Desafiando meus limites.

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  • Gilmar Dessaune
    Fazedor de Chuva

    • Oct 2012
    • 6891

    #466
    Bom noite amigos FC´s,

    GCFC Serjão, que maravilha, tive uma DT-180 preta, linda, só não lembro mais que ano foi. Eu, na verdade, sou mais é um curioso, metido a besta e que procuro aprender algumas coisas para não ficar na mão na estrada. Com a sua devida autorização após saber que não sou nenhum expert, teria muita satisfação em futucar a moto... eu gosto muito disso, se eu pudesse seria mecânico de moto como forma de ganhar a vida, quem sabe um dia: estar com motos os dia inteiro e ainda ganhar algum dinheiro com isso... seria muita felicidade.

    Hoje fui trabalhar na cidade de Alegre que dista 60 km de Cachoeiro.
    Do limão fiz uma limonada: rodei mais alguns km e cliquei mais 3 municípios do Valente ES... enquanto descanso, carrego pedras.

    44/78 - Guaçuí

    Do tupi-guarani, o significado do nome é "veado pequeno".

    Um município pequeno mas muito charmoso.

    Tem um Cristo Redentor "tomando conta" da cidade, embora atualmente o local seja muito frequentado por dependentes químicos e ficou até meio perigoso ir lá em cima.

    Encravada nas montanhas, transitar por lá é muito bom, pois curvas não faltam.

    Está situada na região do Caparaó onde fica o Pico da Bandeira.

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    Comentário

    • Gilmar Dessaune
      Fazedor de Chuva

      • Oct 2012
      • 6891

      #467
      Boa tarde amigos FC´s,

      Bem, vamos postar mais uma pequena mas aconchegante cidade do ES.

      45/78 - Alegre

      A cidade, apesar de pequena, tem atributos únicos e bem interessantes como poderemos ver a seguir, tendo como fonte a Wikipedia:

      Cachoeira da Fumaça
      O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça foi criado através do decreto n° 2.791-E (24 de agosto de 1984) e complementado através do decreto n° 4.568-E (21 de setembro de 1990), quando o então Governo do Estado, atendendo a uma demanda de moradores dos municípios de Alegre, Guaçuí e Castelo e de outros estados da Federação, desapropriou uma área de 27 hectares, coberta basicamente de pastagem, mas que continha em seu interior a Cachoeira Braço Norte Direito ou Cachoeira da Fumaça.

      A cachoeira tem esse nome devido à neblina que se eleva acima da mesma . Esta localizada na divisa com o município de Ibitiirama.

      Festival de Música de Alegre
      O Festival de Alegre surgiu como uma festa universitária em 1980 com os objetivos de divulgar a Música Popular e revelar novos nomes para o cenário nacional, tanto de compositores como de intérpretes. Na década de 90, o evento tomou outras proporções com o aumento significativo da divulgação, o que explica o sucesso de inscrições e de público a cada ano.

      Em 2005, o Festival emplacou seu recorde ao receber 1.880 músicas para a pré-classificação, 57% a mais que no ano anterior, incluindo inscrições de outros países. Nos últimos 5 anos, mais de 6.000 músicas foram inscritas. A estimativa para este ano é um crescimento de 10% a 15%.

      O sucesso no aumento do número de inscrições também é extensivo ao público que circula por Alegre durante o evento. Na década passada, o município recebia 10 mil visitantes durante o Festival. No ano 2000 esse número subiu para 100 mil visitantes, e para 2006 eram esperados 150 mil espectadores. O Festival oferecia uma das maiores premiações do Brasil.

      Há alguns anos, o Festival de Alegre deixou de ser um festival de divulgação de música popular, pois não é mais realizado os concursos. O evento passou a ser uma grande festa contando com artistas de grande sucesso nacional.

      O festival acontece no Centro de Lazer Geraldo Santos, uma área que possui mais de 30.000 m². O local abriga uma completa infra-estrutura de palco, sonorização, iluminação, camarote, praça de alimentação, arquibancadas e banheiros químicos, além de postos de atendimento médico e policial.

      Durante do evento, a cidade fica tomada pela festa, como um grande carnaval fora de época. Ruas lotadas de carros de som, muita gente dançando e bebendo pelas calçadas.

      A UFES em Alegre
      Inicialmente o campus abrigava apenas o curso de agronomia. A partir do ano 2000 iniciou-se no centro, antes chamado de Centro Agropecuário da UFES (CAUFES), um processo de expansão e atualmente o campus possui 17 cursos de graduação, 6 de mestrado e 3 de doutorado. Os cursos de graduação são: agronomia, ciência da computação, ciências biológicas (bacharelado), ciências biológicas (licenciatura), engenharia de alimentos, engenharia florestal, engenharia madeireira, engenharia química, farmácia, física (licenciatura), Geologia, matemática (licenciatura), medicina veterinária, nutrição, química (licenciatura), sistemas de informação e zootecnia. Na pós-graduação, incluem-se os cursos de mestrado em Ciências Florestais, Ciências Veterinárias, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Engenharia Química, Genética e Melhoramento e Produção Vegetal e de doutorado em Ciências Florestais, Genética e Melhoramento e Produção Vegetal.7

      Imigração
      Alegre também recebeu um importante contingente de imigrantes, principalmente sírios e libaneses. É nítida a presença da cultura libanesa no comércio da cidade.

      A caminho de Guaçui, subindo ainda mais a serra, tem um restaurante familiar com uma comida bem gostosa tendo como prato principal a "carne da lata" (costelinha de porco conservada em latas de banha, como se fazia antigamente antes do advento dos refrigeradores). Nesse almoço me servi de muita salada...
      Outro ponto legal, é que do restaurante é possível avistar Alegre bem ao fundo do vale, muito legal a visão lá de cima.

      Num tem como resistir, fico pensando na Cuca e no Sassa quando como esses pratos, pois eles são os reis da gastronomia entre os FC´s. hehehhe

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      • Gilmar Dessaune
        Fazedor de Chuva

        • Oct 2012
        • 6891

        #468
        Boa noite amigos FC´s,

        Estando em Vila Velha fica mais fácil postar, pois em Cachoeiro a internet é um problema muito sério, triste...

        Nessa minha jornada laboral no município de Alegre, estou aproveitando para clicar prefeituras, hoje (sábado), na parte da tarde cliquei mais 7, mas agora vou postar uma que havia clicado durante a semana.

        46/78 - Jerônimo Monteiro

        Área da unidade territorial (Km²) 161,980

        População estimada 2012 - 10.984

        O município apresenta terreno acidentado, com pouca área plana, tendo o seu ponto culminante o Monte Vidi, localizado no alto Panamá.

        Contexto histórico de Jerônimo Monteiro
        por Assessoria de Comunicação da Prefeitura
        26/04/2012 15:45
        A origem do Município de Jerônimo Monteiro está ligada a de outras cidades do Sul do Espírito Santo, desbravadas pelo português Manoel José Esteves de Lima. Foi ele quem em 1820, partiu da cidade de Mariana na Capitania das Minas Gerais, chefiando uma expedição com objetivo de atingir a foz do Rio Itapemirim. Há informes dando conta de que veio pela região montanhosa, seguindo principalmente o curso dos rios e vales.
        Lima teve um guia, o caboclo Calixto Antônio dos Santos, que fez o mesmo trajeto que mais tarde seria o da Estrada de Ferro Leopoldina Railway, no trecho ligando Cachoeiro de Itapemirim a Carangola em Minas Gerais. A expedição foi descendo as Serras e passando por locais que hoje se encontram as cidades de Dores do Rio Preto, Guaçuí, Alegre, Jerônimo Monteiro e Cachoeiro de Itapemirim, a partir deste ponto seguiram em canoas até a foz do rio, onde se localizava a Vila de Itapemirim.
        Segundo relatos, somente por volta de 1823 a expedição chegou a região do atual Município de Jerônimo Monteiro, que chamaram na época de Cachoeira das Flores. Dali seguiu para Duas Barras (atual Distrito de Coutinho, Município de Cachoeiro), nas proximidades do acesso para Castelo, à margem do Rio Itapemirim, onde montou um quartel de apoio.
        Depois que a expedição chegou à foz do Itapemirim, um grupo retornou para os locais por onde o primeiro contingente havia passado. Em Jerônimo Monteiro ficaram cerca de seis pessoas. Enfrentando as matas, o grupo subiu o Ribeirão da Vala do Souza até o atual bairro de Parada Cristal. Um desses integrantes era chamado de Marcondes Alves de Souza. Faziam parte desse grupo também o Alferes Antônio de Souza Monteiro, que mais tarde fundou a Fazenda Monte Líbano em Cachoeiro, onde construiu uma grande fortuna, e deixou entre seus descendentes, pessoas ilustres como os Governadores Jerônimo de Souza Monteiro e Bernardino de Souza Monteiro (seus filhos), entre diversos outros. O vilarejo de Cachoeira das Flores com o passar do tempo teve outros nomes como Cristal, Wanderley, Sabino Pessoa. Até 1943 a localidade teve 02 (dois) nomes, Sabino Pessoa (o atual Centro da cidade) e Vala do Souza (atual Bairro de Parada Cristal), nome reconhecido mais tarde pela Estrada de Ferro Caravelas, construída em 1887. No traçado da linha que ligava o Porto do Cachoeiro a Vila do Pombal, a estação de Vala do Souza (Parada Cristal) era a única parada do trem.
        Em 1878, o fazendeiro Candido José Bossois, expressando a sua gratidão pelos anos de trabalho e lealdade da escrava Bárbara Maria da Conceição e de seu marido, doou uma área de terras com aproximadamente 04 (quatro) alqueires, pertencentes à Fazenda Santa Cruz, no local denominado de Fazenda Velha (primeira sede de suas extensas área de terra, posteriormente a sede da fazenda foi transferida para fazenda Santa Cruz), que até hoje pertence aos descendentes da Escrava Bárbara, é atualmente conhecido como sítio dos crioulos.
        Logo depois da proclamação da República foi criado o Distrito Judiciário de Vala Souza, pela Lei Municipal n. 011, de 11 de janeiro de 1895, do Município de Alegre, e reconhecida pela Lei Estadual n. 715, de 05 de dezembro de 1910. Por aquela época a Leopoldina assumiu a Estrada de Ferro Caravelas e inaugurou 02 (dois) quilômetros da Estação de Vala do Souza, a Estação de Sabino Pessoa (ao lado da atual agência do BANESTES de Jerônimo Monteiro), em homenagem ao Engenheiro que construiu aquele trecho da estrada de ferro. O povoado permaneceu com dois nomes, Vala do Souza e Sabino Pessoa, até se tornar Vila de Vala do Souza.
        Em 20 de janeiro de 1928 o vilarejo passou a receber iluminação elétrica. A primeira usina elétrica foi construída pelo Sr. José Antônio Ribeiro (conhecido como Coronel Zeca Fortunato), foi ele quem implantou o primeiro serviço de abastecimento de água, uma serraria, uma sorveteria, ajudou na construção da 1ª Matriz da Igreja Católica (no local do atual Seminário), e doou o terreno para construção da nova estação ferroviária e do primeiro clube social.
        Os agricultores dos Distritos de Vala do Souza e de Rive (Município de Alegre) fundaram a União dos Lavradores de Vala do Souza, entidade civil que visava à melhoria para o meio rural dos Distritos, através da introdução do cooperativismo e de serviços sociais diversos. A fundação ocorreu em 15 de fevereiro de 1948. A idéia só foi assimilada pelo governo três décadas depois. A união introduziu novidades na comunidade local, como biblioteca, Cooperativa de Crédito, banda de música, jornal “A VOZ DA LAVOURA”, grupos de escoteiros, escolas de aprendizes de mecânica, artes gráficas, corte e costura, projetor para filmes, serviços médicos e odontológicos.
        No início da década de 1940, começou a ser idealizado e a ganhar força no distrito de Vala do Souza, um movimento popular que defendia a emancipação política e administrativa desse Distrito do Município de Alegre, sob a alegação do abandono em que vivia a comunidade local por parte do poder público municipal. Esse movimento surge no seio da União dos Lavradores de Vala do Souza, entidade associativista que reunia agricultores, comerciantes e profissionais liberais do distrito de Vala do Souza e de Rive.
        No decorrer do tempo, esse movimento popular favorável à emancipação política foi ganhando uma dimensão maior do que o esperado inicialmente, o que gerou uma série de problemas, como a desistência por parte de algumas lideranças políticas do Distrito de Rive, que sofreram pressão de várias formas para esvaziar o movimento, o que contribuiu para tumultuar o processo.
        Mesmo com toda oposição dos principais líderes políticos do Município de Alegre, a população do distrito de Vala do Souza, graças a sua união em torno de um ideal comum, conseguiu que a Assembléia Legislativa do Estado se pronunciasse favorável a criação do Município de Vala do Souza, através da Lei nº. 777/53 de 29 de dezembro de 1953.
        Imediatamente o Município de Alegre, contestou todo processo emancipatório, tanto por vias legislativas, quanto por vias judiciais o que levou a suspensão do processo que se arrastou por longos 05 (cinco) anos até a decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF), em meados de 1958, que considerou o processo e as aspirações da comunidade totalmente legal, sem nenhum vício jurídico e em conformidade com a legislação vigente no País.
        Diante da decisão favorável do Supremo Tribunal Federal, dando fim a 05 (cinco) anos de muitas disputas políticas e judiciais, no dia 28 de novembro de 1958, a Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, aprova a Lei Estadual nº. 1.416, que transforma em Município o Distrito de Vala do Souza, que recebe a denominação atual de Jerônimo Monteiro, em homenagem ao ilustre Ex-governador do Estado. A mudança da denominação foi uma homenagem ao dinâmico governador Jerônimo de Souza Monteiro que administrou o Estado do Espírito Santo de 1908 a 1912, e que junto com a sua família controlou a política estadual até meados da década passada.O Município teve um grande crescimento econômico a partir das décadas de 1930 e 1940, com o apogeu da cultura do algodão que substituiu o cultivo do café justamente numa época de crise de superprodução conhecido como a quebra da Bolsa de Valores de New York (EUA), o que evitou uma quebradeira generalizada entre os agricultores do Distrito. Todo o algodão produzido no Distrito de Vala do Souza e suas adjacências era descaroçado na localidade e vendido principalmente para a empresa TECISA (Tecidos Itapemirim S/A) localizada na cidade vizinha de Cachoeiro de Itapemirim.
        Nessa época o Distrito contava com uma Escola Particular (Ginásio da Campanha), com bandas de música e uma vida social animada por um cinema e dois clubes sociais. Desse período podemos destacar no comércio local a presença de empresas comerciais importantes como a Casa Santa Terezinha e as Casas Franklin.


        Eu tento, mas num tem jeito, acabo clicando à noite... hehehehehehe
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        • Sassa e Cuca
          Fazedor de Chuva

          • Sep 2012
          • 1056

          #469
          "trequinho" caro! kkkkk

          Comentário

          • Sassa e Cuca
            Fazedor de Chuva

            • Sep 2012
            • 1056

            #470
            Nobre Gilmar... nós é que somos os reis da gastronomia????
            Vc fica nos atraindo com essas lindas cidades do ES e com essas delícias da comida
            capixaba que depois, de baixarmos de mala e uma cuia bem grande, não venha reclamar!

            Adoramos pegar carona com vc!

            Parabéns pelo aniversário do seu NFC...nós nem lembramos qdo terminamos mas, vc foi o primeiro e o fez
            brilhantemente e poeticamente! Parabéns!

            Por aqui, ainda estamos "atolados" em Cunha...acho q nem sairemos mais rsrsrsrrs

            Também, com tantos visuais hipnotizadores!!!!!

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            Que nada, nossas próximas aventuras serão muito boas: o Túnel da Mantiqueira, que divide os estados de SP e MG e palco de muitas tragédias pessoais de bravos brasileiros se enfrentando na Revolução de 1932. Até um guia e historiador irá nos acompanhar a fim de registrarmos melhor o local e a história.

            Querido FC, vamos seguindo vc...acelera Gilmar!!!!


            abçs

            NFC Sassa e Cuca
            Última edição por Sassa e Cuca; 14-10-14, 08:44.

            Comentário

            • Sassa e Cuca
              Fazedor de Chuva

              • Sep 2012
              • 1056

              #471
              Olha, gostamos de Cachoeira do Itapemirim...e essa ponte de ferro!

              Essa nossa viagem na sua garupa está tão boa, que tb nós, estamos nos tornando cachoeirenses!!!!!

              Bora lá, acelera que tem mais!!!!!

              Abçs NFC Sassa e Cuca

              Comentário

              • Gilmar Dessaune
                Fazedor de Chuva

                • Oct 2012
                • 6891

                #472
                Boa noite amigos FC´s,

                Sassa e Cuca, Cachoeiro é minha terrinha, serão bem vindos para conhecer, apenas sugiro que seja no inverno pois o verão é um problema sério para quem não está acostumado com um calor úmido, sufocante...rsss Lindas as imagens que postaram, coisa de cinema mesmo, parabéns!!!

                Neste sábado passado resolvi clicar mais algumas cidades do ES, eu já estava em Alegre à trabalho e aproveitei para passar por rodovias que eu não conhecia para chegar a uma cidade. Foi mais uma bela surpresa.

                Tendo saído de Alegre por volta do meio-dia e meia, aprumei a 535 para a Rodovia Toufik Faissal - ES-181 destino Muniz Freire.
                Fechei o dia tendo rodado 274 km só a partir de Alegre (se fosse contar a saída pela manhã desde Cachoeiro seriam mais 62 km), cheguei em casa já de noite, mais descansado do que quando iniciei o rolê tarde afora... foram uma 6 horas de pura diversão a bordo da Monstra, a minha 535 do coração. Me atormenta pensar em um dia ter que trocar de moto, ela tá andando MUITO... rsss

                47/78 - Muniz Freire

                Muniz Freire teve sua população estimada em 2004 era de 19.449 habitantes.

                Sua antiga denominação era "Espírito Santo do Rio Pardo".

                Um município que tem mais de 16 cachoeiras, a principal delas é a Cachoeira do Rio Pardo. Diversão, diversas culturas e contato direto som a natureza faz parte desta cidade.

                Muniz Freire tambem cultiva antigas tradições

                O início da colonização de Muniz Freire data de 1846 e teve como primeiros desbravadores o Capitão Machado Santiago Louzada, um veterano da Guerra dos Farrapos, e Domingos Apolinário, um aventureiro que "gostava de lutar com feras" e que possuía terras nas áreas vizinhas, a atual Serra do Apolinário.

                A fertilidade do solo para o cultivo de café e cereais, além das condições climáticas, foram as causas do movimento migratório que anos mais tarde, propiciou à região um desenvolvimento de vulto.

                O município foi criado em 11 de novembro de 1890, pelo Decreto nº 53, desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim, sob a denominação de Espírito Santo do Rio Pardo, ocorrendo a sua instalação em 1 de março de 1891. A Lei nº 213 de 30 de novembro de 1896 eleva sua sede à categoria de cidade e altera-lhe o topônimo para Muniz Freire, uma homenagem prestada ao republicano Moniz Freire, várias vezes Presidente da Assembleia Legislativa, Senador e Governador do Estado do Espírito Santo.

                Através da divisão territorial-administrativa de 1933, o município ficou composto de quatro distritos: Muniz Freire, Itaipava, Conceição do Norte e Vieira Machado. No ano de 1948, ficaram estabelecidos em Decreto-Lei como distritos de Muniz Freire: Itaici (ex-Itaipava), Vieira Machado e Piaçu (ex-Conceição do Norte). Atualmente, existem além desses, o distrito de Menino Jesus e o Distrito de São Pedro, este último criado apenas pela Lei Municipal nº 1.077/89 de 25.05.1989, faltando ainda a demarcação geográfica com seus respectivos limites..

                O município viveu praticamente isolado do resto do Estado devido às condições geográficas e pelas escassas vias de acesso. A construção da estrada de rodagem ES-379, ligando Muniz Freire a Castelo, só foi viabilizada após a década de 1920.

                A Sede do município foi área doada por Domingos Apolinário para o primeiro povoado da região, que surgiu por estar no centro das rotas das tropas que transportavam a produção local.

                Muniz Freire foi colonizada por imigrantes italianos, vindos para substituir o trabalho escravo nas lavouras de café.

                O maior impulso econômico experimentado no município deveu-se à inauguração da BR-262, ligando Vitória a Belo Horizonte.

                Bem, quanto ao percurso para chegar lá foi um tanto paradoxal: belas imagens x intenso calor, mas toquei em frente.

                Teve hora que o ar quente e seco estava tão agressivo, que queimava o interior das minhas narinas, tive que fechar totalmente a viseira para reduzir o sofrimento.

                Cruzei o Rio Itapemirim bem longe de Cachoeiro. Não pude me furtar de clicar e lembrar do Nascente FC, da Cuca e do Sassa. Fotos estão abaixo.

                Depois as cadeias de montanhas e colossos de granito passaram e me "escoltar" pela estrada, tentei... mas tenho absoluta convicção que não consegui passar a grandeza dos vales, das montanhas e toda a beleza de uma relevo acidentado farto em "gigantes" de pedra dos mais diversos formatos.
                Teve lugar que a terra está bem seca, aqui também experimentamos uma estiagem longa, embora ora e vez caiam alguns mm de chuva. O pasto quase totalmente seco faz prova das minhas palavras.

                A pista na maior parte do tempo muito irregular, sem buracos mas os remendos mal feitos fazia sempre o guidão tremer como se eu estivesse segurando uma britadeira, planejei almoçar em Muniz Freire, mas lá chegando estava com tanto calor que optei por apenas hidratar com água de côco... que maravilha... rssss

                A cidade é pequena mas bem cuidada, com belos jardins, uma prefeitura arrumadinha e igreja, ao melhor estilo, mais no alto possível no centro da cidade. Uma arquitetura um tanto diferenciada fez por merecer ser a foto de abertura do post.

                Bora deixar e papo e irmos para as imagens???

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                Impossível não lembrar do Nascente FC, da Cuca e do Sassa... ahhh tem o Beco também... heheheClick image for larger version

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ID:	197391Apenas um dos vários vales ao longo do caminho Click image for larger version

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ID:	197392 Tirar o capacete??? Nem pensar, melhor o peso e o calor do que queimar minha careca, eu hein... um sol de rachar...rssClick image for larger version

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ID:	197394Aqui de novo me lembrei da Cuca, que essa semana postou casas de João de Barro num poste em São Paulo, eram "triplex" pois segundo ela por falta de árvores essa foi a solução do pássaro construtor. Aqui no ES podemos dizer que é a pura ostentação imobiliária, nessa árvore apenas uma mansão foi construída pelo hábil passarinho...Click image for larger version

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ID:	197395Uhuuuuu cheguei...Click image for larger version

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                Comentário

                • Gilmar Dessaune
                  Fazedor de Chuva

                  • Oct 2012
                  • 6891

                  #473
                  Boa tarde amigos FC´s,

                  Aqui no ES tem feito dias espetaculares de lindos, mas também com um calor de fazer cabeludo ficar careca (o que não é o meu caso).

                  Ontem, ao final do dia, estando no município de Alegre, ao sair de um evento promocional de vendas, me deparei com a cena da foto. Cliques comeram soltos na hora. rsss

                  Uma foto é pra mostrar o visual lindo, a outra é só pra provar que "eu estava lá"... rsss

                  O local é o IFES - distrito de Rive, Alegre - ES - Instituto Federal do Espírito Santo, uma escola técnica agrícola bem tradicional aqui no ES.

                  Abraços

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                  Comentário

                  • Gilmar Dessaune
                    Fazedor de Chuva

                    • Oct 2012
                    • 6891

                    #474
                    Bom dia amigos FC´s,

                    A exatos 7 dias eu fiz esse roteiro, hoje vou postar mais uma prefeitura e fotos do relevo e rodovias do ES.

                    Tendo clicado Muniz Freire, tomei rumo para a BR-262 que liga Vitória a Belo Horizonte.

                    Pelo caminho mais um vale magnífico e uma cadeia de montanhas graníticas fenomenal: obrigatório parar e clicar. O calor seguia causticante àquela hora.

                    Quando cheguei na BR, logo depois me surge a rotatória de acesso à Brejetuba, para lá direcionei a 535. Agora, já bem mais alto, o clima mudara substancialmente e o calor que fazia no vale não mais existia no topo das montanhas, ainda mais que a estrada é bem servida de vegetação praticamente em todo o seu percurso de 11 km desde a BR até a sede do município.

                    Esses poucos km são maravilhosos, com muitas "vírgulas" para ambos os lados. Um delícia, pois a estrada no sentido sede, é totalmente em declive, bem acentuado em alguns pontos com curvas sucessivas, como um rabo de serpente. Na volta, subindo, é outra emoção fazer as mesmas curvas agora em um prisma inverso. Ahhh pessoal, vem pra estrada curtir, eu os levo lá... rssss

                    48/78 - Brejetuba

                    Brejetuba é conhecido como a Capital Nacional do Café, está localizada a 147 km de Vitória-ES, Brejetuba produz hoje um dos melhores cafés do Brasil. Rodeado pela exuberante Mata Atlântica, a cidade reúne condições propícias para turistas em busca de um local calmo e distante da correria do dia-a-dia.
                    O município de Brejetuba nasceu em 15 de dezembro de 1995, desmembrando-se de Afonso Claudio, com apenas 16 anos de existência Brejetuba desponta como uma cidade promissora, um povo humilde, trabalhador e muito hospitaleiro habita a cidade que tem em sua base de renda o cultivo do café arábica.
                    Com um grande potencial turístico ainda pouco explorado, Brejetuba possui varias cachoeiras, fauna e flora ricas em espécie, destacam-se como local de visitação para os turistas a Pedra Submarino, a Rampa da Pedra da Torre, a Cachoeira da Rampa e a Cachoeira do Bernardo.
                    Com mais de 508 propriedades produzindo café de qualidade, Brejetuba tem despontado no cenário estadual e nacional como referência no trabalho de qualidade em cafés arábicas especiais, recebendo grupos de produtores e compradores de todas as partes do Brasil e Exterior. O município conta hoje com 135 descascadores instalados e funcionando, sendo que 10 descascadores trabalham em regime comunitário, administrados por associações de produtores, projeto esse que é pioneiro no Brasil. No município um total de 1.280 propriedades trabalha com o cultivo do café arábica, com uma área plantada de 16.000 hectares o café representa 90% da renda do município. Outro destaque na produção de café é a alta produtividade por hectare uma Média 25 sacas, enquanto que a média no ES é de 16 sacas.
                    Brejetuba é um município de topografia montanhosa, as plantações de café se estendem por vales e montanhas formando um imenso tapete verde. O relevo oscilando entre 600 á 1000 metros proporciona a formação de lindos vales e chapadas, montanhas, cachoeiras e cascatas, tudo isso rodeado pela mata atlântica que cobre cerca de 25% do seu território.
                    Com um enorme potencial para prática de esportes de aventura como rapel, parapente, asa delta e outros o município tem atraído pessoas de varias partes do estado e do Brasil em busca de aventura.
                    Tomar um cafezinho cultivado, colhido e preparado em algumas das diversas propriedades que produzem o grão no município é uma experiência única, Brejetuba é o único lugar do estado do ES, onde o visitante pode aprender e conhecer tudo sobre o plantio, cultivo, colheita, preparado e sabor dessa bebida que é a segunda mais consumida no mundo, só perde para a água.
                    A coagem do Maior Cafezinho do Mundo, que é realizada tradicionalmente todo dia 24 de maio, na data onde se comemora o dia nacional do café, fortalece ainda mais o vínculo de Brejetuba com essa bebida, na coagem do Maior Café do Mundo é utilizado um Coador Gigante que mede 2,20 metros de diâmetro por 2,70 metros altura e uma Xícara Gigante com capacidade para 8.260 litros, medindo 2,70 metros de altura por 2,50 metros de diâmetro. Fonte: Prefeitura Municipal de Brejetuba, acesso em 18-10-14.
                    Foto de capa: acesso a Brejetuba, uma estrada deliciosa.
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ID:	197467A caminho da BR-262Click image for larger version

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ID:	197468Um vale magnífico, deixei Muniz Freire lá embaixoClick image for larger version

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ID:	197470Linda montanha de granitoClick image for larger version

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ID:	197471Chegamos...Click image for larger version

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ID:	197472Muito bonita a prefeituraClick image for larger version

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ID:	197474Apesar de pequena, a cidade é muito bonitinha e bem cuidada.Click image for larger version

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ID:	197475

                    Comentário

                    • Gilmar Dessaune
                      Fazedor de Chuva

                      • Oct 2012
                      • 6891

                      #475
                      Boa noite amigos FC´s,

                      Ontem estava eu revisando as prefeituras já clicadas nesse Valente ES, tive uma boa surpresa, pois eu pensava faltar 25 cidades a serem clicadas. Na verdade faltam 24, pois me maio eu cliquei Castelo e acabei não postando as fotos sei lá por qual motivo, acho que já gaguice mesmo... credo... rssss

                      Mas depois eu posto... agora vou postar um município que derivou de Castelo e fica bem perto de lá.

                      49/78 - Conceição do Castelo

                      Toda a região (que incluía os atuais municípios de Conceição do Castelo, Castelo e Venda Nova do Imigrante) era primitivamente habitada pelos índios Puris ou Botocudos. A fartura propiciada por uma das mais ricas florestas em variedades de animais e vegetais.

                      No princípio do século XVIII, começaram a chegar os portugueses atraídos pelas perspectivas de riquezas minerais e riquíssimas fertilização do solo, iniciando assim a conquista nas regiões costeiras na Província por eles denominada Espírito Santo. Em 1752, com a descoberta de ricas minas de ouro, o número de habitantes começa a aumentar, tornando aquela região a mais procurada da capitania. Dentre as famílias pioneiras citam-se Escobar, Xavier, Grilo, Marques, Coutinho, Pereira, Souza Pinto, Ferreira, Mota, Dias, Cruz, Soares, Moreira, Oliveira Costa, Gonçalves Leite, Vargas Correia, Lopes da Rocha, Silva Pinheiro, Machado, Araripe, Davel, Azevedo, Moraes, entre outras.

                      O negro foi segundo elemento a povoar o município. Vieram para o trabalho escravos, e juntamente com os portugueses formaram grandes fazendas, destacando assim as famílias Oliveira, Ascacibas, Silva, Costa, Rangel, Souza, Santos, Constantino e Emílio.

                      A população que se dirigia para essa região começou a construir casas e formar uma pequena povoação. Em 1754, foi construída a matriz sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição das minas de castelo. Em 1828, o governador da Capitania do Espírito Santo. Baltazar de Souza Botelho de Vasconcelos dirigiu-se ao Rei D. João VI enaltecendo as riquezas da região (solo fértil e minérios) e sugerindo uma regulamentação sobre os trabalhos das minas e de proteção dos índios, cujo aldeamento se impunha.

                      Em 01 de Agosto de 1829, o governador Imperial expediu um alvará determinando dos Silvícolas e encarregando desta missão o comendador Joaquim Maralino da Silva Lima, residente em Itapemirim e futuro Barão desse nome. Porém, não se registrou as províncias por ele tomadas para o cumprimento desta missão. Após alguns anos tornou-se Vice- Presidente da província e em 1849, empreendeu uma viagem de reconhecimento em companhia de seu cunhado Fortunato Tavares da Silva Medilo, quando fundou definitivamente o Aldeamento Imperial Afonsino, (hoje Conceição do Castelo), dos Índios Purís. Foi instalado à margem esquerda do Rio Castelo pelo engenheiro Frederico Willner, no qual foi seu primeiro administrador. Em 1864, passou a pertencer ao recém-criado Município de Cachoeiro de Itapemirim.

                      Em 1871, a lei provincial nº 09, elevou o Aldeamento à categoria de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Aldeamento Imperial Afonsino. Em seguida, surgiu à primeira paróquia da região de minas de castelo, a igreja N. Sª da Conceição do Aldeamento Imperial Afonsino, foi reformada e em 25/05/1900, D. João Batista de Correia Nery, primeiro Bispo do Espírito Santo, presidiu a sua consagração.

                      Em 1892, com a crise europeia e a súbita emancipação dos escravos com a assinatura da Lei Áurea em 1888. Chegam os primeiros italianos que passaram a fazer abertura na floresta virgem para exploração de culturas do café. Destacam-se as famílias italianas Galavoti, Manhoni, Serafim, Bareto, Menegace e Simonatto.

                      O nome Conceição do Castelo surgiu de dois fatos curiosos. Um deles deve-se à impressão causada a um desbravador que, vindo da costa litorânea, deparou com uma alta muralha que parecia um castelo. Outro fato é que, em homenagem à Padroeira da Paróquia, surge a denominação "Conceição do Castelo".

                      No ano de 1887, chegou a imagem de Nossa Senhora da Conceição, esculpida em cedro-de-líbano, na cidade de Douros (Portugal), trazida pelo português, José de Souza Pinto que a doou para a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, hoje matriz, no dia 08/12/1887. Os primeiros habitantes europeus, que eram os portugueses, eram religiosos e devotos de Maria, N. Sª. da Conceição. Em 1901, Conceição do Castelo passou a ser distrito de Cachoeiro de Itapemirim.

                      Conceição do Castelo teve como primeiro vereador Joaquim de Souza Pinto, que cumpriu seu mandato na Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim no período de 1920 a 1923. Fonte: site da Prefeitura de Conceição do Castelo, acesso em 20/10/14.

                      Através da Lei nº 1687, de 04/12/1928, criou-se o Município de Castelo e o distrito de Conceição do Castelo passou a pertencer-lhe, sendo elevado à categoria de vila. Nessa época, elegeram-se vereadores e atuaram na Câmara Municipal de Castelo, Harvey Vargas Grilo, Mário Pizzol, Américo Comarella e Rui Paiva.

                      Em 1963, foi apresentado um projeto de lei na Câmara de Castelo, para emancipar Conceição do Castelo. Através da Lei nº 1909, de 06/12/1963, criou-se o município de Conceição do Castelo, e a instalação oficial deu-se em 09/05/1964. O legislativo Municipal foi instalado oficialmente em 31/01/1967, no grupo escolar Elisa Paiva.

                      Nas fotos a seguir, flagrantes do município.

                      Esse portal está logo no entrocamento com a BR-262, da Br até a sede do município apenas 6 km de asfalto.
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ID:	197533
                      As "vírgulas" do trecho até Brejetuba deixaram suas marcas nos pneus da 535 e olha que dessa vez nem arrastei os calcanhares no asfalto... eu tava conservador...
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                      A Biblioteca municipal, uma boa prática que devia ser amplamente cultivada e ter seu uso estimulado em todo país para aumentar a capacidade de ler, interpretar e criticar. só assim teremos cidadãos mais esclarecidos.
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                      Os registros oficiais: a prefeitura.
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                      • Citeli
                        Fazedor de Chuva

                        • Aug 2014
                        • 46

                        #476
                        Muito bom ver esse post, muito didático!
                        Se eu não passar por ai no próximo fds talvez no outro eu passe, bom ver as fotos que você tirou pois causou uma curiosidade maior em conhecer pessoalmente essas paisagens já que nunca passei por ai =]

                        Comentário

                        • Gilmar Dessaune
                          Fazedor de Chuva

                          • Oct 2012
                          • 6891

                          #477
                          Bom dia amigos FC´s,

                          FC Citeli, obrigado pelas gentis palavras e será sempre uma enorme satisfação tê-lo rodando por nossos recantos sulinos. Veeeeenhaaaaaaaaaaaa!!!!!

                          Em seguimento às postagens, vamos para mais uma cidade do ES.

                          50/78 - Venda Nova do Imigrante

                          "O Município de Venda Nova do Imigrante, criado em 10 de maio de 1988, através do Decreto Lei nº 4069 (de 06-05-88), desmembrando-se de Conceição do Castelo, possui uma área de 188,9 km2, compreendendo, além da sede, os distritos de São João de Viçosa e Alto Caxixe além de outras 12 comunidades. Situa-se na região serrana do Espírito Santo, às margens da rodovia BR 262, com uma altitude variando de 630 a 1550 metros.

                          O município baseia-se economicamente na agricultura, principalmente do café que compreende 90% das propriedades, além da produção de hortifrutigranjeiros e uma pecuária ascendente. Venda Nova é referência em todo o país como o berço do Agroturismo, modalidade de turismo rural que associa a vivência do cotidiano agrícola ao lazer, à visitação e à valorização do meio ambiente. Reconhecido como Capital Nacional do setor pela Abratur em 1993, o Agroturismo no município hoje envolve 70 propriedades, com 300 famílias e 1.500 pessoas diretamente atuantes, com destaque para a confecção artesanal e caseira de produtos típicos, principalmente na culinária (embutidos como o socol, doces, geléias, licores, biscoitos, etc).

                          Venda Nova começou a ser colonizada por volta de 1892, basicamente por imigrantes italianos, cuja cultura permanece viva em seus descendentes e na vida da comunidade vendanovense. No entanto bem antes a região era habitada por índios, provavelmente Puris, dos quais foram encontrados muitos objetos pela primeira leva de imigrantes que aqui chegaram.

                          Antes da colonização italiana, grandes fazendas de café de propriedade dos portugueses floresceram no altiplano serrano, onde mais tarde nasceria Venda Nova. Entre as fazendas destacam-se: Providência, Lavrinhas, Tapera, Bananeiras, Bicuíba e Viçosinha. Junto com os portugueses vieram os negros escravos, que lidavam na lavoura. Contudo, com a abolição da escravatura, essas fazendas caíram no abandono até que surgissem os colonos, imigrantes italianos, originários da Região do Vêneto (Itália), atraídos pela procura de terras nas localidades de São Pedro do Araguaia, Matilde, São Martinho e Carolina, sendo inicialmente cerca de 18 a 20 famílias, entre elas: Perim, Caliman, Zandonadi, Altoé, Bragato, Venturim, Falcheto, Brioschi, Sossai, Carnielli, Cola, Minetti, Lorenzoni, Delpupo, Tonolli, Ambrozim, Scabello, Mazzoco, Fioreze e Mascarello.

                          A comunidade que surgiu com a chegada dos primeiros imigrantes em 1892, conserva traços fortes da cultura dos mesmos, principalmente o espírito comunitário e progressista, manifestados em 1922 com a construção da primeira escola, a instalação da linha telefônica em 1925, a criação da Cooperativa Agrária de Lavrinhas (1927) ou mesmo a construção dos primeiros 20 km de estrada em regime de mutirão. Venda Nova se expandiu mantendo sua identidade sem maiores afluências de estranhos, até que se viu "rasgada" pela BR 262 (Rodovia Presidente Costa e Silva), nos idos de 1957, experimentando um crescimento extraordinário, graças ao impulso dado com a ligação com grandes centros, como Vitória e Belo Horizonte." - Fonte: site da Prefeitura Municipal de Venda Nova do Imigrante.

                          Nas fotos a seguir podemos ver uma cidade bem cuidada, sempre com muitas flores, jardins bonitos e a arquitetura típica européia se mostrando em inúmeros imóveis, até porque o clima favorece por ser de temperaturas mais baixas devido à altitude.

                          No ginásio chamado "Polentão" onde ocorre a Festa da Polenta (estava acontecendo exatamente no dia que cliquei as fotos), é virada a "maior polenta do mundo" segundo os organizadores (a foto da virada da polenta eu captei na internet).

                          Como eu estava em viagem, apenas parei em frente para fazer os registros, outra feita irei para curtir as guloseimas da festança, pois além da polenta também tem o queijo gigante que todo ano é atração no evento.

                          Fiquei pensando na Cuca Luccas com uma "colherzinha" nesse tachinho...
                          Click image for larger version

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                          Última edição por Gilmar Dessaune; 23-10-14, 20:34.

                          Comentário

                          • Gilmar Dessaune
                            Fazedor de Chuva

                            • Oct 2012
                            • 6891

                            #478
                            Boa noite amigos FC´s,

                            Enquanto espero pela voz das urnas, vou postar mais um município do ES.

                            51/78 - Marechal Floriano

                            "História do Município
                            A saída dos colonos alemães e italianos de sua terra natal teve como razão a crise pelo qual passava toda a Europa e também o Brasil. Na Europa, pelas conseqüências das Guerras Napoleônicas: miséria, fome e desemprego. No Brasil, a fase difícil com a mudança da mão de obra escrava pela mão de obra assalariada e livre. Originários da Prússia Renana chegaram 39 famílias a Vitória em 21/12/1846 e seguiram em 27/01/1847, para a Colônia de Santa Isabel, primeiro núcleo de colonização em Terra Capixaba, fundada por Luiz Pereira do Couto Ferraz, presidente da Província do Espírito Santo.

                            Em 1858 o Ministro e Secretário de Negócios do Império, Sérgio Teixeira de Macedo mandou contratar 130 famílias na Alemanha, para as Colônias de Santa Isabel e Santa Leopoldina. A maioria das famílias que vieram para a Colônia de Santa Isabel foi para a região do Braço do Sul.

                            O Governo Imperial nomeou um novo engenheiro para a Colônia de Santa Isabel, o Sr. Adalberto Jahn, que contratou o agrimensor Hermann Steinkopf para fazer levantamento de terras ao longo das margens do Rio Braço do Sul.

                            Em 1860, o Ministro da Agricultura Manoel Felizardo de Souza e Mello, em seu relatório, menciona a contratação do engenheiro Pedro Cláudio Soído para demarcação de 100 novos prazos na região do Braço do Sul, onde se projeta um ponto sobre o rio.

                            Em 1861 começou a ser construída a ponte sobre o Rio Braço do Sul. O local desta ponte hoje é a que está situada no segundo trevo, saindo para Belo Horizonte. O custo da ponte foi de 1.754,260. (Hum mil contos, setecentos e cinqüenta e quatro reais).

                            Conforme relatório da Assembléia Geral legislativa, datado de 22 de outubro de 1862, feito pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Coronel e Engenheiro Pedro de Alcântara Bellegarde, consta a inauguração da Vila do Braço do Sul.

                            Em 13 de maio de 1900 recebeu o nome de Marechal Floriano, uma homenagem do ex-governador José de Melo Carvalho Moniz Freire ao 1º Vice-presidente da República, Marechal Floriano Peixoto.

                            Marechal Floriano foi emancipado de Domingos Martins em 31 de outubro de 1991. Conhecido como “Cidade das Orquídeas”, pela grande quantidade de espécies existentes nas matas do município, a cidade era chamada de Braço Sul, devido ao Braço Sul do Rio Jucu que corta o município.

                            O imigrante trouxe consigo, além das tradições, uma esperança muito grande de uma nova vida. Graças ao otimismo e a força daqueles que aqui chegaram, povoando vilas, multiplicando sua cultura e tradições, que até hoje são mantidas." Fonte: Prefeitura Municipal de Marechal Floriano, acesso em 26/10/14

                            Situado praticamente dentro da BR-262 no trecho que liga Vitória a Belo Horizonte, é uma cidade muito charmosa, aconchegante.

                            Como está dito acima, a influência européia se manifesta nas construções e arrumação geral.

                            Nas fotos de Marechal incluí algumas feitas na "Bica", uma pequena cachoeira que fica bem à margem da BR, praticamente no acostamento. Deu uma vontade imensa de entrar com roupa e tudo rssssss Qualquer dia faço isso e posto aqui pra vocês.

                            Já era de tardinha e gostei muito dos tons das fotos, da cor da vegetação e do firmamento.
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                            Última edição por Gilmar Dessaune; 26-10-14, 21:36.

                            Comentário

                            • Gilmar Dessaune
                              Fazedor de Chuva

                              • Oct 2012
                              • 6891

                              #479
                              Boa noite amigos FC´s,

                              A resposta das urnas não foi o que eu esperava, então vamos marcar em cima daqui pra frente.

                              52/78 - Domingos Martins

                              Uma delicinha de cidade: aconchegante, clima ameno/frio, perto de Vila Velha, cultura européia (germânica/italiana), tradições, gastronomia fantástica e diversificada (como não lembrar da Sra. Cuca e do Sassa, os Reis da Gastronomia entre os FC´s??

                              Do site da prefeitura, vem o texto a seguir:

                              "Era o ano de 1846. Chegava na Alemanha, na Região do Hunsrück, um funcionário do Governo Imperial do Brasil com a finalidade de recrutar colonos para as terras brasileiras.

                              Logo a notícia se espalhou por todas as partes. Os alemães que lá viviam, em péssimas condições de vida, animaram-se, e a primeira providência foi vender todos os seus pertences para, então, seguirem viagem para a América do Sul, onde se prometia uma vida mais digna. Embarcaram em Dunquerque, na França, e após 70 dias de viagem chegaram ao Rio de Janeiro.



                              Depois de passarem por várias decepções no Rio de Janeiro, conseguiram audiência com o Imperador D. Pedro II que providenciou três vapores para o transporte até Vitória, muito embora o destino fosse o Sul do Brasil. A 1ª leva chegou à capital do Espírito Santo no dia 21 de dezembro de 1846. Permaneceram alguns dias em Vitória e, então, seguiram para a Colônia de Santa Isabel, a 1ª fundada em solo capixaba pelo Dr. Luiz Pedreira do Couto Ferraz que era o Presidente da Província do Espírito Santo.



                              Os colonos foram subindo as margens do Rio Jucu Braço Norte e se instalaram, em 27 de janeiro de 1847, na Serra da Boa Vista. Eram 39 famílias sendo 16 Evangélico-Luteranas e 23 Católicas.



                              A Colônia foi progredindo gradativamente e logo emancipou-se de Viana. Foi elevada à condição de Freguesia em 1869 e Distrito Policial em 1878.
                              No dia 20 de outubro de 1893,O município de Santa Isabel desmembrou-se de Viana através do Decreto Estadual nº 29.



                              Sua instalação deu-se no local denominado Campinho em 19 de dezembro do mesmo ano. Em 26 de junho de 1896, por causa da malária, a sede do município foi transferida para Santa Isabel pelo Decreto Municipal nº 19, retornando para Campinho em 1917.



                              Em 20 de dezembro de 1921 o nome do Município foi mudado para Domingos Martins em homenagem ao herói Capixaba Domingos José Martins, que nasceu em 9 de maio de 1781 no Município de Itapemirim e participou como líder da Revolução Pernambucana, tendo sido fuzilado em 12 de junho de 1817 na Bahia. Suas últimas palavras foram: "Morro pela liberdade".



                              A primeira Câmara Municipal era composta por cinco Vereadores: Felipe Endlich - Presidente, Christiano Bruske, José Pereira da Cruz, Mathias Stein e Johann Nikolaus Velten. O primeiro Prefeito foi o Sr. Felipe Endlich que governou de 1893 a 1895. Naquela época o Presidente da Câmara era também o Prefeito. É Sede de Comarca desde 27 de dezembro de 1918. Hoje, o Muncípio é composto de sete Distritos: Sede, Aracê, Santa Isabel, Paraju, Melgaço, Biriricas e Ponto Alto, e sua área geográfica abrange 1.225 Km² (IBGE 2007)." Acesso em 30-10-14.

                              Impressionante que até na religião as tradições europeias se faz presente: inúmeras igrejas Luteranas em toda a região de montanhas no entorno de Vitória. em Domingos Martins a igreja é imensa e fica na praça principal da cidade.

                              Restaurantes com culinária alemã e italiana disputam os turistas que frequentam o município o ano todo.
                              Portal da cidade, "bem-vindo" em alemão. Show.
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ID:	197790Nessa foto houve uma curiosidade: ao chegar pra clicar a prefeitura, um casal que estava um pouco à frente se voltou para mim e veio pra perto. Atraídos pelo som da moto, o cara se ofereceu para fazer minha foto, por esse motivo essa é a única não "Self" entre todas as fotos clicadas. Na verdade o que o atraiu foi a música Seek and destroy, do Metallica que tava rolando. Feito o clique, lá foram eles sacudindo ao som do metal pesado e eu feliz da vida com o fato. Coisas não pagáveis como essas nos fazem viajar em duas rodas e curtir um bom e velho rock and roll.Click image for larger version

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                              Última edição por Gilmar Dessaune; 31-10-14, 19:33.

                              Comentário

                              • Sassa e Cuca
                                Fazedor de Chuva

                                • Sep 2012
                                • 1056

                                #480
                                NFC Gilmar, coloque mais essa, em nossa lista p/ o ES

                                E nos lembre da gastronomia, ok?

                                abçs Sassa e Cuca

                                Comentário

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