Raúl Boetsch

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    Fazedor de Chuva
    • Jul 2012
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    #1

    Raúl Boetsch

    Não bastava ir de Santa Fe, na Argentina, ao Ushuaia. Também não era suficiente ir ao Alasca. O FC Raúl Boetsch queria mais. Por isso, decidiu fazer tudo isso, mas com um Torino, ano 1980.

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    A aventura de Raúl começou em 2009 e foram necessárias 10 viagens até agora para sair de Santa Fe, ir ao Ushuaia e passar pelo Alasca. As viagens aconteciam em torno de duas a cinco semanas, sempre que conseguia uma folga no trabalho. Às vezes, o intervalo de uma partida para outra demorava até 11 meses, que foi o tempo que o carro "ficou esperando" por GCFC Raúl em Fairbanks.

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    Em algumas ocasiões ele partia com a família ou com amigos. O carro percorreu 52 mil quilômetros desde que saiu de Santa Fe até Sacramento, na Califórnia, onde está neste momento. Até chegar em casa, Raúl acredita que o carro alcance 70 mil quilômetros. Conforme Raúl, o modelo Torino foi produzido na Argentina entre os anos 1963 e 1981. Foram 100 mil unidades fabricadas e atualmente cerca de 6 mil estão circulando pelas ruas.

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    A explicação para tudo isso está na paixão pelo Torino, que Raúl usou inclusive para chegar na igreja no dia do seu casamento, e a paixão por viajar. "Gosto é de viajar, não importa como. Já viajei de bicicleta pelo Himalaia, já viajei de caiaque, carro e moto", conta GCFC Raúl.

    E a próxima viagem, ainda sem destino, deve ser de motocicleta.

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    Mas para alcançar o título de Grande Cacique Fazedor de Chuva foram diversas dificuldades. No Oiapoque, no extremo norte do Brasil, o carro apresentou um problema mecânico e ficou parado três dias em uma oficina, sendo que precisava de peças que não eram fabricadas nem na Argentina. O jeito foi dar um "jeitinho brasileiro" e transformar peças.

    Porém, o momento mais difícil ainda estava por vir. Quando faltavam 400 quilômetros para chegar a Fairbanks, no Alasca, o para-brisa do carro quebrou. Depois de 100 km, não conseguiu um para-brisa (que era raro inclusive na Argentina), mas óculos e capacete para se proteger de pedregulhos, chuva e etc. Então como o carro ficou 11 meses no Alasca, Raúl trouxe o para-brisa diretamente da Argentina, porém o mesmo, conquistado com muito esforço, chegou quebrado. A solução foi usar um acrílico e muita fita adesiva, que inclusive está no carro até agora. E o GCFC Raúl diz que depois de chegar a Santa Fe, o Torino deve ser doado a um museu com o "para-brisa" especial.

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    Nome: Raúl Boetsch
    Idade: 51 anos
    Profissão: médico anestesista
    Cidade: Santo Tomé, em Santa Fe, na Argentina
    Carro: Torino, 1980
    Última edição por karine; 10-12-13, 20:54.
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