Desafiando meus limites.

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  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #481
    Boa noite amigos FC´s,

    Passei a semana com uma idéia fixa na cabeça: fazer 9 municípios nesse sábado 01/11.

    Várias visitas ao mapa, analisando e definindo a melhor rota. Aí vieram as chuvas aqui no ES, pensei: danou-se, fotografar com clima fechado num produz boa imagens para meus amigos apreciarem.
    Ontem à noite fiz os preparativos e hoje com um Sol maravilhoso logo cedo, peguei minha Neguinha e partimos para a luta.
    Foram percorridos 617 km em 13:54 horas de estrada. Passei por 18 municípios e consegui clicar os 9 que eram meu objetivo. 279 fotos de um dia fantástico.

    Vão aqui apenas duas, como teaser, pois anida tenho mais prefeituras para postar de viagem anterior, mas eu num iria aguentar ficar com a boca fechada tanto tempo... rssss

    Aguardem, pois vem coisa boa por aí, acho... hehehehe

    Um close puxado no zoom da Nikon trouxe os "3 Pontões" para bem perto.
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    Deu um show a minha Neguinha hoje, adoro essa moto Trudi 250 ano 1999 - único dono. A suspensão dá de 10 a zero na 535.
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    Última edição por Gilmar Dessaune; 02-11-14, 00:26.

    Comentário

    • Citeli
      Fazedor de Chuva

      • Aug 2014
      • 46

      #482
      AHHHHH Passei por ai semana passada!! Belo de um zoom essa câmera também (y)
      Quero saber logo quais foram esses trechos que você percorreu e ver as imagens que guardou para eu dar uma atenção maior quando passar por la também!
      De fato hoje foi um dia muito bonito, nada melhor do que esquentar o motor na estrada

      Comentário

      • Gilmar Dessaune
        Fazedor de Chuva

        • Oct 2012
        • 6891

        #483
        Bom dia amigos FC´s,

        FC Citeli, vou postar em breve as fotos de anteontem, pois ainda tenho mais 2 cidades de viagem anterior, uma vai agora.

        53/78 - Viana

        Seguem informações históricas cuja fonte foi o site da prefeitura:
        "Ao final do século XVI e início do século XVII, os portugueses saíram de Vila Velha e seguiram pelo Rio Jucu em canoas, em busca de ouro. Acredita-se que sua primeira passagem tenha sido por Araçatiba, instalando-se ali os primeiros colonizadores, seguindo depois pelo Rio Santo Agostinho até alcançar o local que hoje é a sede do município de Viana. Os indígenas que habitavam a região eram da tribo dos Puris.

        Viana inaugurou o ciclo da imigração européia para o Espírito Santo oficialmente em fevereiro de 1813. Vieram imigrantes alemães e italianos. Para reduzir a escassez de mão-de-obra agrícola e ajudar a povoar as margens da primeira estrada que ligaria Vitória à Minas, foram chamados também os açorianos.

        Paulo Fernandes Viana trouxe de Açores, 53 famílias que contribuiram para o povoamento de Viana. Os açorianos receberam terrenos, casas, ferramentas, carros de bois ou cavalgaduras. Eles se instalaram nas proximidades do Rio Jucu e seus afluentes - Formate e Santo Agostinho - e iniciaram o cultivo de trigo e arroz, melhorando também as culturas de milho e mandioca, já conhecidas pelos nativos.

        Viana teve também um porto fluvial bastante movimentado, chamado Porto da Igreja, localizado ao Sul da cidade, às margens do Rio Santo Agostinho. Desembarcaram ali os materiais utilizados na construção da Igreja Matriz, os objetos religiosos e a imagem de Nossa Senhora da Conceição. O Porto da Igreja foi um grande empório comercial.

        O capelão Frei Francisco Nascimento Teixeira foi encarregado de fundar ali um núcleo populacional, para tanto, recebeu algumas terras do governo. O novo núcleo recebeu o nome de Viana, em homenagem a Paulo Fernandes Viana, o pioneiro da região. Antes, a cidade era chamada de Jabaeté.

        A contribuição cultural deixada pelos europeus pode ser sentida ainda hoje nos casarios antigos que resistem ao tempo. Os jesuítas, índios e negros também ajudaram na construção da história do município, que foi criado oficialmente em 23 de julho de 1862, ao ser desmembrado de Vitória."

        Em termos de fotos, já estava de noitinha, então cliquei a prefeitura com iluminação artificial, mas ficou legal.
        Tomei posse na vaga do prefeito.
        Senti falta das bandeiras hasteadas. A placa alusiva ao prédio foi subtraída, feito o registro.
        Há que se ressaltar que fica em Viana o maior complexo prisional do ES.

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        • Gilmar Dessaune
          Fazedor de Chuva

          • Oct 2012
          • 6891

          #484
          Boa noite amigos FC´s,

          Em nossa aventura pelo ES, vou postar agora uma cidade que havia clicado em Maio desse ano, mas acabei não postando.

          54/78 - Castelo

          "HISTÓRIA

          Data de Emancipação: 25/12/1928
          1º Prefeito: Américo Viveiro Costa Lima
          -----
          Por que Castelo
          O nome da cidade tem sua origem relacionada aos primeiros aventureiros em busca do ouro. As fontes históricas relatam que o nome surgiu quando um dos exploradores deparou-se com montanhas semelhantes a um castelo de estilo feudal. Para reforçar, a serra ao lado desta formação tinha o aspecto de muralhas no entorno de um castelo. Essa formação rochosa é conhecida atualmente como Pico do Forno Grande.

          A colonização
          São duas as hipóteses que tentam explicar os primórdios da colonização no município de Castelo.
          Alguns pesquisadores atribuem aos padres jesuítas o ônus da fundação dos primeiros povoados na região das Serras do Castelo, no ano de 1625.

          No entanto, uma outra perspectiva interpretativa atribui aos bandeirantes tal façanha. Essa dúvida atravessa a história e persiste até hoje.

          Isto porque não há, ainda, suporte documental histórico para que uma delas torne-se majoritária.

          Primeira hipótese: a ação dos Jesuítas
          A Companhia de Jesus foi fundada no ano de 1534 pelo espanhol Inácio de Loyola. A Ordem foi criada no contexto da Reforma Católica, também denominada Contra Reforma, em oposição à Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero.

          Desde o inicio os Jesuítas, que também ficaram conhecidos como “padres soldados”, se destacaram por seu trabalho missionário e educacional.

          Rapidamente ganharam força dentro da Europa e expandiram-se por diversos paises e continentes. Eles chegaram ao Brasil no ano de 1549, trazidos pelo Governador Geral Thomé de Souza.

          Chefiados por Frei Manuel da Nóbrega foram os responsáveis pela fundação de São Paulo de Piratininga e de seu famoso colégio. Dalí partiram para a sua extensa obra de catequização indígena, fundando aldeamentos chamados de missões.

          No Espírito Santo, os jesuítas fundaram escolas e aldeamentos em vários lugares. Nessa empreitada destacou-se a figura do padre José de Anchieta, que chegou ao Brasil em 1553. Junto com ele vieram mais seis padres jesuítas, todos doentes.

          Em nossa região, por volta de 1625, os jesuítas teriam fundado as Missões de Monte Castello, composta por quatro reduções: a do Caxixe ,do Ribeirão, a da Barra do Rio Castelo e a de Salgado.

          Na região do “Castello” também foi construída uma igreja em homenagem a Nossa Senhora do Amparo. Ela teria sido a primeira no interior da Capitania do Espírito Santo.

          Controvérsias
          Muitas controvérsias cercam a presença dos jesuítas nas Serras do Castelo. Alguns estudiosos acreditam que, para além da catequese indígena e das atividades agrícolas, os padres também estavam em busca de ouro. Entretanto, até hoje não foi encontrada nenhuma prova de que eles tenham iniciado alguma atividade de mineração.

          Segunda hipótese: os bandeirantes
          A busca pelo ouro motivou aventureiros de todas as partes da Colônia a enveredarem-se pelo interior do território brasileiro.

          Abandonando o litoral e arriscando toda a sorte nessa jornada, os bandeirantes abriram trilhas na densa floresta e, por volta de 1695, lograram êxito em sua jornada, descobrindo as primeiras pepitas na região das Gerais.

          Embora tenha havido uma intensa corrida em direção às Gerais, alguns bandeirantes seguiram outros caminhos em busca dos metais preciosos, como foi o caso do bandeirante Paulista Pedro Bueno Cacunda.

          Cacunda foi o pioneiro da atividade de exploração do ouro nas “Serras do Castelo” e nos iniciais do século XVIII, fundou um arraial denominado Santana, na região hoje conhecida por Fazenda da Povoação.

          O povoado tornou-se referência para a prática da mineração, contando com mais de duzentas pessoas, criação de animais e intensa produção de alimentos.

          O conflito com os padres jesuítas, as dificuldades na lida com os nativos, a natureza inóspita e a falta de apoio da Coroa portuguesa abateram os ânimos do bandeirante Pedro Bueno Cacunda que, três décadas mais tarde, se retira da região e vai tentar a sorte em outras terras.

          Mesmo após a saída de Pedro Bueno Cacunda da Região das Serras do Castello, a atividade mineradora continuou, embora não fossem raros os conflitos entre índios e garimpeiros.

          Neste cenário de animosidades, destacaram-se os padres jesuítas. Eles foram os responsáveis por manter, ao longo de alguns anos, o frágil equilíbrio entre os grupos da região.

          Entretanto, com a expulsão da Ordem Inaciana do Brasil, no ano de 1759, a trégua nas relações entre os nativos e exploradores foi rompida, fato que resultou em inúmeras batalhas.

          A mais sangrenta de todas ocorreu no ano de 1771, na entrada da Gruta do Limoeiro, e os indígenas saíram vitoriosos, obrigando os exploradores a se refugiarem no Baixo Itapemirim.

          Os constantes ataques indígenas colaboraram para o abandono da região até o inicio do século XIX. No entanto, a esperança de fazer da região um grande centro da exploração do ouro nunca deixou de existir.

          Em 1816 uma Carta Régia ordenava ao Governador do estado Francisco Alberto Rubim a “adiantar os exames, a descoberta e a lavra das Minas do Castelo”.

          Apesar de todos os esforços empreendidos, por volta de 1830 havia cessado a busca intensiva pelo metal precioso. A aventura continuou apenas pela iniciativa de alguns ousados garimpeiros, atravessando o tempo e chegando até as primeiras décadas do século XX.

          Ainda hoje é possível encontrar em toda a região vestígios da exploração do ouro: rios com leitos desviados, canais entalhados na pedra, sulcos profundos nas montanhas, montes de cascalhos aglomerados, além dos próprios nomes de algumas comunidades: Bateia, Patrimônio do Ouro, Fazenda da Prata, Córrego da Prata." Fonte: site da prefeitura, acesso nesta data.

          É uma cidade muito charmosa e tem um evento que vale a pena conferir, vejam no link:



          A festa de Corpus Christi quando são criados imensos tapetes para a celebração da data. Castelo fica pequena diante de tantos turistas, pois fica muito linda a cidade.


          A Biblioteca Municipal é um brinco, por isso a postei como foto de capa deste post.

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          Comentário

          • tiagoep
            Fazedor de Chuva
            • Oct 2014
            • 16

            #485
            Olá FC Gilmar,

            Estou entrando na sua garupa tambem..
            Parabens pelo tanto que já conseguiu conquistar, e vamos em frente que tem bons ventos pra vir ainda

            Abraço
            Osasco, SP
            Yamaha Factor 125 ED

            tiagoepmoto.blogspot.com.br
            www.facebook.com/tiagoep

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            • Gilmar Dessaune
              Fazedor de Chuva

              • Oct 2012
              • 6891

              #486
              Boa noite amigos FC´s,

              Meu prezado FC tiagoep, o termo é original dos FC`s: aprochegue-se, bora rodar. Obrigado pelas palavras e pelo incentivo.

              Há exatos 7 dias perto desse horário eu estava chegando em Vila Velha depois de 13:30 horas de aventuras por meu pequeno e querido ES.

              Saí de Cachoeiro às 8:16 h, rodei por 18 municípios, sendo que em 9 deles eu precisava clicar para o Valente ES. Cheguei aqui exatamente às 21:54 horas, depois de ter rodado 617 km e clicado 279 fotos que passo agora a postar. Espero que gostem, pois eu me surpreendi com novas rotas que trilhei, estradas que não conhecia recentemente pavimentadas e um de chão que foi uma delícia curtir.

              55/78 - São José do Calçado.

              Para chegar até lá, tiver que passar por dois municípios - Apiacá e Bom Jesus do Norte (que já foram postados). Na chegada a Bom Jesus, foi devidamente recepcionado por enxames de tanajuras (ou icás em outra regiões do país). O resultado foi o capacete, jaqueta, colete e calça decorados com borrões amarelos, tenso... rssss

              Chegando em S.J. Calçado tudo muito calmo para uma manhã de sábado, era por volta das 10 horas.

              A fotos são do centro da cidade que conta, inclusive, com a praça wi-fi, lembrei do GCFC & NFC Elton na hora. heheheh

              Feitos os registros parei para abastecer e no barzinho simples do posto havia uma bandeja com torresmo quentinhos, crocantes, sal no ponto, uma delícia. Aproveitei o embalo e comi também um pastel de queijo da roça. Agora a lembrança foi da Cuca e do Sassa, Reis da Gastronomia entre os FC´s. Só comi um torresminho mesmo, viu D. Cuca.

              Do site da prefeitura, tiramos:
              "A História de São José do Calçado



              Graças à coragem de dois sertanejos Marciano Lúcio e o caboclo Valério e a liberalidade do Coronel José Dutra Nicácio de Minas Gerais, senhor de grandes extenções de terras, formou-se nos limites com o Rio de Janeiro, o arruado que mais tarde se transformaria no município de São José do Calçado.
              O topônimo reza a tradição - resultou de a população local ter adquirido na corte pequena imagem de São José, na qual vieram, justapostas, duas sandálias.
              Na área doada pelo Coronel José Dutra foi lançada, a 07-11-1855, o marco da povoação. Nos primórdios de sua formação e depois, no curso de sua evolução política como povoado, distrito de paz, vila, município, cidade e comarca, São José do Calçado pertenceu a vários municípios, até formar a sua independência. Sua elevação a sede de distrito data de 16-11-1871 (lei numero 11) e à categoria de vila, de 11-11-1890 quando foi desligado do território de Cachoeiro de Itapemirim, criando assim o município, instalado em 15-03-1891.

              Gentílico: calçadense

              Formação Administrativa
              Distrito com denominação de São José do calçado, por lei provincial nº. 11, de 16 - 11 -1871, subordinado ao município de São Pedro do Itabapoana. Elevado á categoria de vila com denominado de São José do Calçado, por decreto nº. 53, de 11-11-1890, desmembrado de São Pedro de Itabapoana. Sede na antiga vila de São José do Calçado. Constituído de dois distritos: SJC e Palmital instalado em 15-03-1891.

              Pela Lei municipal de 05-04-1895, são criados os distritos de Alto Calçado, Barra do Calçado e Jardim e anexados ao município de São José do Calçado. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 5 distritos; SJC, Alto Calçado, Barra do Calçado, Jardim e Palmital. Por decreto - lei estadual nº. 9941, de 11-11-1938, o distrito de Jardim passou a denominar-se Bom Jesus do Norte.

              No quadro fixo para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: SJC, Alto Calçado, Barra do Calçado, Bom Jesus do Norte, ex-jardim e Palmital. Pelo decreto-lei estadual nº. 15177. de 31-12-1943, é extinto o distrito de Barra do Calçado, sendo seu território anexado ao distrito de São José do Calçado e Bom Jesus do Norte. Sob o mesmo decreto o distrito de Palmital passou a denominar-se Airituba. Pela lei estadual nº. 1911, de 13-12-1963, desmembra o município de São José do Calçado o distrito de Bom Jesus do Norte. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1-1-1979, o município é constituído de três distritos: São José do Calçado, Airituba e Alto Calçado. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003."

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              • Gilmar Dessaune
                Fazedor de Chuva

                • Oct 2012
                • 6891

                #487
                Boa noite amigos FC´s,

                Em nossa jornada de um sábado inteiro, depois da primeira etapa quando tiver que percorrer 120 km para chegar à primeira cidade, ficou mais perto chegar à segunda. Ainda mais que com um torrresminho daqueles deu até mais ânimo para pilotar.

                56/78 - Dores do Rio Preto

                Fonte: site da prefeitura >
                "O Município de Dores do Rio Preto possui várias referências que expressam sua singularidade.
                Podemos citar algumas como, sediar a "Estrada Parque", ser piloto do projeto "Cama & Café", dentre outras. Mas sem dúvida, tendo como principal atrativo, estar localizado na "Serra do Caparaó”.

                O município vive num contexto tipicamente rural, onde a economia se baseia na agropecuária ou nas pequenas atividades caseiras como agroindústrias ou produção de artesanato. Esse cotidiano agrega valores ao imenso poder de atratividade turística da Serra do Caparaó, que oferece além do esplendor da cadeia rochosa, várias cachoeiras e ainda comunidades como Pedra Menina e Mundo Novo.

                Em meio a essa ruralidade encontramos serviços de acordo com o sistema de vida adotado, sem requintes, mas de qualidade indiscutível.

                Dores do Rio Preto oferece hospedagem, alimentação, lazer, entretenimento e outros serviços e equipamentos que possam ser necessários a turistas, visitantes e à comunidade local.

                Pico da Bandeira

                O Agro turismo, o Ecoturismo e o Turismo de Aventura, desenvolvidos de forma planejada e sustentável garantem uma melhor qualidade de vida à comunidade, uma melhor utilização do patrimônio natural e aos turistas, um destino turístico inesquecível."

                Uma cidade pequena, acolhedora e voltada para o turismo.

                Já fiquei hospedado por lá em outra oportunidade e o atendimento foi excelente na pousada.

                Chegar lá foi uma viagem tranquila e duns 60 km. Como destaque do trajeto, foi uma parada obrigatória por uma blitz da PM Rodoviária. Muito solícitos, os policiais ficaram curiosos com a figura numa moto, tudo preto, com um rock n roll de balançar o esqueleto. Quando vieram os 5, 4 homens e uma oficial que fazia anotações. Quase dei entrevista no final das contas ao explicar o que eu estava fazendo e aproveitei para divulgar os FC´s e os desafios. Documentos verificados, fui liberado para seguir viagem deixando um leve sorriso naqueles rostos que bem entenderam minha jornada sob um sol já bem forte por volta das 11 h da manhã.

                Trecho tranquilo, cheguei à Dores e fiz os registros a seguir.

                A cidade fica na divisa com MG, basta apenas atravessar uma ponte bem dentro da cidade que já mudamos de estado.

                E vida pacata, os registros bem no centro onde se situa o comércio em frente à igreja resume a rotina dos moradores.

                A prefeitura bem cuidada, já a câmara municipal nem tanto.

                Sendo uma base para alcançar o Pico da Bandeira, o local é muito inspirador e a próxima etapa da viagem se tornou muito interessante, pois da outra vez que estive lá, optei por voltar pois estava numa rota no sentido anti-horário daquela feita, mas agora no sentido horário, valia à pena arriscar um trecho de chão para conhecer mais do ES. Aposta que se mostrou por demais acertada como poderão ver mais adiante.

                O clima enseja que podia mudar e chover, como eu estava prevendo um trecho posterior em estrada de chão, tratei de "picar a mula". Em um próximo post, lhes darei uma experiência única que vivi à beira estrada. Já havia visto na internet algo similar, mas então eu vivi ao vivo e a cores, muito legal. Mas conto sobre as "vacas roqueiras" outra hora. rsssssssss (em mkt dizem que isso é um teaser, nas novelas = cena do próximo capítulo kkkkkk).

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                Comentário

                • Formigao SFA
                  Fazedor de Chuva

                  • Dec 2012
                  • 3014

                  #488
                  Gilmar,

                  Passei nessa estrada no final do mês passado, vindo de Vila Velha, para fazer o VFC do Rio de Janeiro, entrei depois de Guaçuí na ES-185 para Varre-Sai.

                  Falando em Vila Velha, tive um probleminha de esterco frouxo no evento dos Répteis, que me permitiu ficar apenas por 1 hora no evento no sábado, motivo que não foi possível encontrá-lo na Prainha. Fica para outra oportunidade.
                  Abraços formiguentos,

                  sigpic

                  Formigão NRME
                  "Levantando Poeira"

                  Comentário

                  • Gilmar Dessaune
                    Fazedor de Chuva

                    • Oct 2012
                    • 6891

                    #489
                    Bom dia amigos FC´s,

                    Ai... ai..., suspirando aqui, pois em lugar de estar postando, queria mesmo era estar na estrada rumo ao encontro em Itajaí... paciência!!! Tem um ditado que diz que o que não tem solução, solucionado está. Então vamos em frente.

                    CFC Formigão, realmente uma pena, mas vamos tratar de arrumar outras oportunidades de interagir, num é mesmo?!! Sucesso no seu Valente RJ, to acompanhando na sua garupa e me inspirando, idéias malucas de um doido varrido... rsss

                    Bem, como antecipei no post anterior, na sequência do passeio, aconteceu um fato inusitado por demais da conta. Eu já havia visto um filme no facebook sobre umas vacas ouvindo música tocada por uma banda.

                    No meu caso foi muito interessante, eu estava indo num sentido da pista quando avistei umas pequena cachoeiras que me chamaram a atenção.
                    Pela velocidade, tive que fazer um retorno na pista para poder fotografar o curso d´água, então fiquei parado bem ao lado da porteira e isso proporcionou que eu fizesse uma primeira foto para o lado oposto. Vocês observarão que existem algumas cabeças de gado pastando bem ao fundo.
                    Na moto tenho um mini som e estava tocando Queen, I want to break free.
                    Ao fazer as fotos, percebi uma maior movimentação do gado que um tanto acelerado, começou a vir em minha direção.
                    Notem que os animais estavam com a orelhas levantadas e viradas em meu sentido. Imediatamente pensei: será que é a música ou o motor? De pronto desliguei o motor da moto, mas eles vieram para cada vez mais perto e notem que as orelhas continuaram voltadas me onde eu estava, praticamente encostaram em mim ao lado da porteira e ficaram ouvindo a música.

                    Está provado: os bois de Dores do Rio Preto também curtem música e tem muito bom gosto, afinal um rock com o Queen é tudo de bom mesmo!!! hahahahaha

                    As fotos vou postar na exata sequência que foram tiradas, exceto a primeira que repetirei como capa do post já com os animais bem perto de mim e "antenados" na música.

                    Com vocês as "Vacas Roqueiras"... hehehehhe

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                    Agora todas na sequencia que foram clicadas.
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                    • Gilmar Dessaune
                      Fazedor de Chuva

                      • Oct 2012
                      • 6891

                      #490
                      Bom dia amigos FC´s,

                      Nesse exato momento maior ainda a vontade de estar já perto de Itajaí, mas de longe coloco meu coração bem junto de todos, desejando que tenham um belíssimo encontro e confraternizem como nunca fizeram.

                      Continuando minhas postagens sobre a viagem, vou falar agora sobre mais um trecho que me deu muita satisfação: chegada a Divino de São Lourenço.

                      Logo após o evento das Vacas Roqueiras, passando por uma comunidade deparei com o contraste das cores de duas árvores, uma pequena e outra grande, a foto fala por si, com o amarelo se destacando do fundo de diversos tons de verde.

                      Depois, ao chegar ao entroncamento do asfalto para a estrada de chão, fiz uma fotos da cordilheira do Caparaó, onde fica o pico da Bandeira. No exato momento que clicava, vi movimento no chão. Puxei o zoom da máquina e lá estavam eles: dois carcarás, que me pareceu ser um casal, tranquilamente caminhando no pasto. Bonitas aves de rapina que tive oportunidade de clicar.

                      Depois, foram 10 km dessa estradinha maravilhosa, com propriedades ao longo dela e um regato (arroio) que deu uma imensa vontade de deitar ali, mas a jornada era longa e só mesmo parei para fazer o registro. O piso da estrada me surpreendeu positivamente, pois quase sem buracos e areia. Valeu muito a pena cortar caminho pelo chão e desfrutar das imagens e ambiente que desfrutei.

                      A seguir os registros para que "sintam" as delícias dos locais.

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                      Comentário

                      • Gilmar Dessaune
                        Fazedor de Chuva

                        • Oct 2012
                        • 6891

                        #491
                        Boa tarde amigos FC´s,

                        Que maravilha foi o X Encontro, pelas fotos e filmes deu pra curtir um tiquinho, parabéns a todos vocês!!!

                        Aqui vamos postar mais um município do ES, pequeno, simples mas acolhedor por sua própria natureza.

                        57/78 - Divino de São Lourenço

                        A história foi tirada do site da prefeitura.

                        "HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

                        A colonização de Divino teve inicio em 1902. Seu povoamento se deu com portugueses, africanos, italianos, libaneses e turcos.
                        Primeiramente, a localidade, ainda pertencente à Guaçuí, chamou-se Imbuí, que em tupi significa "rio das cobras". As terras pertenciam a João Vicente Soares, que doou à igreja para formação da Vila de Imbuí. Com Ibitirama, Ibatiba, Iúna e Irupi formavam as cinco localidades com I do caparão, fragmento que na língua indígena significa água, elemento farto na região.
                        Dizem que há uma lenda indígena sobre estas cinco cidades. Seu nome atual, dado na criação do Município, em 05 de junho de 1964, vem de Divino Espírito Santo, nome que consta na escritura das terras onde se formou o núcleo urbano, e de uma homenagem ao padroeiro da vila, São Lourenço.
                        A emancipação de Divino é comemorada em 05 de junho, mas a grande festa da Cidade acontece mesmo em torno do dia de São Lourenço, 10 de agosto. Isso é uma tendência. Todas as festas mais populares são determinadas pelas datas dos santos de cada localidade.
                        Conhecida na região como Cidade Natureza, Divino de São Lourenço/ES, está situado a 690 metros de altitude, e possui a maior reserva de Mata Atlântica dentre os municípios que formam a região do Caparaó. é cercado por inúmeras cachoeiras de águas límpidas e cristalinas, dentre elas se destacam do Granito, Chachoeira Alta e das Andorinhas, localizadas à 11 km da sede, no Distrito de Patrimônio da Penha. A 23 km do acesso ao Pico da Bandeira, situado em Pedra Menina, distrito de Dores do Rio Preto, uma cidade vizinha, que como Divino de São Lourenço, é hospitaleira, onde a simplicidade da população é que conquista os visitantes. Divino de São Lourenço é pouco conhecida dos capixabas, e é a menor em população do Estado do Espírito Santo. é um lugar calmo, com muita natureza e ar puro.
                        A cafeicultura e a pecuária de leite são à base da economia local. Além dos atrativos naturais do entorno do Caparaó, a cidade apresenta também arquitetura e jeito de interior."

                        O trajeto para chegar foi esse post anterior com a estradinha de chão magnífica, então na última foto vou deixar uma palinha do que veio depois de Divino, a caminho de Ibitirama: as águas rolam com vontade... hehehehe

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                        CENA DO PRÓXIMO "CAPÍTULO" hihihihihihihihih
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                        • Gilmar Dessaune
                          Fazedor de Chuva

                          • Oct 2012
                          • 6891

                          #492
                          Boa tarde amigos FC´s,

                          Eis que partindo de Divino de São Lourenço a caminho de Ibitirama, me deparo com essa cachoeira.

                          Fotografei ao longe e depois passando ao lado dela não me furtei de parar de novo para os devidos registros.

                          Mais uma vez a vontade de mergulhar foi contida pela viagem que ainda teria pela frente, pois o calor pedia um bom mergulho.

                          As águas barrentas são devido à chuva que ocorreu no dia anterior.


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                          • Gilmar Dessaune
                            Fazedor de Chuva

                            • Oct 2012
                            • 6891

                            #493
                            Boa noite amigos FC´s,

                            Narrado o trecho de percurso, agora vamos para mais uma prefeitura:

                            58/78 - Ibitirama - "O Pico da Bandeira é aqui" > lema da cidade.

                            Informações do site da prefeitura>

                            "HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

                            Corria o ano de 1820, quando o Capitão Manoel João Esteves, partiu de Mariana-MG com seu grupo e depois de muitos dias de caminhada encontrou o maciço do Caparaó penetrando nas matas do Espírito Santo. Prosseguiu viagem subindo o Rio Itapemirim distribuindo terras aos seus companheiros, onde foram sendo formados os diversos povoados, que mais tarde seriam os Distritos do Município de Alegre. Ficando o Capitão Manoel João Esteves com sítios nas cercanias do Caparaó, que no Tupi-Guarani significa águas que correm entre as pedras, no qual estabeleceu sua fazenda que denominou Santa Marta e onde permaneceu até sua morte em 1856. Concomitantemente a este povoamento dava-se outro mais abaixo. Sua origem deu-se antes mesmo da doação da Fazenda Santa Bárbara, já que viviam nos arredores vários agricultores com suas famílias, muitos deles suíços, portugueses e italianos. Logo outras famílias instalaram-se também, pois a terra era boa, região de raras belezas e grandes recursos naturais, inclusive espécies fornecedoras de madeiras. Em pouco tempo foi se formando um povoado, o qual era conhecido como Arraial de Santa Bárbara.

                            Em 1899, o casal Silvério José Pereira e Cândida Maria Assis, doaram da Fazenda Santa Bárbara, o equivalente a cinco alqueires de terra para construção do patrimônio. Em função da devoção dos doadores à Santa Bárbara, chamaram-na Patrimônio de Santa Bárbara. Somente anos mais tarde e já então viúva, Dona Cândida Maria Assis, assinou o auto de escritura pública de doação, lavrado em 20 de maio de 1917.

                            Em 04 de janeiro de 1917, através da Lei nº. 1.092, aprovada pelo Congresso, se instalaram aqui famílias de imigrantes árabes, conhecidos como turcos. Na época a região do Caparaó era ainda densamente revestida de matas, além de outros tipos de formações naturais, onde dominavam grandes árvores, inclusive espécies fornecedoras de madeiras preciosas, próprias da Floresta Pluvial Atlântica. A cafeicultura começava a tomar corpo e, juntamente com a extração da madeira, formavam a base da economia regional.

                            Em 1965, com a política de erradicação dos cafeeiros e desativação do ramal ferroviário, que propiciava o escoamento dos produtos da região até o Porto da Barra do Itapemirim, o impulso da Indústria automobilística, a abertura de novas frentes de trabalho nas siderúrgicas nacionais, o Distrito de Santa Bárbara, foi vítima de êxodo rural e com isso uma parada brusca se deu em seu desenvolvimento.

                            Ainda como Distrito de Santa Bárbara do Caparaó, o atual Município de Ibitirama, plantado ao pé da Serra, localizado nas divisas dos Estados de Minas Gerais com o Espírito Santo, teve grande destaque no Movimento Revolucionário de 1964. Por ter fácil acesso, na época com estrada que adentrava o Vale do Ribeirão do Calçado, foi escolhido pelos guerrilheiros, como base de suas atividades de resistência ao regime militar que se instalava no país, numa tentativa frustrada pelo exército brasileiro, que ficou conhecido como Guerrilha do Caparaó.

                            Em 31 de dezembro de 1973, pelo Decreto-Lei Estadual nº. 15.177, o Distrito de Santa Bárbara do Caparaó passou a denominar-se Ibitirama, que em linguagem indígena quer dizer águas das regiões altas.

                            O fluxo migratório começa a ser contido em 1978, devido à reativação da produção cafeeira, da instalação de novas escolas de 1º e 2º graus, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER), Igreja Católica, Agência da Fazenda Estadual, Banco do Estado do Espírito Santo S/A e unidades sanitárias.

                            Coroada de êxito, uma luta iniciada ainda na década de 1970, pelo Senhor Antonio Lemos Junior, levou o Distrito a conseguir sua emancipação política. A soma de esforços da comunidade, confiantes no potencial da região, aliado à determinação de então Deputado Estadual, o Senhor Paulo Lemos Barbosa, foram decisivos na luta da emancipação que ocorreu enfim, em 15 de setembro de 1988, com o Governador do Estado do Espírito Santo, o Senhor Max de Freitas Mauro, sancionando a Lei nº. 4.161 de emancipação de Ibitirama a Município.

                            Logo após a emancipação, o então Prefeito de Alegre, o Senhor Roberto Luciano Duarte, governou o Município de Ibitirama durante o ano de 1989. Eleito pelo voto direto, assumiu em janeiro de 1990, o Senhor Geraldo Gomes Carvalho, que governou durante três anos."

                            Me chamou a atenção na cidade a igreja Presbiteriana, pelo menos por fora é um espetáculo, imagino que dentro deve ter a mesma concepção.

                            A Câmara e a Prefeitura também são bonitas, muito mais a prefeitura cujo "palácio" foi recentemente inaugurado.

                            Geograficamente é no território de Ibitirama onde se situa o famoso Pico da Bandeira, para onde sempre existem expedições para alcançar seu cume acima dos 2.800 metros, no inverno faz um frio de matar, mas é quando muita gente prefere ir por ser tempo mais seco e facilitar a subida.

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                            Comentário

                            • Gilmar Dessaune
                              Fazedor de Chuva

                              • Oct 2012
                              • 6891

                              #494
                              Boa tarde amigos FC´s,

                              Seguindo em frente, logo cheguei às imediações de Iúna.

                              Já na hora do almoço, parei para comer um filé de tilápia com uma saladinha e arroz, muito bom mesmo. A coca estava assim... digamos... bem refrescante, a foto fala por si.


                              59/78 - Iúna

                              Informações tiradas do site da prefeitura:

                              "OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO

                              DO ANTIGO RIO PARDO, HOJE IÚNA


                              Pertencente ao município de Vitória e habitado inicialmente pelos índios “puris” e “botocudos”, o território de Iúna (antiga Villa do Rio Pardo), foi desbravado a partir de 1814 quando da abertura da Estrada Real São Pedro de Alcântara, por determinação do Comandante Francisco Alberto Rubim, então Governador da Capitania do Espírito Santo.

                              O início do povoamento é marcado pela inauguração do Quartel do Rio Pardo no dia 24/10/1815 pelo Coronel Ignácio Pereira Duarte Carneiro. Os quartéis foram estabelecidos para manutenção da estrada real e segurança aos seus transeuntes. A distância entre os quartéis era de 3 léguas (aproximadamente 21 km).

                              Existindo muitos grupos de índios purís espalhados pelo território, principalmente na região de São João do Príncipe, foi criado em 23/04/1825 o Aldeamento Imperial do Rio Pardo, sendo nomeado seu primeiro diretor o alferes Joaquim Antonio Rodrigues Justo.

                              Em 1845 foi inaugurada a primeira capela e o primeiro cemitério, dedicados a São Pedro de Alcântara, construídos pelos índios purís liderados pelo missionário italiano frei Paulo de Casanova, da ordem dos capuchinhos. O maior incentivador dessas primeiras obras foi o 1º Barão de Itapemirim (Joaquim Marcelino da Silva Lima).

                              Conhecido como “Sertão do Leste”, o extenso território banhado pelo Rio Pardo e seus afluentes, foi lentamente colonizado por fazendeiros que deixavam a Província de Minas Gerais e se aventuravam pela Estrada Real São Pedro de Alcântara. Algumas famílias eram impulsionadas pelo espírito desbravador, outras, deixavam Minas por razões políticas (revolta de Teófilo Ottoni) e algumas por terem recebido do Imperador D. Pedro II as sesmarias de terras após a Guerra do Paraguai.

                              Dentre as famílias que chegaram nesse período, podemos citar: Ferreira Valle, Ferreira da Costa (Laje), Mariano Pereira (Osório Pereira), Castro, Silveira, Almeida, Ribeiro de Almeida, Justo, Leite, Machado, Florindo de Freitas, Toledo, Ferreira de Amorim (Tebas), Nunes de Oliveira, Moraes, Teixeira, Amorim, Oliveira, Goulart de Almeida, Trindade, Lima, Barros, Gonçalves, Fonseca, Gomes, Rios, Lima, Monteiro.

                              No dia 02 de outubro de 1855 o alferes José Joaquim Ferreira Valle e sua esposa fizeram a doação do terreno para inicio do povoado, visando a construção da nova capela e o novo cemitério. Em 1858 Frei Bento di Gênova liderou a construção da Capela de Nossa Senhora da Pureza, que foi elevada à categoria de Matriz em 1859, quando, pela Lei Provincial nº 10 foi criada a Freguesia de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo.

                              A imigração italiana teve inicio em 1872 quando dois irmãos: Giuseppe e Raffaello D’Amico deixaram a pequena cidade de Castelluccio Superiore, região da Potenza e se transferiram para Rio Pardo. Iniciaram com fazendas de gado, mas percebendo a rentabilidade do café, foram os responsáveis pela introdução da cultura cafeeira na região, com os primeiros plantios e obtendo os primeiros lucros, possibilitando-os abrirem as primeiras casas comerciais.

                              O período de 1875 a 1879 marca um forte fluxo migratório, quando dezenas de famílias deixaram Castelluccio Superiore e Castelluccio Inferiore e imigraram para Rio Pardo.

                              Dentre as famílias que imigraram, podem ser citadas: D’Amico (Amigo), Scardino (Scardini), Lofiego (Lofêgo), Vivacqua, De Biase, Bevilacqua, Poncio, Crispino (Chrispim), Pagano (Pagani), Flora, Carlomagno (Carlomanho), Ippolitto (Hypolito), La Banca (Labanca), Milione, Martorano, Noia, Celano, Limongi, Fittipaldi, Peluso, Pinto, Conte (Conde), Bazzarella, Tomaz (Tomazzi), Rossi, Saletto.

                              Imigraram também famílias de outras localidades italianas, como o Barão Giuseppe Gallotti (de Casaletto Spartano), Parente, Pividori (Pevidor), Bendia, Bertolini, Furieri, Quarto, Prottes, Cassini, Henriques, Vimercati, Rampin, Marcon, Viotti, Salotto, Sartori, Oggioni, Cosentino, Colleta, Finamore.

                              No final do século XIX e início do século XX, imigraram, em menor numero, outros grupos: austríacos (Rein, Cousaquevit, Cousaqueve, Montemor), suíços (Roncen de Ponce, Suiço) francês: (Lamy), inglês (Johnston) alemães (Hubner, Sathler, Emmerich, Eller, Heringer, Von Randow, Raider, Wenzel) espanhois ( Ruiz, Lopez, Salles), e tempos mais tarde famílias libanesas e turcas (Antonio, Mansur, Amar), Trad, Amim, Tanure, Alcure, Chequer, Bou-Habib, Abikahir)."

                              Esta é mais uma prefeitura que não apresenta o nome da cidade em sua fachada, assim mais uma vez tive que me valer do zoom para buscar algo dentro da mesma para poder identificá-la adequadamente.

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                              Comentário

                              • Sassa e Cuca
                                Fazedor de Chuva

                                • Sep 2012
                                • 1056

                                #495
                                famílias italianas, histórias interessantes mas: cadê a foto da Tilápia?????


                                abls

                                NFC Sassa e Cuca

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