Valente no Mato Grosso!
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Valeu FC Airton.....abraçoGCFC NFC VFC(SP) ,VFC(RR),Cardeal, RFC(101,116,153,230) Jacob,Bandeirantes
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Fazedores, ser amigo do FC Airton Cavalca é um privilégio. Pessoa de trato fácil, foi um dos primeiros a responder positivamente ao chamado para o VIII Encontro Intl dos Fazedores de Chuva, em Vitória, participativo e festeiro.
Tenho tido o prazer de estar com ele em Balneário Camboriú, SC, de vez em quando e escutar os seus relatos das suas caminhadas pelo gigante Mato Grosso, com todas as suas dificuldades e belezas, é conversa pra mais de metro.
Para termos uma idéia do tamanho desse celeiro, dentro dos seus limites territoriais, de mais de 900.000 km2, cabem nada mais nada menos do que 3 vezes a Itália.
Pergunto: é mole?
Não é caso para uma internação imediata? Principalmente quando sabemos que boa parte dos 141 municípios não tem acessos pavimentados e ainda como agravante durante o inverno, ou período de chuva, ou chove o dia todo ou todo o dia chove.
Para que possamos ter uma idéia do tamanho da loucura do FC Airton, começaremos a postar algumas das cidades visitadas sendo que na continuação estaremos apresentando os mapas das viagens além das distâncias percorridas.
001/141 - Itiquira
Distante ao redor de 350 km da capital Cuiabá, possui uma população de 12.000 Itiquirenses e faz parte do complexo do Pantanal Mato-grossense.
002/141 - Santo Antonio de Leverger
Pertence a área metropolitana de Cuiabá, dista somente 30 km da capital, onde vivem ao redor de 30.000 levergenses.
003/141 - Barão de Melgaço - Barão, terra do coração
Com menos de 8.000 melgascenses, esta pequena cidade está situada na microrregião do Alto Pantanal e dista ao redor de 100 km da capital Cuiabá.Última edição por Dolor; 10-04-13, 12:46.
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Fazedores, andar de moto pelo interior do Mato Grosso não é mole!
Vendo esta imagem do FC Airton Cavalca me convenço da necessidade de interna-lo!
É uma loucura sem tamanho, compensada pelo prazer de negociar metro a metro a sua obstinação em percorrer todo o Mato Grosso, quando busca a sua certificação como um Valente Fazedor de Chuva.
Muitas histórias para serem contadas ao longo desses próximos dias.
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04/141 - Água Boa
Quanta história nesse Mato Grosso, que hoje grosseiramente poderíamos dizer metade, pois a outra parte ficou com o do Sul, quando eram oferecidos "lotes", em nome da política de ocupação do governo, de 10.000 ha para quem tivesse, e isto é bom se frisar, o peito de vir para cá, quando falamos das décadas de 50 e 60.
Parece que somente os gaúchos e alguns catarinas tiveram esta coragem.
Uns desbravadores!
Para que tenhamos uma idéia, Água Boa destaca-se como referência em comercialização de bovinos, com o maior leilão de gado do mundo, da Estância Bahia.
É mole?
Água Boa hospeda em torno de 21.000 aguaboense e dista da capital nada mais nada menos do que 730 km.
Um tirão!
005/141 - Ribeirão Cascalheira
Quanta história por este Brasil afora e especialmente em áreas onde houveram tantas disputas por terra, como por exemplo, neste nosso centro oeste.
Quem imaginaria que em Ribeirão Cascalheira iria se encontrar o único santuário do mundo, dedicado aos mártires. Como sempre nesses casos, alguém assumiu as dores dos "pequenos" e tombou em defesa das suas convicções, como foi o caso do
padre João Bosco Penido Burnier. O episódio dramático que o colocou na condição de símbolo maior do município foi descrito por um escritor local dessa forma: “Era tarde de 11 de outubro de 1976. Duas mulheres sertanejas, Margarida e Santana, estavam sendo torturadas na cadeia-delegacia de Ribeirão Bonito, Mato Grosso, lugar de um latifundiário, daqueles do tipo arrogante que não dava um vaso de flores porque tinha terra e que naturalmente comandava a "jagunçada" e a polícia refletia a sua brutalidade.
Neste dia chegou ao povoado o Bispo Pedro Casaldáliga, personagem de outras histórias, e o dito padre João Bosco Penido Burnier. Os dois foram interceder pelas mulheres torturadas. Quatro policiais os esperavam no terreiro da delegacia e apenas foi possível um diálogo de minutos. Um soldado desfechou no rosto do Padre João Bosco um soco, uma coronhada e o tiro fatal. Em sua agonia o padre João Bosco ofereceu a vida pelas torturadas, pelo Brasil e invocou ardentemente o nome de Jesus quando recebeu a unção.
Foi morrer, gloriosamente mártir, no dia seguinte, festa da Mãe Aparecida, em Goiânia, coroando assim uma vida santa.
Suas últimas palavras foram as do próprio mestre: Acabamos a nossa tarefa!”.
O Santuário dos Mártires da Caminhada foi erguido após a morte do Padre João Bosco Penido Burnier.
Dista não menos do que 900 km da capital.
Um "tirão"
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Fazedores, não tem sido fácil a vida no nosso FC Airton Cavalca em suas andanças pelo Mato Grosso. Muita coisa linda sendo vista, mas também, muita dificuldade para ser vencida.
Quando chove...aí tudo fica virado do avesso, com lama, árvores caídas, enfim, uma situação que requer muita atenção e habilidade.
Mesmo sendo um grande motociclista, às vezes o chão chama e não tem jeito, é torcer para que nada de grave aconteça.
Postagens estão sendo preparadas para ir dando conta desta aventura, louca, insana e inconseqüente, chamada de Valente Fazedor de Chuva.
Coisa pra gente grande!
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Imaginava que fosse assim, mas não acreditava que alguém tivesse coragem de enfrentar. Parabéns Valente e Corajoso Airton.
Abraços
FC Augusto Medeiros
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006/141 - São José do Xingu - A capital do boi gordo
Mais de mil quilômetros separam a capital deste ponto no interior do Mato Grosso. Um tiro com direito a todo tipo de estrada, animais na pista e chuva que servem, entretanto, como alimento para o FC Airton, um obstinado a realizar este desafio.
Pouco mais de 5.300 xinguenses vivem naquela que é considerada a capital brasileira do boi gordo.
E como fazer para transportar toda esta riqueza?
Muitas vezes somente tendo a garra como combustível.
007/141 - Santa Cruz do XIngu
Agora somente 120 km separam os dois santos do Xingu, sendo este último aqui, a santa, com menos de 2.000 habitantes, também voltados para a pecuária e agricultura.
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008/141 - Vila Rica
Aqui fica a tríplice fronteira entre Mato Grosso, Tocantins e Pará, com uma população de 22.000 vilariquenses que em função da distancia para a sua capital, em torno de 1.400 km, utilizam os serviços das cidades localizadas.
009/141 - Confresa
Também situado na microrregião do norte do Araguaia, vivem aqui na cidade 25.000 confresenses cujo nome veio da companhia povoadora Confresa, que na década de setenta apostou na criação e desenvolvimento de uma cidade nesta área.
Diferentemente de outras regiões, o mais fluxo de migrantes veio do nordeste, mais especialmente da Bahia, Maranhão e Pernambuco.
A sua principal ligação comercial e de serviços é com Goiânia, GO, mais próxima do que a própria capital do estado, tendo a sua economia principal oriunda da atividade pecuária.
010/141 - Alto Boa Vista
Pouco mais de 5.000 alta boa vistense vivem nesta pequena cidade do norte do Araguaia, sendo que parte do município vem sendo disputado por indios Xavantes, o que tem trazido intranquilidade política ao município.
Como boa parte do Mato Grosso, aqui também não seria diferente, com a agricultura e pecuária de corte dando a sustentação econômica para o seu comércio.
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011/141 - São Felix do Araguaia
Finalmente, São Felix do Araguaia, de tantas histórias e conflitos envolvendo aquela briga sem fim pela posse da terra, tanto assim que a escolha do nome tinha como propósito pedir a proteção deste santo para o sofrimento do povo na conquista por este pedaço de chão, povoado por nações indígenas, todos vivendo sob o teto da tensão social. A responsabilidade deste santo é enorme, pois a crença existente é que o pobrezinho teria a obrigação de proteger os seus habitantes contra algumas nações indígenas e depois, sei lá, nos tempos atuais, dos caras pálidas.
Parece que a força do santo tem se mostrado mais forte do que a vontade de muitos e a área aparentemente, vive um armistício que esperamos seja duradouro.
Imagine que não vivem mais do que 11.000 almas no pedaço, distante praticamente 1.200 quilômetros da capital.
Dá para se imaginar, rodar uma distância dessa sem sair do seu próprio estado?
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012/141 - Novo Santo Antonio
Não sei se o nome mais apropriado seria Santo Problema, para esta pequena cidade de pouco mais de 2.000 santo antonienses, desmembrada de São Felix do Araguaia, palco de muita luta, doenças e mortes, seja por conta da maleita ou da disputa por terras, quando até decisões judiciais proferidas por juízes diferentes, deram...claro, sentenças absolutamente distintas, ora um favorecendo um lado e no outro lado, favorecendo o outro lado.
Meio samba do crioulo doido, distante mais de 1.000 quilômetros da capital, Cuibá, a como por aqui o longe é perto, um cento de quilômetros é praticamente em cima, da cidade que a originou, lembrando ainda, que vivem menos de 0,45 ha por quilômetro quadrado.
Uma fartura se pensarmos que Balneário Camboriú, em SC, tem uma densidade em torno de 2.500 pessoas por km quadrado, mas se levarmos em consideração a alta temporada quando a população é multiplicada por aproximadamente 10, teríamos a incrível marca de 25.000 pessoas morando em um quilômetro quadrado. É preciso rever esta conta para quando a contarmos para os santo antonioenses não corrermos o risco de sermos chamados de mentirosos.
Mas é a mais pura verdade!Última edição por Dolor; 03-04-13, 22:13.
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013/141 - Serra Nova Dourada
Com menos de 1.500 serra-novadouradenses, este pequeno município também desmembrado de São Felix do Araguaia e de Alto Boa Vista, tem na pecuária e atividades extrativistas a sua subsistência, fora o pequeno problema de que nas últimas eleições para uma população apontada pelo IBGE de 1.365 habitantes havia 1.467 eleitores.
Será que os mortos também votam?
Para podermos situa-lo dentro do contexto nacional, dista do Porto de Santos 2.000 km e uns 2.300 de Paranaguá, daí vem a pergunta: produção agrícola para o mercado internacional deve ficar difícil, não?
014/141 - Paranatinga - Terra de produtividade
Para o Mato Grosso, o gigante, os 390 Km que a separam da capital Cuiabá, com aproximadamente 40.000 paranatinguenses, é um passeio que surpreende com a extensão dos mais de 24.000 km2 de área do município, com plantações, especialmente de arroz,milho e soja, cuja produtividade está ligada diretamente a qualidade das suas terras, temperadas pela regularidade das chuvas, lembrando ser esta uma das portas de entrada para a Amazônia, bem próxima do Parque do Xingu.
Como grande destaque a presença do maior frigorífico da América do Sul, o Marfrig, grande exportador de carne para a Europa.
Possui um fauna rica complementada pela grande quantidade de pássaros.
Sem dúvida uma experiência muito especial!
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FC Airton !!!
Parabéns pela insanidade e pela bravura !!!
Realmente não sei qual delas, no seu caso, é maior!!!
E assim, está sendo forjado mais um Valente Fazedor de Chuva!!!
Brevemente, estaremos passando por Cuiabá, e assim cumprindo mais uma etapa em busca de ser um Bandeirante Fazedor de Chuva!!!
Desde já, o convido para estar conosco no momento do registro, a ser realizado defronte do Palácio Paiaguás, sede do Governo do Mato Grosso. Registro esse que será devidamente postado no tópico Coração Bandeirante!!!
Forte abraço, e nos vemos na estrada !!!
VFC Jackson e Ana Paola
Coração Bandeirante
Coração Catarina
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