Já perdi as contas de quantos dias passei em São Paulo. Realmente aqui é o centro do Brasil, por onde tudo passa, inclusive eu por diversas vezes. Além de retirar o novo capacete, entreguei a moto na Dafra para que o pneu traseiro cedido pela Metzeler fosse instalado, seguindo todos os critérios técnicos e inclusive o balanceamento da roda, além de uma nova verificação geral e substituição de óleo de câmbio e motor. O pneu traseiro foi trocado com folga no desgaste, sem arriscarmos chegar ao limite de uso dele. O primeiro que foi trocado lá em Santiago, estava com 21 mil km de uso e esse agora com + - 19,5 mil km. Esse último durou um pouco menos pois foi usado 100% do seu tempo com muita carga de peso, enquanto o anterior rodou um pouco com a moto vazia.
No período sem a City, pilotei pela cidade uma Dafra Apache usada pela marca para fazer testes com peças. Imaginem uma moto judiada e agora multipliquem por mil! Mas tudo funcionando perfeitamente, foi uma excelente e econômica companheira. Retirei a City alguns dias depois limpinha e ainda ganhei da Dafra algumas peças extras para que eu mesmo faça a substituição caso necessário.

Nos dias em Sampa, ainda fizemos mais um encontro com amigos Citycomzeiros lá por Moema e meu amigo e colaborador da viagem, Manoel Moura da Peter Foods me entregou mais Malto-C, para que eu use misturado com água no camel back também cedido por ele. Líquido e mais líquido é a receita do momento. Falarei mais sobre todo equipamento que estou usando e minhas práticas num post seguinte.
O destino Bolívia se apresentava! Levei dois dias decidindo a próxima parada, e também, por estar na companhia e hospedado na casa dos irmãos Figueiral (Marcelo, Ricardo e César), em Moema/SP, um trio que nunca dorme e certamente a mamãe deles instalou bateria Duracel nos meninos. Desde bate papo na boêmia do bairro até campeonato de F1 e Futebol no Xbox360, foram dias diferentes.
No sábado pela manhã estava na Loja Óleo Fácil do meu amigo e colaborador da viagem Dennis Girardi, quando atendo o telefone dele e recebo o convite do nosso amigo e cunhado dele Vinicius Vigela para no caminho do oeste paulistano me hospedar em São José do Rio Preto. Pronto, assim decidi o próximo destino.
Domingo ensolarado, calorão já me deixando em sofrimento, toda bagulhada empilhada na moto, meio impaciente vou em busca da estrada que sai para São José do Rio Preto, Rodovia Washington Luiz. São 450 km de estrada, bom pavimento, duplicada, pedágios livres, fones 0800 para emergências e daquele tipo que somado ao calor dos infernos me faz quase dormir na moto. De jaqueta e capacete abertos, sem luvas, fui me queimando todo, fazendo uma força tremenda para não dormir até a primeira parada onde encontrei simpáticos motociclistas em suas motos Big Trail. A conversa e diversas fotos com a turma deu uma animada. Novos amigos feitos, desejos de sucesso e boa sorte concedidos, segui até o próximo abastecimento quando constato óleo respingado na roda traseira e respiro da caixa de ar cheia de óleo. Abri e escorri, mas não acreditei, mais uma vez isso!!!

Segui rodando até São José do Rio Preto, agora queimando de calor, no rosto e nas mãos, tentando não dormir e ainda com o problema de vazamento de óleo. Com endereço na mão cheguei na casa do Vinicius e da Dani já consultando na internet, anotando endereço da Concessionária Dafra local, e mandando e-mail para a Dafra em São Paulo.
Segunda pela manhã fui rodando até a Konstru Motors, concessionária Dafra da cidade, onde abrimos a moto e constatamos que o vazamento vinha do retentor do eixo traseiro, o que vazava era óleo do cambio. Não tinha a peça disponível mas é uma peça simples e genérica, pode ser comprada fora. Constatação número dois: em algum momento, numa manutenção anterior, 99% indica que foi em Florianópolis, quando fizemos o mesmo procedimento para trocar os dois retentores do eixo traseiro e dianteiro, torque em excesso foi aplicado na porca do eixo do virabrequim e agora ao retirar essa porca não havia mais rosca no eixo. Fotos feitas, enviadas para a Dafra, sem eixo novo disponível para troca imediata, o que nem assim seria tão imediata, pois seria necessário voltar a São Paulo e abrir todo motor. A decisão foi tentar fazer uma rosca nova sem abrir o motor. Primeira tentativa falhou.

Como se não bastasse, pedi uma moto emprestada para ir para a casa onde estava, me entregaram uma Kasinski Way 125, que saí pilotando bem feliz, pois adoro uma moto diferente, mas dois km depois o pneu furou. Eu parei a moto já sambando pra todo lado com seu pneu linguiça de câmara e comecei a ter um ataque de riso. Olhei pro céu para ver se nenhum objeto vindo do espaço neste momento iria me atingir. Mandei uma mensagem de texto para o Vinicius que vinha do trabalho e me socorreu na esquina onde eu estava sendo fritado pelo sol. Deixei a magrela lá torrando para ver se ela aprende a não me sacanear.

Já era quarta quando um engenheiro da Dafra foi até SJRP para comprar o retentor, fazer verificações na moto, constatar que a segunda tentativa de fazer a rosca do eixo estava indo bem, acompanhar a montagem e realmente concluímos que ir para a Bolívia era impossível naquele estado, que o reparo feito era para rodar ate São Paulo, deixar a moto lá para ano que vem instalar a peça nova.
Apesar de tudo isso ainda me considero um sortudo, pois na casa dos meus amigos havia uma piscina maravilhosa onde eu diariamente refrescava as idéias, antes que até mesmo meus neurônios desistissem da vida difícil que se apresentava.
A Kasinski de pneu furado que deixei numa esquina da cidade, depois fomos de pick-up busca-la. Ao terminar o serviço na City, o responsável por fixar a porca na nova rosca me garantiu que poderia rodar muito e com tranqüilidade, que agora estava melhor que quando nova. Eu tinha então três opções; retornar para São Paulo e parar a viagem neste ponto, fazer o trecho pretendido no Brasil, que seria feito na volta e englobava principalmente os estados do MG e RJ ou seguir para Bolívia.

Sou descrente de qualquer religião e desapegado de todo misticismo, mas qualquer um diria que tem alguma urucubaca indicando para não ir para Bolívia. Em todo momento que estou a caminho uma peça quebra, alguma outra proposta surge, e isso pelas minhas contas aconteceu mais de cinco vezes só nesse ano, nessa viagem com a Citycom. Já estive prestes a entrar na Bolívia algumas semanas antes e recebi uma proposta da BMW, já tive problemas com retentores três vezes e agora com o eixo, entre outras questões pessoais. Então decidi pelo meio termo: abortar a ideia da Bolívia nesse momento, mas não obedecer ao engenheiro da Dafra, e por isso, parti em direção a Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais.
By Mundo de Moto
No período sem a City, pilotei pela cidade uma Dafra Apache usada pela marca para fazer testes com peças. Imaginem uma moto judiada e agora multipliquem por mil! Mas tudo funcionando perfeitamente, foi uma excelente e econômica companheira. Retirei a City alguns dias depois limpinha e ainda ganhei da Dafra algumas peças extras para que eu mesmo faça a substituição caso necessário.
Nos dias em Sampa, ainda fizemos mais um encontro com amigos Citycomzeiros lá por Moema e meu amigo e colaborador da viagem, Manoel Moura da Peter Foods me entregou mais Malto-C, para que eu use misturado com água no camel back também cedido por ele. Líquido e mais líquido é a receita do momento. Falarei mais sobre todo equipamento que estou usando e minhas práticas num post seguinte.
O destino Bolívia se apresentava! Levei dois dias decidindo a próxima parada, e também, por estar na companhia e hospedado na casa dos irmãos Figueiral (Marcelo, Ricardo e César), em Moema/SP, um trio que nunca dorme e certamente a mamãe deles instalou bateria Duracel nos meninos. Desde bate papo na boêmia do bairro até campeonato de F1 e Futebol no Xbox360, foram dias diferentes.
No sábado pela manhã estava na Loja Óleo Fácil do meu amigo e colaborador da viagem Dennis Girardi, quando atendo o telefone dele e recebo o convite do nosso amigo e cunhado dele Vinicius Vigela para no caminho do oeste paulistano me hospedar em São José do Rio Preto. Pronto, assim decidi o próximo destino.
Domingo ensolarado, calorão já me deixando em sofrimento, toda bagulhada empilhada na moto, meio impaciente vou em busca da estrada que sai para São José do Rio Preto, Rodovia Washington Luiz. São 450 km de estrada, bom pavimento, duplicada, pedágios livres, fones 0800 para emergências e daquele tipo que somado ao calor dos infernos me faz quase dormir na moto. De jaqueta e capacete abertos, sem luvas, fui me queimando todo, fazendo uma força tremenda para não dormir até a primeira parada onde encontrei simpáticos motociclistas em suas motos Big Trail. A conversa e diversas fotos com a turma deu uma animada. Novos amigos feitos, desejos de sucesso e boa sorte concedidos, segui até o próximo abastecimento quando constato óleo respingado na roda traseira e respiro da caixa de ar cheia de óleo. Abri e escorri, mas não acreditei, mais uma vez isso!!!
Segui rodando até São José do Rio Preto, agora queimando de calor, no rosto e nas mãos, tentando não dormir e ainda com o problema de vazamento de óleo. Com endereço na mão cheguei na casa do Vinicius e da Dani já consultando na internet, anotando endereço da Concessionária Dafra local, e mandando e-mail para a Dafra em São Paulo.
Segunda pela manhã fui rodando até a Konstru Motors, concessionária Dafra da cidade, onde abrimos a moto e constatamos que o vazamento vinha do retentor do eixo traseiro, o que vazava era óleo do cambio. Não tinha a peça disponível mas é uma peça simples e genérica, pode ser comprada fora. Constatação número dois: em algum momento, numa manutenção anterior, 99% indica que foi em Florianópolis, quando fizemos o mesmo procedimento para trocar os dois retentores do eixo traseiro e dianteiro, torque em excesso foi aplicado na porca do eixo do virabrequim e agora ao retirar essa porca não havia mais rosca no eixo. Fotos feitas, enviadas para a Dafra, sem eixo novo disponível para troca imediata, o que nem assim seria tão imediata, pois seria necessário voltar a São Paulo e abrir todo motor. A decisão foi tentar fazer uma rosca nova sem abrir o motor. Primeira tentativa falhou.
Como se não bastasse, pedi uma moto emprestada para ir para a casa onde estava, me entregaram uma Kasinski Way 125, que saí pilotando bem feliz, pois adoro uma moto diferente, mas dois km depois o pneu furou. Eu parei a moto já sambando pra todo lado com seu pneu linguiça de câmara e comecei a ter um ataque de riso. Olhei pro céu para ver se nenhum objeto vindo do espaço neste momento iria me atingir. Mandei uma mensagem de texto para o Vinicius que vinha do trabalho e me socorreu na esquina onde eu estava sendo fritado pelo sol. Deixei a magrela lá torrando para ver se ela aprende a não me sacanear.
Já era quarta quando um engenheiro da Dafra foi até SJRP para comprar o retentor, fazer verificações na moto, constatar que a segunda tentativa de fazer a rosca do eixo estava indo bem, acompanhar a montagem e realmente concluímos que ir para a Bolívia era impossível naquele estado, que o reparo feito era para rodar ate São Paulo, deixar a moto lá para ano que vem instalar a peça nova.
Apesar de tudo isso ainda me considero um sortudo, pois na casa dos meus amigos havia uma piscina maravilhosa onde eu diariamente refrescava as idéias, antes que até mesmo meus neurônios desistissem da vida difícil que se apresentava.
A Kasinski de pneu furado que deixei numa esquina da cidade, depois fomos de pick-up busca-la. Ao terminar o serviço na City, o responsável por fixar a porca na nova rosca me garantiu que poderia rodar muito e com tranqüilidade, que agora estava melhor que quando nova. Eu tinha então três opções; retornar para São Paulo e parar a viagem neste ponto, fazer o trecho pretendido no Brasil, que seria feito na volta e englobava principalmente os estados do MG e RJ ou seguir para Bolívia.
Sou descrente de qualquer religião e desapegado de todo misticismo, mas qualquer um diria que tem alguma urucubaca indicando para não ir para Bolívia. Em todo momento que estou a caminho uma peça quebra, alguma outra proposta surge, e isso pelas minhas contas aconteceu mais de cinco vezes só nesse ano, nessa viagem com a Citycom. Já estive prestes a entrar na Bolívia algumas semanas antes e recebi uma proposta da BMW, já tive problemas com retentores três vezes e agora com o eixo, entre outras questões pessoais. Então decidi pelo meio termo: abortar a ideia da Bolívia nesse momento, mas não obedecer ao engenheiro da Dafra, e por isso, parti em direção a Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais.
By Mundo de Moto


