Terra sem Fronteiras

Collapse
X
 
  • Hora
  • Mostrar
Clear All
new posts
  • karine
    Fazedor de Chuva
    • Jul 2012
    • 1595

    #1

    Terra sem Fronteiras

    Você, Fazedor de Chuva, acredita em uma terra sem fronteiras? Em um mundo no qual países não tenham fronteiras, que as pessoas estejam de braços e mentes abertas e que todos tenham acesso à educação e cultura de povos distantes?

    O casal Cláudio e Joyce acredita tanto nisso que resolveu levar ao pé da letra e colocar o pé na estrada. Todo o projeto começou em 2007, quando eles foram para o Alasca, e resolveram que não iam apenas viajar para agregar conhecimento a eles, mas a todos.

    Confira como tudo começou (texto retirado do site deles):

    Click image for larger version

Name:	fotos_projeto_2.jpg
Views:	1
Size:	37,3 KB
ID:	746144
    Fonte: Terrasemfronteiras.com

    "Em 1º de junho de 2007, partimos de Santa Catarina para uma expedição de oito meses rumo ao Alaska (70 mil km ida e volta). Iremos pela costa do Pacífico e voltaremos pelo Atlântico.

    Visitaremos 21 países e, dentro deles, diversos Parques Nacionais e Estaduais, cidades históricas, ruínas arqueológicas, museus, comunidades, entre outros atrativos; cruzaremos desertos, altas montanhas, chegaremos ao mar Ártico, veremos animais selvagens que não fazem parte do nosso habitat natural, enfrentaremos mudanças climáticas, temperaturas extremas e, com certeza, teremos muitas surpresas.

    O projeto, não só será a transformação de um sonho em realidade, mas também, exercerá uma responsabilidade social que terá como prioridade a educação, cultura e aspectos ambientais de cada lugar. Aprender na fonte, na origem, sem a interferência de interpretações alheias, será algo fascinante e, melhor ainda, será compartilhar todas essas experiências com vocês e despertar a vontade de fazer o mesmo, do jeito de vocês".

    Click image for larger version

Name:	fundo_projeto.jpg
Views:	1
Size:	100,0 KB
ID:	746145
    Fonte: Terrasemfronteiras.com
  • Sassa e Cuca
    Fazedor de Chuva

    • Sep 2012
    • 1056

    #2
    LINDO!!!!

    “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”Amyr Klink

    Comentário

    • karine
      Fazedor de Chuva
      • Jul 2012
      • 1595

      #3
      Além de uma Terra sem Fronteiras, o casal queria com a viagem ao Alasca, proporcionar uma Educação sem Fronteiras. Veja os objetivos do casal, copiados do site deles:

      Educação sem fronteiras

      Todo homem que trata de comunicar aos demais o que ele sabe, é um homem egoísta. O verdadeiro altruísta é aquele que desperta nos demais o que neles está dormindo. E isto não se consegue obrigando-os a pensar e agir como ele próprio pensa e age, porque cada ser humano representa um degrau na escala que conduz a Deus e cada degrau tem sua função."
      (Aristóteles)

      A busca pela realização de um sonho vai além da viagem em si, o que mais importa para nós é compartilhar e despertar no ser humano a busca pelo conhecimento. Por isso, a nossa viagem, de forma geral, consistirá em:

      Estudar aspectos naturais, sociais, históricos e econômicos de toda América;Interagir com escolas, professores e alunos, via internet, respondendo a curiosidades e questionamentos dos aspectos citados acima, ajudando a desenvolver um espírito explorador e disseminando uma EDUCAÇÃO AMBIENTAL;

      Criar e disponibilizar um banco de imagens (fotos de temas de interesse históricos, geográficos, naturais e culturas em geral), a fim de utilizá-los no processo pedagógico com alunos e professores;

      Publicar um livro de fotografias e informações sobre as viagens;

      Mostrar o quanto é maravilhoso viajar e tudo o que se pode aprender com as pessoas e culturas, e que é possível realizar tudo aquilo que nos propusermos, basta vontade, determinação, empenho e dedicação.

      Click image for larger version

Name:	carro-joyce.jpg
Views:	1
Size:	80,1 KB
ID:	163970
      Fonte: Terrasemfronteiras.com

      O processo no qual se aplicará o aprendizado vai do professor em si, os assuntos serão diversos, e na prática vamos estudá-los ao mesmo tempo, matemática, biologia, geografia, história, etc... Será um tema comum que abrangerá várias disciplinas; isto consiste na relação de integração dos conhecimentos, a nossa relação com o conhecimento, a interdisciplinaridade e multidisciplinaridade; onde os professores também poderão trabalhar em conjunto os temas que serão abordados por nós.

      A interdisciplinaridade, para ser exercida coletivamente, requer o diálogo aberto através do qual cada um reconhece o que lhe falta e o que deve receber dos demais (Japiassu, 1976, p.89).

      Pode-se desenvolver temas transversais às disciplinas, onde os professores e alunos constroem juntos o conhecimento.

      Nossa proposta é socializar conhecimentos disseminando culturas, fazendo com que as pessoas/alunos não só construam, mas reconstruam seus conhecimentos, assim como nós mesmos, onde estaremos reconstruindo e não só transmitindo.

      Dentre as surpresas que encontraremos no decorrer de nossa viagem, de antemão, poderemos antecipar alguns dos assuntos que abordaremos:

      As antigas civilizações, formação dos países, arquitetura, músicas eruditas e típicas de cada país, tema da viagem, falha de "San Andress", furacões, tornados, efeito estufa (as mudanças climáticas comparativamente), orientação/coordenadas geográficas (cartografia, bússola, GPS, pólo norte magnético x geográfico), unidades de medida (EUA), média de velocidade/consumo, gastos/números da viagem, pressão atmosférica(volume), mal de altitude, planta coca, umidade do ar, fauna, flora, educação ambiental, todos os idiomas da América fazendo comparação entre os "espanhóis", corrupção, cultura, fotografia, arte, religião, etc...

      Click image for larger version

Name:	carro-joyce1.jpg
Views:	1
Size:	55,1 KB
ID:	163971
      Fonte: Terrasemfronteiras.com

      Comentário

      • karine
        Fazedor de Chuva
        • Jul 2012
        • 1595

        #4
        Agora vamos começar a acompanhar o relato do casal "sem fronteiras" e sua viagem ao Alasca em 2007.

        PREPARATIVOS 1

        24 a 27/02/07 - Primeira ida a São Paulo - VISTO EUA

        Click image for larger version

Name:	sp.jpg
Views:	1
Size:	56,2 KB
ID:	164265
        Fonte: Terrasemfronteiras.com

        Fomos a SP para fazer alguns contatos em relação aos preparativos da nossa viagem, tirar o visto para os EUA e aproveitamos para conhecer melhor a cidade.

        Fizemos contato com a "Rallye Design", "The Specialist", e "Camping's World", onde ficamos hospedados. Em todos os lugares fomos muito bem recebidos.

        Finalmente, fomos conhecer o centro de São Paulo, de início, não foi muito agradável, já de cara vi um indivíduo tentando levar a bolsa de uma mulher, coisas de cidade grande. Estacionamos e fomos ao Mercado Municipal, adoramos, comemos bolinhos de bacalhau divinos, enfim, havia frutas, queijos e muita, mais muita gente, vindas de toda parte. Depois, fomos nos aventurar na rua 25 de março, realmente aquilo não é para nós, para quem tem paciência, vá lá, mas para nós que não gostamos de “muvuca”, foi suficiente para passarmos rápido.

        Seguimos para o Museu da Língua Portuguesa, fantástico, show de cultura. Depois, fomos à Pinacoteca, com várias exposições fotográficas. Por fim, fomos conhecer o shopping Iguatemi, famoso por ser local de gente "chick", decididamente não é o nosso caso.

        Click image for larger version

Name:	museu-port.jpg
Views:	1
Size:	47,1 KB
ID:	164266
        Fonte: Terrasemfronteiras.com

        Visitamos o MASP, tomamos mais um banho de cultura, obras maravilhosas de pessoas maravilhosas. Amamos! Na própria Avenida Paulista, fomos tomar um belo café na padaria “Bella Paulista”, chegamos a ficar tontos de tanta oferta. Como é "bella"!

        Conhecemos o fotógrafo Juarez Silva na "Camping's World", ele nos mostrou um pouco do seu trabalho, muito querido e excelente fotógrafo, gostamos muito! Ele e o Cláudio trocaram muitas informações, haja assunto, foto, foto, foto, fotografia... Foi bastante proveitoso!

        O grande dia. Acordamos cedo e ansiosos seguimos para o consulado dos EUA para enfrentarmos a nossa primeira fronteira, o visto. Deixamos o carro na “The Specialist” e seguimos a pé. Que fila! Parecia mais uma fila do INSS, com a diferença que ela andava e era organizada. Enquanto esperávamos, um cidadão veio nos perguntar se queríamos ir para frente da fila, ele daria um jeitinho, que país o nosso, alguém sempre tenta dar um jeitinho... É claro que não aceitamos. Antes da entrevista, quantas funções, passamos primeiro para verificação dos formulários, depois para uma pré-entrevista, depois para verificação das digitais, e aí sim, para a entrevista de fato. Ainda bem que a representante consular que nos atendeu foi muito simpática e gostou do nosso projeto, inclusive, passamos o endereço do nosso site. Finalmente nos desejou boa viagem. Ufa! Conseguimos o visto. Fiquei assustada com tanta gente querendo ir para a terra do "Tio Sam"; eles atendem mais de mil pessoas por dia.

        Saímos de lá 12h em ponto. Felizes da vida, fomos almoçar com os nossos amigos Grace e Robert (deram a volta ao mundo de carro em 3 anos). Trocamos muitas idéias, foi bastante proveitoso, eles são muito queridos. E pelas 16h seguimos viagem rumo à nossa casa. Chegamos 24h.

        Click image for larger version

Name:	sp1.jpg
Views:	1
Size:	86,4 KB
ID:	164267
        Fonte: Terrasemfronteiras.com

        Agora é mão na massa e agir todo o restante, ainda faltam muitos detalhes. Vamos lá!

        PREPARATIVOS 2

        17/03 a 21/03/07 - Segunda Ida a São Paulo - VISTO CANADÁ

        "O tempo nos leva de um lugar a outro e nos muda de estado a cada momento." (João Bakal)
        Cada pessoa é uma pessoa, que bom que somos diferentes!

        Fomos a SP novamente, agora para tirar o visto do Canadá. Reunimos toda papelada e entregamos no Consulado que fica no Centro Empresarial das Nações Unidas. O horário para entrega da documentação é de 9:30h às 11:30h, comparado aos EUA, havia pouquíssima gente. Assim que deixamos a documentação, achávamos que estava tudo resolvido, visto concedido...

        Aproveitamos nossa ida para resolvermos outras coisas também, principalmente com relação ao carro. Novamente ficamos hospedados nos nossos amigos, Ilka e Douglas, "Camping´s World". Fomos a "Rallye Design" trocar os nossos bancos, resolvemos fazê-lo devido ao grande tempo em que ficaremos viajando, pois há necessidade de bancos confortáveis e com uma boa ergonomia; os bancos "Rallye" são maravilhosos, possui uma ergonomia perfeita, além de serem bonitos e bem acabados.

        Resolvemos nos aventurar em SP. Acreditem, mas o Cláudio não andava de metrô há mais de 12 anos, que loucura, hein? Eu nem me lembro quando foi a minha última vez...

        Pegamos o metrô e fomos para o centro da cidade, andar, andar e andar, procurando por materiais fotográficos, peças e acessórios para o carro, enfim algumas coisas achamos, outras não. Foi bom viver um pouco como aquela gente vive e sentir o que é voltar a andar numa cidade grande. Foi uma ótima experiência! Reflexões....

        Um outro motivo da ida foi o curso de familiarização que o Luiz da "The Specialist" nos ofertou. Foi maravilhoso, a recepção, como sempre, nota dez, o curso nos tirou muitas dúvidas e nos alertou quanto a muitos problemas que podem ocorrer com o carro durante a viagem, agora sabemos como proceder, apesar de na teoria nos parecer tudo muito fácil, vamos ver na prática..., pelo menos, com toda certeza, saberemos orientar o mecânico. Queira Deus que não aconteça nada, mas é sempre bom estar prevenido.

        Click image for larger version

Name:	sp2.jpg
Views:	1
Size:	27,0 KB
ID:	164268
        Fonte: Terrasemfronteiras.com

        Aproveitamos para fazer nossos passeios culturais, pois ir a SP sem fazer isto, é um crime! Fomos ao Centro Cultural de São Paulo (ver Educação Sem Fronteiras), foi demais, em pleno domingo, a biblioteca estava lotada de pessoas estudando, fiquei surpresa, pois há muito não via isto. Que bom que ainda existam pessoas interessadas em aprender...

        Também aproveitamos para colocar um tanque extra de combustível no carro, agendamos antecipadamente com a Metalúrgica Antoalde, onde fomos muito bem recebidos. Além do tanque, fizemos uma caixa de alumínio de 100 litros para colocar ferramentas e outras coisas mais, e mais alguns acessórios.

        Click image for larger version

Name:	tanque.jpg
Views:	2
Size:	64,2 KB
ID:	164269
        Fonte: Terrasemfronteiras.com

        ...Mais uma fronteira, como é interessante toda essa burocracia para se visitar um país. Por que o ser humano cria tantas barreiras? Bem, vamos deixar de blábláblá. Voltamos ao Consulado do Canadá para pegar nossos passaportes, achávamos que íamos simplesmente pegar (de 15h às 16h)... Quando chegamos havia uma pequena fila, maioria despachantes (o Consulado prefere que todo o processo de retirada do visto seja feito por despachante), esperamos nossa vez e o rapaz que nos atendeu nos mandou aguardar. Assim o fizemos, todas as pessoas foram atendidas e nós ainda esperando... Inclusive algumas das pessoas que foram requerer pessoalmente como nós, tiveram o seu visto negado. Continuávamos aguardando... de repente todos foram embora e o rapaz que nos pediu para esperar, chama o Segurança e pede a ele para nos perguntar o que ainda estávamos fazendo ali, comecei a rir (delicadamente) e respondi que estávamos aguardando como ele havia pedido, repeti meu nome, então ele se lembrou do ocorrido.

        Já era 17:30h quando uma moça nos chamou para uma entrevista. Ansiosos, respondemos às suas perguntas, uma delas foi: "Por que vocês vão de carro e não de avião?" Enfim, depois de algumas perguntas e respostas pedimos que olhassem o nosso site, já que ela não estava convencida da nossa expedição. Voltamos para sala de espera e ficamos mais alguns bons minutos esperando, até que o rapaz nos chamou e disse que eles não estavam conseguindo entrar no site, que coisa hein? Escrevi o nome do site e, agora sim, conseguiram ver. Ufa! Este nos salvou, finalmente conseguimos sair de lá com o passaporte e o visto concedido em mãos. Não sabíamos que seria tão difícil.

        Comentário

        • karine
          Fazedor de Chuva
          • Jul 2012
          • 1595

          #5
          Preparativos finais

          Nossa! A maratona continua, quando a gente acha que já está tudo pronto sempre falta alguma coisa... estamos há dois dias da viagem.

          Click image for larger version

Name:	socorros.jpg
Views:	1
Size:	41,3 KB
ID:	164345
          Fonte: Terrasemfronteiras.com

          Fizemos algumas coisas importantes, como o curso de primeiros socorros nos Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul, o Roberto Gomes nos deu algumas dicas de como proceder em casos de fraturas, queimaduras, picadas de animas peçonhentos, RCP (ressuscitação cardio- pulmonar) e, etc...

          Click image for larger version

Name:	carro.jpg
Views:	1
Size:	53,4 KB
ID:	164344
          Fonte: Terrasemfronteiras.com

          Já estamos saindo na mídia, foram feitas algumas reportagens: no Jornal A Notícia e o Diário Catarinense a nível estadual e também demos uma entrevista para a TV Record (esta deu um friozinho na barriga), foi uma matéria muito bonita, com duração de 4 minutos (parece pouco, mas para tv foi bastante), vamos tentar disponibilizar no "You Tube". Isto tudo é novo para nós! Há muitas pessoas entrando em contato conosco, para nossa felicidade, inclusive há uma professora Tania Efrom de Joinville, Colégio Bom Jesus Ielusc que irá acompanhar toda a nossa viagem com os seus 157 alunos, todos da 5ª série, já estamos trocando informações, está sendo um barato e muito proveitoso, ficamos felizes quando sabemos que há pessoas que buscam aprender de forma inovadora e isto é muito gratificante. Também uma amiga do Espírito Santo, professora Cláudia, estará trabalhando a nossa viagem com seus alunos.

          Terminamos os preparativos do carro, como: a fixação dos gaveteiros e prateleiras, instalação do farol de milha (apoio Bearmach), calço da mola dianteira, quebra vento de acrílico com adesivação, recebimento de peças sobressalentes (apoio Bearmach) e aquisição de outras, inclusive recebemos muitas informações importantes com o Gilberto da oficina mecânica Nicoluzzi, que também nos ofertou algumas peças.

          Click image for larger version

Name:	carro1.jpg
Views:	2
Size:	62,3 KB
ID:	164346
          Fonte: Terrasemfronteiras.com

          Recebemos dos novos amigos, Airton e Neuza, um apoio da empresa Senior Underwear (roupas íntimas). E, também dos amigos Airton e Francione, do Hiper 1,99, recebemos vários produtos de utilidades domésticas. Para aumentar a nossa felicidade, ainda conseguimos um apoio da empresa Sol Paragliders, que nos preparou para enfrentar o frio que irá nos acompanhar desde a Cordilheira dos Andes até o Alaska. Foi uma semana de muito sucesso, porém extremamente agitada...

          Finalmente, batizamos o nosso carro, depois de muito procurar e não encontrarmos nenhum nome que realmente combinasse conosco, encontramos!!!! Foi de repente, estávamos andando de carro em Barra Velha, voltando da casa de uns amigos e me veio o nome na cabeça, comecei a lembrar dos desenhos e estórias em quadrinhos, comentei com o Cláudio, ele também gostou!!! Agora, fomos pesquisar mais sobre ele... estão curiosos para saber? Ele é o Deus do Trovão, filho de Odin (soberano dos Deuses) e Gaia (Deusa da Terra), Mitologia Nórdica (Na Mitologia há um profundo ensinamento e que realmente se investigarmos a fundo tudo isto tem a sua verdade). Ele defendia com sua força e com seu martelo mágico os deuses dos inimigos gigantes, então agora, o nosso THOR vai nos defender da força da natureza, os furacões, tornados ou qualquer outro problema que possamos enfrentar no caminho, quem que com sua força maior poderia nos proteger? Além das nossas forças internas, nosso Pai e Mãe Divinos, o próprio Deus do Trovão que fala a língua da Terra, da Natureza e com certeza do Amor poderá nos proteger... Mas, com toda certeza o que tivermos que passar, passaremos e, estamos preparados psicologicamente para isto, esperamos...

          Comentário

          • karine
            Fazedor de Chuva
            • Jul 2012
            • 1595

            #6
            A Partida
            01-06-2007 - Sexta-feira de chuva - 17ºC

            Não sabíamos o quanto é difícil partir! Ufa, conseguimos sair no dia certo, 01/06, mas a hora, realmente não conseguimos cumprir...

            O dia anterior à partida foi bastante turbulento, tínhamos que terminar tudo, mas não conseguíamos, cada vez havia mais coisas por fazer, sem contar os grandes amigos que a todo instante chegavam para se despedir, nestas horas que vemos o quanto é maravilhoso ter amigos. Resumindo, não conseguimos terminar de arrumar o carro...Chegou a tão esperada data, acordamos bem cedo, após ter ido dormir às 3h da madrugada, para terminar de arrumar o carro, a todo instante víamos que faltava alguma coisa, nos parecia que toda antecedência com que fizemos o planejamento fora insuficiente, detalhes que não supúnhamos existir, só mesmo na hora exata é que vamos nos dando conta do trabalho que é preparar uma viagem de 8 meses.

            Click image for larger version

Name:	mafra.jpg
Views:	1
Size:	46,3 KB
ID:	164488
            Fonte: terrasemfronteiras.com

            Saímos às 16:45h, numa sexta feira, dia chuvoso e frio. Passamos na casa de nossa amiga Karol para mais uma despedida e para pedir a ela que entrasse em contato com seu compadre, o Jorge, para dormimos em sua casa, em Mafra, tudo ok. Saímos de lá, o Cláudio ainda passou no seu trabalho para os finalmente e depois, seguimos para Joinville, casa de câmbio. Finalmente, pegamos a estrada para Mafra, depois de uma serrinha chuvosa chegamos na casa do Jorge e Angelina às 22h, quando saímos do carro, havia uma surpresa, o Cláudio ouviu um barulho estranho, ele e o Jorge foram ver o que era, ainda bem que já estávamos lá, era simplesmente um rombo no pneu, muito estranho pois não batemos em nada, pelo menos, não escutamos... Foram eles dois até um borracheiro, o mesmo, consertou e cobrou uma ninharia pelo conserto. A recepção foi maravilhosa, tomamos uma sopa deliciosa e fomos dormir 1h da madrugada. Neste primeiro dia andamos apenas 214 km.

            De Mafra à fronteira - 02-06-07 - Sábado de Sol - mínima de 11ºC

            Acordamos às 8h depois de uma noite maravilhosa de sono. Tomamos um belo café da manhã, que recepção maravilhosa, obrigado Angelina, Jorge e família. Saímos rumo a fronteira, às 9:25h. Chegamos à fronteira Brasil x Argentina às 16h, o tramite demorou mais ou menos uns 40 minutos. Desta vez a polícia nos pediu todos os documentos, inclusive carteira de vacinação, disse-nos que deveríamos ter nos vacinado este ano, que aquela carteira não valeira, muito estranho, pois a vacina tem validade de 10 anos e a tomamos em 2004, no fim nos liberou, deu tudo certo.

            Click image for larger version

Name:	arg_03.jpg
Views:	2
Size:	55,8 KB
ID:	164489
            Fonte: terrasemfronteiras.com

            Seguimos até Eldorado, mais uns 100km, procuramos um camping para dormir, o mais próximo era o Camping Municipal, estava deserto e os banheiros fechados, conversamos com um senhor do local e, por segurança, decidimos não ficar por ali. No caminho havia um restaurante e cabanas para alugar resolvemos entrar e pedir para dormir no seu quintal, deu certo, só que não havia banheiro com chuveiro, então resolvemos utilizar a nossa duchinha, e foi aí que começou toda a confusão...

            Estava bastante frio, 11ºC, abrimos a barraca, montamos o vestiário, até acertar a maneira correta o fizemos umas três vezes, pegamos a duchinha, no corre corre, para ver como funcionava, já que era a primeira vez que a estávamos utilizando, foi água para todo lado, sem contar que o galão de 15 litros caiu em cima do Cláudio...depois na hora de prender a ducha descobrimos que não trouxemos as ventosas, demos um jeitinho, enquanto isso... fui colocar um pouco de água para aquecer, pois estava muito frio, simplesmente, acho que quebrei o fogareiro, não consegui aquecer a água... que remédio, tomei o banho mais frio e rápido da minha vida, estava 9ºC e como saía fumaça do corpo com aquele banho, detalhe, que no nosso banho um tinha que ficar controlando o botão liga/desliga para o outro. Vocês devem estar perguntando, e o Cláudio não sentiu frio? Bem, ele como um pingüim, adora água fria, então não foi um problema. Que aventura louca!!!!

            Neste dia ficamos a base de lanche... quando achávamos que havia acontecido tudo... na hora que fomos ligar o lençol térmico vimos que faltava um adaptador, ou seja, não utilizamos o lençol! E o medo de passar frio... a temperatura só ia baixando, subimos para dormir com 8º C, mas felizmente conseguimos nos aquecer, pois tínhamos um cobertor, um edredon, um lençol, um fleece e o calor dos nossos corpos. O que mais poderia nos acontecer neste dia catastrófico de acampamento?

            Comentário

            • karine
              Fazedor de Chuva
              • Jul 2012
              • 1595

              #7
              Eldorado - 03-06-07 - Domingo de Sol - mínima de 4ºC

              Dormimos bem... Estava 4ºC quando acordamos, não dava vontade de sair das cobertas, imaginem quando chegarmos à Cordilheira! Nossa, realmente temos que melhorar, e muito, a nossa organização de acampamento. Temos tanta coisa no carro que às vezes ficamos perdidos... começamos o trabalho de guardar tudo, iniciamos pelo vestiário, quando fomos dobrar percebemos que havia um cheirinho estranho, bem que o Cláudio falou, deveríamos tê-lo levantado, pois havia 5 cachorros, e naturalmente que iriam fazer pipi ali, eu não quis acreditar... guardamos o vestiário com aquele cheirinho especial, foi bom, pelo menos lembramos dos nossos também.

              Seguimos para Corrientes 11:30h e, ainda, conseguimos viajar 600 km, pois há grandes retas na estrada, isto devido a geografia aqui ser muito plana, uma das retas chegou a atingir 30km de extensão. Chegamos às 18:30h, mas só conseguimos nos hospedar às 21h, que maratona para achar um hotel limpo, depois de muito procurar paramos num 5 estrelas, como o preço era bom, acabamos ficando. Resolvemos ficar em hotel, já que teríamos que seguir viagem, ou seja, não iríamos fazer turismo, mesmo porque nesta cidade também não havia camping. Em cidades grandes, provavelmente, ficaremos sempre em hotéis.

              Click image for larger version

Name:	corrientes.jpg
Views:	1
Size:	38,8 KB
ID:	165960
              Fonte: Terrasemfronteiras.com

              Para viajantes: aqui na Província de Missiones a rede de postos de combustível YPF cobra mais caro o combustível para estrangeiros, isto em função de estar numa região fronteiriça. No posto da rede Shell, pagamos 1,69, enquanto que no YPF, pagaríamos 2,70 Pesos o litro do diesel. A moeda Argentina está valendo cerca de 30% menos que o Real. Nas estradas há pedágio (peaje), viajávamos cerca de 200 km por 2,50 Pesos, achamos um preço muito justo.

              Comentário

              • karine
                Fazedor de Chuva
                • Jul 2012
                • 1595

                #8
                Corrientes - 04-06-07 - Segunda de Sol - máxima de 25ºC

                Tomamos um belo café, o que é difícil na Argentina. Foi um dia bastante quente, diferente dos anteriores. Viajamos curtindo mais a natureza, fotografando e aproveitando o clima bastante seco e o céu de brigadeiro, fantástico!!!! Tiramos algumas fotos interessantes. Na estrada havia muitas plantações de algodão, na verdade, era algodão para toda parte...

                Click image for larger version

Name:	arg_02.jpg
Views:	1
Size:	27,0 KB
ID:	165999
                Fonte: Terrasemfronteiras.com

                Chegamos cedo no destino, Quimilli, achávamos que teríamos tempo para atualizar o site, deixar tudo prontinho, nossa, vocês não imaginam o trabalho que é fazer isto e, também o trabalho para achar um local onde possamos atualizá-lo, só do lado de cá é que realmente podemos ver, na prática, a dificuldade para tal fim. Mas, já que ficamos mais uma vez em hotel, lavamos o pouco de roupa suja que havia, aproveitando o aquecedor para secá-las. Também fizemos uma sopinha, afinal trouxemos muita comida, temos que comê-la. O Cláudio demorou um ano para consertar nosso fogareiro, deu para utilizá-lo. Ainda para piorar, o "pouco do muito tempo" que achávamos que tínhamos, derramou mel num dos nossos potes, tivemos que tirar tudo e limpar item por item. No fim, só conseguimos fazer a planilha de gastos e dormir para sair bem cedo no dia seguinte...

                Click image for larger version

Name:	arg_comida.jpg
Views:	1
Size:	53,1 KB
ID:	166000
                Fonte: Terrasemfronteiras.com

                Quimilli - 05-06-07 - Terça de Sol - mínima de 0ºC e máxima de 27ºC

                Click image for larger version

Name:	arg_01.jpg
Views:	1
Size:	75,3 KB
ID:	166001
                Fonte: Terrasemfronteiras.com

                Depois de cruzar muitas retas, desponta subitamente, os primeiros contrafortes da Cordilheira dos Andes.

                Click image for larger version

Name:	arg_03.jpg
Views:	2
Size:	55,8 KB
ID:	166002
                Fonte: Terrasemfronteiras.com

                Acordamos 6h e estava marcando no termômetro do nosso carro 0ºC (Quimilli), dentro do quarto era quentinho, mas quando saímos, nossa que congelante, um frio bem seco, bem diferente do nosso frio aí em SC, pois o seco não dói tanto, eu estava somente com duas blusas e o pingüim do meu marido sem blusa de frio. Para viajar ligamos o ar quente do carro e foi bastante tranqüilo.

                Click image for larger version

Name:	arg_06.jpg
Views:	1
Size:	65,1 KB
ID:	166003
                Fonte: Terrasemfronteiras.com

                Pegamos uma estradinha diferente, "off-road", a ruta 42, por engano, mas valeu a pena - muito bonita, subimos uma serra divina, de onde avistamos os primeiros picos nevados desta expedição, chegamos aos 1900m de altitude, tiramos belas fotos. Paramos diretamente num mirante onde há vôo livre, havia alguns rapazes saltando, conversamos um pouco, inclusive um deles me ofereceu salto duplo, não tive coragem, quem sabe mais para o final da viagem... Depois chegaram outras pessoas e começaram a tirar foto do nosso carro, ficavam na frente e dá-lhe click, o "Thor" se sentiu muito lisonjeado.

                Descemos uma serrinha (Cuesta del Portezuelo), agora de asfalto, 18 km, com curvas fechadíssimas, porém muito linda, mas de vez em quando dava um friozinho na barriga. Chegamos à Catamarca (150.000 habitantes), cidade desorganizada e, como a Argentina está em ano eleitoral, a cidade está toda em obras, cheia de desvios, ou seja, para achar o centro foi uma grande dificuldade. Estávamos loucos para comer "comida", uma carne bem quentinha, achamos um restaurante um pouco caro para Argentina, porém não havia outro jeito, pois não conseguíamos achar um lugar para estacionar o Thor e, foi exatamente, na frente deste que conseguimos, e ali mesmo comemos um saboroso "filé de lomo com ensalada" (filé mignon com salada). Ao sairmos, tivemos que pagar estacionamento e mais um flanelinha, é a cidade está crescendo...

                Finalmente, de "pança cheia", mais tranquilos, fomos dormir no camping municipal que nos foi indicado por um dos rapazes do parapente, realmente o lugar era muito bonito, porém a limpeza dos banheiros ficou, e muito, a desejar, lembrei bastante da minha amiga Karol, ela não pisaria naquele banheiro por nada, pois bem, eu pisei, mas saí correndo de tanto nojo... resultado, fiz toda minha higiene no carro, foi o meu primeiro dia sem banho... mas, foi por uma boa causa! O Cláudio fechou os olhos e tomou o seu querido banho frio. Não estava muito frio, dormimos tranquilamente, até um pouco de calor no meio da noite sentimos. Mais uma experiência...

                Comentário

                • karine
                  Fazedor de Chuva
                  • Jul 2012
                  • 1595

                  #9
                  Catamarca - 06-06-07 - Quarta de Sol - mínima de 4ºC e máxima de 17ºC

                  A Cordilheira sempre nos seduz, tamanha é a sua beleza!

                  Click image for larger version

Name:	arg_claudio0.jpg
Views:	1
Size:	39,3 KB
ID:	166154
                  Fonte: Terrasemfronteiras.com

                  Desta vez, tomamos o nosso café da manhã, estava muito bom, mas o meu maridinho teve que deixar o leite derramar no fogareiro, não seria ele se isto não acontecesse, não é Naná? Saímos do camping às 11h.

                  Seguimos pelas Rutas 38 e 60 bordejando toda Cordilheira, o Cláudio ficou bastante feliz, pois tirou altas fotos, ficamos num pinga pinga só. Passamos por povoados muito exóticos. A secura e o pó são grandes, vocês não têm noção, ainda bem que a beleza da natureza compensa.

                  Click image for larger version

Name:	arg_claudio.jpg
Views:	1
Size:	47,8 KB
ID:	166155
                  Fonte: Terrasemfronteiras.com

                  Fizemos um lanchinho no carro e continuamos subindo, a cidade fica a 1500m de altitude. Para nossa surpresa, precisávamos abastecer, pois até cruzar a fronteira com o Chile são 200km e até a cidade de Copiapó mais 276km, não havia diesel, o país está passando por uma crise de combustível, carne e sabe lá mais o quê. Tivemos que voltar 50km até a cidade de Tinogasta, ufa! encontramos um posto da ACA, perguntamos e nada de diesel, o Cláudio já ficou meio irritadinho, imaginem só... atrasar a nossa viagem por falta de diesel, mas já se acalmou e, logo entendeu que os imprevistos acontecem, mas precisava ser logo no início? O frentista do posto ACA nos indicou outro posto, neste sim, havia diesel, que "suerte"! Enchemos o tanque e vamos dormir por aqui mesmo, em Tinogasta. Fiambalá, só de passagem...

                  Click image for larger version

Name:	arg_claudio2.jpg
Views:	1
Size:	83,3 KB
ID:	166156
                  Fonte: Terrasemfronteiras.com

                  Encontramos um hotelzinho "Viñas del Sol", um proprietário muito simpático e ficamos por ali mesmo, e fomos ao restaurante que ele nos indicou para jantarmos, afinal merecíamos... depois fomos à internet, quantos e-mails, ficamos muito felizes e desesperados para responder a todos, ufa, conseguimos... Vocês não imaginam o que é estar do lado de cá... estamos nos esforçando bastante, trabalhando no carro para a atualização do site. Agora acho que vai dar certo!

                  Tinogasta - 07-06-07 - Quinta linda de Sol - (4ºC negativos) - máxima 9ºC

                  O dia amanhece somente às 8h, antes disso é puro breu. Tomamos o nosso café e quando fomos para o carro e vimos a temperatura, quase caímos para trás, estava, simplesmente, 4ºC negativos e durante todo o dia não passou dos 9ºC. O Cláudio já é um pingüim, será que virarei uma também?

                  Click image for larger version

Name:	arg_claudio3.jpg
Views:	1
Size:	63,9 KB
ID:	166157
                  Fonte: Terrasemfronteiras.com

                  Seguimos nossa viagem explorando cada imagem da Cordilheira rumo ao Chile pelo "Paso de San Francisco", e vimos tamanha beleza, mas essa história vamos deixar para contar no próximo momento.... aguardem-nos...

                  Comentário

                  • karine
                    Fazedor de Chuva
                    • Jul 2012
                    • 1595

                    #10
                    Cordilheira dos Andes - 07-06-07 - Quinta linda de Sol - (4ºC negativos) - máxima de 9ºC

                    Click image for larger version

Name:	chile0.jpg
Views:	1
Size:	57,9 KB
ID:	166204
                    Fonte: Terrasemfronteiras.com

                    Às vezes nos perguntamos? O que mais poderemos encontrar pelo caminho... a natureza é tão perfeita, como pode o homem destruí-la?

                    Foi um dia maravilhoso, lindo de viajar, céu completamente azul, um frio seco gostoso de sentir, e a paisagem de cair o queixo. Saímos de Tinogasta e continuamos subindo, era impossível não parar para fotografar, aquelas montanhas pareciam nos dizer algo...

                    Click image for larger version

Name:	chile1.jpg
Views:	1
Size:	53,0 KB
ID:	166205
                    Fonte: Terrasemfronteiras.com

                    Cruzamos o segundo maior Corredor internacional, Paso de San Francisco, que representa uma via singular de integração e intercâmbio econômico , turístico e cultural com o Pacífico. Passar por seus estreitos corredores com mais de 14 picos que superam os 6.000 msnm foi de tirar o fôlego, ele só perde, em altitude, para o Corredor do Himalaya (Ásia).

                    Click image for larger version

Name:	chile2.jpg
Views:	1
Size:	75,9 KB
ID:	166206
                    Fonte: Terrasemfronteiras.com

                    Foram 596 km de Cordilheira (por causa deste trajeto, colocamos um tanque de combustível extra), apesar de ter bastante comida no carro, não paramos para comer, fomos beliscando... não dava fome, não queríamos pegar noite, mas foi impossível, pois no caminho iam surgindo paisagens fascinantes, como os vulcões: "El Pissis", um dos mais altos do mundo com 6.882 msnm, e o vulcão "Ojos del Salado" o maior em altitude ativo do mundo com 6.893 msnm, a "Laguna Verde" há 4.325 msnm, um verde esmeralda, e, ao seu redor, cristais de sal, depósitos de lavas e cinzas vulcânicas, e para tornar único o espetáculo, ela está simplesmente rodeada por seis vulcões nevados. Quase não conseguíamos sair do carro para fotografar tamanha era a força do vento, e que vento... Mas, não muito satisfeitos, é claro que aquela paisagem toda bastava, quase caindo a noite, resolvemos sair um pouco do caminho (70km ida e volta) e visitar a "Laguna Santa Rosa", inclusive pensamos em dormir ali, realmente era demasiadamente bela, mas dormir ali deu um friozinho, pois era totalmente deserta e estava bastante frio já àquela hora, imaginem de madrugada!! Que pena não podemos curti-la mais tempo, mas foi fantástico! Durante todo o percurso encontramos muita neve, inclusive havia um pouco na estrada, vimos rios e lagoas congelados, impressionante...

                    Visitar o "Paso San Francisco" é um passeio único, uma beleza impressionante, sem falar da altitude, o que praticamente não temos no Brasil, inclusive durante o nosso trajeto chegamos a uma altitude de 4.726 msnm, por isso é considerado o mais alto "Paso" Fronteiriço da América e um dos maiores do mundo, devido ao ar extremamente seco, o permite que fique aberto o ano inteiro.

                    Seguimos adiante, mais uma fronteira no nosso caminho, agora, a do Chile, andamos um bom pedaço sem nação... o espaço entre uma aduana e outra é bastante grande, quase uns 100km. Sem problemas, fizemos toda a documentação necessária, identidade, documento do carro, inspeção fito sanitária - ocorreu tudo ok. Um dos fiscais nos disse que aquela madrugada, por volta das 5h havia feito só 18ºC negativos, nossa quando ele disse isto, demos Graças de não ter ficado na Laguna Santa Rosa, iríamos virar pingüins... Inclusive, ficamos sabendo que não poderíamos ter ido a ela, pois primeiro deveríamos ter feito a imigração, sorte a nossa! Poderíamos ter sido pegos ilegalmente!

                    Enfrentamos um caminho sinuoso e bastante ruim até Copiapó, o pior era enfrentar a escuridão com os faróis nada favoráveis... precisamos regulá-los para maior alcance, assim que possível.

                    Para nossa infelicidade, chegamos em Copiapó quase 23h (horário de Brasília, pois no Chile é uma hora menos), paramos no posto para pedir informação sobre hotel, um frentista nos indicou alguns, fomos e todos estavam lotados, depois achamos outros no guia do Chile, fomos buscando, terrivelmente cansados, não falávamos coisa com coisa, andávamos que nem "perus tontos", dando voltas e mais voltas no mesmo lugar, até que fomos num que havia vaga... vocês não têm noção...

                    Click image for larger version

Name:	chile4.jpg
Views:	1
Size:	43,6 KB
ID:	166208
                    Fonte: Terrasemfronteiras.com

                    ...O Cláudio foi ver e achou que estava limpinho, bem acreditei, quando entrei no quarto, pela primeira vez, me deu uma vontade louca de chorar, me segurei, respirei fundo e vi que não havia outro remédio, pois não havia vaga em nenhum outro, só mesmo naquele pulguento, e o Cláudio percebeu que realmente estava imundo, o que o cansaço não faz! Não preguei o olho a noite toda, senti um nojo terrível e, ainda, havia barulho de pessoas andando pelos corredores, onde estávamos nós? Levantamos cedo e já estávamos preparados para ver como era o café da manhã... não foi nada diferente do que pensávamos, saímos sem café. Além do péssimo atendimento, sujeira e café indecente, tivemos que pagar super caro por tudo isto, ainda bem que sabemos que viajar vale a pena e que temos que tirar o melhor de tudo... estamos aprendendo!!!!

                    Copiapó - 08-06-07 - Sexta de Sol - mínima de 8ºC e máxima de 20ºC

                    Saímos do hotel pulguento (Archi Hotel)! O Cláudio foi trocar o dinheiro, numa casa de câmbio, para pagar o hotel pulguento que, ainda, nos saiu 25.000, vocês estão achando muito caro? Calma, são 25.000 Pesos Chilenos, mas ainda sim, é muito caro, transformando para o Real são exatamente 96,00 Reais. Aproveitou e pegou informações sobre outro hotel e almoço, enquanto isto, eu, no carro, estava trabalhando no site. Dali mesmo a mulher reservou um hotel e explicou que os hotéis ficam sempre lotados em função dos negócios, que azar o nosso, hein? Então, fomos lavar o Thor, que estava simplesmente tomado de pó da Cordilheira, depois fomos almoçar num bom restaurante e seguimos para o Hotel Maray, este sim, era maravilhoso, ficamos o restante do dia trabalhando no site, nossa que luta... agora era só atualizar...

                    Click image for larger version

Name:	chile3.jpg
Views:	1
Size:	49,8 KB
ID:	166207
                    Fonte: Terrasemfronteiras.com

                    Fomos fazer um lanchinho, antes de atualizarmos o site, outro susto, um pão com queijo custou 1.100 Pesos Chilenos, fomos converter e vimos que pagamos 4,30 Reais por um simples sanduíche.

                    No hotel havia conexão "WIFI", mas não conseguíamos conectar de jeito algum, O Cláudio ficou mais ou menos duas horas para conseguir configurar o computador, pois ele havia esquecido como o fazia. Enfim, conseguimos! IUhUh! E, do nosso quarto mesmo, fizemos todas as atualizações, a página de apoio, os preparativos finais e partida e últimas notícias. Agora, acho que será mais fácil!

                    Para Viajantes: muito cuidado ao abastecer no Chile, na bomba de combustível, o número de litros vem expresso com três dígitos depois da vírgula, isto pode gerar confusão entre o valor total a pagar e a quantidade de litros. Em duas oportunidades, nos cobraram o valor a pagar como sendo o de litros, isto é quase o dobro do valor correto, mas, em ambos os casos, percebemos a tempo de recuperarmos o dinheiro. É importante sair do carro e mostrar-se atento, não se pode ficar distraído com mapas e guias enquanto o carro é abastecido. O diesel no Chile está, em média, 480 pesos chilenos o litro, isto equivale a R$ 1,82, já a gasolina 50% mais cara.

                    Esclarecimento: em nossa logomarca, utilizamos a imagem de uma outra Laguna Verde, a boliviana, que se localiza aos pés do Vulcão Lincancabur, chega-se a ela através do Paso Jama (San Pedro de Atacama), viagem que realizamos em 2004 e que pode ser vista em Viagens Anteriores.

                    Cotação: U$1 = 529,00 Pesos Chilenos.

                    Tenha todos os tipos de adaptadores para os diversos formatos de tomadas dos países, com dois pinos redondos, dois pinos achatados, três pinos e que um se interligue no outro, sob pena de não conseguir ligar um aparelho eletrônico ou ter que ir em busca de um adaptador, que não é nada fácil.

                    Comentário

                    • karine
                      Fazedor de Chuva
                      • Jul 2012
                      • 1595

                      #11
                      Copiapó - 09-06-07 - Sábado de sol com muitas nuvens - mínima de 8ºC e máxima 26ºC

                      Dormimos feito anjos, e acordamos maravilhosamente bem. Passamos a manhã no hotel resolvendo algumas coisas no computador, depois fomos ao mercado comprar pão para o nosso lanche no carro e seguirmos viagem.

                      Percebíamos que toda vez que saíamos de um centro urbano a estrada se embrenhava num grande deserto, muito interessante como a transição é abrupta, do nada... depois de horas no deserto... uma cidade surge.

                      Click image for larger version

Name:	acampamento.jpg
Views:	1
Size:	35,5 KB
ID:	166271
                      Fonte: Terrasemfronteiras.com

                      Agora, definitivamente, a bússola nos aponta rumo Norte, o nosso destino é Antofagasta, fomos parando, fotografando e como já era meio tarde para seguir viagem, resolvemos dormir ao lado da polícia "Carabinera", o Cláudio perguntou se podíamos e o policial foi bastante simpático. Armamos a nossa barraca, o segundo melhor lugar do mundo para dormir, o primeiro é a nossa casa, em Jaraguá, também armamos o vestiário, pois o vento era muito forte, para fazermos uma massinha. Foi uma noite muito especial, estávamos livres, que sensação. Comemos a nossa massinha regada a um vinho argentino maravilhoso e fomos dormir, novamente como anjos.

                      Água Verde - 10-06-07 - Domingo de Sol, com nuvens - mínima de 4ºC, máxima 29ºC

                      Click image for larger version

Name:	chil_27.jpg
Views:	1
Size:	49,9 KB
ID:	166273
                      Fonte: Terrasemfronteiras.com

                      Tomamos um belo café da manhã, preparado por nós. De manhã o frio era grande, pois a sensação térmica devido ao vento, era cortante, mas, conforme o sol ia brilhando, a temperatura ia aumentando, num intervalo de três horas a temperatura já estava beirando os 30ºC, e o vento já mudava de direção. Partimos sentido Iquique, porém o caminho era muito bonito, muitas paradas para fotos, com destaque ao monumento "Mano del Desierto", escultura do artista Mario Irarrázabal instalada em 1992, onde já estivemos em 2004 quando fomos a San Pedro de Atacama (ver Viagens Anteriores).

                      Click image for larger version

Name:	chil_28.jpg
Views:	1
Size:	65,8 KB
ID:	166272
                      Fonte: Terrasemfronteiras.com

                      Resolvemos fazer uma foto diferente neste monumento, mas queríamos sair juntos, aí começou a dificuldade... O Cláudio queria que tirássemos esta foto em cima do carro, detalhe, a máquina só programa o timer em até 10 segundos, ou seja, ele teve que correr muito para chegar a tempo de tirarmos a foto, até conseguirmos fazer a foto, foram mais de 5 tentativas.

                      Click image for larger version

Name:	chil_23.jpg
Views:	1
Size:	58,4 KB
ID:	166274
                      Fonte: Terrasemfronteiras.com

                      Chegamos em Antofagasta, cidade grande, a quinta maior em população (285.255) e a principal do deserto, seguimos pela bela "Avenida Costanera" admirando a beleza dos pássaros, inclusive os Pelicanos, que não existem no Brasil, novamente visitamos o monumento natural "La Portada" e passamos pelo marco do trópico de capricórnio (ver Educação sem Fronteiras), por fim, resolvemos dormir em Tocopila, cidade portuária com 23.000 habitantes. Achamos um hotelzinho "meia boca" e ali mesmo ficamos. Saímos para jantar e mais uma vez, comemos massa, a comida no Chile, em geral, é muito bem servida, pelo menos isto para justificar o preço.

                      Click image for larger version

Name:	chil_24.jpg
Views:	1
Size:	24,5 KB
ID:	166275
                      Fonte: Terrasemfronteiras.com

                      Tocopila - 11-06-07 - Segunda de Sol, com névoa - mínima de 10ºC e máxima de 17ºC

                      Hotel Chungara, onde dormimos, muito simples, descansamos e seguimos parando para fotografar o caminho 5 estrelas, que começa em Antofagasta e termina em Iquique (Ruta 1). Chegamos cedo em Iquique, capital da I Região de Taparacá, relativamente nova, possui 165.000 habitantes, uma bela orla, tem um ativo comércio, interessante arquitetura e uma ótima infra-estrutura turística. Possui uma grande zona franca - Zofri, a visitamos e compramos alguns itens para nossa viagem. Nossa, essa vida de shopping cansa e muito, eu e o Mô, não aguentávamos mais andar naquele lugar gigante, isto que já sabíamos o que queríamos e fomos direto ao que interessava, estávamos muito cansados e doidos para sair dalí. Com muita fome fomos procurar um lugar para jantar, encontramos um restaurante excelente e comemos maravilhosamente bem, percebemos que por estar bem próximo ao Peru, a cidade de Iquique acaba sofrendo algumas influências, comemos "cebiche", é um prato típico do Peru, que delícia, é um peixe cru bem temperado que vem servido em conchas, é fantástico, comemos também, empanadas de queijo, peixe grelhado com um molho divino, pão, salada, purê de batata e ainda panqueca doce de sobremesa, no fim já estávamos extremamente satisfeitos.

                      Curioso: enquanto jantávamos, o Cláudio disse: -"Mô, estamos aqui e nem sabemos onde vamos dormir esta noite". eu respondi: "é, espero que encontremos um lugar bom e limpinho, como será?" Perguntamos ao garçom se conhecia algum hotel bom, bonito e barato que pudesse nos indicar já que Iquique é uma cidade grande e ficaríamos horas pesquisando, e foi então, que fomos parar num hotel familiar, muito agradável - o "Pan de Azucar", fomos muito bem recebidos. Viajar é maravilhoso, mas vocês pensam que não cansa, cansa! Mas, é um cansaço muito gratificante, fabuloso!

                      Comentário

                      • karine
                        Fazedor de Chuva
                        • Jul 2012
                        • 1595

                        #12
                        IQUIQUE- 12-06-07 - Terça de Sol e Céu de brigadeiro - Dia dos Namorados - mínima de 4ºC e máxima de 32ºC

                        Acordamos, tomamos um bom café, e fomos conhecer o centro de Iquique, pois achamos a cidade linda e queríamos ver se o centro também o era, saímos depois das 13h e certos de que íamos continuar rumo Norte, vocês não sabem o que aconteceu?

                        Click image for larger version

Name:	chil_01.jpg
Views:	1
Size:	47,5 KB
ID:	166394
                        Fonte: Terrasemfronteiras.com

                        Li sobre um bosque que existia a 90km de Iquique e me deu muita vontade de conhecê-lo, bem, o Cláudio como adora novidade, ficou entusiasmado e foi perguntar ao dono do hotel qual seria o melhor caminho para visitá-lo...

                        Saímos do hotel empolgados, vamos voltar para a Cordilheira, e quando fui ver o roteiro que teríamos que fazer, disse ao Cláudio:
                        - Mô, estamos no caminho errado!
                        - Ele: como assim, aqui é o caminho para os Parques Nacionais.
                        - Eu: Que Parques Nacionais? Eu só quero conhecer "Los Bosques de Tamarugos" que está só a 90 km de Iquique... Já era tarde... que erro de comunicação... seguimos, então, pelo roteiro que ele havia visto no guia, e fomos subindo, subindo, subindo...

                        ...Realmente a Cordilheira nos atrai, principalmente ao Cláudio, vocês perceberam, não é? Em menos de 5 horas já estávamos a mais de 4.000 msnm, o ar já estava faltando... foi uma mudança muito brusca e repentina, pois partimos do nível do mar. Uma grande aventura! Resolvemos acampar nas "Termas de Águas Calientes", um refúgio com piscinas de águas termais, a paisagem era estonteante em todo o trajeto e principalmente ali. Chegamos à noite, mas, só em olhar o céu, que há muito não víamos daquela maneira, total escuridão, somente a luz das estrelas e, ainda sem lua, imaginem, céu assim, só vimos em Abrolhos, viagem feita em 1993, com uma diferença tamanha, em Abrolhos podíamos deitar sobre o barco e ficarmos admirando horas aquele céu, mas, aqui, só podemos admirar alguns segundos, pois a temperatura ia baixando e os dedos congelando. Tentamos ligar o lençol térmico e mais uma vez não conseguimos, agora o problema estava no transformador, era forte demais para o conversor, ficamos desesperados, vamos passar frio... resolvemos não pensar e preparar, num refúgio que havia ali, a nossa janta. A fizemos bem rápido e logo saboreamos uma deliciosa massinha com verduras, mas acho que esta não caiu muito bem, eu e o Cláudio começamos a ficar meio enjoados. Para dormirmos melhor, aquecemos dois litros de água, colocamos numa garrafa pet, e enfiamos por debaixo das nossas cobertas, para nos aquecer melhor, pois já estava baixando de zero e estávamos há 4.000 metros de altitude, que loucura, realmente acho que não batemos bem da cabeça....

                        ... Graças ao nosso bom Deus conseguimos dormir e bem quentinhos, dormimos agarradinhos para trocar o calor dos nossos corpos, o Cláudio disse que até sentiu calor, mas eu... não...

                        PARQUE NACIONAL VOLCAN ISLUGA (Enquelga) - 13-06-07 - Quarta de Sol intenso - 2ºC negativos e máxima de 20ºC

                        ...E, para levantar, que suplício, o Cláudio começou a passar mal e resolveu sair da barraca às 7h, ainda escuro, estava sentindo o "mal de altitude" , eu fique até às 8h enroladinha nas cobertas...

                        Click image for larger version

Name:	chil02.jpg
Views:	1
Size:	57,2 KB
ID:	166395
                        Fonte: Terrasemfronteiras.com

                        Aos poucos ele foi melhorando... mas estávamos muito cansados, nos faltava ar até para nos movimentar, é muito interessante e uma sensação nada agradável esta que estávamos sentindo, apesar do cansaço eu estava super bem, o Cláudio é que realmente sentiu o peso das alturas, também ele não pára, aquele baita frio e ele armando tripé para fotografar, filmar, etc. "Ninguém merece!"

                        Não tomamos banho de piscina, pois havia um ventinho desagradável, mas colocamos mãos e pés para sentir o calor daquela água sulfurosa, muito bom.

                        Seguimos viagem fotografando os lindos "pueblos" que encontrávamos e paisagens de tirar o fôlego, e que fôlego, já não o tínhamos muito, imaginem vocês, então, como ficamos?...
                        No caminho a Putre, um senhor pediu para que parássemos, paramos e ele estava com seu carro na porta de sua casa, com o pneu furado, lá foi o Cláudio trocar o pneu daquele senhor, parece que nos foi um presente ter estado àquele momento ali com o casal, era só ele e sua esposa, ambos de 70 anos, a pele judiada do sol, mas com um sorriso banguela, simpatia e simplicidade de comover, casa feita de adobe, cozinha, quarto, banheiro, tudo separados, era uma porta externa para cada ambiente.

                        Click image for larger version

Name:	pneu.jpg
Views:	1
Size:	61,5 KB
ID:	166392
                        Fonte: Terrasemfronteiras.com

                        A senhora, D. Mercedes tinha no seu quintal um lugarzinho para fazer tapetes, colchas, blusas, com lã de Alpaca, conversamos um bom tempo e ela me dizia, fazendo um cobertor em seu tear, o quanto ela era feliz ali com seu esposo, contou-me sobre os seus filhos e netos que moram em Iquique, às vezes, vão visitá-los, mas não suporta ficar muito tempo por lá, quer logo voltar a sua casinha. Para refletirmos: "um povo simples que não tem luz elétrica, não tem tv, não tem eletro eletrônicos, enfim, nada desse consumismo que vemos e temos por aí..., e são muito felizes, não precisava nem ela me dizer, estava escrito em seu belo e marcado rosto."

                        Click image for larger version

Name:	pneu1.jpg
Views:	1
Size:	93,1 KB
ID:	166393
                        Fonte: Terrasemfronteiras.com

                        Enquanto o Cláudio trocava o pneu num enorme esforço eu aproveitava para fazer fotos! Inclusive ele pediu ao Senhor se havia chá de coca para aliviar a pressão na cabeça, no mesmo instante, a senhora foi fazer o chazinho para o Cláudio, que obteve uma boa melhora.

                        Continuamos seguindo viagem, e o ar continuava nos faltando, parecia que tínhamos feito muito exercício físico, e há muito não sabemos o que é isto. Lendo o guia, vimos que chegamos aos 4.500 msnm, que loucura!!!!!! Sinalização na estrada era bastante precária, e pessoas para perguntar não havia, somente algumas lhamas, vicunhas, alpacas e guanacos, além dos belos bofedais, montanhas, muitos vulcões, lagos e salares, será que algum deles poderia nos informar a direção correta?

                        Click image for larger version

Name:	chil03.jpg
Views:	1
Size:	22,0 KB
ID:	166396
                        Fonte: Terrasemfronteiras.com

                        A estrada ficou um tremendo "off road", tivemos que cruzar inúmeros riachos em meio a bofedais, a água chegou a subir no capot até chegarmos no maravilhoso Salar de Surire, repleto de flamingos, e na Reserva Nacional "Las Vicuñas", sempre avistando o ativo Vulcão Guallatire, expelindo uma fumaça branca constantemente, que dava graça ao céu de puro azul.

                        Bem, fomos pela nossa intuição e com a ajuda do nosso maravilhoso guia do Chile. Para variar, chegamos à noite em Putre, descemos uma serrinha de estrada de chão terrível, assustadora, até que enfim, chegamos!! Já na cidade, baixamos o vidro para perguntar a uma senhora a indicação de um hotel, e para nossa surpresa o vidro não queria levantar, por que sempre no final da noite nos acontece algo?

                        Encontramos um hotel excelente, ainda bem, e agora como saber o que aconteceu e, foi então, que percebemos que as luzes, o rádio e mais os vidros não funcionavam, só pode ter dado uma pane elétrica, aquela hora da noite (22h), numa cidade simples, de interior, será que teria alguém para nos ajudar? A resposta era NÃO!

                        Click image for larger version

Name:	chil04.jpg
Views:	1
Size:	20,5 KB
ID:	166397
                        Fonte: Terrasemfronteiras.com

                        Fomos, então, eu e o Cláudio, fuçarmos a caixa de fusível, parecia tudo normal, e agora o que fazer? Resolvemos ir dormir, pois estávamos muito cansados, colocamos um lençol no vidro, o hotel tinha estacionamento e, segundo o recepcionista, não havia perigo algum. Estávamos tão cansados que nem sair para comer tínhamos vontade, aquecemos um leitinho e comemos um "sanduba" no quarto mesmo. O Cláudio estava acabado, sentia tanto frio, era preocupante, inclusive disse: como enfrentar este terrível banho frio!!! Mas, não cedeu, tomou o seu banho congelante, comeu e apagou...

                        Comentário

                        • karine
                          Fazedor de Chuva
                          • Jul 2012
                          • 1595

                          #13
                          PUTRE - 14-06-07 - Quinta de Sol - mínima de 2ºC e máxima de 20ºC

                          Click image for larger version

Name:	terra.jpg
Views:	1
Size:	78,5 KB
ID:	166676
                          Fonte: Terrasemfronteiras.com

                          Acordamos mais descansados... resolvemos, nós mesmos, abrirmos o painel e ver, se naquela montoeira de fios, conseguiríamos achar o problema e, é claro resolvê-lo, aliás, tudo isto o Cláudio fez sozinho, senão eu não conseguiria estar aqui adiantando o nosso "semanário". Graças, ele conseguiu encontrar e resolver o problema, era um fusível que estava queimado...

                          Click image for larger version

Name:	terra1.jpg
Views:	1
Size:	87,1 KB
ID:	166677
                          Fonte: Terrasemfronteiras.com

                          Decidimos não irmos ao lago Chungara novamente, já que visitamos esta região em 2004 e o tempo está ficando curto...

                          O Cláudio aproveitou para lavar o carro e limpar por dentro, pois era pó puro, não agüentava mais toda aquela poeira. Agora, estamos em direção ao Peru... Descemos dos 3.500 msnm, altitude de Putre, para o nível do mar, Arica.

                          Click image for larger version

Name:	terra2.jpg
Views:	1
Size:	53,0 KB
ID:	166678
                          Fonte: Terrasemfronteiras.com

                          ... Fomos direto para a Fronteira, SURPRESA!!! ...Nos informaram que havia um "paro" (protesto/ greve/paralisação) em todo o Peru, e que seria muito perigoso entrar hoje no país. Começamos a rir, e dissemos: "já vimos este filme antes!" Pois, numa viagem anterior ficamos presos em Puno (Peru), justamente por causa de um "paro" destes, só que aquele durou três dias. Eles colocam pedras no caminho, fazem fogueiras, e não deixam ninguém passar...

                          Sair de um país com uma estabilidade política e econômica para ingressar na instabilidade é parte da nossa aventura!!! O que fazem essas fronteiras?

                          Click image for larger version

Name:	terra3.jpg
Views:	1
Size:	33,6 KB
ID:	166679
                          Fonte: Terrasemfronteiras.com

                          Voltamos à Arica e começamos o processo de procura por hotel, finalmente, após alguns, encontramos um excelente e com bom preço: Hotel Sotomayor, com excepcional atendimento, que "suerte!"

                          ARICA - 15-06-07 - Sexta com nuvens - temperatura agradável, por volta dos 17º

                          Arica é uma cidade fronteiriça com 176.000 habitantes, possui um ativo intercâmbio comercial e cultural com os países vizinhos, é o principal porto que serve a Bolívia e a Tacna (Peru). Cidade litorânea com uma orla muito bonita e uma boa estrutura turística. Acordamos bem e trabalhamos muito no site. Consultamos, por telefone, a fronteira e nos informamos que o "paro" havia terminado. Almoçamos em Arica, lugar maravilhoso, muito bem servido e barato, milagre, achamos algo com preço bom e justo, pagamos em um "menú del dia"; pão, sopa e uma bela salada de entrada, suco natural da fruta, e o prato principal, peixe com salada, tudo era apenas 2.700 pesos chilenos por pessoa, ou seja, R$ 10,20. Percebemos que com a valorização do Real frente ao dólar, o Chile já não é tão mais caro assim.

                          Click image for larger version

Name:	terra4.jpg
Views:	1
Size:	58,8 KB
ID:	166680
                          Fonte: Terrasemfronteiras.com

                          Agora, estamos rumo ao Peru, hoje fui eu a motorista. Chegamos à fronteira do Peru, enfrentamos toda a burocracia e desorganização dos trâmites. Demoramos quase 2 horas, já esperávamos, pois não é a primeira vez que passamos por aqui. Preenchemos toda a documentação, imigração, fiscalização sanitária, saúde, polícia e aduana, apesar de tudo, ocorreu tudo bem.

                          Toda vez que mudamos de país temos que pensar no que deve ser feito, o principal é a moeda, saber quanto está custando em relação ao dólar, verificar postos de combustível e preço do diesel, prestar atenção no idioma, mesmo sendo o espanhol, sempre há mudanças de entonação e vocabulário, como funciona o trânsito, aliás aqui no Peru é caótico, estou com dor de cabeça de tanto ouvir buzinas, mesmo tendo sinal, guarda de trânsito, eles não param de buzinar, é para qualquer coisa, além dos "buses" que passam devagar gritando o lugar de destino. Bem, mais sobre o Peru vocês ficarão sabendo no próximo diário de bordo...

                          Comentário

                          • karine
                            Fazedor de Chuva
                            • Jul 2012
                            • 1595

                            #14
                            Tacna - 16-06-07 - Sábado bonito de Sol - média de 17ºC

                            Que dia 16!!!! As aventuras continuam!!! O que seríamos de nós se não tivéssemos que passar por tantas provas?

                            Tacna, uma bonita cidade, com aproximadamente 220 mil habitantes, rodeada por morros, pode-se dizer que o deserto começa quando termina a cidade . Porém, como toda cidade do Peru, possui um trânsito caótico, ríamos para não chorar...

                            Click image for larger version

Name:	peru0.jpg
Views:	1
Size:	63,3 KB
ID:	166723
                            Fonte: Terrasemfronteiras.com

                            Seguimos viagem, porém não havia qualquer sinalização, fomos por um caminho que achávamos que era o certo. Tivemos que parar 3 vezes para colocar a mangueira do turbo que, a cada 2km, soltava, e, ainda, o Cláudio deixou a chave de boca cair no motor quente, não conseguimos pegá-la, ainda bem que ele tinha uma outra e, finalmente, pela terceira vez, apertamos tudo o que tínhamos direito.

                            Depois de andarmos uns 10 km, um policial nos parou, foi tudo tranqüilo, percebemos que quando eu mostro bem o rosto e cumprimento-os, eles são mais queridos, olharam o documento e mandaram seguir viagem. Porém estávamos no caminho errado, ou seja, tivemos que voltar mais 10km, o policial nos fez um mapinha para sairmos da cidade. Agora sim, rumo a Arequipa, pegamos mais uma noite durante nossa viagem, tudo o que não se deve fazer, e para piorar uma serrinha perigosíssima, havia poucos pontos de ultrapassagem, inclusive num deles fomos pressionados por um ônibus, não nos deixou entrar na pista e nos fez voltar, fiquei muito nervosa, mas não cheguei aos pés do Cláudio que ficou cego, totalmente irado, nunca o tinha visto assim, tentei acalmá-lo, que me dizia estar calmo, é muito compreensível, aos poucos foi realmente se acalmando, os peruanos são péssimos motoristas, terríveis, infelizmente, a grande maioria. Enfim, em Arequipa, as risadas começaram, pois o buzinaço era intenso, mas não pensem que era para nós, não! Eles buzinam para qualquer coisa, até para os buracos, e vão se enfiando em qualquer espaço, trânsito enlouquecido e a confusão até chegar ao centro histórico tamanha...

                            Click image for larger version

Name:	peru01.jpg
Views:	1
Size:	71,6 KB
ID:	166724
                            Fonte: Terrasemfronteiras.com

                            Aí sim, chegamos num Peru lindíssimo, a "Plaza de Armas", mais quatro quadras para direita, quatro para esquerda, quatro para "arriba" e quatro para "bajo", depois só bagunça...

                            Dormimos no mesmo hotel em que ficamos da outra vez em que estivemos aqui, fomos dar uma volta no belo centro histórico, jantar e descansar após um intenso dia 16!!!!

                            Para Viajantes: quem viaja de carro deve estar preparado e ter muita paciência para o excesso de veículos e falta de sinalização, quando se entra numa cidade maior, não existem placas indicando o centro, sendo fundamental conseguir um mapa o quanto antes e, também, ser ágil para ir perguntando às pessoas (que são muito prestativas mas, no início, são desconfiadas).

                            O diesel tem praticamente o mesmo preço do Brasil, média de R$ 1,90, mas aqui ele é vendido por galão (3,75 litros - média de 11 soles)

                            Ficar atento, ter sempre "Nuevos Soles" (moeda peruana) para os diversos pedágios (mais de 20), que são em média 7,50 soles cada um, porém as estradas não são lá essas coisas.
                            Em alguns momentos viajamos a noite, não aconselhamos, é terrível, sem contar que não curtimos a paisagem, sem saber o que se tem de bonito... além do estresse para encontrar lugar para dormir, é sempre uma função.

                            Ter cuidado com a polícia, primeiramente não ter medo, eles estão sempre parando, questionam de onde vem, para onde vai, pedem a documentação, carteira de habilitação e mandam seguir. É bom não dar bobeira, toda vez que tiver indicação de quilometragem é bom respeitar, geralmente isto ocorre próximo a centros urbanos, exatamente onde há um carro da polícia (Land Cruiser prata) estacionado.

                            Arequipa - 17-06-07 - Domingo de Sol - média de 17ºC

                            Bibi, fonfon, fiuuuuu, béééé, segurem aí que estamos chegando... chegando com a nossa Buuuuuuuuzzzzzzzzziiiiiiiinnnnnaaaaaa!!!!!
                            É de enlouquecer qualquer ouvido que não está acostumado a ouvir tanta buzina na vida, pois bem, quem quer visitar o Peru, se prepare para escutar o buzinaço dos táxis, aliás, o transporte coletivo é o que faz o trânsito ser caótico, não há transporte de massa, só milhares de taxis, vans e poucos mini ônibus, é de impressionar... Isto ocorre em todas as cidades peruanas, mudar esta estrutura seria extremamente complicado, imaginem um "paro" dos taxistas!!!! Infelizmente, tínhamos que falar a mesma língua, pois as coisas só se resolviam através da buzina. E, íamos nós, beeennnnnnnn, nunca a utilizamos tanto...

                            Click image for larger version

Name:	peru02.jpg
Views:	1
Size:	87,6 KB
ID:	166725
                            Fonte: Terrasemfronteiras.com

                            Tiramos algumas fotos no centro histórico maravilhoso de Arequipa e seguimos viagem, para sair da cidade foi facílimo, nada parecido com a entrada ou igual à outra vez que demos mil voltas... seguimos para Nazca, pegamos uma estradinha extremamente perigosa, curvas cotovelos, aos montes, nas serrinhas que se seguiam umas às outras. Cada "pueblo" que cruzávamos, a mesma história, além das buzinas, esquecemos de falar dos moto-táxis triciclos que parecem mais umas charretes, a cada instante cruzava um endoidecido a nossa frente, só nos restava dar boas risadas... para eles isto é tão comum que, em nenhum momento, se acham errados...

                            Click image for larger version

Name:	peru03.jpg
Views:	1
Size:	48,1 KB
ID:	166726
                            Fonte: Terrasemfronteiras.com

                            Comentário

                            • karine
                              Fazedor de Chuva
                              • Jul 2012
                              • 1595

                              #15
                              NAZCA - 18-06-07 - Segunda de Sol - nublado em Lima - média de 17ºC

                              Dormimos no Camping "Nido del Condor" (camping e hotel 3 estrelas).

                              Ele tinha um bonito lugar para acampar, restaurante, internet, sala de ginástica, piscina e um belo visual, tudo de muito bom gosto, excelente, e o melhor dormimos em nossa barraca, nosso quarto 5 estrelas, pois, para nós, o que importa são banheiros limpos...

                              Click image for larger version

Name:	nazca001.jpg
Views:	1
Size:	69,1 KB
ID:	166799
                              Fonte: Terrasemfronteiras.com

                              O grande atrativo, em Nazca, são suas enigmáticas linhas gigantes feitas em seu deserto, costuma-se sobrevoá-las, entretanto, já fizemos este passeio numa viagem anterior, por isso, seguimos viagem!

                              A paisagem não muda muito desde o Chile, continuamos atravessando um grande deserto! Porém, em vários momentos, encontramos oásis que se formam em função de rios que descem da Cordilheira. Em Huacachina, na cidade de Ica, há um oásis muito interessante, um lago rodeado por dunas de areia fina e palmeiras, possuindo água sulfurosa de caráter medicinal. Realmente ele é muito bonito, e, há algum tempo, já está cercada por hotéis que o exploram.

                              Mais alguns quilômetros, chegamos ao pequeno Balneário de Paracas, onde está localizado o Parque Nacional de mesmo nome, desta vez não entramos, pois já estivemos por aqui em 2004, é imperdível uma visita às ilhas Ballestas e às suas praias.

                              Passamos por Lima, pensamos em entrar, mas, quando lembramos das buzinas e vimos o trânsito caótico nas extremidades, logo desistimos. Mesmo na carreteira Panamericana sentimos o drama de se estar em Lima. Acreditamos que não há auto-escola no Peru ou que não existam leis de trânsito, vocês não têm noção de como é dirigir neste país, principalmente em cidades grandes, eles buzinam para qualquer coisa, chamar passageiro para a van ou o táxi, para passar, para o carro que está parado a frente esperando o sinal abrir, e ainda não abriu... para nada, são loucos... quase se fica surdo, sem contar que não dão sinal para entrar ou sair, vão se enfiando em qualquer espaço, sem contar que não dão a vez de jeito algum, que país é este? Sei que estamos sendo repetitivos, mas não tem como !!! Acho que estamos ficando loucos, também. O Cláudio dizia: "Não freio mais, quer vir? Venha!... o Thor está preparado, tem pára-choque duro... não saio mais...tenho buzina, óh"... bééééénnnnn

                              Click image for larger version

Name:	nazca0002.jpg
Views:	1
Size:	62,6 KB
ID:	166800
                              Fonte: Terrasemfronteiras.com

                              Realmente, achávamos que o trânsito nas cidades grandes do Brasil era caótico, o quê? É maravilhoso se comparado ao Peru!!!!! Só vivendo e passando por isso que estamos passando é que realmente se sabe do que estamos falando... não dá para imaginar... que atraso, falta de respeito, educação, enfim nos desculpem os peruanos, mas o trânsito é realmente uma bagunça...

                              Antes de chegarmos a Huacho, 150 km ao norte de Lima, buscamos acomodação em outras cidades, pois já havia anoitecido... mas, como não encontramos estacionamento que coubesse o nosso Thor, afinal ele é muito alto, 2.45 m... e a sugestão do gerente do hotel foi não deixar o carro exposto, pois havia perigo de ser roubado. Seguimos adiante, enfrentamos uma neblina terrível, os caminhões e ônibus transitavam pela esquerda, não davam passagem de jeito algum, no fim, tínhamos que ultrapassar pela direita, apesar de não estarmos em Londres, e, ainda, eles possuíam faróis de milha na traseira, piscavam quando nos aproximávamos, e os que vinham na pista contrária só utilizavam farol alto, não adiantava sinalizar para baixá-lo, isto é o trânsito do Peru...

                              Enfim, chegamos a Huacho e nos acomodamos no Hotel "La Villa", ainda bem que, até aqui, a rodovia é duplicada. Achávamos que o fato de estarmos indo rumo Norte, beirando litoral, que a temperatura fosse aumentar consideravelmente... nos enganamos. A cidade de Huacho está, mais ou menos, na mesma latitude de Aracajú (11º ao Sul) e, nem por isso, está na mesma temperatura, na parte da manhã, ainda pegamos 9ºC.

                              Click image for larger version

Name:	nazca003.jpg
Views:	1
Size:	53,3 KB
ID:	166801
                              Fonte: Terrasemfronteiras.com

                              HUACHO - 19-06-07 - Terça - com nuvens

                              Este dia de viagem foi bastante tranqüilo, ou já estamos nos acostumando?
                              Esquecemos de dizer, mas desde que entramos no Peru, por várias vezes, fomos parados pela polícia, mas desta vez o Cláudio não precisou se indispor, pois todos foram muito simpáticos e, inclusive, nos serviram de guia... Será que é o Thor todo enfeitado que os intimida? Na Argentina e Chile da mesma forma.

                              Mortos de fome, resolvemos parar num paraíso chamado Balneário "Tortuga", realmente muito bonito, uma baía de águas verdes e calmas, lotada de aves marinhas... Havia alguns restaurantes, paramos num deles, pedi "Ceviche" o prato típico do Peru, e o Cláudio um "pescado con ensalada", resultado, repartimos tudo e estava muito gostoso...
                              ...quando saí do restaurante me deu uma fortíssima dor de cabeça, nunca havia sentido igual... o Cláudio foi fotografar e, eu fiquei no carro tentando curá-la... tomei um comprimido...

                              Click image for larger version

Name:	nazca0004.jpg
Views:	1
Size:	31,7 KB
ID:	166802
                              Fonte: Terrasemfronteiras.com

                              Nosso dinheiro havia quase acabado e precisávamos pagar alguns pedágios, pedimos informação de onde trocar o dinheiro e o senhor do restaurante nos disse para trocarmos na cidade de Chimbote, mas que deveríamos ter cuidado, pois ela era pior do que Lima...
                              Nossa, toda vez alguém nos diz para tomar cuidado, será que é tanto assim? Não vimos nada e, Graças, não nos aconteceu nada, por fim, trocamos o dinheiro num "Grifo" (posto de gasolina), pagamos a mais, no cartão, pelo diesel e o frentista nos deu o troco.

                              No início da noite, chegamos a Trujillo e optamos por ficar no litoral, dica do livro "Pé na Estrada" do Ricardo Abbamonte, Huanchaco, muito tranqüilo nesta época e próximo de todos os passeios turísticos. Ele nos indicou um hotel e um camping, perguntamos no posto onde ficavam e o frentista só conhecia o hotel, fomos ver como era e acabamos acampando no mesmo, Hostal Bracamonte... O hotel é 3 estrelas, muito bonito e confortável, mas como o nosso orçamento é justo, optamos por nossa barraca que é 5 estrelas e com um precinho especial...

                              Comentário

                              Working...