Desafiando meus limites.

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  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #511
    Boa noite amigos FC´s,

    FC Tayná, muita gentileza de sua parte e um grande incentivo para "passar o rodo" ao melhor estilo Grande Quarto.

    É que a $ituação anda meio complicada, mas to engatilhado para fazer o roteiro abaixo de uma só tocada. Está dividido em dois porque o Google mapas só deixou incluir 10 destinos, então "quebrei" em duas partes, mas o projeto é fazer num sábado só, quem sabe nesse dia 27.

    Vai dar quase 1.000 km com mais de 100 km em estradas de chão, canaviais etc.

    assim vou bem vivendo meu tópico sempre: desafiando meus limites, é assim que gosto de viver, de pilotar e conhecer lugares = com intensidade e sempre tirando o máximo possível desse véio aqui e das motos. rsss

    Vamos ver no que vai dar.

    Pior é que tem mais um insano querendo acompanhar, o FC Citeli que está detonando o desafio e se eu bobear ele termina antes de mim (ou pelo menos juntos se seguirmos dia 27 lá pro norte do estado). Os que faltam para ele são muitos dos que faltam para mim, a diferença é que eu já fiz a parte noroeste do estado e ele já fez a parte nordeste e eu não. O miolo do norte precisamos fazer os dois. rssss

    Abração e mais uma vez obrigado pelo carinho.

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    Comentário

    • Citeli
      Fazedor de Chuva

      • Aug 2014
      • 46

      #512
      Nada melhor do que terminar esse desafio ao lado da pessoa que mais me inspirou!!!
      Nem imagino a alegria que seria poder encerrar a ultima prefeitura e depois comemorar isso tudo lembrando cada pedaço do ES...
      um boa de uma ideia!!!!!!

      Comentário

      • Gilmar Dessaune
        Fazedor de Chuva

        • Oct 2012
        • 6891

        #513
        Boa tarde amigos FC´s,

        FC Citeli, está já marcado: dia 7 será o dia do desafio de fechar o desafio... rsss vamos rodar...

        Meus queridos amigos,

        Resolvi fazer uma passagem de ano fora dos meus padrões.
        Tendo saído de manhã de Cachoeiro para Campos, após passar o dia por lá toquei para Marataízes.
        Cumpridos o protocolo familiar em ambos locais, comecei minha história do Reveillon 2015, saindo às 23:05 h de Marataízes com destino a Vila Velha.
        Peguei a rodovia que leva da Vila até a BR-101 próximo a Rio Novo e controlando o relógio toquei rumo norte.
        Quase meia noite passei por uma Iconha completamente vazia e silenciosa, impressionante, pois parecia cidade fantasma.
        À meia noite em ponto eu estava na BR-101 junto á placa do Km 362, fiz os devidos registros. Legal os carros e caminhões que passaram, uns 3 no total, buzinando e curtindo minha "festa" à beira do asfalto, poi o rock na moto me fazia sacudir o esqueleto do jeito que desse vontade.
        A Lua estava lá como testemunha dos fatos.
        Consegui ver fogos ao longe.
        Depois, montei da minha amiga da virada 2015 e toquei em frente.
        O primeiro posto de combustível que achei foi o de Jaqueira, mas estava fechado e sem ninguém, segui adiante.
        Cheguei então no Posto Floresta II, entrei, parei a moto e haviam dois frentistas que logo vieram me atender. Fiz sinal que não iria abastecer, desci da moto e cumprimentei a ambos pela passagem de ano dizendo que aquele ato representava minha gratidão a todos os frentistas que sempre nos atendem em nossas viagens de aventuras ou de trabalho, assim como outros profissionais que trabalham ao longo das estradas: borracheiros, mecânicos, pessoal do pedágio, resgate, SOS, policiais, enfim um sem número de pessoas que trabalham diuturnamente para que possamos nos divertir e trabalhar. Os rapazes ficaram surpresos e muito felizes quando pedi para tirar a foto com eles.
        Depois toquei para Barra do Jucu e a Eunides Romano e o Plutarco Filho, já deviam estar dormindo, coitados... na idade deles é difícil ficar acordado depois da meia noite. Eles receberiam meus abraços simbólicos a todos os irmãos motociclistas. Mesmo não tendo conseguido o simbolismo, fica o abraço a todos vocês.
        Beijo em seus corações e um 2015 espetacular!!!!
        Será que existe alguma mensagem sub-liminar em fotografar junto a uma placa na BR-101?????!!!!! Fica o mistério!!!! Hehehehhe
        Bora rodar rapaziada!!!!

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        Comentário

        • Gilmar Dessaune
          Fazedor de Chuva

          • Oct 2012
          • 6891

          #514
          Boa noite amigos FC´s,

          Gente, como desde o início do meu tópico, anteontem foi mais um dia de desafio ao meu limite e que belo desafio: finalizar o Valente FC - ES em um dia, restando 15 municípios a serem visitados no norte do estado.

          Conforme planejamento publicado em post anterior, combinei com o FC Citeli de nos encontrarmos num posto em Colatina, para estar lá no tempo certo, acordei às 5 h e pude clicar o começo do alvorecer aqui em Vila Velha da janela da área de serviço do apartamento onde moro: o dia já se mostrava magnífico.

          Às 6:05 h, apertei o botão do arranque e o motor da 535 soou delicioso, uma pra baixo, leve torcida no cabo, soltei a embreagem e ela deslisou suave rumo à aventura.

          No topo da 3a. Ponte (que liga Vila Velha à Vitória), tive que parar para clicar o mar com o Astro Rei nascente. Depois, já na orla da praia de Camburi, o Sol majestoso já escalara o mar e o Porto de Tubarão (foto da abertura deste post), trazendo seus feixes luminosos para me aquecer e incendiar os ânimos. Para poder cumprir os percursos programados seria necessário dia seco, pois haveriam vários trechos de piso de chão, meio assim incompatíveis com uma custom devido aos pneus próprios para asfalto.

          Tocada tranquila até o Bairro Barbados, município de Colatina. Cheguei, abasteci e fiquei esperando pelo Citeli que estava "descendo" do noroeste do Estado onde havia ido no dia anterior para fazer uns municípios fora da nossa rota em comum. Logo ele surgiu e formou-se a dupla de desafiadores do Valente FC - ES. Urgia partir para Marilândia. Nesse momento, para ele restavam 13 prefeituras e 15 para mim.

          Mais um trecho curto e tranquilo de viagem e então chegamos à:

          64/78 - Marilândia


          "Até o inicio do século passado, toda região da atual município de Marilândia não passava de florestas virgens. Ocorreu no Brasil em meados do século XIX um grande fluxo migratório de várias origens, principalmente a italiana, incentivada pelo Governo Imperial, para solucionar o problema gerado pela falta de mão de obra na população cafeeira.

          Esses colonizadores abriram as primeiras clareiras, construíram as primeiras moradias e iniciaram o plantio de café.

          A medida que mais famílias iam chegando, formava-se um povoado chamado Liberdade. Mais tarde, os padres Salesianos em visita a este povoado deram-lhe o nome de Marilândia, que quer dizer terra de Maria, e adotaram Nossa Senhora Auxiliadora como Padroeira.

          Iniciava-se então, o crescimento desse povoado que teve como seu primeiro comércio um botequinho de secos e molhados, instalado em um barraco de madeira, à beira das primeiras moradias. Em 1929, o pequeno povoado teve sua primeira escola e sua primeira professora veio de Acioli. Logo depois a escola recebe sua segunda professora D. Elvira Linhales. A escola era mais um barraco, que passou a ser utilizado também como capela, onde foi realizada a primeira missa pelo padre Salesiano Antônio Marssigalia, iniciando-se assim, as atividades sociais.

          Em 1951, ocorreu a inauguração do 1º Grupo Escolar “Professor Ananias Netto”, onde funciona hoje a Escola de 1º Grau Escolar “Maria Izabel Falcheto”, e em 1952 recebeu a visita do Governador Jones dos Santos Neves, para a inauguração do 1º serviço de água de Marilândia. Em 02 de fevereiro de 1955 foi inaugurado solenemente o Pré-Seminário Diocesano “Imaculado Coração de Maria”, destinado a recrutar vocação sacerdotal.

          A comunidade ia crescendo juntamente com o distrito, manifestando sempre o pensamento de uma emancipação política.

          No dia 22 de abril de 1980, tornou-se real o sonho que já vinha desde os tempos antigos, e através da aprovação da consulta popular em forma de plebiscito, aconteceu a emancipação, e Marilândia passou a ser município numa votação onde 2.976 pessoas disseram sim em contrapartida a 244 que disseram não, tendo 27 votos em branco, 26 nulos, 802 abstenções num total de 4.075 votantes. Dois meses após a Posse, o novo prefeito Djacir Gregório Caversan, iniciou sua Administração, alugando uma casa, onde funcionou a Prefeitura durante os 06 (seis) anos de mandato. Recebeu da Prefeitura Mãe (Colatina) a quantia de Cr$ 1.360.000,00 um Caminhão Basculante e uma Retro-Escavadeira usada.

          Um fato importante que marcou a história do município, e que proporcionou um súbito desenvolvimento da cidade, foi a vitória do filho da terra: Gérson Camata para Governo do Estado em 1983.

          O Governador, cunhado do então Prefeito Djacir Gregório Caversan, enviou grandes somas de recursos ao município e viabilizou a construção de grandes obras, dentre as quais a pavimentação da Rodovia Colatina-Marilândia seguindo para São Pedro." Fonte: site da prefeitura, acesso em 09-01-2015

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          Quilometragem inicial Click image for larger version

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ID:	199597Este é o FC Citeli, aqui assume o papel de 01 rsss Click image for larger version

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          Última edição por Gilmar Dessaune; 09-01-15, 01:10.

          Comentário

          • Gilmar Dessaune
            Fazedor de Chuva

            • Oct 2012
            • 6891

            #515
            Boooom dia amigos FC´s!!!

            Ainda degustando a satisfação da última 4a. feira, vamos postar mais uma cidade do ES.

            65/78 - Governador Lindenberg (o nome é grafado com "n" mesmo antes do "b")

            Marcada a posição no gps e tendo a informação de que não chovia na região por uns dois meses, pensei: show > uns 31 km sendo 10 de asfalto e 21 de chão batido será um passeio. Triste engano!!!! kkkkkkkkk

            Pegamos logo logo a estrada e partimos tranquilos, sol mas com a temperatura ainda não tão elevada. Como iríamos passar por parte rural, temperatura mais amena ainda era esperada, e se confirmou, mas...

            ... não tendo rodado muito, aparece a primeira parede d´água que nos deu uma respingada: IRRIGADOR DE LAVOURA DE CAFÉ, que susto, pois foi logo numa curva.

            Ficamos ligados em logo veio a segunda, agora já com lama na pista. Uma custom com pneus de asfalto e um trail com pneus para uso misto. Passei relativamente tranquilo nessa primeira parte de lama, mas vieram muitos e muitos outros ao longo do trecho. Certamente mais de 15 pontos com os irrigadores lambuzando a estrada e a tornando muito perigosa. A lodo positivo é que sabendo dos riscos que se impõem, os locais fazem sinalização antes dos pontos, na maior parte das vezes com os tradicionais galhos de mato na pista e, em casos mais cuidadosos, com placas avisando que tem irrigação adiante. Muito bom!!! Parabéns!!!
            Porém, em uma delas a coisa tava muito tensa: muita água por muito tempo: a pista era um lamaçal só e por um trecho não tão pequeno, pois como ficava numa curva em inclinação, a água caia num ponto e descia molhando uma área relativamente grande.
            A velha técnica de pilotar controlando o acelerador, embreagem e os dois pés no chão como num esqui foi o que impediu minha queda pelas saídas de traseira da moto ao patinar na lama. As fotos mostram o resultado e falam por si mesmo... rsss

            O melhor da festa foi que logo ao acabar a pista de terra, estávamos dentro de Governador Lindenberg para os devidos registros na prefeitura.

            As emoções do dia haviam recém começado!!! Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

            "O processo de ocupação de Governador Lindenberg iniciou na década de 20 por famílias, em sua grande maioria, de imigrantes italianos e alemães. O município já teve três denominações. Seu primeiro nome foi 51, referindo-se às estacas numeradas que ficavam no local e serviam de ponto referencial para quem desejasse viajar para Terra Alta, Colatina e Linhares.
            Depois por razões políticas, passou a se chamar 15 de Novembro. E seu último nome foi em homenagem ao ex-governador Carlos Lindenberg. Em 1968, o governador foi procurado pela comunidade com a proposta de puxar a energia elétrica de Novo Brasil (20 km) para a região e, se fizesse isso, o local receberia seu nome. O governador aceitou a proposta e poucos dias depois Governador Lindenberg passou a ser distrito.
            Em 29 de junho de 1997, o distrito de Governador Lindenberg emancipou-se de Colatina. Uniram-se Novo Brasil, Córrego Moacir, Governador Lindenberg e outros córregos para formar o município. Em 2001 foi adotada a bandeira, e o brasão, este desenhado por Moisés de Souza Dalfior (seu desenho ganhou um concurso escolar para escolha do brasão da cidade, onde o prêmio foi uma televisão)." Fonte: site a prefeitura.

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ID:	199630Ufaaa... fim da estrada de chão e estávamos dentro da cidade.Click image for larger version

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            Comentário

            • Dolor
              Fazedor de Chuva

              • Mar 2011
              • 3250

              #516
              É NFC Gilmar, nada como a sensação do dever cumprido!
              Ufa! Mais uma e o Valente se aproximando velozmente.
              Parabéns pela forma gostosa da tua escrita.
              Nada melhor para um sábado de manhã!
              Saudades!

              Comentário

              • Marcus Badaro Monteiro
                Fazedor de Chuva

                • Mar 2014
                • 62

                #517
                Parabéns ao então agora VFC Citeli e nosso saudoso NFC, VFC Gilmar, pela conclusão do projeto. Fico imensamente feliz e entendo cada emoção postada por vocês. Agora fazemos parte de um seleto grupo de pessoas que conhece em toda extensão o maravilhoso e grande estado do Espirito Santo. Curtam este momento que é muito bom,o prazer do desafio concluído é muito bom.

                Saudações e bem vindos Valentes.

                Comentário

                • Sassa e Cuca
                  Fazedor de Chuva

                  • Sep 2012
                  • 1056

                  #518
                  VNFC Gilmar...q conquista!

                  Quando um amigo completa um desafio, para nós tb é um desafio cumprido afinal, seguimos na garupa, atentos, vibrantes e empolgados com cada município da lista sendo superado.
                  Vc conseguiu bravamente! Nós, daqui, de longe, humildemente, vamos participar dessa festa.

                  A determinação com que os desafiadores partem e cumprem seus objetivos é emocionante e um grande exemplo que apenas confirma que " qualquer um pode fazer porém poucos o fazem".
                  Você fez!
                  Vc fez, principalmente, a diferença nos mostrando coisas tão lindas e com sua veia poética, soube como ninguém, descrever o belo Espírito Santo.
                  Quem o conhece, respeita a sua caminhada, sua vitória.
                  Quem experimenta as suas lições de vida, dispensa dúvidas.
                  E quem está aqui, nesta comemoração, tem a honra de compartilhar deste especial momento: VALENTE!!! VALENTE NFC!!!.

                  Bravo...continuamos na garupa aguardando por mais desafios!!! Siga em frente, acelere...

                  Dos amigos
                  NFC Sassa e Cuca

                  Comentário

                  • Gilmar Dessaune
                    Fazedor de Chuva

                    • Oct 2012
                    • 6891

                    #519
                    Boa noite amigos FC´s,

                    É... o NFC Sassa e a Cuca, fizeram o véio aqui chegar às lágrimas.

                    Além da grande recompensa que é, por si só, terminar um desfio, ler e sentir quão verdadeiras são as palavras e tão puros os sentimentos que os levaram a escrever só podiam me emocionar, e muitoooooooooo!!!!

                    Dizer MUITO OBRIGADO é uma mera expressão, mas nunca vai exprimir toda a minha gratidão, meu queridos amigos.

                    Ao VFC Marcus Badaro Monteiro, também agradeço pelas gentis palavras e acolhida. Meu Valente FC teve aquele feliz e ímpar encontro contigo e sua mãe em Rio Novo do Sul. Imprevisto, inesperado e improvável... mas aconteceu, por isso se tornou tão especial. Sou grato por ter também uma prefeitura clicada com vocês.

                    Ao Mestre, Presidente e Amigo GCFC, NFC e VFC Dolor, obrigado pelos constantes incentivos, você e a Angela formam juntos a pedra angular dos Fazedores de Chuva que nos fazem acreditar que podemos fazer, o que "poucos o fazem..."

                    Bem, vamos então para mais uma cidade, num é mesmo?? Senão vou inundar o teclado aqui do note. rsss

                    66/78 - Rio Bananal

                    Para chegar em Rio Bananal foi relativamente rápido, mas com emoção, pois decidimos "cortar" caminho por uma estrada de chão, porém uma indicação equivocada do gps nos levou a fazer uma volta maior do que o necessário. A poeira brava cada vez mais tomava conta das crianças e das nossas roupas, cada vez mais impregnadas, embora o pior ainda estivesse por vir... amo muito fazer esse tipo "loucura"... hehehehe

                    O calor já apertava um pouco, mas enfim chegamos à minha 3a. cidade do dia.

                    "Por volta de 1929, os primeiros colonizadores, Pedro Ceolin, Pedro Rizzo, Abramo Caliman e Alcides Siqueira Campos, oriundos de Marilândia, vieram em busca de terras férteis e devolutas, internaram-se na floresta virgem e, seguindo o curso do rio que chamaram de Rio Bananal, pela existência de alguns pés de banana à sua margem, chegaram à confluência deste rio com o Rio Iriritimirim, onde fundaram o núcleo de Santo Antônio do Bananal e iniciaram o cultivo agrícola na região.

                    Em 1933 chega ao município o primeiro padre, Pe Aníbal, que reúne toda a população para celebrar a primeira missa. Dois anos mais tarde, a visita de Pe Geraldo faz nascer no pequeno povoado o desejo de construir uma capela.

                    Mais tarde, em 1937, outro grupo, formado por Egídio Venturim, Luiz Endringer e João Casagrande, chegando à região, fundaram o núcleo de São Sebastião do Bananal, que, posteriormente, junto com o de Santo Antônio, viriam constituir a sede do atual município.

                    Para qualquer emergência ou mesmo para buscar suprimentos, os moradores se deslocavam até Colatina, que era o povoado mais desenvolvido. Tempos mais tarde, seguiam até as margens da Lagoa Juparanã onde atravessavam em canoas para chegar à Linhares.

                    O incremento da agricultura e a ação religiosa dos padres Pavonianos contribuíram, de forma decisiva, para o progresso da região que, através da Lei n° 265 de 22 de outubro de 1949, foi elevada à categoria de distrito, com a denominação de Rio Bananal, subordinado ao município de Linhares.

                    Em 19 de abril de 1950 esse fato foi comunicado à população pelas lideranças locais. O novo distrito estava constituído pelos povoados de Santo Antônio e São Sebastião.

                    Em 1963 o desejo de progresso desencadeou na população a tentativa de transformar o distrito em município. Porém, o pedido foi rejeitado. Em 1975 o sonho de desmembrar de Linhares volta a motivar a população. O projeto de Lei n° 155/75 é aprovado, com o nome de Município de Nova Fátima. O projeto foi arquivado por ultrapassar o prazo constitucional estabelecido para a consulta popular.

                    Em abril de 1979 é solicitado o desarquivamento do processo e em junho do mesmo ano a Assembléia Legislativa autoriza a realização do plebiscito, que acontece em 19 de agosto de 1979.

                    No dia 14 de setembro de 1979 o distrito é elevado à categoria de município, pela Lei n° 3293 de 14 de setembro de 1979. O ato de emancipação foi assinado pelo Governador Eurico Vieira de Rezende, no pátio do Seminário em Rio Bananal. Em divisão territorial datado de 18 de agosto de 1988, o município é constituído do distrito sede. Pela lei n° 3982, de 27 de dezembro de 1987, é criado o distrito de São Jorge de Tiradentes e anexado ao município de Rio Bananal.

                    Na divisão territorial datada de 1 de junho de 1995, o município é constituído de dois distritos: Rio Bananal e São Jorge de Tiradentes, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

                    Gentílico: Ribanense

                    População: segundo contagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o município possui 17.530 habitantes. Como foi colonizada por descendentes de italianos a maioria da população é branca (72%), seguida de pardos (23%) e negros (5%).

                    Densidade Demográfica: 73,37% da população residem na zona rural e 26,63& na zona urbana.

                    Área total: 645,4 Km², equivalente a 0,98% do território do estado do Espírito Santo.

                    Limites: ao sul e leste: Linhares; oeste: Governador Lindemberg; norte:Sooretama e Vila Valério.

                    Economia: a principal atividade econômica do município é a produção cafeeira, com destaque para o tipo conilon. Outras culturas também se desenvolvem como o coco, maracujá, mamão, pimenta do reino, milho, feijão, mandioca e banana.
                    A pecuária ganha espaço na região, com produção de gado leiteiro e de corte.
                    Na área industrial o movimento econômico está nas fábricas de cachaça, esquadrias de madeiras, produção de farinha de mandioca, móveis e sorvetes."
                    Fonte: site da prefeitura, acesso em 12/01/2015.


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                    Comentário

                    • Gilmar Dessaune
                      Fazedor de Chuva

                      • Oct 2012
                      • 6891

                      #520
                      Bom dia amigos FC´s,

                      Seguindo na proposta de postar uma nova prefeitura por dia, vamos começar hoje logo "cedo". rss

                      67/78 - Vila Valério

                      Vou postar uma foto do meu gps para mostrar que não se pode confiar muito nesses bichos. Eu, normalmente, faço todo um estudo prévio de rotas no Google, tanto no formato mapa quanto no formato satélite (se tiver street view também olho, mas essas estradas pequenas normalmente não tem). Ao marcar Vila Valério, o gps me apontou 123 km de distância quando na verdade são apenas 38 km entre Rio Bananal e Vila Valério. Fiquem atentos e não confiem 100% em gps, eles erram e as vezes muito ao fazer as "leituras" de trajetos.

                      Por ser um trecho bem curto, também não houveram registros durante o percurso, então vamos direto às fotos e informações sobre o município.

                      Fica o registro: CADÊ AS BANDEIRAS, PREFEITOOOOOO??????? rssss

                      "História
                      Vila Valério tem uma população de 14.307 habitantes, com uma área de 474 km² e distante há 240 km da capital Vitória, suas casas são construídas de alvenaria das mais simples a mais modernas, sendo muitas ainda de madeira. A vegetação predominante são as áreas cultivadas com o café conilon, coco anão, pequenas roças de cereais, áreas de pastagens e reservas pequenas de Mata Atlântica.
                      O acesso ao município se dá através da rodovia João Izoton Filho: Rodovia asfaltada, saindo de São Gabriel da Palha, distante a 28 km de Vila Valério. Rodovia saindo de Linhares passando por Rio Bananal e São Jorge de Tiradentes. Tendo 38 km a partir de Rio Bananal. Rodovia Saindo de Linhares passando por BR 101, Sooretama e Lagoa Juparanã, com 80 km de distância. Rodovia de Jaguaré, passando patrimônio de Fátima, com 50 km de distância.
                      A colonização de Vila Valério, teve início em 1939 pelo engenheiro polonês Esteves Bonislau Riszcik, que chefiava a companhia polonesa para a demarcação das terras da atual Vila Valério. Devido à invasão da Polônia, em 1939, por Adolf Hitler dando início a segunda guerra mundial, não foi possível que os poloneses viessem para essa região. Foi então colonizada por mineiros e imigrantes italianos e pomeranos (Alemães) vindos do sul do estado.
                      Vila Valério recebeu esse nome em homenagem ao advogado polonês Dr. Walerjan Koszarowski que muito se empenhou em combater a malária (epidemia da época). Nasceu dos sonhos e da luta de brasileiros descendentes de alemães, italianos e mineiros que vieram para essa região na década de 40, dando início a colonização do seu solo.
                      Hoje Vila Valério possui 12 anos de emancipação política e 10 anos de administração pública, seu povo tem orgulho em dizer que foi desbravado por sonhos e construído por ideais.
                      O município se destaca no solo capixaba, tendo como potencial econômico a produção de café conilon, eucalipto, pimenta do reino e coco, aos poucos esta mostrando que tem força e capacidade para se desenvolver e ampliar ainda mais as suas potencialidades."
                      Fonte: site da prefeitura, acesso em 13/01/2015


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                      Comentário

                      • Jacob Bussmann Filho
                        Fazedor de Chuva

                        • Dec 2011
                        • 2790

                        #521
                        Grande Valente Nascente Fazedor de Chuva, Gilmar Dessaune, tu es um poeta na descrição das tuas andanças pelo Espirito Santo ....muito legal....e melhor ainda teres completado esse desáfio, e pela segunda vez ....rsrsrsrsr....grande abraço a voce e parabéns, passarei aí para fazer o Rodoviario ....bandeirantes .....rsrsrsre vamos comer uma muqueca capixaba , no capricho.

                        Olha nós ai ....lá em Monguagua SP, no Valente SP ...rsrrsrsr...tudo embaixo de chuva...rsrrsr

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                        Abração e muitas estradas .........
                        GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

                        Comentário

                        • Gilmar Dessaune
                          Fazedor de Chuva

                          • Oct 2012
                          • 6891

                          #522
                          Bom dia amigos FC´s,

                          Hoje estou um pouco mais animado, pois desde a madrugada de domingo estou com um bela indisposição gástrica, coisa rara de acontecer.

                          Então logo pela manhã vou postar mais uma cidade.

                          Ao meu amigo GCFC e NFC Jacob, já respondi mais adequadamente no tópico dele Valente SP, mas num posso deixar de externar aqui a emoção e gratidão pelas belíssimas palavras acima. Ele bem lembrou: visitei todos os municípios do ES pela segunda vez, mas da outra não era um desafio "meu", então não fiz os devidos registros, mas agora foi à vera. hehehehe
                          Quanto à moqueca, meu amigo, quem a fará serei eu mesmo, és convidado.

                          68/78 - São Gabriel da Palha (SGP)

                          O trecho desde Vila Valério até SGP é curto, apenas uns 28 km, mas tivemos um pouco de emoção: a estrada em obras apresentou logo de cara um pare-siga. Também o piso com terra solta e muitas britas foi meio pank pra 535, mas com o devido cuidado passamos e chegamos em SGP por volta das 12:35 h.

                          O calor estava imenso, o ar parado aumentava a sensação térmica e o sol praticamente à pino queimava a careca do véio. Inda bem que já prevendo essas situações, tratei de levar filtro solar pra passar, principalmente nos punhos (normalmente a jaqueta desce devido ao vento e expõe parte do braço), na parte posterior no pescoço onde o capacete não cobre e a careca quando tiro o capacete para as fotos e apreciar a paisagem. Fiquei feliz por ter levado o filtro solar quando cheguei em SGP...hehehehhe
                          O VFC Citeli tem cabelos, mas mesmo assim carrega um boné.

                          SGP é uma cidade com charme, um polo de confecções e gostei de ter encontrado as bandeiras hasteadas na prefeitura.

                          Pelo caminho, paramos para clicar uma rocha que emerge entre as plantações fazendo uma matiz de cores muito linda que às vezes uma foto não reproduz, mas ficou o registro.

                          A seguir, a história do surgimento da cidade, muito legal a origem do nome.

                          "Até 1920, a terra entre Colatina e Nova Venécia, no noroeste do Espírito Santo, era toda coberta de matas. Minas Gerais estava invadindo o pouco de área que nos sobrou da antiga Capitania do Espírito Santo. Em nosso Estado, especialmente no sul, havia colonos, imigrantes e aqui nascidos, com falta de espaço para criar suas famílias com dignidade. O índio já havia, em grande escala, sofrido a continuidade do processo de espoliação iniciado em 1.500. Havia ainda alguns por aqui. Eles não aceitaram se aldear em Pancas. Andavam nômades, coletando e caçando, e se encontravam numa cachoeira a que denominavam Jaguaribe. Jaguar é onça e ibe é cobra. Pode ser uma das duas quedas d’água do rio São José.

                          Assim, em 1923, o “Presidente” do Estado Nestor Gomes cria em Colatina a Companhia Territorial para gerir a colonização da área. Logo, em 1924, assume como “Presidente” do Estado, a figura histórica de Florentino Avidos. No ano seguinte, Avidos manda uma turma guiada por Cícero Morais abrir uma picada na mata para ligar os dois extremos. E começa a construir sobre o rio Doce uma ponte que deveria iniciar uma estrada de ferro ligando Colatina a São Mateus. Até parece um “repeteco” do sonho da Madeira-Mamoré. Só que aqui a estrada não teve mais que 7 quilômetros partindo de Colatina e chegou a Nova Venécia partindo de São Mateus, graças à família Cunha, do Barão de Aimorés. Mas, em 1928 foi inaugurada em Colatina a ponte sobre o rio Doce. No mesmo ano de 1928, o Estado firma com a TOWARYSTWO KOLONIZACJISNE da Polônia um contrato para vinda de 1.800 famílias de colonos para Águia Branca(Orzel Bialy). E, em 1929, firma com a Empresa MALACARNE “&” COSTA um contrato de colonização do médio rio São José. Bertolo Malacarne já atuara em Marilândia desde 1923 e vinha atuando na Cachoeira da Onça desde 1925, autorizado verbalmente pelo Estado.

                          O novo “Presidente” do Estado, em 1929, era Aristeu Borges de Aguiar. Ele desistiu de construir a ferrovia (certamente por falta de dinheiro) e deu aos madeireiros esta incumbência. Em 1930, ela saía de Colatina. Em 1934 ela chegava a São Domingos . Em 1936, ela chegava a São Gabriel. Em 1940, ela chegava a Águia Branca(construída pelos presos). Era uma trilha precária, dentro da mata. Mesmo assim, um madeireiro de Colatina, Heitor Alencar, botou um transporte coletivo ligando Colatina a São Gabriel. Já havia por aqui muitos colonos.
                          Não há registro de entradas de colonos nos anos de 1931, 1932 e 1933. Muitos não ficaram. Outros nem vieram. Outros ainda compraram mais de 1 área. Em 1934, vencia o contrato que MALACARNE “&” COSTA (Nelson Costa era o guarda-livros da concessionária) tinha com o Estado. Bertolo queria fundar um núcleo na margem direita do rio São José.

                          Reuniu uns 40 braçais que começaram a abrir picadas na mata desde a Cachoeira da Onça (onde dava febre malária “até em macaco”), no limite sul de sua propriedade até o extremo oposto, ao norte, onde está hoje a sede da Cooabriel. Ali abriu uma clareira na mata e passou a doar lotes a quem fizesse uma “barraca de palha”. Disse-me o Eduardo Glazar que a área deste extremo norte foi trocada por Bertolo por outra infestada de mosquitos anofelinos. Quando os madeireiros de Colatina chegaram por aqui, em 1936, as barracas ainda existiam. Os poloneses vieram de Águia Branca, descendo o rio São José, por volta de 1937 e deram novo impulso ao esforço de colonização, no rumo de Vila Valério. Encontraram o mesmo panorama no núcleo. Na periferia, os novos colonos chegavam, às vezes a pé, para ocupar as terras ainda virgens. Há uma foto sem data ainda com as barracas de palha; mas data de 1943 a primeira foto dos inícios de nosso núcleo. As barracas de palha já não existiam mais. Ficaram no nome: SÃO GABRIEL DA PALHA."
                          Fonte: site da prefeitura, acesso em 14/01/2015.


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                          Última edição por Gilmar Dessaune; 14-01-15, 07:44.

                          Comentário

                          • Sassa e Cuca
                            Fazedor de Chuva

                            • Sep 2012
                            • 1056

                            #523
                            Click image for larger version

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                            "Buda reuniu seus discípulos, e mostrou uma flor de lótus - símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas.
                            - Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - disse Buda.
                            O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores.
                            O segundo compôs uma linda poesia sobre suas pétalas.
                            O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo.
                            Chegou a vez de Mahakashyao. Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor, e acariciou seu rosto com uma das pétalas.
                            - É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. Simples e bela.
                            - Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos - disse Buda."


                            É assim o VFC-ES feito por vc VNFC Gilmar: simples e belo!

                            Porém, como é nosso hábito falarmos muito (rsrs) acrescentamos mais: emocionante, inspirador, construtivo, curioso...

                            Abçs NFC Sassa e Cuca

                            Comentário

                            • Citeli
                              Fazedor de Chuva

                              • Aug 2014
                              • 46

                              #524
                              EEhhh Gilmar, proxima vez vou tirar uma foto da sua bandeja (y) hahaha

                              Comentário

                              • Gilmar Dessaune
                                Fazedor de Chuva

                                • Oct 2012
                                • 6891

                                #525
                                Boa noite amigos FC´s,

                                Desse jeito NFC Sassa e Cuca, vou ficar muito encabulado com tantos elogios... rsss obrigado, obrigado, obrigado!!!

                                Aprendi que na vida aquilo que recebemos de graça, de graça devemos repassar.

                                Então tudo que todos os Fazedores de Chuva me proporcionaram, eu procuro passar adiante, replicar, distribuir, afinal estamos aqui por tão pouco tempo, que em nada custa compartilhar as alegrias, felicidades e manifestações de carinho que tenho recebido já a caminho de 2 dois anos como efetivo FC. Mais uma vez obrigado a todos vocês.

                                VFC Citeli, relaxa... eu nem tirei foto da sua "Pedra do Elefante" que foi seu pratinho do almoço....

                                Pessoal, para que entendam essa última frase, seguem fotos clicadas na estrada entre SGP e Nova Venécia (irei postar as fotos dessa prefeitura no próximo post).

                                A famosa Pedra do Elefante aflora soberba, soberana e incomum. Verão fotos em ambas as faces.

                                Pena que começaram a tirar granito da "tromba" do Elefante, deviam ser presos os caras que fizeram isso com um monumento de tal magnitude. Fiquei muito triste ao constatar tal agressão à uma magnífica obra da natureza. Peço desculpas por alguém do meu estado não ter tido escrúpulos e ter chegado a tal ponto por um punhado de dinheiro.

                                As fotos falam por si, nem vou colocar legendas.

                                Enquanto eu clicava, o VFC Citeli ficou "assando" na estrada... e o assento da 535 também... uiiiiiiiiiiiiiii

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