venécia

    Dois fatos muito legais aconteceram durante as fotos na prefeitura:
    a) ao fazer os cliques, um garoto que passava com sua mãe me abordou e pediu: "tio, deixa eu sair na foto?" rssss Claro, está aí o registro.

    b) Eu bem no meio da pista vejo uma belíssima morena parar, olhar para mim e "do nada" perguntar: "Está fazendo chuva?"
    Surpreso mas feliz com a pergunta respondi que sim e perguntei como ela sabia disso.
    A resposta surpreendeu mais ainda, pois ela disse ser também motociclista, irmã da Greicykelli que é namorada do Paulo Henrique. Eles também são FC´s e estão cumprindo o desafio embora faça um tempo que não publicam, mas vão terminar o desafio. Todos eles pessoas da mais alta qualidade. Mundo pequeno... rsss Nas fotos os devidos registros.

    O site da prefeitura num apresenta a história da cidade, então recorri à Wikipedia mesmo, acesso em 15/01/2015.

    "O significado da palavra Veneza-Venécia, Véneto ou Héneto é o latino Uénus, Vênus, donde provém o etimólogo Venezsia (véneto) e Venezia (italiano). A designação Uénus engloba os temas sumérios W e Anu, respectivamente, “filha” e “céu”. Como “filha do céu” Vénus personifica o belo astro que assiste ao nascimento e ocaso solares. O teónimo romano Vénus, ao ser aditado do tema ara, significativo de “santa”, deu venera, donde procedeu o termo venerar, adorar. Daí que Veneza é “onde se venera Vênus”.

    Geografia
    O município é muito montanhoso e possui imensas jazidas de Granito, com beneficiamento próprio. Seu território está situado quase em sua totalidade sobre uma formação rochosa muito antiga, um escudo cristalino formado a cerca de 2 bilhões de anos durante o período pré-cambriano, hoje bastante desgastado , formado pelo resfriamento do magma sob a superfície e posterior exteriorização pelos processos erosivos. Apenas um pequeno trecho do município, na divisa com o município vizinho de São Mateus a leste, ocorre o início de uma bacia sedimentar. Em determinados locais do município, é possível extrair pedras preciosas como águas marinhas e esmeraldas. Devido à sua geologia, em Nova Venécia não há possibilidade de haver petróleo, como no caso de São Mateus. A formação montanhosa mais conhecida e cartão postal da cidade é a Pedra do Elefante, uma montanha de cerca de 604m de altitude.

    Relevo
    O relevo da cidade é em sua maior parte montanhoso com muitas rochas onde em geral é extraído o granito. A geologia do município é relativamente acidentada, com muitos morros e colinas, com poucas áreas planas. A cidade se desenvolveu principalmente ao longo do vale do rio cricaré, mas também se estende para atrás de algumas colinas.

    Clima
    Cidade de clima tropical, com temperaturas elevadas de novembro a março, e as chuvas ocorrem no mesmo período. Nos meses de janeiro e dezembro, as chuvas caem com maior intensidade, quando são acompanhadas de fortes raios e trovoadas. Atualmente, com o desmatamento no norte do Estado e o aquecimento global, os períodos de estiagem estão se tornando mais extensos.

    Vegetação
    A vegetação nativa é de Mata Atlântica, que ocorre em trechos isolados, em geral ao pé das montanhas.

    Demografia
    População: 44.380 habitantes
    Homens: 22.261
    Mulheres: 22.119
    População e cultura
    Nova Venécia é um município com forte influência cultural italiana, atualmente muito valorizada, devido ao fato de nos seus primórdios ela ter sido uma colônia de imigrantes italianos no Estado. Há alguns alimentos típicos, como a polenta, parte da população tem ascendência italiana e alguns preservam seus costumes. Há forte influência também de alguns outros grupos, como pomeranos e alemães (próximo ao município vizinho de Vila Pavão a noroeste) e nordestinos.

    Hidrografia
    O Rio Cricaré nasce na Serra da Safira, em Minas Gerais. Possui uma extensão de 188 quilômetros, 104 deles no Espírito Santo. A pesca,juntamente com a agricultura e a exploração de minerais, como as rochas ornamentais são as principais atividades econômicas. Suas águas são verdes e calmas. Possui uma bela vegetação em sua margem e um belo visual ao entardecer.

    Os afluentes mais importantes do Rio Cricaré são o Córrego do Garfo, o Córrego Paulista, o Córrego Todos os Santos, o gracioso Córrego Alegre e o Córrego da Rapadura, na margem esquerda. Na margem direita, Ribeirão de São Francisco, Córrego Perdida, Córrego Guararema, Rio Muniz Freire, Córrego Boa Esperança e Rio Preto."

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    Comentário

    • Gilmar Dessaune
      Fazedor de Chuva

      • Oct 2012
      • 6891

      #527
      Booooom dia amigos FC´s,

      Aqui em Vila Velha o dia começou "quente", então vamos tratar de postar logo cedo porque há muito o que fazer hoje, pois amanhã cedinho pico a mula para Marataízes no Sul do ES onde verei minha filha e neto de 3 meses de idade.

      Dando sequência às prefeituras do ES vamos para:

      70/78 - Vila Pavão

      O site da prefeitura também não apresenta seu texto sobre a história do pequeno município do ES, que também está sofrendo com a estivagem longa.
      Notícias no site informam que o desvio de água para a irrigação de lavouras está afetando o abastecimento na cidade à população.

      O trecho entre Nova Venécia e Vila Pavão é bem curto, então em questão de minutos já estávamos em frente à pequena prefeitura para as fotos de registro oficial.

      As fotos foram clicadas já quase às 14 h, portanto o calor ainda era forte e a necessidade de repor líquidos era uma imposição, afinal nosso dia de rodagem não estava nem na metade ainda como verão até o final das postagens.

      Não existe nada na fachada, então o registro é no vidro da porta mesmo.

      "História
      Um pedaço de tábua na parte interna do lábio inferior. Essa era a característica marcante dos índios Botocudos, nativos habitantes do município que hoje é conhecido como Vila Pavão. Esses nativos viveram na região, e após frequentes ataques a fazendas e povoados, foram expulsos por colonizadores.

      A construção da ponte sobre o Rio Doce, em Colatina, e a abertura da estrada que liga Nova Venécia a Vila Pavão, em 1940, foram as obras que desencadearam o povoamento e a colonização do município. Os tropeiros e caminhoneiros faziam divulgação "das terras quentes" aos imigrantes pomeranos e italianos no Sul do estado e nas regiões de limite com Minas Gerais. Foi isso que atraiu grande número de descendentes pomeranos e alguns italianos para o local.

      A Pomerânia era uma das 38 províncias pertencentes à antiga Prússia. Com a Segunda Guerra Mundial, foi riscada do mapa e seu território dividido entre a Polônia e a Alemanha.

      O município de Vila Pavão foi emancipado de Nova Venécia no dia 1 de julho de 1990 (dia do plebiscito, também considerado o "Dia da Cidade"). O município foi colonizado na década de 1920 por caboclos que fugiam da seca do sertão, madeireiros e depois de 1940, quando chegaram algumas famílias de descendência afro, italianas e a maioria pomerana. O nome "Vila Pavão" foi colocado por tropeiros que pernoitavam na única casa do "pavão" existente na encruzilhada onde hoje fica o centro da cidade, que tinha em sua varanda o desenho dessa ave.

      Vila Pavão tem hoje mais de 9.000 habitantes, dos quais 78% residem na zona rural, dando destaque à sua agricultura familiar, com lindas elevações de granito denominadas "pedras" que, além de fazerem de Vila Pavão uma das maiores jazidas nacionais deste produto, ainda fazem da região uma das mais lindas do Brasil."
      Fonte: Wikipedia, acesso em 16/01/2015.

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      • Sassa e Cuca
        Fazedor de Chuva

        • Sep 2012
        • 1056

        #528
        Que assanhamento Sr Gilmar!!! Só pq essa linda morena - namorada do Paulo Henrique -veio falar com vc, já ficou se achando...se achando a própria chuva? Ela é linda mas, comprometida! E garanto que o Paulo Henrique é bem mais bonitão! kkkk

        Vc pode! Fotos incríveis e o garoto heim! É muito legal conhecer e interagir com pessoas. Os lugares são belos e ricos de histórias mas as pessoas, essas sim, é são o maior valor!

        Abçs
        NFC Cuca

        obs: acrescente essa Pedra do Elefante em nosso itinerário

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        • Gilmar Dessaune
          Fazedor de Chuva

          • Oct 2012
          • 6891

          #529
          Boa noite amigos FC´s,

          Como amanhã cedo irei à Marataízes, no sul do ES, vou antecipar meu post diário de fechamento do Valente ES que faria amanhã pela manhã.

          71/78 - Ecoporanga

          O trecho também é curto entre Vila Pavão e Ecoporanga e todo pavimentado, então foi muito rápido chegar e sem muito o que registrar.

          O portal da cidade é legal, então clicamos pois é raro encontrar portais em cidades do ES. Eu penso que todas as cidades deveriam criar seus portais para dar um toque personalíssimo à sede do município em vez de somente a placa rodoviária típica das estradas.

          "História
          A história de Ecoporanga começa em 1934, quando Jacinto Antônio Dias, um pioneiro, vem das terras de Minas Gerais, saindo de Conselheiro Pena, trazendo junto nesta caminhada de migrante a mulher Guilhermina Joana de Jesus e seus doze filhos.

          A região era coberta de matas, não havia estradas, meios de transporte e nem energia elétrica. Neste tempo as pessoas andavam a pé ou a cavalo para percorrer as terras do município.

          Quando Jacinto Antônio Dias chegou, ele não se limitou a tomar posse de uma nova terra, nela plantando e erguendo um rancho. Fez mais, criou um núcleo de desbravamento. Ante as possibilidades que vislumbra no lugar, reclama reforços, convoca mais braços para o trabalho comum, traz gente de Minas Gerais. Assim começa a formar um núcleo urbano.

          Naquela época já havia chegado à região o Frei Inocêncio de Comiso da ordem dos Capuchinhos, e então a pedido do frei, Jacinto Antônio Dias faz a doação de 28 hectares de terra, em 1937 destinados à fundação de um patrimônio em honra de Nossa Senhora do Monte Serrat.

          A presença do frei, no Alto São Mateus, estava ligada a ação missionária que esses religiosos, desde a década de setenta do século XIX exerceram nas selvas entre os rios Mucuri e Doce, na catequese dos índios e na pregação de missões ambulantes.

          A partir da doação desta terra de 28 hectares foi formado o núcleo populacional que receberia a denominação de Patrimônio do Quinze, posteriormente Nova Betânia, Rubinópolis e, finalmente, Ecoporanga."
          Fonte: Wikipedia, acesso em 16/01/2015

          Na última foto o odômetro mostra que eu já havia percorrido 430 km e tendo sido a foto clicada às 15 h, estava àquela altura com 9 horas de viagem no lombo. Na verdade não havia ainda chegado na metade da empreitada.. rssss

          O próximo trecho foi pank... mas isso eu conto no próximo post...

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          • Gilmar Dessaune
            Fazedor de Chuva

            • Oct 2012
            • 6891

            #530
            Boa noite amigos FC´s,

            Bem, como ontem mudei o horário da postagem, vou seguir na mesma linha.

            72/78 - Ponto Belo

            Bem, pessoal, clicada a prefeitura de Ecoporanga, se nos apresentava um belo desafio: ir a Ponto Belo.

            Pelos meus estudos prévios, desejando fazer por asfalto teríamos que rodar algo em torno dos 200 km, sendo que nesse trajeto faríamos também Boa Esperança, Pinheiros, Montanha e Mucurici, legal num é verdade?!!! Nem tanto.

            É que se conseguíssemos seguir direto de Ecoporanga para Ponto Belo, faríamos praticamente as mesmas cidades já voltando para casa. Assim só passaríamos nelas uma vez, enquanto que na primeira opção passaríamos DUAS vezes.

            Assim, fomos conversar com o pessoal local que confirmou a informação do mapa: um pequeno trecho de asfalto e uns 50 km de chão. O legal foi sabermos que a estrada estava em boas condições de rodagem.

            Bora para lá então por mais um bom trecho sem asfalto, o maior deles até agora que deram cravados no odômetro 46 km. A sorte é que não haviam muitos carros circulando, então comemos pouca poeira, embora o VFC Citeli rodando sempre atrás de mim pegava o pó que a 535 levantava e não era pouco.

            Depois de hora e meia de viagem, finalmente um povoado surgir à distância como mostra o registro nas fotos. Observem que a pista é bem larga e o piso em muito bom estado, pois conseguimos rodar trechos a 80 km/h.

            Em Ponto Belo, as fotos em frente à prefeitura mais uma vez chamaram a atenção das pessoas, sempre curiosas com gente de preto e de moto naquelas condições de poeira que estávamos.

            Dois anos após minha primeira estada, lá estava a mesma prefeitura funcionando numa casinha bem humilde, quase sem identificação a não ser a placa com o nome PREFEITURA.

            Sinceramente??? Não entendo existir esse município, pois a exatos QUATRO km dali está a sede do município de Mucurici que também é pequeno. Coisas da política nacional.

            Agora, Ponto Belo revelou uma coisa inédita: pela primeira vez em minha vida toda tomei um caldo de cana com GELO DE CALDO DE CANA, feito os registros e dado o crédito aos proprietários. Parabéns, pois vendem caldo de cana e entregam 100% caldo de cana. Uma delícia depois de 46 km de pó na cara... rsss
            Tomei logo dois copos duplos.

            Os dados a seguir foram obtidos hoje na Wikipedia.
            "História
            O município de Ponto Belo foi emancipado através da Lei nº 4.894/94, de 30 de março de 1994, desmembrado de Mucurici, sua instalação se deu em 1º de janeiro de 1997. Este Município teve como pioneiros, entre outros, o senhor Sebastião José Rabelo e o Senhor Manoel Pereira Sena.

            Segundo estes moradores, as pessoas que aqui chegara vieram dos mais diversos lugares, principalmente dos Estados de Minas Gerais e Bahia. Vinham em busca de melhoria de vida e aqui se instalaram.

            Na época predominava a exploração de madeira de lei. Os pioneiros instalaram-se em plena mata para explorar madeira e com tempo foram erguendo pequenas povoações que deu origem ao Município de Ponto Belo.

            O nome dado foi originário de um pequeno estabelecimento por onde passavam pessoas para fazer suas primeiras refeições; este estabelecimento recebeu o nome de Ponto Belo devido a localização e a paisagem que oferecia aos seus transeuntes."

            Gelo de caldo de cana, delícia.
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            • Gilmar Dessaune
              Fazedor de Chuva

              • Oct 2012
              • 6891

              #531
              Boa noite amigos FC´s,

              O dia corria rápido, pois ainda haviam muitos km a serem rodados.

              Porém, como disse no post anterior, rodando apenas 4 já estávamos em:

              73/78 - Mucurici

              Nem deu pra tirar muitas fotos, pois é muito perto.

              As informações a seguir fora tiradas da Wikipedia, acesso em 18/01/15:
              "Etimologia
              O nome Mucurici foi dado pelo deputado Floriano Rubin. "Mucurici" é derivado do termo tupi antigo mukurysy, que significa "fileira de bacurizeiros" (mukury, "bacurizeiro" + ysy, "fileira").6 Tal árvore, o bacurizeiro, tem madeira nobre e, segundo informações do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, existia na região Norte do Espírito Santo e sul da Bahia, estando no entanto atualmente extinta no município devido à devastação das florestas desta localidade.

              História
              A formação do atual município de Mucurici se deu no início do século 20 pela ocupação de terras férteis de litígio entre Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. Na época, a região era ainda coberta pela Mata Atlântica, que acabou sendo devastada pelo comércio de madeiras de lei, causando uma resposta rápida do meio ambiente. Hoje, é o município possui o menor índice de chuvas do estado. O estado da Bahia enfrentava uma seca que ocasionava uma crise econômica. Muitos baianos e mineiros, também atingidos pela seca, esperavam tempos melhores nestas terras.

              Segundo moradores, o local da atual praça São Sebastião já foi cenário de caçadas de pacas, tatus, veados e outras espécies. Alguns relatam o surgimento desses animais nos quintais de suas casas, disputando a comida da criação doméstica. O primeiro morador, Manoel Pereira Sena, veio admirado pela beleza e fartura da região. Comprou posse nas proximidades do Rio Itaúnas. Porém, a febre malária atingia a região, e ele regressou à sua terra de origem. Um ano depois, retornou e vendeu parte das terras para baianos e doou 5 alqueires para que fosse feito "comercinho".

              Os moradores da região tinham que enfrentar dias de viagem no lombo de animais, embrenhando-se em trilhas nas matas para chegar à cidade mais próxima, Nanuque, para comprar combustível para os lampiões e sal para conservar as carnes. As casas eram feitas de adobe e cobertas de "tabuinha', dada a dificuldade de trazer materiais de construção e a inviabilidade então de se construir com matérias-primas que não fossem provenientes da região. Devido à isso, a região ficou conhecida como "Comercinho da Tabuinha".

              Conceição da Barra, município ao qual pertenciam oficialmente as terras de Mucurici, era muito cobiçada por Minas Gerais, pois significaria uma oportunidade de acrescentar uma saída para o mar ao território. Sendo assim, Espírito Santos e Minas Gerais brigaram pela posse de suas terras. Nesse intervalo de tempo, deu-se a formação e emancipação de Mucurici em 1953."

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              • Gilmar Dessaune
                Fazedor de Chuva

                • Oct 2012
                • 6891

                #532
                Boa noite amigos FC´s,

                Abalado com o recém falecimento de um grande amigo do motociclismo aqui do ES por causas naturais, vou postar mais uma cidade.

                Ao Clayton, Presidente dos Assombrados MC fica aqui minha fraterna homenagem e serão imensas a saudade e a dor da sua perda. Encarastes sua bruta enfermidade com galhardia, com garra e com VIDA. Vai-se o ser humano, fica para mim um Mito. R.I.P. meu querido irmão.

                Bem, poucos km após Mucurici, já estávamos em:

                74/78 - Montanha

                Uma cidade muito bem organizada e pacata, pena que a sede da prefeitura fique numa praça e a frente da mesma não esteja acessível a veículos, então deixamos as crianças estacionadas e fomos para os cliques oficiais.

                Só fiquei impressionado com o VFC Citeli, tirou foto em close até de árvore... hehehhehe (ele vai me matar por causa disso, mas eu num podia deixar de zoar...).

                As informações a seguir foram extraídas do site da prefeitura, acesso em 19/01/2015.

                "O Município de Montanha está localizado na Microrregião Extremo Norte do Espírito Santo, ocupa uma área de 1.103,7 quilômetros quadrados, distando 334 Km da capital (Vitória). Apresenta altitude de 180 metros. A cidade é composta de uma parte baixa (mais antiga) e de uma mais nova no planalto, que é toda planejada.

                História
                A colonização do território do atual município de Montanha teve início por volta de 1949, quando madeireiros, procedentes da Bahia, internando-se nas matas virgens da região, à procura de madeiras para o comércio, acamparam às margens do córrego Montanha. Surgiu pequeno povoado que, mais tarde, recebeu nos nomes de Comercinho da Palha e posteriormente Governador Jones dos Santos Neves. Em 1953, o povoado foi elevado à categoria de sede de distrito com a denominação de Montanha, nome do córrego que nasce entre as montanhas de granito, que circundam a cidade."

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                • Gilmar Dessaune
                  Fazedor de Chuva

                  • Oct 2012
                  • 6891

                  #533
                  Boa noite amigos FC´s,

                  Bem, vamos para a história de mais uma cidade visitada no dia 07/01/15:

                  75/78 - Pinheiros

                  Eram 17:32 h quando fiz o último clique em Montanha e uma decisão precisava ser tomada: qual rota seguir à partir daquele ponto???

                  Explico: o roteiro inicial tinha como plano A seguir de Montanha direto para Pedro Canário, porém isso significava uns 38 km de estrada de chão, não tão boa quanto a última, a maior parte no meio de canaviais e inúmeras bifurcações. Eu passei por essa estrada em 2012 e não foi fácil, então sabia o que nos esperava. No norte do ES escurece mais cedo que no sul e eu não queria estar nessa estrada durante a noite por muito motivos, sendo o principal deles a orientação.
                  Naquele mesmo dia, mais cedo, eu atestei em várias ocasiões que o GPS não seria confiável para a orientação na estrada de terra.
                  Tendo em vista as variáveis, optamos pelo plano B > descer pelo asfalto até Pinheiros, depois fazer Boa Esperança (nesse ponto o desafio do VFC Citeli seria encerrado), depois voltar para Pinheiros, de lá acessar a BR-101 norte e subir para Pedro Canário para finalmente descer para Conceição da Barra onde eu encerraria meu desafio.
                  Nós iríamos rodar mais km, porém em muito mais alta velocidade, mesmo tendo que fazer vai e volta a Boa Esperança.
                  Com o plano A, eu e o VFC Citeli iríamos terminar ao mesmo tempo.

                  Depois seriam voltar pra casa.

                  Verificando as fotos e seus respectivos horários: 17:32 h em Montanha = dia; 18:16 h em Pinheiros = dia; 18:51 h em Boa Esperança = noite, decidimos corretamente pelo plano B tendo em vista que não levaríamos apenas 1:20 h para cruzar a estrada de chão, seriamos pegos pela noite nela.

                  Pinheiros é uma cidade muito bonitinha, arrumada e charmosa.

                  Quando estava em frente à prefeitura, eis que consigo enquadrar a ponta de um pinheiro com um jato cruzando o céu da cidade... Ahhhh dedo no gatilho, está aí a foto de capa deste post.

                  As informações a seguir foram tiradas do site da prefeitura, acesso em 20/01/15.
                  "A denominação Pinheiros, que deveria ser Pinheiro, no singular, é oriunda de uma homenagem a um de seus fundadores, José Pinheiro Gama. A sua área territorial, constituída de 960 Km2, foi desmembrada do município de Conceição da Barra, situada no extremo norte do Estado do Espírito Santo.

                  O Município de Pinheiros teve sua origem no século XX, com a exploração de madeira, em suas vastas e densas matas. Os primeiros exploradores vieram de São Mateus, via Itauninhas, por volta de 1940. Depois destes, ainda na mesma década vieram os desbravadores, de Minas Gerais e da Bahia, via Nanuque, na época chamada de “Bueno”. Muitos com o desejo de adquirir terras na região, para formarem fazendas.

                  Os primeiros, se localizaram às margens do Córrego do Sobrado, próximo à divisa do município de Mucurici e deram origem a um povoado que, inicialmente, se chamou “Capinado” e, mas tarde, se chamou São João do Sobrado, cujo nome permanece até hoje e pertence ao município de Pinheiros

                  O rancho tinha por finalidade proteger sacarias de farinha de mandioca e outros produtos, enquanto se aguardava o transporte, em caminhões que conduziam madeira, com destino a São Mateus. Neste mesmo rancho, os moradores da região recebiam produtos comprados em São Mateus e que de igual forma vinham em caminhões, tais como querosene, açúcar, sal, sabão, arame farpado e ferramentas de trabalho.

                  Nessa época, em São Mateus, existia a Serrara Cacique, de propriedade de Osvaldo Shuber, que explorava a extração de madeira nas regiões de Santo Antônio e do Jundiá.

                  Para gerenciar a extração de madeira, trabalhava para a Serraria Cacique, Lousival Carvalho, que cuidava da abertura de picadas na mata, comandava os homens que derrubavam árvores e cuidava do embarque dessa madeira para São Mateus. Na equipe de Lousival Carvalho, trabalhava um cidadão com o nome de José Pinheiro Gama, que o ajudava em todos os serviços, inclusive na medição das toras e seleção da madeira.

                  Lousival Carvalho verificando que na região do Jundiá havia muitos trabalha-dores no corte da madeira e alguns moradores, que formavam as primeiras fazen-das, e sabendo das dificuldades destes para a compra de alguns produtos, resolveu, então, instalar nessa região uma casa comercial, conhecida pelos moradores como “venda”.

                  Para isso, construiu uma casa rústica, feita de madeira, coberta de “tabuinhas” e localizada em frente ao rancho já existente, às margens da estrada. Neste local, hoje, existe um prédio comercial de propriedade de Milton Alves de Assis e que se localiza à Praça Governador Lacerda de Aguiar.

                  Essa “venda” passou a funcionar em meados de 1953 e, para trabalhar na mesma, Lousival Carvalho contratou o Sr. José Pinheiro Gama, que em pouco tempo construiu uma pequena casa de madeira nas proximidades, onde passou a residir com a sua família.
                  Nessa época, as terras situadas às margens do Córrego da Água Limpa, do Córrego da Gameleira, do Córrego do Veado, do Córrego Seco e do Córrego da Palmeirinha, já possuíam alguns moradores, que mesmo usando o machado, desbravaram a região, tais como Manoel Ribas, Vitor Ferreira de Oliveira, Joaquim Ribas, Diolindo Campos, Abílio Meira, Marciano Rebouças, Neucir Heringer, Pedro Ira-ba, Eugênio Valani, Adelino Camporez, Moacir Caniporez e Antonio Brunelli. Ho-je, a comunidade Brunelli tem esse nome em homenagem ao Sr. Antonio Brunelli e a Comunidade do Capitão tem esse nome em homenagem a Eugênio Valani, que era conhecido pelo codinome de “Capitão”.

                  José Pinheiro Gama, na época, com 56 anos de idade, logo se tornou conhecido na região e conquistou a amizade de todos. No mesmo ano, alguns trabalhadores no corte de madeira construíram algumas casas de madeira nas proximidades da “venda” e a localidade passou a ser chamada “Comercinho de Pinheiro”. As terras da localidade pertenciam a Gerno Sterlim, que na época residia no sul do Estado do Espírito Santo.

                  Este, vendo prosperar o povoamento, com a chegada de mais trabalhadores, resolveu, então, doar um alqueire geométrico de suas terras para a construção de casas. Em pouco tempo formou-se um povoado, erguido na abertura existente no meio da mata, cuja área compreende, hoje, as abrangentes à Praça Governador Lacerda de Aguiar e ruas adjacentes. As casas eram feitas de madeira e geralmente cobertas de “tabuinhas” ou mesmo de palha de palmeira. Só mesmo depois de 1954 é que surgiram as primeiras casas construídas de adobes.

                  Em 30 de dezembro de 1955, o povoado foi elevado à categoria de Distrito do município de Conceição da Barra, recebendo oficialmente o nome de “Barrinha-”. Nesta época, a Vila de “Barrinha” já possuía outras casas comerciais e disputava com São João do Sobrado a preferência do comércio. Neste mesmo ano, a Vila de Barrinha recebeu a visita do Pe. José Dalvit, vigário da Paróquia de São Mateus, celebrando a primeira missa ocorrida na localidade e que se realizou em um barracão existente junto ao armazém de Lousival Carvalho e no qual ainda trabalhava José Pinheiro Gama.

                  Foi também por volta de 1955 que chegaram os primeiros moradores evangélicos e, nas suas próprias casas, passaram a se reunir em cultos de oração, fundando logo depois a primeira Igreja Batista. Augusto Ruschi, hoje, conhecido mundialmente como cientista naturalista, nessa época, sendo agrimensor, por várias vezes esteve na região de “Barrinha”, realizando medição de terras e, inclusive, foi ele quem mediu a área de terra destinada para a implantação da Reserva Biológica do Córrego do Veado, até hoje existente.

                  Em 22 de abril de 1964, no Palácio Anchieta, na capital do Estado, em ato solene, na presença de várias autoridades e políticos de “Barrinha”, deu-se por instalado o município de Pinheiros, com a posse de Adelar Xavier no cargo de prefeito provisório. Desde então, no dia 22 de abril de cada ano, o povo pinheirense festeja essa data como aniversário do município.”

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                  Comentário

                  • Gilmar Dessaune
                    Fazedor de Chuva

                    • Oct 2012
                    • 6891

                    #534
                    Boa noite amigos FC´s,

                    Esta próxima cidade será clicada com um tema muito especial: era o fechamento do desafio do meu amigo VFC Citeli.

                    Já sendo noite, ficaram prejudicadas fotos do percurso e da cidade, prometo fazer e postar quando passar por lá durante o dia.

                    76/78 - Boa Esperança

                    As fotos a seguir, além de registrar a cidade em meu desafio, são dedicadas ao VFC Citeli, que mesmo tendo finalizado o Valente ES, seguiu comigo novamente estado acima para as minhas dias últimas cidades. Uma clara e manifesta demonstração do companheirismo e solidariedade por parte dele, afinal se fosse embora direto de Boa Esperança, teria rodados menos uns 150 km. Obrigado, 01.

                    As informações a seguir foram tiradas do site da prefeitura, acesso em 22/01/2015.
                    "Boa Esperança 50 anos de História e Desenvolvimento

                    Boa Esperança foi um município emancipado em um momento político bastante conturbado, dois meses depois do golpe militar que culminou na ditadura no Brasil e um momento econômico ruim do Estado, com a erradicação do café devido ao grande estoque excedente no comércio mundial. Ainda assim, sobreviveu a todas as intempéries com trabalho e otimismo e comemora em 3 de maio, 50 anos em franco crescimento e desenvolvimento sustentável.
                    Seu passado colonial está ligado diretamente a São Mateus e a Nova Venécia. Essa ligação, dada principalmente pela proximidade das três cidades, fez com que vários acontecimentos se entrelaçassem no decorrer dos tempos entre estes municípios.
                    Até o final do século XIX, Boa Esperança fazia parte do complexo Serra dos Aimorés, que compreendia ao Norte do Espírito Santo, Nordeste de Minas Gerais e Sul da Bahia, pertencente a São Mateus.
                    Por ter sido um dos últimos locais na região onde a mata se mantinha intacta até o início do século XX, foi escolhida como refúgio pelos poucos índios botocudos, que conseguiam sobreviver à ocupação branca que se alastrava na região de São Mateus, Nova Venécia, Colatina, por conta da construção das estradas de ferro Vitória a Minas e Bahia a Minas e da ponte Florentino Avidos, em Colatina.
                    Antônio dos Santos Neves, conhecido como Antonico, engenheiro civil mateense, responsável pela medição de terras em toda a região, foi quem voltou seus olhos para um pedaço do então sertão de São Mateus, totalmente desabitado e com fartura de madeira de lei.
                    Casado com a filha do Major Antônio Rodrigues da Cunha, o Barão de Aimorés, Antonico recebeu como dote, terras no entorno da Pedra do Elefante, em Nova Venécia, onde na época vivia com a família. O que pode ter sido o motivo para que as terras das matas em Boa Esperança não fossem registradas em seu nome.
                    No documento do processo de posse de terra, pertencente ao banco de memória do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, o pedaço de terra de 350 hectares, próximo ao braço Norte do Rio São Mateus e ao Córrego da Anta, que pela história foi escolhido por Antonico para aquisição junto ao Estado com intuito de montar uma serraria, está registrado como primeiro proprietário o seu primo, João dos Santos Neves, médico, também mateense, que morava em Vitória e que vem a ser o pai do então governador Jones dos Santos Neves.
                    O requerimento de posse da terra foi feito em 6 de junho de 1919 ao então presidente do Espírito Santo, Bernardino de Souza Monteiro. A aquisição custou 4:225$000 Réis, com 325$000 Réis de sinal, pagos em 20 de junho de 1919, e o restante da dívida foi quitada em 6 de maio de 1920.
                    As condições estabelecidas foram a geração de 12% de impostos para o Estado através da exportação da madeira, a colonização ser iniciada seis meses após a escritura lavrada e ter 120 hectares da terra beneficiados em oito anos.
                    Na descrição do pedido, o médico alega que as terras seriam usadas para abrir pastagens e cultivar cereais que serviriam de suprimento aos empregados, inicialmente, por conta da distância para aquisição de alimentos, e, mais tarde, quando as culturas estivessem bem estabelecidas, para exportação.
                    Em razão da necessidade de derrubada da mata para a colonização, a madeira não seria perdida, porque o novo proprietário se comprometia a instalar uma grande e moderna serraria para exportação da madeira que seria beneficiada, já que o transporte em toras seria mais difícil pelos terrenos acidentados na época e a grande distância até o Porto de São Mateus.
                    A escritura da primeira terra de Boa Esperança é lavrada em 8 de maio de 1920, quase um ano depois do requerimento feito por João dos Santos Neves. A medição foi realizada por Arthur Porto e não por Antônio dos Santos Neves, que assinava apenas como representante de seu primo.
                    A serraria é montada com máquinas que funcionavam a vapor, que vieram de navio e subiram o Rio do Norte, totalmente coordenada por Antônio dos Santos Neves."

                    "Qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem..." Você fez meu amigo, hora de comemorar!!!!!! Uhuuuuuuuuu
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ID:	200093Passa a régua Presidente GCFC, NFC e VFC Dolor, esse desafio do VFC Citeli tá fechado.Click image for larger version

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ID:	200094 Também to indo pra reta final... onde foi parar o tal do cansaço????? KkkkkkkkkkkkkkClick image for larger version

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                    • Citeli
                      Fazedor de Chuva

                      • Aug 2014
                      • 46

                      #535
                      Haha ensaio pra BR 230 ia ser se molhasse essa poeira toda depois

                      Comentário

                      • Gilmar Dessaune
                        Fazedor de Chuva

                        • Oct 2012
                        • 6891

                        #536
                        Boa noite amigos FC´s,

                        Bem, mesmo tentando "esticar" o desafio... está chegando ao fim das postagens.

                        O trecho entre Boa Esperança e Pedro Canário, com direito a uma passada por dentro de Pinheiros novamente, foi muito tranquilo.

                        Uns 50 km de ligação entre Pinheiros e a BR-101 e depois conversão à esquerda rumo norte, Pedro Canário estava a poucos km adiante. A estrada nessa região é praticamente de retas, com poucas curvas. À noite, tome faróis auxiliares da 535 e fica bom pra rodar.
                        Já não experimentávamos mais o calor causticante do longo dia, o frescor noturno e a iminência de chegar à penúltima cidade do meu desafio deram uma boa renovada no gás.
                        A mente comandava: calma... depois que finalizar ainda tem a volta pra casa e fechar o roteiro planejado. Isso seria mais uma superação de meus limites. É assim que toco a vida: sempre quero mais de mim mesmo, sou quem mais me cobra, quem mais me exige.

                        Completar o Valente ES não me bastava, eu queria quase uma odisseia e, com a presença do VFC Citeli como companheiro e fortíssimo candidato ao Grande Quarto, tudo ficou muito melhor.

                        Então vamos postar sobre:

                        77/78 - Pedro Canário

                        Normalmente ficando nos centros das cidades, lá é um pouco diferente e sempre dá um trabalhinho para chegar na prefeitura.

                        Apenas uma placa na parede identifica o local e por ser à noite, mais complicado ainda.

                        As informações a seguir foram tiradas do site da prefeitura, acesso em 23/01/2015

                        "História

                        A princípio, a pequena localidade de Morro Dantas, posteriormente conhecida como Morro da Escola, ficava praticamente isolada, sendo ligada apenas por uma trilha ao Rio Itaúnas. Daí, por via fluvial se estabelecia a conexão ao Povoado de Pai João, no município de Conceição da Barra.

                        No ano de 1942, chega a região a senhora Júlia Bonelar Dutra e instala uma pequena pensão e um comércio de cereais. Ainda neste ano, vindo de São Mateus, chega o senhor Pedro Canário Ribeiro, baiano, para administrar as terras herdadas pela família.

                        Em 1943, com a vinda da Cia. Industrial de Madeira teve início a fase de extração. Abriu-se uma estrada ligando a localidade de Império (onde hoje é o município de Pedro Canário) ao Rio Itaúnas. A madeira seguia pelo rio até o povoado de Pai João e daí, por via férrea, até a serraria da companhia em Conceição da Barra.

                        Em 1944 foi construída a estrada unindo Morro Dantas a Nanuque, passando pela Vila de Taquaras, então sede do distrito. Esta via trouxe maior movimento ao lugarejo na época e ainda hoje, conserva o traçado original.

                        Em 1948, outra estrada é aberta. Desta feita ligando Braço do Rio Preto a Morro Dantas. Na ocasião também foi construída uma ponte de madeira sobre o Rio Itaúnas.

                        No ano seguinte, 1949, o senhor Pedro Canário Ribeiro abre sua pensão e um pequeno comércio de secos e molhados. O local transformou-se em referencial dos caminhoneiros que se dirigiam a Nanuque ficando conhecido como parada Pedro Canário, de onde originou-se o nome do município.

                        O início dos anos 50 é marcado por violentos processos de expulsão de posseiros da área rural. Como não havia documentação que regularizasse a posse da propriedade, todos que se sentiam agredidos por invasão utilizavam-se de métodos pouco ortodoxos para fazer valer seus direitos.

                        Em 1951, uma ponte de concreto substitui a antiga ponte de madeira sobre o Rio Itaúnas, a qual era constantemente avariada pelas chuvas e enchentes.

                        No ano de 1953 instala-se em Pedro Canário a Fazenda Paulista (posteriormente fazenda Klabim) para desenvolvimento de lavoura cafeeira. A nova atividade agrícola atrai farta mão de obra à região, coloca o café como item de destaque na economia local e responsável direto pela ascensão dos povoados em seu entorno.

                        No mês de julho de 1957, chega ao povoado a empreiteira responsável pela construção do trecho São Mateus-ES/ Mucuri-BA, da atual BR 101, concluído em 1962. Este advento foi o grande propulsor do povoado de Pedro Canário. A terra rural é super valorizada e surgem os primeiros loteamentos urbanos que formaram a sede do município.

                        Nesta época teve início o programa de Erradicação do café, o que provocou o declínio dos povoadores de Nova Canaã e Água Preta.

                        Já na década de 70, com o advento da BR 101 e o desvio do tráfego rodoviário para esta via, efetivou-se o esvaziamento da antiga sede do distrito – a Vila de Taquaras. Em contrapartida no povoado de Pedro Canário instalam-se diversos estabelecimentos comerciais, serrarias, agência bancária, hospital. Cresce o conglomerado urbano atraído pela nova função de entreposto comercial do povoado.

                        Provocando grande influência na economia regional desenvolvem-se as industrias de farinha e as usinas produtoras de alcool e açúcar. Também por esta ocasião tem início as atividades de silvicultura com plantio de eucalipto para produção de carvão (Acesita) e posteriormente para produção de papel e celulose (Aracruz). Estas atividades provocaram um processo de concentração fundiária em razão das vastas áreas exigidas pela cultura e consequentemente iniciou o êxodo rural dos pequenos proprietários que negociavam suas terras e instalavam-se na sede na expectativa de melhoria de vida.

                        Como reflexo destes fatores, o distrito de Taquaras passa a ser denominado Pedro Canário pela lei nº 3.383, de 27-11-80, publicada no Diário Oficial em 29-11-80.

                        Em 23 de dezembro de 1983, Pedro Canário foi emancipado pela Lei nº 3.623 e tornou-se o 58º município do Estado do Espírito Santo. Teve seu primeiro processo eletivo em 16-12-84 e foi definitivamente instalado em 12-01-85.

                        O primeiro prefeito municipal foi Francisco José Prates, seguindo-lhe Mateus Vasconcelos, Mozart Moreira Hemerly, Ataídes Canal por dois mandatos, Francisco José Prates por mais um mandato e o mais novo eleito é Mateus Vasconcelos, para mais um mandato.

                        Economicamente o município destaca-se na produção agrícola em cultura como mamão, abóbora, mandioca, pimenta do reino, laranja, maracujá entre outras, A pecuária de corte e leite também exercem grande influência.

                        Gentílico: canariense"

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                        Comentário

                        • Gilmar Dessaune
                          Fazedor de Chuva

                          • Oct 2012
                          • 6891

                          #537
                          Boa noite amigos FC´s,

                          Bem, finalmente vamos tampar esse caixão e passar a régua no Valente ES.

                          78/78 - Conceição da Barra - uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu uuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

                          O trecho desde Pedro Canário até Conceição da Barra nem deu pra esquentar os escapamentos das crianças. Já com a noite se adiantando, partimos descendo a BR-101, porém seria necessário uma escapada lateral até minha última cidade do ES.

                          A sensação era maravilhosa: havia planejado cumprir o desafio em um dia de doideira e estávamos na iminência de conseguir.

                          Entramos na rodovia que leva da BR-101 até a sede de Conceição, seriam uns 20 km só de prazer, reduzi um pouco a velocidade de curso para sentir, degustar o som do motor, as músicas tocando no som xing ling e sentindo o vento frio refrigerando a carcaça,rsss... muuuuito bom.

                          Na entrada da cidade pudemos sentir que seria muito solitária a conquista, pois praticamente não se via gente na ruas para minha surpresa.

                          Porém, ao chegarmos em frente à prefeitura, eis que aparece uma viatura de PM com uns soldados com as cabeças nas janelas e começam a gritar a pontando o VFC Citeli. Eram colegas dele daqui de Vitória que estavam por lá em missão especial. Desceram do carro e tivemos que contar toda nossa história do dia, foram ótimo minutos de bom papo. Logo depois seguiram seu trabalho e nós fizemos as fotos oficiais que seguem nesse post.

                          Adrenalina e felicidade a mil... mas a tarefa ainda não estava terminada, faltavam 260 km para chegar em casa e já eram 22:30 h, então restava montar nas crianças totalmente empoeiradas do longo e delicioso dia de aventuras, colocar rumo "sul" e vir curtindo um bom rock e uma estrada quase que só pra nós.

                          Às 03:05 h já da madrugada do dia 08/01/15, a 535 passava no portão do edifício onde moro. Baixei o som, virei a chave na ignição desligando "as unidades de potência" e me senti, vou contar pra vocês, mas num espalhem não... me senti o Super Homem... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

                          Havia saído de casa a exatas 21 horas e rodei direto (exceto por alguns minutos do almoço e as paradas pras fotos) 974 km.

                          Tava fechada tampa do caixão do meu Valente ES. Bora pro próximo!!!! rsssss

                          As informações a seguir foram tiradas do site da prefeitura, acesso em 23/01/2015.

                          " Conceição da Barra é um dos mais antigos municípios do Estado do Espírito Santo. Seu porto foi determinante geograficamente para a fundação da cidade que data de 1537, quando uma forte tempestade, afundou um navio espanhol nas proximidades de um grande rio chamado Kiri-kerê, pelos índios Guaianás, que habitavam essas terras. Esse nome, que significa dorminhoco, foi dado devido à quietude das águas do rio, hoje denominado Cricaré.

                          Portugueses e Indígenas, aliados aos náufragos do navio espanhol, estabeleceram, na foz do Rio Cricaré, um núcleo populacional, com o nome de Barra. O desenvolvimento inicial se deveu, principalmente, à intensidade de navios, vindos da Bahia, que aportavam aproveitando a facilidade de acesso.

                          Em 1596, a povoação de Barra recebeu a visita do padre José de Anchieta, que visitou também a povoação no Vale do Cricaré, no dia 21 de setembro do mesmo ano e como era costume denominar as terras e os acidentes geográficos com o nome do Santo do dia, Anchieta trocou o nome do rio para São Mateus e deu á povoação o mesmo nome. Com essa troca de nomes, o núcleo populacional da margem norte passou a chamar-se Barra de São Mateus.

                          Em ato datado de 11 de agosto de 1831, Barra de São Mateus foi instituída Paróquia, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem era venerada numa rústica capela erguida nos primórdios da colonização, onde se encontra até os dias de hoje. Foi elevada á categoria de Vila por resolução do Conselho do Governo datada de 02 de abril de 1833, sendo chamada Vila de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio São Mateus. A solenidade da instalação da cidade deu-se a 6 de Outubro de 1891, ficando estabelecido por lei, este dia, para se comemorar o dia do município.

                          A história política e administrativa de Conceição da Barra pode ser resumida na cronologia dos seguintes eventos:

                          Povoação fundada em 1537 e transformada em povoado em 1596, pertencente a São Mateus. Elevado à condição de freguesia, criada com a denominação de Conceição da Barra de São Mateus, por decreto de 11-08-1831, subordinado ao município de São Mateus.

                          Elevado à categoria de vila com a denominação de Barra de São Mateus, pela resolução do Conselho do Governo de 02-04-1833, desmembrado de São Mateus. Sede na vila de Barra de São Mateus, constituído do distrito sede, instalado em 05-10-1833.

                          Por decreto provincial nº 4, de 04/07/1861, é criado o distrito de Itaúnas e anexado ao município de Barra de São Mateus. Elevado à condição de cidade com a denominação de Conceição da Barra, por decreto estadual nº 28, de 19/09/1891."


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ID:	200163No GPS marcava 2:06 h, na realidade eram 3:06 h pois ele não foi alterado para o horário de verão - estava na garagem, em casa missão cumprida.Click image for larger version

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                          • Dolor
                            Fazedor de Chuva

                            • Mar 2011
                            • 3250

                            #538
                            NFC Gilmar Dessaune, importante acrescentar na cronologia dos acontecimentos de Conceição da Barra de São Mateus, o tombamento dela aos pés do novo Valente Fazedor de Chuva, criatura pra lá de contaminadora com os seus maus bons hábitos de "agarrar" a sua moto e nos fazer comer poeira.

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                            Parabéns por mais esta grande conquista e pelo belo exemplo que nos dás, dizendo sim, é possível rompermos com as nossas amarras e nos lançarmos a perseguir os sonhos que estabelecemos. Te acompanho de perto e sinto um enorme orgulho por esta amizade sincera, pela tua espontaneidade e claro, lembro que estamos prontos para a certificação na SIFC.

                            É só marcares a data para celebrarmos em volta da nossa fogueira da amizade, onde, sabes, bons cálices de vinho se erguerão para celebrarmos as novas conquistas, as boas amizades e a vida.

                            A Elite do Motociclismo Mundial agradece ao VFC Gilmar Dessaune pelo seu constante exercício da sua máxima que diz: "qualquer um pode fazer, porém, poucos o fazem...

                            Comentário

                            • Gilmar Dessaune
                              Fazedor de Chuva

                              • Oct 2012
                              • 6891

                              #539
                              Boa noite amigos FC´s,


                              Não existem palavras capazes de demonstrar minha gratidão e extrema felicidade.

                              Recebi uma ligação agora há pouco que me deixou assim ó >>>



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                              Comentário

                              • Dolor
                                Fazedor de Chuva

                                • Mar 2011
                                • 3250

                                #540
                                NFC VFC Gilmar, como a carapuça me serviu, retruco dizendo que a tua participação, agora de forma mais ativa no Território dos FC, terá a capacidade de contaminar ainda mais, daquela forma positiva, os nossos Fazedores a procurarem soltar as suas amarras do cotidiano e saírem, dentro dos limites das suas responsabilidades, a procurarem os seus potes de ouro da felicidade, escondidos atrás das curvas infinitas das estradas onde procuramos aquietar as nossas almas.

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                                Muito bom saber que te teremos por perto, nos incentivando a irmos mais longe, tendo em mente que para os FC: "cilindrada de moto é somente um sinal de nascença e quilometragem nada mais é do que uma unidade de medida".

                                Seja muito bem vindo ao time que se renova com a tua amizade, carinho e espontaneidade.

                                Aprochegue-se FC!

                                Comentário

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