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Daqui de Natal mando minhas orações para o também Potiguar FC Alexandre e sua garupa Gisele, desejando uma rápida recuperação.
Abraços
FC Augusto Medeiros
Fazedores, falei com o FC Alex no início da tarde, me informando da sua cirurgia para esta noite, por volta das 20:30 h, portanto, neste momento o nosso amigo está enfrentando um momento de grande importância para a sua vida ao mesmo tempo em que demonstrou, durante a nossa conversa, ser uma pessoa muito centrada, otimista e claro, confiante no sucesso da operação.
Foi um acidente oriundo da imprudência e irresponsabilidade de um motorista de caminhão que inadvertidamente, sem sinalização, cruzou a sua frente não dando chance de escape para o nosso amigo e a sua mulher, Gisele, cujos resultados não foram piores em função da experiência e da velocidade moderada, marca registrada do casal.
Um absurdo a quantidade de acidentes Brasil afora, aliás, quando estamos na estrada podemos observar a cada minuto, além da ignorância, falta de habilidade e consumo especialmente de álcool por parte de alguns motoristas, motivados pela certeza da impunidade, como a selvageria no nosso trânsito tem campeado.
Um horror!
Há poucos dias tivemos o óbito de um motociclista de Florianópolis, respeitado e experiente, cujo acidente na altura de Içara, no sul do estado de Santa Catarina, teve como motivação maior, a completa alienação, irresponsabilidade e desprezo pela vida alheia por parte do motorista de uma caminhonete velha, que totalmente sem noção, após ter a ponta de eixo do seu carro quebrada, colocou o triângulo a aproximadamente cinco metros de distância do seu veículo e entrou dentro do mesmo, na pista de rolamento da BR 101, do lado esquerdo, para se proteger da chuva que naquele momento caia.
Claro, por mais experiente que se seja, nunca vamos imaginar um carro estacionado no meio da rodovia, especialmente quando ela atende pelo nome de BR 101, sem pisca acionado e nenhum outro procedimento de alerta , aguardando por socorro. É preciso ser totalmente fora da realidade e não estar nem aí nem pela própria vida quanto mais pela de terceiros.
E assim, com imbecilidade atrás de imbecilidade, vamos construindo as nossas desgraças e tingindo de preto as nossas famílias e esperanças.
Felizmente, os FC Alex e a Gisele, dentro deste ambiente trágico, ainda tiveram o privilégio da sobrevivência e que todo este sofrimento ao qual estão sendo submetidos, os aproxime ainda mais, os façam refletir sobre as nossas fragilidades e os façam viver com muito mais intensidade essa dádiva chamada vida.
Fazedores, segundo as últimas informações recebidas, a cirurgia terminou as 4 h da manhã e tudo correu muito bem.
Continuamos na torcida pela pronta recuperação do FC Alexandre.
FC Alexandre, estamos ansiosos por boas notícias a respeito da tua recuperação assim como da Gisele.
Esperamos que tudo esteja muito bem com vocês, com ótima recuperação e astral em alta para voltar o mais rapidamente possível para a estrada, o verdadeiro lugar de vocês.
Se quiserem vir passar uns dias em SC para se recuperarem, a casa não tem portas.
Me sinto até envergonhado por tamanha indelicadeza de minha parte. A cabeça não ficou muito bem depois do acidente e dos fatos que surgiram depois.
Sou extremamente grato pela corrente de boa energia enviada por todos e pela extrema atenção e carinho que me foram dedicados especialmente pelo FC Marcio Mendes e pelo FC Dolor. O Márcio tratou de me manter incluído no meio, me visitou várias vezes enquanto estava hospitalizado, me levou para um passeio de carro e me incentivou a participar de outros. O Dolor foi cordial e atencioso, como todos sabem que ele é e me ligou diversas vezes para saber como estava a minha recuperação.
O meu acidente.
Trajeto de retorno e local onde o acidente aconteceu.
Por volta das 15:20 do dia 20/01/2013, voltávamos de Barra de Maricá eu, minha esposa, em minha garupa, e um colega pouco experiente em sua moto. Era a primeira vez dele na estrada e ele, confiando na minha experiência e sabendo que já iniciei alguns irmãos na estrada, me pediu para acompanhá-lo. Não sei se por inexperiência ou por medo, puro e simples, ele não conseguia andar a mais que 60 km/h. Nessas condições mandei-o ir a frente enquanto eu atuava como ferrolho, protegendo-o e sinalizando nossa presença aos demais veículos, que se aproximavam em velocidade mais alta.
Esquema que mostra como o acidente aconteceu.
Em amarelo o trajeto de meu colega de viagem. Em azul o meu e em vermelho o do caminhão.
Quando passávamos por Inoã. distrito de Maricá, ao nos aproximarmos de um retorno, notei um caminhão caçamba, daqueles enormes de três eixos, se aproximava em alta velocidade. Comentei com minha esposa (usamos Scala Rider) a velocidade do caminhão, quando, para minha surpresa, ele entrou no retorno sem qualquer sinalização. Naquele momento me preocupei, achando que ele não conseguiria fazer o retorno normalmente e que iria invadir a segunda faixa. Reduzi a minha velocidade e fui mais para o meio da faixa 1, onde estávamos em formação alternada. Enquanto isso lampejava o farol, sinalizando para o meu colega. Foi quando, para minha absoluta supresa e terror, há apenas cerca de 15 metros à minha frente, realizei que ele iria atravessar a rodovia. Comecei a frear e a buzinar ao mesmo tempo. Foi quando meu colega olhou para a esquerda e viu o caminhão se aproximando dele e, com uma acelarada súbita, conseguiu escapar de ser atropelado por cerca de meio metro. Enquanto isso eu ia brigando para tentar parar a moto, sabendo que o choque seria inevitável. Foi quando, quando já há certa de 3 metros do caminhão e constatando que iria acertar o meio dele, tive que tomar uma decisão. Rezar para que a moto parasse à tempo, correndo o risco de bater no caminhão antes dos eixos traseiros, ou jogar a moto para a esquerda, sabendo que ela iria tombar, mas batendo nos pneus traseiros do caminhão. Optei pela segunda hipótese. Estercei o guidon para a esquerda e a moto tombou para a direita. Minha esposa rolou para a direita, em direção ao acostamento, e eu não consegui saltar da moto. Com isso ela tombou e ambos fomos de encontro ao pneus traseiros do caminhão, atingindo-os com o pneu dianteiro da minha Dragstar e com o meu capacete. A câmera Drift HD que usava fixada ao topo do meu capacete foi esmagada pelo caminhão. Com isso o cartão de memória onde o passeio estava sendo gravado ficou ilegível.
Depois de alguns segundos de confusão mental, olhei para o lado e vi minha esposa já se levantando e percebi que ela estava bem. Agradeci à Deus e tentei me mexer. Nesse momento percebi que minha perna estava presa sob a moto. O protetor de motor (mata cachorro) quebrou e a moto caiu em cima da minha perna. Comecei a sentir o calor do motor e do escapamento pelo couro da bota e temi uma queimadura grave. Pedi a minha esposa para tentar levantar a moto. Ela disse que tentou, mas eu nem vi. Empurrei a moto com a outra perna e consegui tirar o pé de lá. A bota ficou e minha perna saiu. Foi quando percebi que os ossos da perna estavam fraturados, pois movi a perna e o pé não se mexeu.
Nesse momento um grupo de motociclistas parou e outro entrou na estrada de terra em que o caminhão entrou, que fica em frente ao retorno, para ir atrás dele, uma vez que ele fugiu. O que me disseram foi que o motorista largou o caminhão ligado e de porta aberta e correu para o mato.
Irmãos de estrada me tiraram da estrada, pois eu corria risco de ser atropelado por algum veículo e colocaram minha moto no acostamento, o que foi bom, mas ao mesmo tempo ruim, como explicarei mais tarde.
Minha esposa foi amparada por eles, que também chamaram o corpo de bombeiros para me socorrer.
Enquanto aguardava socorro mais e mais motociclistas paravam. Rostos conhecidos começaram a aparecer. Amigos como o Aloísio da AMO-RJ, o Maggiolo e Alexandre Neto, do Street Eagles, e outros apareceram por lá e ajudaram a organizar o socorro.
Um certo momento um cidadão passou três vezes sobre a minha perna quebrada. Na terceira tropeçou nela, que já doía demais. Gritei e mandei ele parar de fazer aquilo. Foi quando ele se apresentou como dono do caminhão. Perguntei se ele estava dirigindo e ele disse que não, que quem dirigia era seu funcionário e me perguntou como foi o acidente. Descrevi o acidente e disse que o motorista dele era um criminoso, que além de fazer a besteira que fez, ainda havia fugido do local. Ele confirmou que o mesmo havia fugido e ligou pra ele, temendo de que o caminhão fosse depredado, como se fôssemos bandidos. Afirmou ainda que cansava de dizer aos seus funcionários para não fazer a travessia ali, que deveriam optar por fazer o retorno 2 quilômetros à frente, mas que os mesmos tinham preguiça de fazer isso.
O socorro
O corpo de bombeiros chegou uns vinte minutos depois. A dor na perna já era lancinante. Fui imobilizado e levado ao Hospital Municipal de Maricá, juntamente com minha esposa. Várias radiografias foram tiradas foi constatada a fratura na tíbia, mas os equipamentos eram tão ruins que não conseguiram ver a fratura na fíbula. Me imobilizaram com uma tala, sem me dar qualquer analgésico e me colocaram para aguardar remoção para o Rio de Janeiro. A ambulância que me trouxe ao Rio somente chegou lá às 22:00 hrs.
Fui hospitalizado no Tijutrauma pouco antes da meia noite daquele mesmo dia. constataram fraturas na fíbula e tíbia. Na noite do dia seguinte passei por quase cinco horas de cirurgia para que fosse colocada uma haste intramedular na minha tíbia, fixada por quatro parafusos, e fosse retirada uma lasca de osso da tíbia que não havia como ser fixada. O médico optou por não mexer na fíbula, pois o local da fratura é muito próximo do nervo fibular, tornando arriscada uma intervenção naquela fratura.
Houve suspeita de trombose na minha perna, pois o edema que se formou foi enorme, causando preocupação quanto à possibilidade de uma embolia ocorrer, o que fez com que eu ficasse hospitalizado por mais alguns dias, até que houvesse certeza de que não havia essa trombose. Na sexta feira, dia 25/01 tive alta hospitalar e vim para casa, trazido pelo meu amigo David, do Moto Clube União de Amigos.
No final das contas, diante da gravidade do acidente, os danos foram os menores. Agradeço à Deus por isso.
Recuperação
Passei duas semanas aprisionado dentro de casa, quando então fui levado ao hospital, novamente meu amigo David, dando aquela força, me levou até lá, para uma avaliação pós-cirúrgica. Alguns pontos foram retirados e outros deixados para a semana seguinte. Mais uma semana os pontos foram retirados e, em 14/02, comecei o doloroso caminho da fisioterapia. Venho fazendo fisioterapia três vezes por semana desde então. No final de março comecei a conseguir tomar banho em pé. Em abril comecei a nadar e a fazer hidroginástica. Em meado de abril larguei as muletas e comecei a andar, ainda com muita dificuldade e dores, mas andar sem as muletas foi uma grande vitória. Em maio voltei a trabalhar e comecei a fazer musculação direcionada para as pernas, com o objetivo de recuperar a musculatura, que está ainda muito atrofiada. A minha moto está quase reparada. Falta pouco. Estou louco para voltar a pilotar. Pelo médico eu só devo voltar a pilotar em 15 de julho. Eu tinha intenção de ter voltado a pilotar no dia 15/06, mas minha perna está muito fraca. Não aguenta o peso do meu corpo, logo, se a moto inclinar para direita, certamente ambos iremos ao chão, pois não conseguirei segurá-la. Estou sendo bastante disciplinado nesse processo de recuperação, para que possa voltar com confiança e segurança.
Cerca de duas semanas após o acidente recebi o telefonema da inspetora Denise, da 82a DP, de Maricá. Ela foi extremamente educada e polida. Perguntou sobre as minhas condições físicas e, após alguns minutos de conversa, disse que precisava do meu depoimento, e que iria mandar uma carta precatória para a delegacia mais próxima da minha casa para que eu e minha esposa fôssemos dar o nosso depoimento sobre o acidente. Falei que tinha uma testemunha, que era o meu colega que voltava comigo para o Rio no momento do acidente. Ela me disse que conversasse a respeito com o policial que entrasse em contato comigo, para o agendamento do depoimento. Pois bem. Eu só recebi uma intimação para o depoimento em 11 de março, marcando a data do depoimento para o dia 19/03. Liguei para a Delegacia várias vezes até conseguir falar com a inspetora Marcela, na sexta, dia 15 de março, para informar que levaria minha testemunha. Ela então pediu os dados da minha testemunha e disse que a intimaria para depôr em outro dia. Vocês o intimaram? Não, né? Nem eles! Minha testemunha não foi ouvida. Eu e minha esposa demos nossos depoimentos na manhã do dia 19 de março, quando nos solicitaram que fôssemos ao IML para fazer exame de corpo delito, levando exames, radiografias, laudos e etc. Para lános dirigimos. A perita que nos atendeu foi extremamente rude e se recusou a olhar os exames e laudos que tínhamos em mãos. Disse que a ela apenas interessava o que ela podia ver. E o que ela podia ver? Quase nada em virtude do que aconteceu! Apenas cicatrizes da cirurgia e dos arranhões no braço. As fraturas, a haste de titânio, o travamento das articulações, a atrofia muscular, nada disso foi considerado pela "perita". A mesma disse a mim e a minha esposa que em duas semanas o laudo estaria pronto e que o mesmo seria entregue na delegacia. Na quinta feira seguinte, dia 21 de março, a inspetora Denise me ligou, me avisando que no dia seguinte, dia 22 de março, haveria uma audiência de conciliação no Juizado Especial Criminal (JECRIM) de Márica e que, eu e minha esposa, tínhamos que comparecer, mesmo ela achando que a audiência não ocorreria, pois o meu depoimento ainda não havia sido anexado ao processo. Liguei para o advogado e o mesmo não tinha como ir comigo lá naquele dia e que, como provavelmente a audiência não ocorreria, que não haveria problema em que eu fosse sozinho, pois certamente nada seria decidido alí. Na hora da audiência veio a grande surpresa. O conciliador chamou minha esposa e eu para a sala de audiência. Pediu para que nos acomodássemos e perguntou se havia algum acordo. Eu perguntei pelo caminhoneiro, dizendo que, se ele pagasse meu prejuízo material a gente poderia encerrar tudo por alí. Então o conciliador disse que o motorista não tinha relação alguma com aquilo, pois eu era o réu e a minha esposa a vítima. Eu disse como???? Que loucura é essa???
A composição das personagens do processo é a seguinte:
Eu: Autor do fato - Causador do acidente
Minha esposa: Vítima
Caminhoneiro: Envolvido, aquele que é uma vítima de ocasião.
Eu e minha esposa protestamos e dissemos que o motorista era o causador do acidente e que nós eramos as vítimas.
O conciliador colocou essa anotação no processo e nos recomendou tomar açòes jurídicas urgentes.
Vejam que ridículo!
Comecei a ligar para a inspetora Denise e tentei por toda a tarde, tentando obter explicações sobre o porquê daquilo. Somente consegui falar com ela à noite e ela disse que concordava comigo que aquilo estava errado, mas que o delegado mandou enviar o processo com aquela configuração.
Porquê um delegado mandaria o processo para a justiça daquela forma? Que interesse haveria nisso? Porquê mandar o processo para a justiça daquela forma sem que uma das partes fosse ouvida?
Bom, tive que tomar um avião e ir à Natal naquele dia, somente voltando na semana seguinte. Aguardei as duas semanas indicadas para receber o laudo do IML. O tal do laudo nunca ficava pronto. Depois de várias idas à delegacia, fui informado que certamente teria que ir novamente ao IML para fornecer laudos complementares. Aqueles mesmos que eu levei no dia do exame de corpo delito e que foram ignorados pela "perita". Só que para isso seria necessária uma requisição da delegacia de origem do processo, a 82a DP, de Maricá. Começou a minha peregrinação aquele lugar.
Tive que ir la com minha advogada, que agora é a minha tia, e consegui, finalmente, o registro de ocorrência da delegacia, onde consta o depoimento do caminhoneiro. O sem vergonha mentiu descaradamente. Ele depôs afirmando que seguia pela RJ-106, quando ao sinalizar e reduzir para entrar à direita, foi albaroado por mim em sua traseira. Afirmou ainda que prontamente parou o caminhão e chamou o socorro, tendo ficado ao meu lado até o fim. Por isso o processo foi enviado daquela forma. A impressão que tenho é que a pressa em mandar o processo para a justiça ddaquela forma foi pensada. Mas não tenho como provar isso, logo, não posso falar muito à respeito.
Se há um tipo de gente do qual eu tenho asco, são os mentirosos.
Agora eu estou brigando para me defender de um processo do qual sou vítima, mas ao mesmo tempo, agora quero que o crime seja tipificado como tentativa de homicídio doloso, pois o caminhoneiro assumiu o risco de matar alguém ao fazer aquele cruzamento proibido. No mínimo lesão corporal grave dolosa, com omissão de socorro, seguindo a mesma lógica.
Isso tudo me afetou bastante. Ainda mais que os testemunhos de pessoas que tiveram papel bem importante na história seria fundamental e essas se recusaram a testemunhar. Com isso as minhas testemunhas são apenas o camarada que comigo voltava, que, por sua vez, não me viu bater no caminhão, porém viu que o caminhão atravessou a via daquela forma, o Aloisio Braz (AMO-RJ) e Maggiolo (Street Eagles), que viram que o caminheiro não estava lá prestando socorro coisíssima nenhuma. A minha esposa deveria ser considerada como testemnha, mas, por ser minha esposa, não é considerada como tal. Porém, como vítima, estou brigando para que o testemunho dela seja válido também.
Mas felizmente agora as coisas estão mais tranquilas.
Com o trabalho e com a volta às demais atividades eu estou melhorando.
Dois dias antes do acidente eu cumpri mais uma etapa do Valente Fazedor de Chuva. Não tive ânimo para postar as fotos e minhas impressões sobre aquela etapa. Ainda hoje começarei a editar e a postar as fotos e narratrivas.
Obrigado à todos por tudo e me desculpem pelo longo post.
FC Alexandre e Gisele, neste momento o título mais adequado para o nosso link deveria ser Almas Revoltadas, pois os teus relatos continuam traduzindo com riqueza de detalhes o acidente acontecido com vocês, desde os primeiros momentos em que nos falamos via telefone.
Infelizmente vivemos sob o império da hipocrisia, irmã mais nova e íntima da mentira, do pouco caso, da falta de vergonha com que temos sido conduzidos por parte, talvez hoje, por grande parte das pessoas que são pagas e consequentemente teriam a obrigação de zelar pela coisa pública e pelo seu bom andamento, fazendo com que a lei e a sua aplicação fossem feitas de forma honesta, imparcial e cidadã.
Me revolto, ou melhor, a história de vocês continua sendo o tipo de combustível que vai alimentando a descrença naquelas nossas autoridades, do tipo ruim, nas instituições e finalmente, no nosso próprio país que vai navegando por águas turvas sobre um fundo lamacento.
Extremamente lamentável a condução dada ao processo de vocês e concordo plenamente com a tua ojeriza a mentira, base de uma sociedade que não se respeita e em nome dela, se sujeita a toda sorte de procedimentos.
Uma pena e uma vergonha para todos nós irmos priorizando o circo e o pão!
Felizmente vocês vão se recuperando física e emocionalmente deste episódio e seguramente sairão ao seu final mais fortalecidos e que o estreitamento do relacionamento de vocês a partir de então, seja o grande ganho.
Este é o nosso sincero desejo e votos.
Como o momento é de comemoração, a nossa alegria em dizer que vocês já atingiram o primeiro milhar de visualizações é muito maior do que maus momentos vividos e pedimos para se alimentarem com este número, como uma gota de bálsamo para alegrar os corações de vocês.
Que estes centos de participações com outro tanto de FC por trás, sejam jacintos a alimentar as almas de vocês.
Estamos com saudades em vê-los perseguindo o VFC Rio de Janeiro, feito sob medida para pessoas com esta índole que vocês tem e que tornam os Fazedores de Chuva como a Elite do Motociclismo Mundial.
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