PANAMÁ - 16-07-07 - Segunda de chuva
Ficamos o dia todo no hotel trabalhando no site, meu amor ainda indisposto... e aguardando notícias do nosso Thor. Neste mesmo dia, recebemos e-mail da despachante dizendo que estava aguardando o documento da transportadora... logo em seguida, enviou outro e-mail dizendo que o carro já estava liberado e tínhamos 3 dias de prazo para retirá-lo, pois passado estes dias, paga-se armazenagem. Combinamos que, no dia seguinte pela manhã, entraríamos em contato para buscar o nosso saudoso Thor...
PANAMÁ - 17-07-07 - Terça de chuva
Recebemos, às 8h, a ligação da Mariela nos informando que podíamos pegar o documento em sua empresa e seguirmos para o Porto (cidade de Colón). Saímos às 9h de táxi até a sua agência, pegamos o documento (conhecimento de embarque) e, com a despachante Linda, fomos a Aduana para preparar o documento de importação temporária. Antes de seguirmos para a Aduana, nos informamos como deveríamos fazer para irmos ao Porto, a Mariela, muito prestativa, ligou para algumas empresas de táxis sondando os preços, por volta de 60 dólares teríamos que pagar, o taxista que nos levou até ali, faria por 40 dólares, mas, como a despachante Linda teria que ir ao Porto, nos ofereceu uma carona, paga, é claro. Fomos em seu carro, um bonito Mitsubishi que no Brasil custa 100.000 reais, aqui 20.000 reais, que diferença! Na Aduana, a mulher preparou o documento em 20 minutos, a Linda lhe deu 10 dólares por isso, o que não achamos correto...
Retornamos à agência e, em seguida, partimos para Colón, um amigo de Linda, Mohamed, foi dirigindo o carro. Ela nos contou que era o seu aniversário, agitadíssima, não parava um segundo... a princípio muito querida, ficou toda boba quando dissemos que éramos do Brasil, e foi logo dizendo, "Alexandre Pires, jo amo Alexandre Pires", parecia uma adolescente falando do cantor e dos jogadores de futebol. No carro, fomos nós duas atrás e o Cláudio na frente com Mohamed, ela me perguntava tudo sobre o Brasil, pessoas famosas e etc...
Dali até o porto de Colón a estrada estava bem ruim, pois havia obras. Linda nos cobrou 25 dólares de gasolina pela ida ao Porto, mas, primeiramente foi resolver problemas de outros clientes, depois iria nos ajudar... porém não foi o que aconteceu. Ela se estressou totalmente com os seus problemas e, muito depois, nos despachou com Mohamed para o Terminal Colón Container. O Mohamed, bombeiro na cidade do Panamá, foi um amor, nos ajudou em tudo, inclusive na parte mais pesada.
Primeiro, fomos na Aduana mostrar os documentos, nos mandou pagar as taxas portuárias (transporte do container e fumigação externa (é um produto para desinfecção do carro) e, com a posse do recibo voltamos à Aduana e, em menos de um minuto, o container chegou. Ficamos aguardando para a abertura do mesmo. Estava chuviscando, percebemos que o responsável da Aduana viu o container chegar, mas fingiu que não viu, aguardamos um pouco... sentei e o próprio veio me perguntar se eu era do Brasil e começou a falar da Copa América, pois eu estava com a camiseta do nosso país... rapidamente, aproveitei para questioná-lo se não iria liberar o nosso carro, ele, com uma cara de bobo, perguntou se o container já estava ali...rsrsrs. Fomos liberá-lo!

Fonte: Terrasemfronteiras.com
A despachante Linda Mariela achavam que iríamos perder os alimentos que estavam no carro... O senhor da Aduana nos deu uma ferramenta para romper o lacre do container e, então, vimos o nosso Thor, que alegria! Mohamed foi extremamente importante e prestativo, ele rompeu o lacre, ajudou ao Cláudio a soltar as amarras de aço, a colocar a barraca de volta ao teto do carro, a caixa de alumínio, que por sinal, caiu da mão do Cláudio batendo no pára-brisa e que, por sorte, não quebrou, sem contar a ajuda com os trâmites e não nos cobrou absolutamente nada. O Cláudio foi tirar o carro do container, ligou a chave e nada de sinal, sorte que possuímos uma bateria extra e ao reconectá-la, o Thor pegou de primeira e estava pronto para a estrada.
PANAMÁ - 18-07-07 - Quarta de Sol
Para deixar o Panamá, é necessária uma autorização de saída do país, que se obtém na PTJ (Polícia Técnica Judiciária), para isso, o carro precisava estar limpo. Paramos num posto de gasolina e perguntamos se havia lavação, resposta positiva, não acreditamos no que vimos... veio um cara com um baldinho de água e um pano encardido para lavar o nosso Thor, sujava mais do que limpava... rsrsrsrsrs. Aguardando a esforçada lavação, um rapaz nos abordou, para variar, engrandecendo o Thor e falando que teria sido o único carro que conseguiu atravessar o Darien, (não até a Colômbia, pois não há estrada até lá), além disso, nos deu o cartão de sua esposa, jornalista, para fazermos uma matéria nossa no Panamá, mas infelizmente não tivemos este tempo, quem sabe na volta. Logo após a lavação, fomos à PTJ, inclusive os panamenhos também precisam desta autorização de saída do país. Perdemos toda manhã!

Fonte: Terrasemfronteiras.com
Ao sair dali, buscamos um lugar para almoçar, paramos num restaurante da rede de fast food "Tamburelli". Ficamos mais de uma hora para recebermos o nosso pedido, havia reclamação de toda parte, não recomendamos... o atendimento é péssimo e, ainda, as funcionárias eram debochadas!
Seguimos para as Eclusas de Miraflores, Canal do Panamá, ao estacionarmos, logo fomos abordados por dois colombianos viajantes, comentamos o que todos nos dizem quando se trata da Colômbia, "muito cuidado, é perigoso, etc." Eles nos disseram que geralmente quem fala isto é quem não conhece... pois há violência em todo o mundo...
No canal, foi assombroso o que vimos... principalmente para mim, é um canal estreitíssimo, por onde passam embarcações de todo o mundo, de um oceano a outro. Na parte da manhã, as embarcações seguem no sentido Atlântico-Pacífico e, após o meio dia, o fluxo se inverte, se formam filas de espera, no caso das grandes embarcações, só passam uma por vez, o nosso Thor também passou por ali, cruzando todo o canal, já que o Porto de Colón fica no Oceano Atlântico. Uma curiosidade, todas as embarcações do mundo são projetadas de acordo com a largura do canal. Ficamos algumas horas observando todo o processo, que é bastante lento e minucioso, no momento, estava passando um grande navio de carga, as pessoas que estavam nele, ficavam acenando para todos nós, parecia cena de filme.
Saindo dali, fomos conhecer o Panamá Viejo, ruínas do que foi a antiga cidade do Panamá. Depois fomos ao Shopping comer e, logo em seguida, descansar no hotel.
Ficamos o dia todo no hotel trabalhando no site, meu amor ainda indisposto... e aguardando notícias do nosso Thor. Neste mesmo dia, recebemos e-mail da despachante dizendo que estava aguardando o documento da transportadora... logo em seguida, enviou outro e-mail dizendo que o carro já estava liberado e tínhamos 3 dias de prazo para retirá-lo, pois passado estes dias, paga-se armazenagem. Combinamos que, no dia seguinte pela manhã, entraríamos em contato para buscar o nosso saudoso Thor...
PANAMÁ - 17-07-07 - Terça de chuva
Recebemos, às 8h, a ligação da Mariela nos informando que podíamos pegar o documento em sua empresa e seguirmos para o Porto (cidade de Colón). Saímos às 9h de táxi até a sua agência, pegamos o documento (conhecimento de embarque) e, com a despachante Linda, fomos a Aduana para preparar o documento de importação temporária. Antes de seguirmos para a Aduana, nos informamos como deveríamos fazer para irmos ao Porto, a Mariela, muito prestativa, ligou para algumas empresas de táxis sondando os preços, por volta de 60 dólares teríamos que pagar, o taxista que nos levou até ali, faria por 40 dólares, mas, como a despachante Linda teria que ir ao Porto, nos ofereceu uma carona, paga, é claro. Fomos em seu carro, um bonito Mitsubishi que no Brasil custa 100.000 reais, aqui 20.000 reais, que diferença! Na Aduana, a mulher preparou o documento em 20 minutos, a Linda lhe deu 10 dólares por isso, o que não achamos correto...
Retornamos à agência e, em seguida, partimos para Colón, um amigo de Linda, Mohamed, foi dirigindo o carro. Ela nos contou que era o seu aniversário, agitadíssima, não parava um segundo... a princípio muito querida, ficou toda boba quando dissemos que éramos do Brasil, e foi logo dizendo, "Alexandre Pires, jo amo Alexandre Pires", parecia uma adolescente falando do cantor e dos jogadores de futebol. No carro, fomos nós duas atrás e o Cláudio na frente com Mohamed, ela me perguntava tudo sobre o Brasil, pessoas famosas e etc...
Dali até o porto de Colón a estrada estava bem ruim, pois havia obras. Linda nos cobrou 25 dólares de gasolina pela ida ao Porto, mas, primeiramente foi resolver problemas de outros clientes, depois iria nos ajudar... porém não foi o que aconteceu. Ela se estressou totalmente com os seus problemas e, muito depois, nos despachou com Mohamed para o Terminal Colón Container. O Mohamed, bombeiro na cidade do Panamá, foi um amor, nos ajudou em tudo, inclusive na parte mais pesada.
Primeiro, fomos na Aduana mostrar os documentos, nos mandou pagar as taxas portuárias (transporte do container e fumigação externa (é um produto para desinfecção do carro) e, com a posse do recibo voltamos à Aduana e, em menos de um minuto, o container chegou. Ficamos aguardando para a abertura do mesmo. Estava chuviscando, percebemos que o responsável da Aduana viu o container chegar, mas fingiu que não viu, aguardamos um pouco... sentei e o próprio veio me perguntar se eu era do Brasil e começou a falar da Copa América, pois eu estava com a camiseta do nosso país... rapidamente, aproveitei para questioná-lo se não iria liberar o nosso carro, ele, com uma cara de bobo, perguntou se o container já estava ali...rsrsrs. Fomos liberá-lo!
Fonte: Terrasemfronteiras.com
A despachante Linda Mariela achavam que iríamos perder os alimentos que estavam no carro... O senhor da Aduana nos deu uma ferramenta para romper o lacre do container e, então, vimos o nosso Thor, que alegria! Mohamed foi extremamente importante e prestativo, ele rompeu o lacre, ajudou ao Cláudio a soltar as amarras de aço, a colocar a barraca de volta ao teto do carro, a caixa de alumínio, que por sinal, caiu da mão do Cláudio batendo no pára-brisa e que, por sorte, não quebrou, sem contar a ajuda com os trâmites e não nos cobrou absolutamente nada. O Cláudio foi tirar o carro do container, ligou a chave e nada de sinal, sorte que possuímos uma bateria extra e ao reconectá-la, o Thor pegou de primeira e estava pronto para a estrada.
PANAMÁ - 18-07-07 - Quarta de Sol
Para deixar o Panamá, é necessária uma autorização de saída do país, que se obtém na PTJ (Polícia Técnica Judiciária), para isso, o carro precisava estar limpo. Paramos num posto de gasolina e perguntamos se havia lavação, resposta positiva, não acreditamos no que vimos... veio um cara com um baldinho de água e um pano encardido para lavar o nosso Thor, sujava mais do que limpava... rsrsrsrsrs. Aguardando a esforçada lavação, um rapaz nos abordou, para variar, engrandecendo o Thor e falando que teria sido o único carro que conseguiu atravessar o Darien, (não até a Colômbia, pois não há estrada até lá), além disso, nos deu o cartão de sua esposa, jornalista, para fazermos uma matéria nossa no Panamá, mas infelizmente não tivemos este tempo, quem sabe na volta. Logo após a lavação, fomos à PTJ, inclusive os panamenhos também precisam desta autorização de saída do país. Perdemos toda manhã!
Fonte: Terrasemfronteiras.com
Ao sair dali, buscamos um lugar para almoçar, paramos num restaurante da rede de fast food "Tamburelli". Ficamos mais de uma hora para recebermos o nosso pedido, havia reclamação de toda parte, não recomendamos... o atendimento é péssimo e, ainda, as funcionárias eram debochadas!
Seguimos para as Eclusas de Miraflores, Canal do Panamá, ao estacionarmos, logo fomos abordados por dois colombianos viajantes, comentamos o que todos nos dizem quando se trata da Colômbia, "muito cuidado, é perigoso, etc." Eles nos disseram que geralmente quem fala isto é quem não conhece... pois há violência em todo o mundo...
No canal, foi assombroso o que vimos... principalmente para mim, é um canal estreitíssimo, por onde passam embarcações de todo o mundo, de um oceano a outro. Na parte da manhã, as embarcações seguem no sentido Atlântico-Pacífico e, após o meio dia, o fluxo se inverte, se formam filas de espera, no caso das grandes embarcações, só passam uma por vez, o nosso Thor também passou por ali, cruzando todo o canal, já que o Porto de Colón fica no Oceano Atlântico. Uma curiosidade, todas as embarcações do mundo são projetadas de acordo com a largura do canal. Ficamos algumas horas observando todo o processo, que é bastante lento e minucioso, no momento, estava passando um grande navio de carga, as pessoas que estavam nele, ficavam acenando para todos nós, parecia cena de filme.
Saindo dali, fomos conhecer o Panamá Viejo, ruínas do que foi a antiga cidade do Panamá. Depois fomos ao Shopping comer e, logo em seguida, descansar no hotel.
Comentário