Desafiando meus limites.

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  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #496
    Bom dia amigos FC´s!!!

    NFC Sassa e Cuca, a foto da tilápia postei no Face, rsss

    Vamos para mais um município desse long run do dia 1º.

    60/78 - Irupi

    Informações obtidas na Wikipedia, haja vista o site do município estar em manutenção nesta data.

    "História[editar | editar código-fonte]
    Caparaó foi palco de treinamento de guerrilha, organizada pela resistência de Leonel de Moura Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, que com financiamento cubano esperava resistir a tomada do poder, pelos militares, em 1964.

    O território que hoje constitui o município de Irupi pertencia inicialmente ao município de Vitória. Com a criação do distrito de Viana, foi anexado ao mesmo, e nele permaneceu, após a sua elevação a categoria de Município, como território do distrito de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, criado pela Lei nº 10/59, em 14 de Julho de 1959. Todo território do distrito do Rio Pardo foi anexado ao município de Cachoeiro de Itapemirim, em 1867.

    O município de Rio Pardo foi criado em 1990 quando a promulgação da 1ª Constituição Republicana do Estado do Espírito Santo, sendo dividido em três distritos: a Sede, o Distrito de São Manoel do Mutum e o distrito de Santa Cruz.

    Com o transito de pedestres, tropas e carros de boi na segunda metade do século passado, a então fazenda da Cachoeirinha, de propriedade do Sr. Hidário Tomaz, foi-se transformando em um pequeno arraial, com cemitério, capela dedicada a São João Batista e pequenos entre-postos comerciais, até que desapareceu o seu primeiro nome e ficou conhecida como a Cachoeirinha do Rio Pardo, que mais tarde foi substituído pelo topônimo Irupi, de origem indígena que tem os seguintes significados: amigo belo e águas tranqüilas pequenas.

    O Município de Irupi foi criado pela Lei de nº 4520/91 de 15 de Janeiro de 1991 pelo Exmº Srº Governador do Estado, Drº Max de Freitas Mauro, ficando dois anos de administração pelo prefeito de Iúna, Wellington Firmino do Carmo, tendo sua instalação em 1º de Janeiro de 1993, após sua 1ª eleição direta, sendo eleito o prefeito Srº Mário Luiz Barbosa. Formada por uma miscigenação de cultura, tem como, ascendente mais diretos, os Portugueses e indígenas do qual vem a atual denominação IRUPI.

    A criação do município se deu através da Lei n° 4.520, de 16 de janeiro de 1991. A instalação se deu em 1° de janeiro de 1993. O município de origem foi Iúna.

    O município de Irupi localiza-se a uma latitude sul de 20°, 20 e 42" e a uma longitude oeste de Greenwich de 41°, 38 e 28", possuindo uma área de 185 km², equivalente a 0,41% do território estadual.

    O município de Irupi está localizado no Estado do Espírito Santo, na região do Caparaó. Limita-se ao norte com o município de Ibatiba, sul, leste, e oeste com o município de Iúna.

    Além da sede, com altitude de 730 metros, é compreendido pelo distrito de Santa Cruz.

    A bacia que compõe a paisagem hidrográfica do município é a do rio Itapemirim, cuja área é de 185 km², destacando-se como principais rios o Pardo, o Pardinho e o Santa Clara.

    Pequeno povoado que era chamado de Cachoeirinha do Rio Pardo, desenvolveu-se com o cultivo do café, que era transportado por carros de boi e tropas de burro.

    Irupi faz parte do Entorno do Caparaó e seus principais atrativos são a Pedra da Tia Velha, a Gruta de São Quirino, a Cachoeira do Chiador e a Cachoeira de São José.

    Turismo[editar | editar código-fonte]
    Pedra da Tia Velha: 10Km da sede, monumento rochoso com aproximadamente 1140 m.

    Entorno do Caparaó: Irupi compõe um dos 10 municípios da região do entorno, sendo um dos pontos de melhor visibilidade do pico da Bandeira, com 2890 m

    Museu do Centro Espírita São João: Possui peças utilizadas pelos primeiros moradores da região, há pelo menos 120 anos.

    Cachoeira do Chiador: 24KM da Sede com suas águas cristalinas.

    Museu do Zé: Localizado a 3 km da Sede, guarda objetos (não catalogados) da história do município."

    Não sei o motivo, mas quando vi a placa indicativa da pedra, parei e cliquei, logo depois me lembrei da minha querida amiga Cuca Luccas que vive prometendo vir ao ES e este seria mais um ponto legal para visitar: a Pedra da Tia Velha (sei que posso estar decretando meu óbito, mas num consegui ficar com a boca fechada, afinal pensei nela mesmo no momento da foto).

    Fiz a foto de abertura do post admirado com o aproveitamento da terra, cultivaram até chegar na pedra montando um bonito desenho. Arte no cultivo e aproveitamento do solo pelo pessoal de Irupi. Show!!!

    Na pracinha, o pessoal jogando um baralho e dominó, bem típico nas cidades pequenas no interior do ES.

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    Comentário

    • Gilmar Dessaune
      Fazedor de Chuva

      • Oct 2012
      • 6891

      #497
      Boa tarde amigos FC´s,

      Tendo finalizado as cidades bem ao sul do ES, parti para fazer duas na região oeste do estado que ficaram faltando nas rotas anteriores, Afonso Cláudio e Laranja da Terra.

      Porém, pelo caminho fiz uma sequência de fotos que agora publico para que também curtam.

      Tive que rodar um trecho de BR-262, nela passei pelo ponto mais alto entre Vitória e Belo horizonte, está aí o registro como abertura do post.

      Depois o que dizer dessa cachoeira? Só mesmo o desejo de conseguir lá embaixo e curtir toda essa água caindo geladinha, afinal esta localizada nas montanhas.

      Olho pra cima e vejo a Lua, clic, para o oeste o por do Sol se manifesta, tenho que voltar pra Trudi e curtir mais estradinha sinuosa rumo a Afonso Cláudio, meu próximo destino.

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      Comentário

      • Gilmar Dessaune
        Fazedor de Chuva

        • Oct 2012
        • 6891

        #498
        Boa tarde amigos FC´s,

        Depois daquele belo trecho de estado, vamos para mais um município.

        61/78 - Afonso Cláudio

        Informações tiradas do site da prefeitura nesta data:

        "História
        Na primeira metade do século XIX, Frederico Wilmer, que viria a contrair febre a amarela e morrer em 1851, andou pela região que mais tarde constituiria o município de Afonso Cláudio, procurando ouro. Encontrou-o efetivamente no lugar denominado Lagoa, na fazenda Santo Antônio do Alto Guandu, pertencente a Antônio de Souza Barros. Pouco tempo depois, outro aventureiro enveredou por aquela região, chegando a construir rancho no local onde hoje está o jardim público da cidade.
        Prosseguindo sua penetração, foi ter à casa de Antônio de Souza Barros, a quem conseguiu entusiasmar com a descrição das terras férteis que percorrera. Seja em razão desta narrativa, ou porque já tivesse isso em mente, o fato é que, em 1876, Souza Barros foi até às cabeceiras do rio Guandu, no atual distrito de Boa Sorte.
        Já em fins de 1883, algumas famílias que então residiam às margens do Ribeirão Lagoa se mudaram para o lugar denomina do “Arrependido”, que distava cerca de 5 quilômetro da atual cidade. Iniciaram aí a construção de uma capela e, mais tarde, de um cemitério.
        Citam-se entre estas famílias as de Inácio Gonçalves Lamas, Jorge Guilherme Gomes, Coimbra de Oliveira e outros. Entretanto, esses pioneiros pouco tempo ali permaneceram, transferindo-se para o local onde hoje fica a parte norte da cidade, propriedade de Eugênio Silva, que recebera o direito de posse de José Gabril. Em 1885, Sabino Coimbra, Inácio Lemos, Jorge Gomes e Joaquim Galvão lançaram os fundamentos da povoação, construindo as primeiras casas.
        Batizaram o povoado com o nome de São Sebastião do Alto Guandu. De 1896 a 1900, os índios que ali havia foram aos poucos desaparecendo. A povoação progrediu rapidamente. Os primeiros caminhos carroçáveis que viriam incrementar seu desenvolvimento, ligando-a às localidades vizinhas, foram construída por Inácio Gonçalves com o auxílio dos indígenas.
        Por essa época, os habitantes do lugar estavam ainda sob jurisdição de Porto do Cachoeiro de Santa Leopoldina. Em 20 de novembro de 1890, foi criado o município. Ao novo município foi dado o nome de um republicano, Afonso Cláudio, jurisconsulto espíritosantense e primeiro governador do Estado."

        Como puderam no post anterior, chegar até a cidade foi uma satisfação, pois além da paisagem, o clima estava muito gostoso e as curvas na estrada me dão muito prazer de pilotar.

        A cidade é pacata e na praça o povo se distrai.

        A prefeitura não tem a devida identificação, aparece apenas GM 1916 - "Governo Municipal" e é um belo prédio histórico. Por sorte um out-door serviu para bem identificar a sede do município. Na verdade, fiquei muito satisfeito, pois um evento de teatro numa cidade pequena é gratificante. Já fiz teatro amador na minha juventude e guardo excelentes recordações daqueles bons tempos "quando eu era gente". rsss

        Na prefeitura, pude novamente clicar a Lua e também consegui contextualizá-la com o prédio da prefeitura, é um pontinho branco na imensidão azul e depois o zoom a trouxe pra mais perto. Agora o sol já estava mesmo querendo "picar a mula", então eu tinha que rodar, pois ainda restavam mais dois municípios e pelo menos um deles eu queria clicar ainda com luz natural.

        Rock na Trudi, chave na ignição e bora pra estrada, uma agradável surpresa que conto mais adiante.

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        • Jacob Bussmann Filho
          Fazedor de Chuva

          • Dec 2011
          • 2789

          #499
          Grande Gilmar, sempre caprichando nos self ....rsrsrsr....mais um pouquinho e esse valente já era.......depois é o de SP ...uma hora dessas passo por aí para fazer o Bandeirante .

          Grande abraço irmão e boas estradas, estamos aqui na garupa
          GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

          Comentário

          • Gilmar Dessaune
            Fazedor de Chuva

            • Oct 2012
            • 6891

            #500
            Boa tarde amigos FC´s,

            Verdade NFC e GCFC Jacob, já está quase no final, to cozinhando em fogo brando por um lado pra num acabar logo mas doido pra dar uma esticada num sábado desses e finalizar as 15 cidades que me faltam clicar cumprindo mais uma etapa de "desafiar meus limites", pois será uma tocada puxada e cheia de emoções.

            Agora dando sequência à viagem anterior, saindo de Afonso Cláudio com destino à Laranja da Terra, eis que me surge pela frente estes ciclopes de granito: maciço dos Três Pontões como é denominado e as fotos mostrarão por quê.

            Fiz fotos de aproximação passo a passo pra que tenham uma melhor dimensão dessas pedras, o zoom da máquina ajudou. Quero voltar com outra máquina mais potente para fazer mais fotos legais. Quando num sei, mas que voltarei lá isso é certo. hehehehe

            Espero que curtam as imagens.

            Abraços.

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            • Jacob Bussmann Filho
              Fazedor de Chuva

              • Dec 2011
              • 2789

              #501
              Boa noite , irmão NFC Gilmar, essas pedras aí são realmente uma beleza, me lembro da primeira vez que passei aí pelo Espirito Santo , estava indo para Porto Seguro e fui pela 116 e em Teófilo Otoni entrei á direira em direção ao litoral passei também por uma pedra enorme na beira da estrada....um monumento...são esculturas da Mãe Natureza, muito legal.

              Grande abraço e boas estradas
              GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

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              • Gilmar Dessaune
                Fazedor de Chuva

                • Oct 2012
                • 6891

                #502
                Boa noite amigos FC´s

                NFC e GCFC Jacob,

                Aqui tem muitos maciços de granito, de norte a sul do estado, se for catalogar fica uma lista enorme e é muito legal de passar perto, bem ao lado de alguns. Pedras monumentais para onde que se vá.

                Tanto que vou postar mais algumas fotos dos 3 Pontões, mas de outro ângulo: pela lateral esquerda deles tendo em vista as primeiras fotos postadas.

                Em um dos flagrantes, fiz o registro da grande presença da comunidade européia com a igreja luterana presente na região montanhosa do estado.

                Essa árvore me chamou a atenção: quase pelada de folhas, mas com frutos...rssss
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                • Gilmar Dessaune
                  Fazedor de Chuva

                  • Oct 2012
                  • 6891

                  #503
                  Boa tarde amigos FC´s!!!

                  E na minha andança pelo Oeste do ES, parei para fazer uns cliques que curti muito.

                  O Astro Rei insistia em se mostrar soberbo, então aproveitei luz e sombra para fazer os registros quando estava já a caminho de Laranja da Terra.

                  Espero que curtam.

                  Abraços

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                  • Gilmar Dessaune
                    Fazedor de Chuva

                    • Oct 2012
                    • 6891

                    #504
                    Bom dia amigos FC´s,

                    Bem, indo pra reta final das andanças daquele longo dia, cheguei finalmente ao oitavo município do dia.

                    62/78 - Laranja da Terra

                    Informações tiradas do site da prefeitura:

                    "Aspectos Históricos

                    Antigamente, antes de 1870, ainda sob a jurisdição do Porto do Cachoeiro de Santa Leopoldina, ao fazerem a medição de terras e chegando perto de um córrego, depararam-se com um pé de laranja de uma variedade muito rústica. Convencionou-se que se tratava de um pé de laranja da terra. A partir daí o córrego recebeu este nome, mais tarde o distrito e, por último, também o nosso município recebeu este nome.

                    Antes de 1870, não se tem registros de nomes de não indígenas que tenham morado ou passado por aqui. Os índios que habitavam a região por essa época era os botocudos que se caracterizavam pelo uso de batuques ou rodelas grandes de madeira introduzidas em furos feitos artificialmente nos lóbulos das orelhas, nas narinas e, sobretudo, no beiço inferior. Por volta de 1880, a última tribo ainda presente e localizada na região da Barra do Taquaral não somava mais do que 30 famílias, tribo esta comandada por um cacique não índio, vulgo Capitão Canjica, de cerca de 60 anos de idade, que os índios teriam raptado quando menino nas imediações de Vitória. Esses índios com certeza tiveram contato anterior com não índios, pois se denominavam com nomes como Andrade, André, Luiz, Rafael, João e Joaquinzinho. Depois da morte de Canjica tornou-se cacique um índio de nome Furizinho. E, sob o seu comando, essa tribo migrou para o lado do Bananal (Baixo Guandu) de onde, depois de um assassinato de um não índio, se refugiou nas matas ainda virgens do outro lado do Rio Doce. Esse depoimento foi dado por Dona Elvira Rosa de Novais, sobrinha de Francisco Carlos de Almeida Rosa que em 1879 mudou de Carangola, Minas Gerais, para o Espírito Santo, e fixou residência na Barra do Taquaral, onde também Elvira e sua família se fixaram cinco anos depois.

                    O fato de se achar ainda hoje na região do município de Laranja da Terra pedaços de panelas de cerâmica, machadinhos e pontas de flechas de pedra, nos faz crer que antes dos botocudos eram tribos dos índios goytacazes tupiniquins que transitavam nesta região.

                    A partir de 1856, com a criação da Colônia de Santa Leopoldina, e 1875, com a criação da Colônia de Santa Teresa, começou-se a abrir o caminho para que fazendeiros, principalmente mineiros, e outros aventureiros entrassem para desbravar as matas ainda quase virgens das regiões do Rio Guandu e do Rio Santa Joana. E é, então, na região do Médio Guandu, que hoje compreende o município de Laranja da Terra, que entre os anos de1870 a 1880 instalam-se algumas das fazendas. A saber:

                    a) a de Leopoldino Antonio dos Santos ou Leopoldino “O Bravo”, fluminense que lutou na Guerra do Paraguai e que recebeu do Governo do Estado, como recompensa por seus atos de bravura e dinamismo, uma grande quantidade de terras nas imediações da atual sede municipal;

                    b) a do mineiro, de Carangola/MG, Francisco Carlos de Almeida Rosa, que se instalou na Barra do Taquaral, hoje pertencente ao Distrito de Joatuba;

                    c) a de Domingos José Vieira, que se instalou na cabeceira do Ribeirão do Bom Jesus;

                    d) e a de um fazendeiro que se instalou numa fazenda nos arredores de São Luiz de Miranda, alongando-se até a Barra do Lagoa (Km 18).

                    Além dos fazendeiros, instalaram-se também na região do Médio Guandu, ainda em fins do século XIX, pessoas de diversas origens nas novas glebas de colonização atrás de terras do governo, entre elas muitas da raça negra em virtude da abolição da escravatura, inclusive vindas do nordeste brasileiro, como Ceará e Sergipe, que faziam pequenas derrubadas para plantios de lavouras de subsistência e de café. E o italiano Valentim Perozini que se instalou no lugar, hoje, São Luiz de Miranda, comprando uma fazenda nas imediações e que, mais tarde (1921), montou um comércio na beira do Rio Guandu, perto da ponte, onde hoje se localiza a sede do município de Laranja da Terra. Era casado com Rosa Dominicini e o casal teve oito filhos.

                    As primeiras famílias de descendência alemã e pomerana vieram para a região do Médio Guandu a partir de 1901 na Barra do Crisciúma provenientes do então Município de Cachoeiro de Santa Leopoldina, das regiões de Rio Farinha, Caramuru, Jequitibá, Santa Maria de Jetibá, etc. Foram as famílias pioneiras de Emil Holz, Ulrich Liebmann, Alberto Schroeder, Fritz Zeckel e Gustav Liebmann, entre outras.

                    No mesmo período algumas famílias, também descendentes de alemães e pomeranos, pertencentes à Igreja Adventista do Sétimo Dia, se fixaram nas imediações da atual sede do município de Laranja da Terra, provavelmente no Córrego do Laranjinha.

                    Portanto, os primeiros núcleos de colonização pomerana e alemã instalaram-se nas regiões de Barra do Crisciúma, Córrego do Crisciúma, Aventureiro e Alto Crisciúma, a partir de 1901. Mais tarde também nas regiões de Jequitibá Pequeno e Volta Grande. Todos no Distrito de Bom Jesus, hoje Sobreiro. Na mesma época também se instalaram os núcleos de colonização alemã e pomerana nas regiões do Córrego do Taquaral e do Picadão, hoje pertencente ao distrito de Joatuba.

                    E a partir de 1910 instalou-se o núcleo de colonização pomerana e alemã no atual distrito de Vila de Laranja da Terra, com a vinda dos irmãos Seibel, que vieram de Alto Santa Joana (hoje município de Itarana) e se fixaram no vale do Córrego de Laranja da Terra.

                    Em junho de 1915, a comunidade luterana inaugura a sua 1ª capela, de construção simples, sem torre e nem sino. Consta que, nesta época, era proibido, por lei, que igrejas protestantes construíssem templos com torres.

                    Nesta época também se instalaram núcleos de colonização pomerana no Córrego da Laranjinha, no Córrego do Machadinho e, beirando o Rio Guandu, no Mato Campo. E, bem mais tarde (depois de 1920) os descendentes pomeranos também se instalaram nas regiões de São Luiz de Miranda, do Córrego da Perdida, do Córrego da Timbuva, e da Barra da Lagoa (Km 18).

                    Em 1929, era, então, inaugurada a nova igreja, de construção mais sofisticada, com altar, pia batismal, torre e sino. É mais ou menos desta época a construção da Igreja Católica. Existiam, até então, duas casas de comercio e cinco residências. Uma única rua margeava o rio, sendo parte da estrada para Sobreiro. Em 1935, foi feita uma demarcação, situando a rua principal onde hoje está localizada.

                    Por esta época foram instalados o cartório e outros serviços, como a coletoria. Não existiam, ainda, escolas e postos de saúde. As professoras lecionavam em casas cedidas pela comunidade. Alguns anos mais tarde era construída uma escola com três salas separadas.

                    A grande maioria dos descendentes pomeranos e alemães vieram da região que hoje engloba os municípios de Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá.

                    Um pequeno grupo de descendentes de italianos, vindos provavelmente da região da Colônia de Santa Teresa, instalou-se no início do século na região do Córrego do Taquaral. Destacam-se entre as famílias pioneiras as de Anselmo Armani, Paschoal Rizzi e Guido Adami.

                    Texto elaborado pelo Pastor LÍRIO DRESCHER


                    Aspectos Político-Administrativos

                    Laranja da Terra é um dos municípios mais novos do Estado do Espírito Santo. Em 20 de março de 1988 aconteceu o plebiscito para a sua Emancipação Política, desmembrando-se o mesmo do Município de Afonso Cláudio.

                    A criação do município deu-se através da Lei no 4.068, de 06 de maio de 1988. A publicação aconteceu no Diário Oficial do Estado no dia 10 de maio de 1988. Por isso comemora-se hoje essa emancipação no dia 10 de maio, sendo feriado municipal.

                    A instalação do Município aconteceu em 1o de janeiro de 1989.

                    A atual divisão político-administrativa do Município é formada pelos distritos de Laranja da Terra (sede), Sobreiro, Joatuba, São Luiz de Miranda e Vila de Laranja da Terra.

                    Aspectos Humanos

                    Atualmente, a população total do Município é de 10.802 habitantes (Censo IBGE/2007). Conforme dados do Censo IBGE/2000 73,91% dos habitantes do Município encontram-se em área rural e apenas 26,09% nas sedes dos Distritos e do Município.

                    Em relação à proporção por sexo, 51,78% da população é constituída por homens, enquanto 49,12% por mulheres.

                    A densidade demográfica é de 23,64 hab./km2, enquanto que a do Brasil atinge 22 hab/km2."

                    Cheguei bem na tardinha quando o clima já estava bem ameno, deve ter feito um belo calor, pois ainda estava quente mas não sufocante.

                    A prefeitura fica ao lado do fórum e em frente ao estádio.

                    Entrei no estádio para ver se estavam precisando de algum jogador de peso por lá, mas o povo já havia ido embora. Perderam uma ótima oportunidade de conhecer um raro talento... tragi-comédia!!!

                    A cidade é bem calma e no momento das fotos haviam poucas pessoas nas ruas e na praça que fica pertinho da prefeitura. Lembro que da outra vez que estive por lá, estava muito cansado e acabei tirando um cochilo num dos bancos da praça e fazia um calor razoável na hora do almoço, mesmo tendo sido em setembro aquela visita.

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ID:	198980Nesso ponto eu havia chegado ao destino mais longe de casa daquela viagem, agora era emprumar a moto para Vila Velha e curtir ainda um pouco mais da região, uma bela surpresa me aguardava logo adiante...Click image for larger version

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                    Comentário

                    • Gilmar Dessaune
                      Fazedor de Chuva

                      • Oct 2012
                      • 6891

                      #505
                      Boa tarde amigos FC´s,

                      Apenas fazendo um hiato nessas postagens, estive essa semana no Distrito de Burarama, aqui no Município de Cachoeiro de Itaperim e não poderia deixar de clicar a famosa Pedra da Ema.

                      Em sí é uma formação rochosa teoricamente normal, porém uma enorme falha geológica e a incidência de luz solar sob um determinado ângulo, revela uma sombra muito interessante que os locais a interpretaram como de uma EMA, daí o batismo da pedra que se tornou um símbolo para o distrito.

                      Burarama é muito famosa pelas suas cachaças, bem tradicionais aqui ao Sul do ES.

                      Fica o registro singular.

                      Uma das fotos, a com melhor definição do perfil da Ema, eu tirei da net, as demais cliquei tendo minha Trudi no cenário para autenticar a visita.

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                      Comentário

                      • Jacob Bussmann Filho
                        Fazedor de Chuva

                        • Dec 2011
                        • 2789

                        #506
                        Olá meu querido NFC Gilmar, outro dia queria postar essas fotos mas não consegui acha-las, mas agora aí estão .rsrrrsrs....da minha primeira grande viagem ......pelo menos na epóca foi ....rsrsrsr....Guaratingueta a Porto Seguro ,iamos em 7 motos e o carro com a Mara e as crianças, mas no final todo mundo desistiu e fui eu a Mara e as crianças......rsrsrr...pura aventura, fui pela Rio Bahia que na epóca era muito ruim e voltei pela 101 , também muito perigosa.Mas valeu.

                        olha aí a grande montanha de pedra......isso fica a uns 100 km de Teofilo Otoni em direção ao litoral , acho que já esta no Espirito Santo ou perto da divisa ....rsrsrrs......olha eu lá na frente com minha shadow 750 .....rsrsrsr

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                        abaixo eu e a Mara uma paradinha para uma foto pois esse paredão de pedra é impressionante

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                        Grande abraço irmão
                        GCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes

                        Comentário

                        • Gilmar Dessaune
                          Fazedor de Chuva

                          • Oct 2012
                          • 6891

                          #507
                          Boa tarde amigos FC´s,

                          GCFC & NFC Jacob,

                          Realmente um maciço fenomenal. Tenho tentado identificar onde fica, mas ainda sem sucesso. Que bom você já ter passado lá pelo norte do ES, é uma região bem interessante pela grande variação da topografia.

                          Voltando à minha viagem, ao sair de Laranja da Terra, minha preocupação era com a estrada para chegar a Itarana, pois de lá até Vila Velha eu já conhecia bem as estradas, mas no mapa mostrava que de Laranja a Itarana estava em obras.

                          Pra minha agradável surpresa, tinha uma estrada NOVA PRONTA me esperando, muito bem desenhada, pavimentada e sinalizada (vertical e horizontal).

                          O dia se acabava e eu pude desfrutar de momentos mágicos vendo o Astro Rei ir tirar um cochilo no horizonte.

                          Seguem fotos clicadas entre Laranja da Terra e Itarana, faltavam ainda algumas dezenas e dezenas de km pra chegar em casa.


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                          Daqui pra frente seria já noite e tomar o rumo de casa era preciso, afinal os cabelinhos das pernas já estavam reclamando... kkkkk

                          Comentário

                          • Sassa e Cuca
                            Fazedor de Chuva

                            • Sep 2012
                            • 1056

                            #508
                            Que linda pedra!!! Um maciço intrigante! Bora procurar melhor!!!!kkkk
                            Vc fica postando essas fotos de pedras e montanhas enormes p/ me provocar?
                            Atiçar minha curiosidade? Dessa forma, ao terminarmos o Rio Paraíba do Sul,
                            não serão apenas 4 hs que nos separarão mas, todas a km extra em busca
                            dessas maravilhados do ES...jogo sujo, meu amigo! Assim não dá!

                            abçs...sigo na garupa

                            NFC Cuca
                            Última edição por Sassa e Cuca; 09-12-14, 06:55.

                            Comentário

                            • Gilmar Dessaune
                              Fazedor de Chuva

                              • Oct 2012
                              • 6891

                              #509
                              Boa noite amigos FC´s,

                              Bem, vamos finalizar as fotos dessa viagem com mais uma prefeitura:

                              63/78 - Cariacica

                              Fonte das informações a seguir: site da prefeitura.

                              "Cariacica reflete a miscigenação brasileira e sua formação agrega povos indígenas, negros e imigrantes europeus. Segundo os antigos habitantes, o nome surgiu da expressão “Cari-jaci-caá”, utilizada pelos índios para identificar o porto onde desembarcavam os imigrantes. Sua tradução é “chegada do homem branco”.

                              Embora o município de Cariacica tenha sido criado pelo Decreto Nº 57, em 25 de novembro de 1890, apenas na década de 40 do século passado sua população observou aumento considerável. A característica rural do município também começou a ser alterada de forma importante nesta mesma época, até se tornar um município urbano.

                              A cidade reúne o urbano e o rural em plena harmonia e de forma sustentável. O centro urbano abriga grande área comercial e cerca de 96% da população, mas a região rural se estende por uma ampla área do território e é marcada pela diversidade natural, principalmente aos pés do Monte Mochuara.

                              Embora a sede do município esteja localizada à 15,8 Km da capital, trata-se de uma sede histórica de característica rural. Desde o início do século passado, as atividades estritamente agrícolas foram sendo substituídas por atividades de apoio à comercialização a transporte de mercadorias e, consequentemente, localizando-se nas regiões próximas às instalações da VALE. Cerca de 96% da população cariaciquense está concentrada na área urbana, mas por outro lado, possui 56% de suas terras localizadas na área rural onde reúne boa parte do interesse ambiental e turístico, como o imponente Mochuara, símbolo do município de Cariacica.

                              Carnaval de Congo de Máscaras

                              Uma das mais importantes manifestações folclóricas do município de Cariacica é o Carnaval de Congo de Máscaras.

                              De acordo com a cultura popular, a tradicional festa surgiu a partir das procissões locais que eram feitas em Cariacica em homenagem a Nossa Senhora da Penha. Diante da dificuldade de locomoção até o Convento da Penha, os moradores decidiram homenagear a santa saindo pelas ruas da localidade em procissões animadas por tambores de congo. Com o passar dos anos, a festa cristã organizada pelos brancos misturou-se às raízes negras e indígenas, dando origem ao carnaval. Hoje é uma das festas mais singulares do folclore capixaba.

                              Há relatos populares que as máscaras eram usadas pelos antigos escravos (Roda d’Água era uma área de quilombo), que queriam participar da festa, mas não podiam ser reconhecidos. Com o passar do tempo, o uso das máscaras passou a ser uma brincadeira. Os moradores da região que hoje participam da festa, somente retiram a máscara ao final da celebração revelando sua identidade. João Bananeira é o personagem mascarado mais popular e característico do Carnaval de Máscaras de Roda D’Água, sendo um elemento folclórico fundamental para caracterizar a diferença e a originalidade das bandas de congo locais. Ele representa a alegria e a resistência cultural do povo de Cariacica.

                              As bandas de congo são grupos musicais típicos do Espírito Santo e diretamente ligados à cultura religiosa local. Eles costumam se apresentar devidamente uniformizados em festas religiosas que homenageiam, além de Nossa senhora da Penha, São Pedro, São Benedito, São Sebastião e outras ocasiões festivas. Os grupos são formados por homens, mulheres que cantam, dançam, tocam tambores, caixa, cuíca, chocalhos, ferrinho, pandeiros, apitos e casacas. Normalmente um dos membros do grupo carrega um estandarte que caracteriza o grupo e o santo do qual são devotos. Vale ressaltar que apesar do congo pertencer ao folclore capixaba e ser encontrado em todo Estado o Carnaval de Congo de Máscara é uma manifestação singular, realizado apenas na região de Roda D’Água em Cariacica."

                              Cheguei em Cariacica já de noite e embora não desejasse clicar prefeituras sem luz solar, resolvi fazer esses cliques para "fechar" a contabilidade do dia e cumprir minha "meta" de 9 municípios registrados para o Valente ES. Na verdade, passei por 18 no total, sendo que a metade eu já havia registrado. Foi um fecho de ouro e consegui atingir o objetivo traçado.

                              Às 21:54 h eu aportei a garagem do meu apartamento em Vila Velha, estava finalizado o dia inteiro de viagem pelo meu pequeno estado e eu havia "zerado" o centro-sul, restam agora somente 15 cidades do Norte que viraram um grande dilema: parto pra ignorância de fazer todas em um só sábado para desafiar meus limites? Se fizer isso, que farei depois???? Num tem mais desafio viável a curto prazo pela questão financeira. Então tenho que decidir se raspo o tacho ou se cozinho em fogo brando. kkkkk

                              Os cabelinhos das pernas reclamavam já demais, porém um bom banho quente e roupas confortáveis logo me fizeram esquecer deles: foi um dia espetacular""" Uhuuuuuuu

                              Na hora que cheguei em frente à prefeitura, meu amigo Plutarco filho me ligou e acabei clicando falando ao telefone com ele.

                              Abraços...

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                              Comentário

                              • Tayna Pietra
                                Fazedor de Chuva
                                • Feb 2013
                                • 741

                                #510
                                Que belas fotos NFC Gilmar, estamos na sua garupa acompanhando este lindo desafio através da sua ótica.
                                A cada foto, a cada quilômetro percorrido, a cada curva nos deixa mais curiosos para ver a conclusão destes insanos desafios.
                                Estamos com você na sua garupa!

                                Abraço!
                                FC Tayná

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