
Uma pastilha de freio de uma motocicleta foi comprada certa vez na cor grafite. A peça era de fabricação chinesa e logo após a compra o piloto freou bruscamente e a única coisa que sobrou do grafite foi um pedaço de papelão. Essa história verídica foi apresentada pelo ex-diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes, na manhã desta quinta-feira, dia 05 de abril.
Este é somente um exemplo do que ocorre com mais frequência do que imaginamos no mercado de peças brasileiro. Mas isso deverá mudar. Pelo menos é uma promessa. A previsão do governo é que a autarquia comece a fiscalizar e a certificar as pastilhas de freio já para o início do segundo semestre deste ano.
Até 2015, 11 peças de veículos em geral, tanto nacionais quanto importados, só poderão ser vendidas com o selo do Inmetro. E neste ano, por meio da norma ABTN 14.958-5 categoria L (veículos sobre duas rodas), a autarquia vai regulamentar os materiais de atrito produzidos no Brasil para pastilhas e patins de freio de motos mediante rigorosos requisitos de durabilidade e desempenho.
A pergunta que fica é se as peças aumentarão de valor. Isso porque será exigido um bom investimento dos fabricantes de autopeças para se adequarem as normas futuras. Mas de acordo o Sindicato dos Fabricantes de Autopeças (Sindipeças), os preços oferecidos ao consumidor não sofrerão nenhuma alteração drástica.
Fonte: Best Riders